domingo, 30 de julho de 2017

Confissões do demônio a um sacerdote



Nunca mais fui o mesmo depois de ler isso

“O batismo e a confissão são o pior para nós.” Caso verídico de um exorcismo em que o demônio foi obrigado a falar.
Estes trechos são parte de um sermão de três horas que o demônio fez através da pessoa de M.A.W., de Bondorf – Floresta Negra (Alemanha) no ano de 1910. O demônio repetiu muitas vezes, muitas vezes, três a quatro vezes, assim facilmente podia anotar tudo. Dezessete (17) pessoas assistiram esta cena e ficaram estarrecidas com estes acontecimentos e, com as assinaturas de todas, tudo foi examinado e aprovado. Isto prova o grande poder do espírito das trevas.
DEMÔNIO: – Eu tenho que falar, devo falar…
EXORCISTA: – Diga somente aquilo que Deus te ordenou a falar. Aquilo que Deus não ordenou a revelar não diga, sobre o resto cala-te! (Estas palavras o sacerdote repetiu muitas vezes).
DEMÔNIO: – Eu tenho que falar. Aquele lá de cima me ordenou que te contasse (tudo), como nós enganamos os homens, como seduzimos os homens deste tempo. Nós inspiramos os homens. Nós dizemos aos homens: “Não é assim como os velhos falam, como ensinaram e acreditaram. Bobagem, incrível – que bobagem, tudo bobagem! A verdadeira religião não é assim como os velhos dizem. Vocês precisam ouvir somente o que a razão diz.
O que a gente não pode compreender não precisa acreditar, não precisa acreditar, não precisa”. Quando falamos assim eles se afastam da verdadeira religião, afastam-se da revelação e fazem uma religião para si, uma religião deles. Ha, ha…, então é fácil incutir neles: “Deus não existe, Deus morreu, morreu, que Deus existe isto é crença de mulher velha.
E o que mais inspiramos aos homens: liberdade é tudo, tudo – juntar dinheiro, riquezas, prazeres, alegrias, gozar a vida aqui na terra”. “Liberdade! – fazer o que quero – Liberdade. Ha, haaaa…
E tenho que falar – a respeito da Grande Mulher (Mãe de Deus) – a respeito da veneração à Grande Mulher. Nós dizemos aos homens, inspiramos aos homens, Haaaa…: – O que adianta tudo isto? Ela não é essencial. Vocês precisam concentrar-se no essencial da religião. Ela não é essencial”.
Estes homens bobos não compreendem que com isso – deixando a Veneração à Grande Mulher – perdem justamente o essencial. Estes homens tolos não sabem como “Aquele lá de cima” – o Altíssimo – a ama. Ele a ama como a si mesmo. Sim, sim, uma única palavra que Ela fala ao Altíssimo já é atendida – tudo o que Ela diz se realiza – tudo – tudo o que Ela pede se realiza…
O TERÇO – é a oração mais forte e mais nobre. Uma única Ave-Maria tem poder, poder… Uma única Ave-Maria até o purgatório, o lugar do sofrimento… Quando um homem diz: Ave-Maria – a Grande Mulher se alegra, e como se alegra – e nós huuu levamos um susto, susto, susto! Mas nós trabalhamos e inspiramos e cochichamos nos ouvidos dos homens: – o Terço não adianta – é rotina – é costume, é tagarelice – vocês precisam rezar outras orações, outras, ouviram, outras… O Terço é um terror para o inferno.
Também o escapulário…
Nós dizemos aos homens: – O que adianta esses pãezinhos, pãezinhos (hóstias) – nós temos a tarefa de destruir tudo isto, tudo isto, é nossa obra, nossa, nossa…
Nós inspiramos aos homens dizendo: – Os dias de festas??? Ha, ha, dias de festa??? Estes dias de festa devem desaparecer! Sim, desaparecer… Ou mudar tudo – os dias de festa que não conseguimos destruir – apagar – devem tornar-se dias de abundância, dias de esbanjamento… Para nós é melhor que estes dias não existam.
Porque muitos iriam à Igreja – rezar – fazer adoração, fazer as cerimônias e assim iriam atrair sobre si a MISERICÓRDIA DE DEUS. Nós vamos atrás dos grandes, dos grandes, os pequenos vêm por si… Nós também dizemos que tudo é natural, natural, natural… Dizemos que o demônio não tem influência, ha, haa! – e eles acreditam tudo… Nós agora atacamos principalmente os sacerdotes e dizemos a eles: – “O demônio tem influência sobre as coisas materiais”. Mas os sacerdotes esqueceram o que ensinou a sua Santa Igreja. Não sabem mais quanto poder, quantas forças receberam na hora da ordenação e não conhecem mais que poder tem tudo, também as coisas bentas, eles não conhecem mais quanto poder elas tem, as coisas bentas por eles.
Eles deveriam reconhecer isto pelo efeito que tem tais coisas bentas, quando são usadas com humildade e piedade. Nós também inspiramos que o demônio está preso numa corrente, há, há, corrente – eles acham que não podemos fazer nada – vocês sabem como somos presos??? Presos nada – nós temos liberdade, nós podemos tentar os homens, perseguir os homens… Vocês sabem por que Aquele permitiu isto? Como poderia ser glorificado seu Nome se houvesse vitória, vitória sobre nós, vitória em seu Nome. Mas o Lúcifer – sim ele está preso no inferno – até o tempo em que surgir o anti-Cristo.
Na Igreja – durante o sermão nós fazemos assim: nós cuidamos que o padre pregue bossa-nova, um sermão moderno… Com os ouvintes nós fazemos assim, para os grandes dizemos: – “O que, você vai escutar o sermão??? Você já sabe tudo isto – tudo você já sabe, melhor do que o padre… Você sabe o que deve fazer… E não é bem assim como o pregador diz… Com o povo simples nós fazemos assim: Pois quando os homens escutam o sermão com humildade e quando estão preparados para entender tudo – isto seria para eles – para eles de grande vantagem – e para nós isto seria prejuízo… Você nem calcula quanto prejuízo é para nós um bom sermão… Huiiii – Eu tenho que falar – falar.
