terça-feira, 31 de janeiro de 2017

7 milagres eucarísticos na Itália que estão entre os mais conhecidos da história da Igreja

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1 – Lanciano – por volta do ano 700
Este milagre aconteceu no mosteiro de San Legoziano, dos monges de São Basílio. Na década de 1970, foi submetido à análise científica de dois peritos: o Dr. Odoardo Linoli, chefe de serviço dos Hospitais Reunidos de Arezzo e professor de anatomia e história patológica e de química e microscopia clínica, e o Dr. Ruggero Bertelli, professor emérito de anatomia humana na Universidade de Siena. Resultados da análise, segundo o relatório científico de 4 de março de 1971:
– A carne é verdadeira carne.
– O sangue é verdadeiro sangue.
– A carne pertence ao tecido muscular do coração.
– A carne e o sangue são do mesmo tipo AB e pertencem à espécie humana.
– É o mesmo tipo de sangue encontrado no Santo Sudário de Turim.
– Trata-se de carne e sangue de uma pessoa viva: viva não apenas na hora do milagre, ocorrido 1.200 anos antes, mas viva ainda hoje, já que as características de conservação do sangue são as mesmas de uma amostra de sangue humano colhido no mesmo dia.
– No sangue, além das proteínas normais, foram encontrados os seguintes minerais: cloretos, fósforos, magnésio, potássio, sódio e cálcio.
– A conservação da carne e do sangue, mantidos em estado natural durante 12 séculos e expostos à ação de agentes atmosféricos e biológicos, é um fenômeno inexplicável (imagem em destaque).
Os médicos disseram aos monges: “É o Verbo feito carne”.
2 – Ferrara – 28/03/1171
Propagava-se a perigosa heresia de Berengário de Tours, que negava a Eucaristia. O padre Pedro de Verona celebrava com mais três sacerdotes a missa de Páscoa na hoje basílica de Santa Maria in Vado quando a hóstia se transformou em carne: o sangue que caiu no altar tem suas marcas visíveis até os nossos dias. Em 1981, foi encontrado em Londres um documento de 1197 narrando o fato, que também é atestado pelo cardeal Migliatori (1404) e por uma bula do papa Eugênio IV (1442) encontrada em Roma em 1975.
3 – Orvieto e Bolsena – 1263
Jesus tinha pedido à beata Juliana de Cornillon (1258) a introdução da festa do Corpus Christi (O Corpo de Cristo) no calendário litúrgico da Igreja. O padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, em que ocorreu o milagre: da hóstia consagrada caíram gotas de sangue sobre o corporal… O papa Urbano IV (1262-1264) residia em Orvieto e ordenou ao bispo Santiago levar as relíquias de Bolsena a Orvieto. Com a bula Transiturus de mundo, de 11 de agosto de 1264, o pontífice determinou que na quinta-feira após a oitava de Pentecostes passaria a ser celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo papa de compor o ofício da celebração. Em 1290, foi construída a catedral de Orvieto, chamada de “lírio das catedrais”.
4 – Offida – 1273
Ricciarella Stasio era uma devota imprudente que realizava práticas supersticiosas com a Eucaristia. Em uma das sessões, a hóstia consagrada se transformou em carne e sangue que foram entregues ao padre Giacomo Diattolevi e são conservados até hoje.
5 – Siena – 1330
Um sacerdote colocou indevidamente uma hóstia dentro do seu breviário para levá-la a um doente grave. A hóstia se liquefez em sangue e molho as páginas do livro, que são veneradas na Basílica de Santa Rita de Cássia como “Corpus Domini”.
6 – Turim – 1453
A igreja e o sacrário da catedral de Milão foram saqueados e o ostensório de prata roubado e levado de carruagem para Turim, onde o cavalo parou em frente à igreja de São Silvestre. O ostensório, enquanto caía ao chão, ficou flutuando “com grande esplendor, como o sol”. Foi chamado o bispo Ludovico Romagnano. Em sua presença, o ostensório caiu ao chão, mas a hóstia continuou flutuando no ar até descer num cálice que o bispo segurava. O relato é documentado nos Fatos Capitulares de 1454 a 1456 e levou à construção da igreja “Corpus Domini”.
7 – Siena – 1730
Na basílica de São Francisco, em Siena, ladrões lançaram ao chão 223 hóstias consagradas, que foram achadas entre as esmolas e outros papéis. Guardadas, nunca se decompuseram. A partir de 1914, foram feitos exames químicos que comprovaram o perfeito estado de conservação do pão.
Via Aleteia

Está chegando o Encontro Vocacional da Comunidade Pantokrator!