Quando os homens se reúnem para adorar “Aquele lá de cima” – então os anjos deles também se reúnem e se alegram – alegram, mas nós não podemos chegar perto – anjos, anjos… Mas quando os homens se reúnem por nós, em nosso nome, então nós nos alegramos quando criticam, criticam… nós nos alegramos, mas os anjos se afastam… Você deve saber que todo homem tem um anjo, sim um anjo… O anjo está sempre à direita, à esquerda nós, sempre ao lado… O anjo quer levar o homem ao caminho do bem, mas nós o tentamos, conquistamos… Quando nós conseguimos conquistar o homem, então o anjo sai, mas depois ele volta – ele faz tudo para levar o homem de volta ao bom caminho. Anjo, anjo… E quando o homem segue o bom caminho, aceita o conselho do anjo então o anjo nos manda embora e nós temos muito medo dele… Mas apesar disto nós não desistimos logo, nós rodeamos o homem e procuramos jogar as nossas redes sobre ele… Mas a Grande Mulher nos prejudica muito. Nós também fazemos nossa reunião, somos muito numerosos.
Você deve saber que também sabemos pensar como você e quem de nós tem a opinião melhor – esta aceitamos. Quando os homens fazem reunião e não rezam e não tem fé, então o lucro é sempre nosso. Mas quando começam a reunião com Deus, então a obra é de Deus.
O Batismo e a Confissão é o pior para nós. Antes do Batismo temos muito poder sobre as almas, mas no Batismo ela é arrancada de nossas mãos. Pior ainda é a Confissão, porque lá nós já não temos tudo em nossas mãos, em nossas garras e por uma boa confissão tudo é perdido, tudo é arrancado de nós… Mas nós inspiramos os homens dizendo: – O que? Você quer confessar? O que você quer dizer a um simples homem, homem como você? Ele é bem igual a você….. Ou nós inspiramos tanta vergonha, que já não é capaz de falar… Mas quando o homem vence a vergonha então está perdido para nós… Começa o horror para nós…
Quando o homem está na hora da morte, estamos presentes, sempre são muitos de nós que vem…Então mostramos a ele seus inumeráveis pecados, mostramos todo o tempo que perdeu em ninharias, falamos da justiça de Deus, da severidade d’Aquele lá de cima – fazemos de tudo para deixá-lo confuso e para que fique com medo, com horror… e ele não tem coragem de arrepender-se… e depois choramos e gritamos para que ele não ouça o que os outros dizem. Mas quando vem a Grande Mulher – num só instante devemos desaparecer. Ela vem e cuida do seu filho. O homem é aliviado e Ela toma a sua alma e a leva até o Céu. E no Céu tem muitas alegrias e festa… Quando levamos uma alma para o inferno, os diabos também fazem festa. No momento que a alma se separa do corpo ela é julgada. Vocês não sabem e não podem imaginar como é isso – nós o sabemos muito bem, mas para vocês isto é incompreensível… Tenho que falar, tenho que falar…
Tenho que contar do nosso caso. Foi a vaidade que nos levou a este estado, foi a vaidade que nos tirou lá do Céu… Huuuuu! Não existe nenhum homem nesta terra que já não foi atacado pela vaidade. Os homens são assim: quando fazem alguma coisa boa, querem que todos os homens o saibam e vejam… Eles não reconhecem que aquilo que fazem é Obra do Altíssimo. Tenho que falar, tenho que contar das alegrias do Céu para vocês. Huuuu! Para nós não há mais esperança! Eternamente sem esperança! A maior alegria do Céu é de contemplar a face de Deus. Escuta, escuta bem (diz, chegando perto do sacerdote), escuta o que digo: se pudesse só por um pouco de tempo contemplar esta face, aceitaria passar por todos os tormentos que existem (isso foi dito com tanta dor, que as palavras me penetraram pelo corpo e pela alma, estremeci, disse o sacerdote).
Tenho que falar, tenho que contar dos nossos tormentos. Os homens acham que é o fogo que nos atormenta. Sim, sim, é fogo, fogo, mas um fogo de vingança. Você sabe qual é o tormento maior no inferno? A ira do Altíssimo! Você não pode imaginar como Ele é terrível na ira, como nós o experimentamos e o temos continuamente em nossa frente, diante dos nossos olhos… Aiiii de nós! Também tenho que dizer como o pecado é horrível… Se vocês pudessem nos ver… Ai de nós. Podemos somente pecar, pecar – somos monstros – mas o pecado é mais horrível – é muito mais feio do que nós… Temos o poder de tentar todos os homens, fazê-los pecar, só a Grande Mulher não, Aquele lá de cima nos proibiu de tocá-la, mas aquele que d´Ela nasceu, nós tentamos, sim, nós tentamos, você sabe porquê? Para vocês terem um exemplo, um modelo de como se luta contra nós. Haaaa… Não foram os judeus que o mataram, fomos nós, nós, nós.
Nós entramos nos judeus e conseguimos maltratá-lo, soltamos todas nossas fúrias, toda a nossa raiva, matamos Aquele. (O sacerdote ressalta: com estas palavras o demônio, através da pessoa, mostrou uma alegria, uma satisfação tão grande, tão feia que quem não viu não pode imaginar tal risada…). Você sabe que na hora da morte d´Aquele ainda ganhamos uma alma? O sacerdote respondeu: – A alma do bom ladrão você não ganhou. E o demônio: – Sabe por quê? Por causa d´Ela que estava aos pés da cruz. (Havia um motivo, mas o sacerdote não anotou e esqueceu).
Continua o demônio: – Com os jovens nós fazemos assim: cuidamos que um desperte o amor no outro. Eles acham que não há nada de mal… não sabem como se expõem ao perigo e como facilitam o nosso trabalho… Em geral cuidamos que o homem se torne preguiçoso e se afaste do bom caminho, até que por fim chegue a dizer: não quero rezar, não tenho vontade, não vou à Igreja, estou cansado demais… Não quero jejuar, sou muito fraco para viver uma vida assim.
Também cuidamos para que tudo agora seja provado pela ciência, para que tudo tenha fundamento científico. Isto também é nossa obra. Quando o homem levanta de manhã cedo e não inicia o dia com a oração e com a boa intenção, o dia é nosso. Se o homem começa o dia com a oração, está perdido para nós. Tenho que dizer também o que é assim – e assim (a pessoa imita o sinal da cruz) – é um horror para nós. Inspiramos os homens e dizemos: Que adianta tudo isso? Isto é água como a outra água, água qualquer (água benta); isto é pão como o outro pão (referindo-se à Hóstia) e sal, também não é o melhor (do sal bento para as cerimônias). Nós dizemos: é bobagem, tudo bobagem. Olha você (dirigindo-se ao sacerdote), a água apaga os pecados veniais, sim, os veniais… Ó se eu pudesse ganhar uma só gotinha, uma só gota, o que não faria!…? Agora teria arrependimento, mas é tarde, é tarde, não há mais esperança. Aiii de mim! Se vocês soubessem que grandiosidade é o sacrifício (Missa)!
O sacrifício que é feito pelo filho d’Aquele lá de cima, em nome d’Ele, vocês participariam bem diferente neste sacrifício que estão participando agora. É o sacrifício mais sublime, é o maior sacrifício. Oh, se eu pudesse participar num só sacrifício, se pudessem nos dar o valor de um só destes sacrifícios… Se vocês soubessem o que é para as vossas almas, o lucro, quando vocês meditam, contemplam o sofrimento e a morte d’Ele… Quem o contemplar, quem se abrigar em suas chagas, nunca mais… Por que vocês não contemplam mais a grande bondade do Altíssimo? Vocês cometem milhões de pecados, sim, vocês engolem os pecados como se fossem água. Mas quando fazeis penitência, então Ele perdoa e vos aceita novamente. Um tal… Vocês tem um tal… (A palavra foi mal pronunciada). Nós cometemos um só pecado, só um, e fomos condenados.
Vocês sabem por que os primeiros homens não foram condenados também? Porque não conheciam o céu, é por isso? Se vocês soubessem, se vocês soubessem, se pudessem ver quantos diabos os cercam… Vocês estariam perplexos… Se também agora sou obrigado a dizer tudo isso, então todos os outros meus companheiros, junto comigo, trabalharemos para destruir tudo o que revelamos a vocês. Esconderemos tudo, faremos com que vocês esqueçam de tudo e procuraremos vocês em toda a parte para confundir seus pensamentos, para tirá-los do bom caminho e lançá-los no abismo do inferno, do pecado.
Quando vocês se reúnem, nós também aparecemos em grande número e fazemos tudo para que a reunião não tenha efeito, para que seja monótona, para que não haja vida… Mas quando alguém diz “em nome d’Aquele que está no céu” e ainda faz assim, assim e assim (sinal da cruz) então devemos fugir, fugir no mesmo instante, podemos só olhar de longe, observar o que vocês fazem. Vejam, assim treme o inferno, quando vem uma ordem d’Aquele lá de cima. Devemos fugir (enquanto o demônio disse assim, produziu na pessoa um tremor que não se pode imitar e seu rosto cobriu-se com pelos. Era horrível de ver…). Depois ele disse: vocês podem ganhar a alma dos maiores, é só fazer assim e assim (sinal da cruz). Quando vocês têm muita fé, nós devemos nos afastar. Assim vocês poderiam ganhar muitas almas e para nós estaria tudo perdido.
Quando vocês todos fazem assim e assim, devemos nos calar. Por que você começou tudo isso? Por que você me pergunta? (Ao sacerdote) Eu sei, você não queria fazer isso, nós que judiamos bastante de você, não é? Mas é Aquele lá de cima que te inspirou e te ajuda. Oh! Vamos judiar muito de você, mas enquanto você conservar a fé, então vencerá.
Nesse momento o sacerdote disse ao demônio: – “Sim, em nome de Jesus devemos lutar”. O demônio respondeu: – “Sim, e você sabe como se pronuncia este nome? Olha aqui, deve-se pronunciar este nome assim (a pessoa ajoelhou-se no chão e disse), assim deve-se pronunciar este nome, pois sem devoção e respeito não se deve pronunciá-lo, não se deve desonrar o nome… Com isto o demônio calou e a pessoa voltou a si, recebendo de novo o domínio sobre os seus sentidos. O sacerdote quis dar uma explicação a outras pessoas que também estavam presentes, mas o demônio voltou e continuou a falar. Preciso ainda dizer alguma coisa… O Anjo assim ordenou.
Vocês devem se esforçar e viver sempre unidos, unidos, unidos, unidos, ouviram? U n i d o s … Um deve viver pelo outro, um trabalhar pelo outro, devem comunicar-se mutuamente, falar das vossas experiências, ser família. Vocês devem ajudar-se mutuamente, um deve ajudar o outro, assim todo o inferno nada consegue com vocês, nada, nada, pois quando conquistamos um de vocês, vem o outro, manda-nos embora e se fosse somente um de vocês que se lembrasse de fazer assim, assim e assim então teríamos esperanças de vencê-los, mas onde mais de um, dois, três fazem (sinal da cruz), aí não podemos fazer nada… E se tivéssemos conquistado todos e houvesse um que fizesse assim (sinal da cruz), então este um nos mandaria embora…
Vocês terão muito que suportar, sofrer e lutar, mas enquanto estiverem unidos, vencerão. Vão lutando, vão lutando, vocês não sabem quanta vantagem e quanto lucro vocês têm… Eu tenho que falar, falar… Sim, vocês assim ganham muitas almas. Vocês não têm somente vantagem para a sua vida, mas também para a sua morte, pois na hora da morte nenhum de nós poderá se aproximar de vocês se continuarem a lutar e a sofrer assim.
Neste tempo haveis de conquistar muitos irmãos; sim, em pouco tempo sereis numerosos. Não serão os grandes que vos seguirão, mas somente os pequenos, assim como o mais alto início das coisas da fé com pequenos, impotentes, assim Ele levará toda a obra a um bom fim pelos pequenos. Nós ainda vamos preparar muitas armadilhas para vós, mas quando invocais a Grande Mulher, Ela há de interceder por vós.
Segurai também aquilo, aquilo, aqueles propósitos que fizeram a respeito dos santos Anjos. Então sereis vitoriosos. Vede o que o mais ‘ Alto’ faz por vocês. Ele ordena ao demônio dizer todas as verdades. Ele ordena o demônio a fazer-vos um sermão e ainda não o acreditais… Que coisa é essa, tenho que falar aquilo que me causa tanto prejuízo, tenho que revelar tudo contra a minha vontade. Ai de mim, ai de mim, não há mais esperanças para mim, nenhuma esperança, estamos todos perdidos.
Ninguém pode acreditar, assim relata o exorcista, como era horrível de ouvir tudo aquilo, de ver todo aquele desespero do demônio, aqueles traços horríveis, aquele rosto desfigurado da pessoa, e os gritos de angústia que ecoaram, as queixas e aflições depois da fúria e as batidas que me transpassaram na alma e no corpo, penetraram até a medula dos ossos.


quinta-feira, 27 de julho de 2017

Ateu vira padre após ler diário espiritual da esposa que rezou a vida inteira por ele


Esposas, nunca se esqueçam disso: Deus JAMAIS as abandonará e SEMPRE ouvirá suas orações

Elisabeth Arrighi Leseur (* 16 de outubro de 1866 – + 3 de maio de 1914), nome de batismo Paulina Elisabeth Arrighi, foi uma mística francesa mais conhecida por seu diário espiritual e pela conversão de seu marido, Félix Leseur (1861-1950), um médico e conhecido líder do movimento anticlerical e ateísta francês. A causa para a beatificação de Elisabeth Leseur foi iniciada em 1934.
Elisabeth nasceu em Paris numa abastada família francesa de origem corsa. Ela tinha tido hepatite quando criança, que retornou ao longo de sua vida com ataques de gravidade variável.
Em 1887, ela conheceu o médico Félix Leseur (1861-1950), também oriundo de uma rica família católica. Pouco antes de se casarem em 31 de julho de 1889, Elisabeth descobriu que Félix havia deixado de ser um católico praticante. O Dr. Félix Leseur logo se tornou conhecido como materialista e colaborador de jornais anticlericais em Paris.
Abastada pelo nascimento e pelo casamento, Elisabeth fazia parte de um grupo social cultivado, educado, e geralmente antirreligioso. A ligação do casal era forte, embora ofuscada pela falta de filhos e por seu sempre crescente desacordo religioso. Dr. Leseur tudo fez para extinguir a fé da esposa; coagiu-a a ler obras de autores racionalistas, como “Les Origines du Christianisme” e “La Vie de Jésus” de Ernest Renan.
Elisabeth, porém, percebeu a fragilidade das hipóteses de Renan e quis confrontar a validade dos seus argumentos, dedicando-se intensamente ao estudo da Religião, do Evangelho e de São Tomás de Aquino.
De uma religiosidade convencional em sua juventude, Elisabeth Leseur foi motivada, pelos ataques de seu marido contra o Cristianismo e a religião, a sondar mais profundamente a sua fé. Assim, ela teve uma conversão religiosa com a idade de trinta e dois. Desse momento em diante, ela considerou sua principal tarefa rezar pela conversão de seu marido, mantendo-se paciente diante de seus ataques constantes sobre a sua fé.
Quando podia, ela trabalhava em projetos de caridade para as famílias pobres e fundou outras atividades de caridade. Sua vasta correspondência espiritual por muitos anos não foi do conhecimento de seu marido. Ela se preocupava com os “pobres” ou os “menos”, mas sua saúde se deteriorando restringia sua capacidade de responder a esta preocupação.
Em 1907 sua saúde deteriorou-se de tal forma, que ela foi forçada a levar uma vida sedentária, recebendo visitantes e dirigindo sua casa a partir de uma chaise-longue. Em 1911 ela sofreu uma cirurgia e a radioterapia por causa de um tumor maligno, recuperado, e depois ficou acamada até julho de 1913. Ela morreu de câncer generalizado em 3 de maio de 1914.
Espiritualidade
Desde o início, ela organizou a sua vida espiritual em torno de um padrão de disciplina de oração, meditação, leitura, prática sacramental, e escrita. Caridade era o princípio organizador de seu ascetismo. Em sua abordagem à mortificação, ela seguia São Francisco de Sales, que recomendava moderação e estratégias internas ocultas em vez de práticas externas.
Legado
Após sua morte, seu marido encontrou uma nota dirigida a ele em que ela profetizava sobre sua conversão e que ele se tornaria padre. A fim de se livrar de tais “superstições”, Dr. Félix foi ao santuário mariano de Lourdes, querendo expor os relatos de curas lá como falsos. Na gruta de Lourdes, no entanto, ele passou por uma conversão religiosa.]
Padre Leseur
Posteriormente, Dr. Felix publicou o diário de sua esposa, “Journal et pensées pour chaque jour” (Diário e Pensamentos para cada dia). Devido à sua recepção favorável, um ano mais tarde publicou algumas das cartas de sua esposa sob o título de “Lettres sur la Souffrance” (Cartas a respeito do Sofrimento), Paris 1918; “La Vie Spirituelle” (A Vida Espiritual) Paris 1918; “Lettres à des Incroyants” (Cartas aos Incrédulos) Paris 1922.
No outono de 1919 ele tornou-se noviço dominicano e foi ordenado sacerdote em 1923. Pe. Leseur passou a maior parte de seus restantes vinte e sete anos de vida falando publicamente sobre os escritos espirituais de sua esposa. Ele colaborou na abertura da causa de beatificação de Elisabeth em 1934.
No ano de 1924, Fulton J. Sheen, que mais tarde se tornaria arcebispo e uma figura popular de televisão e de rádio americanos, fez um retiro sob a direção de Pe. Leseur. Durante muitas horas de direção espiritual, Sheen teve conhecimento da vida de Elisabeth e da conversão de Félix. Sheen posteriormente repetiu essa história de conversão em muitas de suas apresentações.
Referências:
Leseur O.P., Fr. Felix, “In Memoriam”, Journal et pensees de chaque jour, Paris, 2005;
Ruffing R.S.M., Janet K., “Physical Illness: A Mystically Transformative Element in the Life of Elizabeth Leseur”, Spiritual Life, Vol.40, Number 4, Winter 1994;
Ruffing R.S.M., Janet K., “Elizabeth Laseur: A Strangely Forgotten Modern Saint”, in Lay Sanctity, Medieval and Modern, Ann W. Astrell, ed.
* Sheen, Fulton J. “Marriage Problems” (part 40 of a recorded catechism, available online)


A mulher americana que virou freira para que seu marido se tornasse padre


No meio dessa situação estranha, Cornelia Connelly permaneceu firme em busca da santidade

Nascida em uma grande família presbiteriana na Filadélfia, Cornelia Peacock foi rapidamente introduzida em uma vida de dificuldades e abandono. Seu pai morreu quando ela tinha nove anos. Ela também perdeu sua mãe quando completou 14.
Uma bela jovem que atraiu a atenção de um pastor da Igreja Episcopal. Apesar da oposição de sua família, Cornelia casou-se com o Reverendo Pierce Connelly em 1831.
Eles se mudaram para o Mississippi, onde Connelly trabalhou como pastor de uma igreja local. Cornelia deu à luz dois filhos lá e, durante aquele tempo, o casal começou a explorar a fé católica. Connelly, então, renunciou ao seu cargo de pastor e resolveu viajar para Roma.
Ambos foram recebidos na fé católica, mas Connelly desejava ser ordenado sacerdote católico. Na época, não havia permissão para que um homem casado fosse ordenado no rito latino, por isso sugeriu-se que ele seguisse o rito oriental. O conselho não se adequava a Connelly e, com o tempo, ele começou a abandonar seu desejo.
A família desfrutou de um curto período de tempo na Itália e retornou a Louisiana para que Connelly pudesse ensinar inglês em uma faculdade jesuíta. Cornelia dava aulas de música em uma escola local e criava seus quatro filhos.
No entanto, Connelly não estava satisfeito e voltou a perseguir o sacerdócio. Isso aconteceu quando Cornelia já estava grávida de seu quinto filho. Ela era compreensivelmente resistente à ideia, mas, de alguma forma, via isso como vontade de Deus.
A família voltou para Roma. Para que Connelly fosse ordenado sacerdote, Cornelia teve que entrar no Convento do Sagrado Coração na Trinita dei Monti. Tendo dado à luz recentemente, ela foi autorizada a levar seu filho ao convento, mas viveu primeiro como leiga para cuidar de seu filho. Connelly começou os estudos para o sacerdócio. Antes de se tornar diácono, Cornelia pediu-lhe para reconsiderar sua busca.
Connelly insistiu em sua ordenação, e Cornelia concordou a fazer o voto de castidade, aceitando-a como a vontade de Deus. Connelly foi ordenado sacerdote e ela se tornou freira. Cornelia confiava que Deus traria um bem maior para aquela situação.
Um bispo na Inglaterra ouviu falar de Cornelia e perguntou se ela estava disposta a participar de uma ordem religiosa voltada à educação. Novamente, confiando que Deus estava no controle, Cornelia viajou para a Inglaterra com seus dois filhos mais novos e fundou a Society of the Child Jesus (Sociedade do Menino Jesus). No início, as irmãs davam aulas para crianças pobres na Inglaterra. Depois, fundaram escolas na Europa, nos Estados Unidos e na África.
A marca registrada das escolas, baseada na própria filosofia e experiências de vida de Cornelia, era a dignidade de toda pessoa humana. Além disso, ao contrário do humor geral da época, ela acreditava que as escolas deveriam ser parecidas com as casas, e as irmãs deveriam ser mães amorosas, que tratavam os alunos com atenção e respeito.
Embora tenha sido bem sucedida com sua nova ordem religiosa, seu marido ficou perturbado. Ele foi a Roma e se apresentou como cofundador da ordem de sua esposa, buscando obter poderes sobre ela. Cornelia soube disso quando um conjunto de constituições que ele elaborou chegou aos bispos ingleses. Ela teve que colocar tudo em pratos limpos e negar o envolvimento dele com a ordem.
Connelly, então, chegou a processar a mulher, e, depois, tirou os filhos dela e renunciou ao seu sacerdócio e à fé católica. Isso a afligiu e ela sofreu muito com o distanciamento e o destino infeliz de seu marido. Connelly começou a ganhar a vida escrevendo artigos contra a fé católica.
Em meio a todos os acontecimentos, Cornelia manteve sua confiança inabalável em Deus. Ela escreveu em seu caderno: “Eu pertenço a Deus. Não há nada no mundo que eu não deixaria fazer por Sua Sagrada Vontade e para satisfazê-Lo”.
Após sua morte, em 1879, sua perseverante santidade através de tão grande sofrimento foi uma inspiração para muitos. Uma causa para a sua canonização foi aberta e, em 1992, ela foi oficialmente declarada, “venerável”.

https://pt.aleteia.org/2017/07/17/a-mulher-americana-que-virou-freira-para-que-seu-marido-se-tornasse-padre/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

terça-feira, 25 de julho de 2017

Os estragos causados pela pornografia na mente de quem a consome


A pornografia causa transtornos físicos e psíquicos, violência e afeta a fertilidade

 “O consumo contínuo da pornografia entre os rapazes pode gerar problemas sexuais graves, como, por exemplo, a disfunção erétil e a perda de atração pela própria mulher”. É o que afirma Thomas Lickona, psicólogo do desenvolvimento, que dedica especial atenção aos temas ligados à família, escola e aos jovens. Ele também é professor emérito da Universidade do Estado de Nova Iorque, em Cortaland, e fundador e diretor do Center for the 4th and 5th Rs- Respect and Responsability (http://www.cortland.edu/character).
Em uma entrevista concedida ao periódico Family and Media, o professor Lickona conta quais são os efeitos negativos do consumo da pornografia entre os jovens. Ele destaca que “o Journal of the American Medical Association PsychiatryI argumenta que o uso da pornografia gera uma redução de material cinzento do cérebro e uma sensível queda do interesse pelas mulheres reais”.
Mas em que são baseados estes estudos? O professor afirma que “os neurocientistas encontram na dopamina, um agente neuroquímico liberado pelo cérebro, a explicação para isso. A dopamina é um neurotransmissor do prazer e da motivação, que está por trás da resposta: sim, eu quero!” Também é a substância do desejo. Para entendermos melhor, sem ela, não nos motivaríamos nem sequer a tomar um sorvete no verão. Quando o nível de dopamina cai, o mesmo acontece com a motivação.
Os níveis de dopamina aumentam, sobretudo, diante de imprevistos e novidades, especialmente se são do tipo sexual. A pornografia consegue estimular continuamente o usuário, colocando-o diante de “mulheres” sempre novas, que, embora sejam virtuais, obrigam o cérebro a liberar dopamina em abundância.
O professor americano ainda afirma que “passaram-se dois anos desde que Terry Crews, famoso por seus anúncios de loções pós-barba, tornou pública sua dependência pela pornografia e sua difícil luta para sair dela. Se é verdade que o consumo de pornografia causa formas de dependência similares à dependência do consumo de cocaína, álcool e anfetaminas, como podemos ajudar de modo eficaz quem sofre deste problema?”
O próprio professor responde: “felizmente, as conexões neurológicas causadas pela pornografia não são irreversíveis. Eliminando o consumo de material pornográfico, os níveis de liberação de dopamina voltarão ao normal. Muitas pessoas são capazes de sair sozinhas deste túnel de dependência, mas outras precisam de ajuda e assistência concreta de um terapeuta, um psicólogo ou uma terapia de grupo.”
Há várias organizações parecidas com os Alcoólicos Anônimos, que desintoxicam o vício da pornografia. Além disso, recentemente, o doutor Kevin Majeres, psiquiatra da Escola de Medicina de Harvard, criou um site – http://www.overcomingcravings.com – que oferece módulos específicos de apoio online para quem precisa.
O psicoterapeuta católico Peter Kleponis também propõe um programa de abandono da pornografia e destaca que há fatores emocionais, como a solidão, a insegurança, o estresse, o desassossego e até feridas psicológicas causadas pela separação ou divórcio, que podem levar as pessoas à pornografia.
Segundo a Associação Americana de Pediatras, o consumo de pornografia pelos jovens tem, como efeitos, a aceitação da infidelidade na relação de casais e a percepção do casamento como algo obsoleto.
Em relação a isso, o professor Thomas Lickona afirma que a pornografia – que é um grande negócio para seus promotores – gera entre os usuários “uma grande tolerância a violações e a forte queda do desejo de formar uma família e ter filhos”.
De acordo com estudos da Associação Americana de Pediatras, “a pornografia provoca nos jovens uma tendência sexual impessoal e egocêntrica, que os empurra para relações livres e sem amarras, diferentemente de uma relação de amor, com compromissos, deveres e responsabilidades”.
Por outro lado, “os pesquisadores também afirmam que contrair matrimônio e ser pai são dois dos maiores compromissos que podemos adotar em nossa vida. Porém, a pornografia projeta nos jovens uma visão diferente e totalmente oposta, debilitando os valores baseados no amor, na responsabilidade e no sacrifício exigidos pelo casamento e na educação dos filhos.
O professor Lickona diz ainda que “além de separar o sexo do amor, a pornografia apresenta uma imagem muito deformada, quase não-humana, das relações sexuais; não mostra comportamentos saudáveis como a conversa amorosa, os beijos e os gestos de afeto. Na pornografia, tudo é desviado e distorcido. O abuso do sexo é a norma.”

Vídeos cada vez mais violentos

O professor também acrescenta: “Em um mercado competitivo, os produtores de conteúdos pornográficos produzem vídeos cada vez mais violentos. Em um estudo sobre os filmes pornográficos mais vistos, em primeiro lugar estão os que possuem cenas violentas, onde a mulher é humilhada física e verbalmente.”
A revista Sexual Addiction and Compulsivity publicou uma série de estudos sobre a pornografia em diversos países, muito focados nos efeitos da pornografia da internet sobre os adolescentes. Estas são as principais conclusões:
  1. Quanto mais material de sexo explícito os adolescentes veem na internet, mais insistentemente pensam em sexo. Definitivamente, entram em um círculo vicioso.
  2. Quanto mais os adolescentes consomem pornografia, mais existirá a possibilidade de eles estarem propensos ao sexo ocasional e a ter relações sexuais mais cedo.
  3. Quanto mais material pornográfico eles virem, será mais provável que pratiquem comportamentos sexuais desviados e de alto risco.
  4. Se os adolescentes estiverem expostos a material pornográfico com cenas de violência, muito provavelmente eles terão hábitos sexuais agressivos.
  5. Quanto mais material pornográfico os adolescentes consumirem, haverá mais possibilidade de eles caírem em depressão ou cometerem crimes.
  6.  As meninas tendem a se sentir fisicamente inferiores às mulheres que elas veem nos materiais pornográficos.
  7. Os meninos tendem a ter medo de não estar à altura dos homens que eles veem nos vídeos pornôs.
Perguntado se com as mulheres ocorre o mesmo que os homens que consomem material pornográfico, o professor Lickona disse que, antes, os homens consumiam mais pornografia, mas os estudos feitos recentemente nos Estados Unidos mostraram que o consumo também está aumentando entre as mulheres.

https://pt.aleteia.org/2017/07/23/os-estragos-da-pornografia-na-mente-de-quem-a-consome/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

5 orações para quando você tiver medo da morte

Palavras poderosas para ter ao alcance das mãos “agora e na hora de nossa morte”

A morte pode causar medo – inclusive aos católicos – porque somos humanos. Conhecemos a perda e a dor, compreendemos o sofrimento. Nossa sociedade não suporta a contemplação de nossa morte, nem como abstração futura com base em nossa idade e nossas condições de saúde, nem como perspectiva mais ou menos iminente. E, no entanto, como nos lembra Jesus nos Evangelhos, não nos damos conta de que vivemos em um mundo onde nosso fim chegará provavelmente como um ladrão no cair da noite.
É uma benção o fato de as orações nos oferecerem palavras de consolo e preparação para aqueles momentos em que devemos enfrentar o temor da morte.
Veja 5 orações e outras sugestões para ajudar a enfrentar este medo.
1 – Dirija-se a São José
A tradição diz que José morreu pacificamente entre os braços da sua amada esposa e do filho adotivo. Há melhor pessoa para interceder por nós, para que tenhamos um fim tão abençoado?
Oração a São José para uma boa morte
São José, 
que morrestes nos braços de Jesus e Maria,
meu amável protetor,
socorrei-me em todas as necessidades
e perigos da vida,
mas principalmente na hora suprema,
vindo suavizar minhas dores,
enxugar minhas lágrimas,
fechar suavemente meus olhos,
enquanto pronunciar
os dulcíssimos nomes:
Jesus, Maria, José,
salvai a minha alma.
Amém

2 – Peça a graça de derrotar o inimigo
O medo da morte é uma das maiores fraudes do diabo. Reze para receber a graça de resistir às mentiras do inimigo durante sua vida e para se fortalecer na batalha final.
Oração a Cristo para obter a graça de vencer o inimigo
Senhor Jesus,
Infunde em mim o espírito do teu amor,
para que na hora de minha morte
eu possa ser digno de vencer o inimigo
e receber a coroa celestial.
Amém

3 – “Entre” em Cristo
Se morrermos com Cristo, seguramente ressuscitaremos com ele. Quando o medo da morde nos invadir, esta esplêndida ladainha nos lembrará do nosso refúgio.
Anima Christi (tradicional)
Alma de Cristo, santifica-me
Corpo de Cristo, salva-me
Sangue de Cristo, extasia-me
Água que vem de Cristo, lava-me
Paixão de Cristo, conforta-me
Ó bom Jesus, escuta-me
Entre tuas feridas, esconde-me
Não permitas que me separe de ti
E dos exércitos do maligno, defende-me
E na hora da Morte, chama-me
E deixa-me ir a ti
E com teus santos, louvar-te
Pelos séculos dos séculos
Amém

4 – Faça amizade com a “Irmã Morte”
São Francisco de Assis conclui seu esplêndido louvor à criação de Deus com a oração à Irmã Morte. Quando nós a reconhecermos como nossa irmã, podemos nos preparar e ficarmos prontos para quando ela chegar.
Do Cântico das Criaturas
Louvado sejas, meu Senhor, 
pela nossa irmã, a morte corporal,
da qual homem algum pode escapar.

Louvai todos e bendizei o meu Senhor!
Dai-Lhe graças e servi-O
com grande humildade! 

 5 – Descanse na certeza de que tudo dará certo
A religiosa inglesa medieval, Juliana de Norwich, morreu  com uma visão verdadeira da realidade do amor eterno de Deus. Repetir esta oração baseada em seus escritos pode ser um meio de consolo diante de qualquer tipo de medo e ansiedade.
Oração para o consolo (baseada nos escritos de santa Juliana de Norwich)
Deus, tu és minha ajuda e meu consolo;
Tu me reparas e me rodeias de um amor tão terno
Que posso sentir tua presença junto a mim agora e sempre.
Amém

Outras sugestões
Além das 5 orações, sirva-se das tradicionais, como a Ave-Maria e a oração ao Anjo da Guarda. Você também pode usar as palavras que Jesus proferiu no momento de sua morte: “Em tuas mãos, Senhor, encomendo o meu espírito” (Salmo 31). Você também pode encontrar consolo no Salmo 23 (“O senhor é meu pastor”), no 46 (“Deus é meu refúgio e minha força”) e no 91 (“Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará”). Leia os salmos em voz alta. Geralmente, isso ajuda a encontrar novos significados.


sábado, 15 de julho de 2017

O silêncio

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    Onde quer que você esteja, seja a alma deste lugar...
    Discutir não alimenta.    
    Reclamar não resolve.    
    Revolta não auxilia. 
    Desespero não ilumina. 
    Tristeza não leva a nada. 
    Lágrima não substitui suor. 
    Irritação intoxica. 
    Deserção agrava. 
    Calúnia responde sempre com o pior. 
    Para todos os males, só existe um medicamento de eficiência comprovada. 
    Continuar na paz, compreendendo, ajudando, aguardando o curso sábio do Tempo, na certeza de que o que não for bom para os outros não será bom para nós...
    Pessoas feridas ferem pessoas.
    Pessoas curadas curam pessoas.
    Pessoas amadas amam pessoas.
    Pessoas transformadas transformam pessoas.
    Pessoas chatas chateiam pessoas.
    Pessoas amarguradas amarguram pessoas.
    Pessoas santificadas santificam pessoas.
    Quem eu sou interfere diretamente naqueles que estão ao meu redor.
    Acorde…
Se cubra de Gratidão, se encha de Amor e recomece… 
    O que for benção pra sua vida,  Deus te entregará, e o que não for, ele te 
livrará! 
    Um dia bonito nem sempre é um dia de sol…
    Mas com certeza é um dia de Paz.

            Deus abençoe.

Coração Doloroso e Imaculado de Maria, rogai por nós!



Descubra o poder desta invocação

Por Reginald Garrigou-Lagrange — Diz-se que, quando pessoas consagradas a Deus, mas em estado de pecado mortal, aproximavam-se de Santa Catarina de Sena, ela via seus pecados e sentia uma tal náusea, que era obrigada a virar o rosto.
Por mais forte razão, a Santa Virgem via o pecado nas almas culpadas como nós vemos, nós, as feridas purulentas em um corpo doente. Ora, a plenitude de graça e de caridade, que não cessou de crescer nela desde sua imaculada conceição, aumentava proporcionalmente em seu coração a capacidade de sofrer do maior dos males. De fato, disto sofre-se tanto mais quanto mais se ama a Deus, Bem soberano, a quem ofende o pecado; e as almas, que o pecado mortal desvia de seu fim último e as torna dignas da morte eterna.
Maria, sobretudo, vê, sem ilusão possível, preparar-se e consumar-se o maior dos crimes: o deicídio; ela vê o paroxismo do ódio contra aquele que é a Luz, a mesma Bondade e Autor da salvação.
Para entrever o que foi o sofrimento de Maria, é preciso pensar em seu amor natural e sobrenatural, em seu amor teologal, por seu Filho único, não apenas amado, mas legitimamente adorado, a quem amava muito mais que a sua própria vida, posto que era seu Deus. Ela o concebera miraculosamente, o amava com um coração de Virgem, o mais puro, o mais tenro, o mais rico de caridade que jamais existiu, excetuado o coração do Salvador.
Ela sabia incomparavelmente melhor que nós a razão superior da crucifixão: a redenção das almas pecadoras; e, no mesmo instante, tornava-se, de modo mais profundo que nunca, a mãe espiritual destas almas por salvar.
Se Abraão sofreu de modo heróico ao preparar-se para imolar seu filho, não sofreu senão por algumas horas, e um anjo desceu do céu para impedir a imolação de Isaac. Ao contrário, desde as palavras do velho Simeão, Maria não cessará de oferecer aquele que devia ser Sacerdote e vítima e se oferecer com ele. Esta dolorosa oblação durará por anos e, se um anjo desceu do céu para parar a imolação de Isaac, nenhum desceu para impedir a de Jesus.
Donde a invocação “Coração doloroso e imaculado de Maria, rogai por nós”. Nesta invocação, a palavra “imaculado” lembra o que Maria recebeu de Deus e “doloroso”, tudo o que fez e tudo que sofreu com seu Filho, por Ele e n’Ele, para nossa salvação. Com Ele, mereceu, de um mérito de conveniência, não apenas a aplicação dos méritos do Salvador a tal ou tal alma, como Santa Mônica por Santo Agostinho, mas mereceu com o Redentor “a liberação do gênero humano” ou a redenção objetiva, donde o título de Corredentora, que lhe é mais e mais reconhecido pela Igreja.
Verdadeiramente, a plenitude de graça e de caridade aumenta consideravelmente nela a capacidade de sofrer do maior dos males. Ela, que deu à luz a seu Filho sem dor, dá à luz aos cristãos em meio aos maiores sofrimentos. Que preço pagou por nós? “Nós lhe custamos seu Filho único”, diz Bossuet. “Era a vontade do Pai eterno fazer nascer filhos adotivos pela morte do Filho verdadeiro”.

Extraído de “La Capacité de souffir du péché en Marie Immaculée”,
in: Angelicum, vol. 31 (1954), fasc. 4, pp. 352-357.
Tradução para o português do site Permanência.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Napoleão Bonaparte tentou “derrubar” Nossa Senhora, mas…


Deus “derrubou os poderosos de seus tronos”

O poderoso general francês Napoleão Bonaparte, que se tornou imperador da França, via em Nossa Senhora uma espécie de “rival” por causa da… sua data de nascimento!
Napoleão nasceu no dia 15 de agosto de 1769, dia em que a Igreja celebra a Assunção de Nossa Senhora. Mesmo quando adulto, o general se incomodava por ter que “dividir” a sua festa de aniversário com a celebração do dia em que Nossa Senhora foi levada ao céu.
E a irritação do general ainda piorava: é que, no dia da Assunção de Maria, também se celebra, na França, o “voto de Luís XIII”: este rei tinha emitido, em 15 de agosto de 1637, um decreto solene que colocava a nação francesa sob a explícita proteção da Mãe de Deus!
O que muito bem poderia lhe dar orgulho e serenidade o incomodava. Para Napoleão, a França talvez devesse contar apenas com ele, o invencível, o genial, o poderoso imperador…
Para completar, a Igreja lia, no dia 15 de agosto, a célebre passagem bíblica do Magnificat:
[Deus] Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes”.
Todo aniversário de Napoleão era “arruinado”, assim, pela lembrança exposta por Nossa Senhora de que “Deus dispersa os soberbos nos pensamentos dos seus corações”!
Foi então que Napoleão teve a ideia de lançar um decreto, em 19 de fevereiro de 1806, abolindo a festa da Assunção e substituindo-a pela festa de… São Napoleão!
Papa Pio VII protestou, é claro, declarando que é “inadmissível que o poder civil substitua o culto a Nossa Senhora Assunta ao Céu pelo culto de um santo inexistente, com intolerável interferência do poder temporal no espiritual”.
Napoleão, porém, não ouviu ninguém.
E como acabou Napoleão? Todos sabemos.
“Deus derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes”.
E quanto a Maria? Depois da abdicação do imperador, em março de 1814, a França lhe devolveu a solenidade da Assunção.
Afinal,
“Deus olhou para a humildade da sua serva. Desde agora e para sempre, todas as gerações me chamarão bem-aventurada, pois o Poderoso fez em mim grandes coisas. Santo é o Seu nome”.
________
A partir de texto de Maria Corvo no site italiano intemirifugio.it

“Nossa Senhora veio aqui porque queria curar o Padre Pio”

O Padre Pio esteve uma vez severamente doente, de cama, e Nossa Senhora de Fátima fez-lhe uma visita para curá-lo

Quase todo o mundo conhece Nossa Senhora de Fátima. Quase todo o mundo já ouviu falar de São Padre Pio. Mas quantos sabem que o Padre Pio esteve uma vez severamente doente, de cama, e Nossa Senhora de Fátima fez-lhe uma visita para curá-lo?
O evento miraculoso aconteceu em 1959. Naquela primavera, a imagem de Nossa Senhora de Fátima tinha vindo de Portugal para visitar as capitais das províncias da Itália, em várias paradas. Viajando de helicóptero, a imagem de Nossa Senhora deveria seguir para Foggia, onde o bispo Paolo Carta tinha preparado uma recepção calorosa para a Santíssima Virgem. Mas houve um desvio na rota.
Mais tarde, em 1997, como bispo emérito, ele contaria essa história à fundação Voce di Padre Pio, falando um pouco sobre o amor de longa dataque o Padre Pio sempre cultivou por Nossa Senhora de Fátima:
Acho que posso afirmar que na metade de século que se seguiu, ninguém dentro da Igreja deu a Fátima uma resposta mais completa do que o Padre Pio. A ansiedade maternal do Imaculado Coração de Maria pelas almas que se precipitavam no inferno, invadiu profunda e completamente o coração do Padre Pio, que fez da sua vida inteira um grande sacrifício para que Nosso Senhor livrasse as almas da condenação eterna.
O bispo sublinhou que, em Fátima, Nossa Senhora havia pedido especialmente pela oração do Rosário. “E quem poderia contar as horas que o Padre Pio passou a rezar pela conversão e salvação dos pecadores? E com que amorosa insistência ele não recomendava o Rosário a todos como meio de atingir a salvação?”
Além disso, o bispo também apontou para os incontáveis atos de mortificação, penitências e sofrimentos praticados pelo Padre Pio para salvar as almas do inferno, em resposta ao que Nossa Senhora havia pedido. “Esta resposta heroica do Padre Pio merecia um sinal de mimo materno de Nossa Senhora — e o sinal foi maravilhoso.”
Para a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, vinda de Portugal, estava programada uma passagem pela grande cidade de Foggia, no começo de agosto. O mosteiro de San Giovanni Rotondo pertencia à diocese de Foggia, mas o Padre Pio estava severamente doente, acamado por conta de uma pleurite, desde o dia 5 de maio. Se estava impossibilitado até de celebrar a Santa Missa, quanto mais de peregrinar até Foggia!
“Mas poderia uma Mãe com um Imaculado Coração tão sensível e delicado não visitar seu filho mais querido, o Padre Pio?”, conta o bispo Paolo Carta.
Por algum motivo, o itinerário mudou. A imagem não iria mais para Foggia, e sim para San Giovanni Rotondo. A alegria tomou conta dos ares enquanto as pessoas se reuniam em volta do mosteiro. Com a ajuda de um alto-falante, o Padre Pio foi capaz de prepará-los para a chegada de sua Mãe, no dia 6 de agosto.
Naquela manhã, o Padre Pio conseguiu descer até a igreja e alcançar a imagem de Nossa Senhora — “mas teve que se sentar pois estava exausto”, observou o bispo, e depois “ele deu a ela um Rosário dourado”. ” A imagem foi rebaixada diante do seu rosto e ele lhe deu um beijo. Foi um gesto de muito carinho.”
Naquele mesmo dia, entre as duas e três da tarde, Nossa Senhora de Fátima estava mais uma vez no helicóptero, pronta para partir rumo ao seu próximo destino. Decolando da Casa Sollievo della Sofferenza — construída por ideia e inspiração do Padre Pio e inaugurada a 5 de maio de 1956 —, o helicóptero deu três voltas em torno do mosteiro antes de voar em direção à sua próxima parada. (Nem o piloto da aeronave conseguiu explicar, depois, por que se deram aquelas voltas.)
O bispo Paolo Carta descreveu ainda como, “de uma janela, o Padre Pio viu o helicóptero voar para longe, com os olhos cheios de lágrimas. Para Nossa Senhora que estava no voo, o Padre Pio lamentou com uma confiança que era própria dele: ‘Minha Senhora, minha Mãe, vieste à Itália e eu fiquei doente, agora te vais embora e me deixas doente ainda.'”
Mas, enquanto o helicóptero dava voltas no ar, ele sentiu um arrepio, uma “sacudida” em todo o seu corpo. O bispo repetiu, então, aquilo que o Padre Pio diria pelo resto de sua vida: ” Naquele mesmo instante eu senti um tremor nos meus ossos que me curou imediatamente.” O bispo acrescentou ainda as palavras do seu diretor espiritual, para confirmar o evento: “Num momento, o padre sentiu uma força misteriosa em seu corpo e disse aos seus confrades: ‘Estou curado.’ Ele estava forte e saudável como nunca antes na sua vida.”
No livro Padre Pio, a Personal Portrait (“Padre Pio, um retrato pessoal”, sem tradução para o português), publicado originalmente em 1978 e relançado recentemente, o frei Francesco Napolitano, que trabalhou com o santo de Pietrelcina, dá o seu próprio testemunho: “Eu estava presente no momento e posso atestar que o Padre Pio nunca se sentiu tão saudável como depois da partida da imagem de Nossa Senhora de Fátima.”
Quando contaram ao santo frade que um artigo, no jornal de Foggia, perguntava o por que a imagem de Nossa Senhora de Fátima tinha ido a San Giovanni Rotondo, em vez de ir ao Santuário de São Miguel, no monte Sant’Angelo, também localizado em Foggia, o bispo Paolo Carta repete aquilo que o Padre Pio costumava responder, com muita simplicidade: ” Nossa Senhora veio aqui para curar o Padre Pio.”
Três dias após a visita da Virgem, ele estava de volta a celebrar a Santa Missa.

Sobre o porquê de Nossa Senhora de Fátima ter visitado o Padre Pio, o bispo Paolo Carta tinha a sua própria opinião:
Gosto de acrescentar que ela veio também por causa do exemplo de devoção ardente do Padre Pio. A sua recuperação prodigiosa iria despertar na Itália e no mundo um fervoroso aumento de amor e confiança no Imaculado Coração de Maria.
E a partir deste maravilhoso episódio nós devemos fazer uma santa resolução de sempre crescer nesta devoção, com uma resposta generosa à mensagem de Fátima, recitando fervorosamente o Rosário todos os dias, rezando e oferecendo os nossos sofrimentos pela conversão dos pecadores, e recebendo a Comunhão nos primeiros sábados de cada mês, na esperança de que estas palavras consoladoras se tornem verdade para nós: ‘A quem abraçar esta devoção, prometo a salvação, e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu trono.’
A promessa da Virgem de Fátima é que as almas por ela queridas seriam como “flores”. Pela resposta que deu às suas mensagens e pedidos, no entanto, o Padre Pio está mais para um ramalhete inteiro.