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Nos dias 4 e 5 de março acontecerá o Encontro Vocacional da Comunidade Pantokrator.
Ele tem como objetivo apresentar o chamado próprio da Comunidade e as maneiras de vivê-lo, fazendo com que os participantes experimentem um pouco do que é viver em comunidade.
O encontro vocacional é aberto, sem necessidade de inscrição prévia, e é gratuito.
Acontece durante todo o dia do sábado e do domingo, proporcionando além de conhecimento sobre o carisma da Comunidade, experiência de Deus e fraternidade. Ele acontece ao mesmo tempo, além de Campinas, que é a nossa sede, também em Santos, Jaguariúna e São José dos Campos.
Ao final do encontro vocacional, caso haja identificação com o carisma da Comunidade, o candidato preenche uma ficha e passa para a próxima fase, que é fase de entrevista pessoal. Durante um mês, todos os candidatos são entrevistados, a fim de a Comunidade conhecer melhor cada um deles e também como meio deles tirarem dúvidas a respeito da Comunidade.
Você já se questionou se Deus te chama a algo mais?
O encontro vocacional é sempre um momento de muita graça na vida da Comunidade, e pode ser o meio adequado para escutar a Deus e sua vontade.
É uma alegria receber e acompanhar cada um dos que nos procuram interessados pela vocação da Comunidade!
Para mais informações deve-se procurar por Deise, através do email: vocacional@pantokrator.org.br.

http://pantokrator.org.br/po/acontece-na-comunidade/esta-chegando-o-encontro-vocacional-da-comunidade-pantokrator/

domingo, 29 de janeiro de 2017

Nossa Senhora do Rosário milagrosa Padroeira de Lima (Peru)

Inúmeros são os milagres registrados pela História, operados por intercessão de Nossa Senhora, através de alguma de suas imagens: enfermos curados, pecadores convertidos, necessitados socorridos. Entretanto, uma imagem da Virgem Santíssima que tenha dirigido a palavra a três santos... não é habitual. Esse prodígio entretanto ocorreu com a imagem da Padroeira de Lima, que falou com Santa Rosa de Lima, São João Macias e São Martim de Porres!
  • Valdis Grinsteins
Entramos na igreja do Rosário, que fica próxima da bela e ampla Praça de Armas, em Lima, no Peru. Em silêncio, caminhamos da porta para o altarmor, passando ao lado de vários altares e imagens de santos da Ordem dominicana. Do lado esquerdo aparece uma imagem de Nossa Senhora – belíssima. Em determinado momento, meu acompanhante diz:
– “Ouça, se ocorrer um terremoto fique perto desta imagem”.
Surpreso, olho para ele. Já presenciei terremotos e sei que, no momento do tremor da terra, todos sentem uma inclinação natural de correr para onde não haja nada que possa cair sobre a cabeça. Vendo minha desconfiança, ele narra o que aconteceu com São João Macias.
– "Ele estava rezando neste local quando começou um terremoto. São João Macias levantou-se, e, como qualquer mortal, correu para o claustro do convento. Nisto ouviu que a imagem lhe dizia: ‘Frei João, Frei João, aonde vais?’ Ele teve ânimo para deter-se  e responder: ‘Senhora, estou fugindo como os outros do rigor de vosso Santíssimo Filho’. Então Nossa Senhora respondeu-lhe: ‘Volta e fica tranqüilo, que aqui estou eu’. Depois disso o Santo sempre afirmava que não tinha melhor refúgio para os terremotos do que a capela da Virgem do Rosário. De fato, sempre que ocorre um terremoto na cidade, pede-se aos fiéis presentes nessa igreja que não saiam, e até hoje nunca se lamentou qualquer desgraça".
– “Convenceu-me!, respondi-lhe. Em caso de terremoto aqui ficarei, bem ao lado da Virgem”.
No início de seu culto, milagre espetacular
A imagem de Nossa Senhora do Rosário, de tamanho natural, tem uma história que se confunde com a da cidade de Lima. Quando fundada, em 1535, a capital peruana recebeu a imagem como presente do Imperador Carlos V.
Quando os espanhóis foram conquistar a cidade de Cuzco, capital do Império Inca, encontraram um formidável exército de indígenas barrando a entrada. A desproporção era tremenda: os espanhóis contavam apenas 600 homens, enquanto os índios somavam dezenas de milhares. Quando estes foram atacar os espanhóis, apareceu Nossa Senhora do Rosário com uma vara na mão, com a qual ameaçava os pagãos, impedindo-os de ferir os católicos. Ante esta visão, os indígenas não só fugiram, mas pediram a paz e muitos solicitaram o batismo.
Foram tantos os milagres realizados pela imagem que numerosas confrarias foram fundadas para propagar sua devoção. A primeira foi de silvícolas, em 1554. Seguiram-se uma de nobres chamada "dos espanhóis", em 1562, e outra denominada de "pardos", em 1564. As senhoras doavam suas jóias à imagem, que chegou a ser uma das mais ricas da cidade. Muitos nobres deixavam em seus testamentos indicações para lhe serem ofertados seus bens. O altar, o andor, os tocheiros, tudo era de prata. De tal maneira afluíam as doações que, por ocasião da procissão de 1643,  a imagem levava dois milhões de pérolas e jóias diversas! E tudo isso era feito com o bom gosto e a categoria que caracterizam os usos e costumes da nação peruana.
Em 1922, por ocasião do ato da coroação canônica da imagem, foram distribuídos seis mil rosários de prata e nácar aos presentes à solenidade!
Nossa Senhora do Rosário e seus devotos santos...
Todavia, as melhores jóias de Nossa Senhora não são as materiais, mas aquelas almas santas que brilharam por suas virtudes e devoção a Ela.
Santa Rosa de Lima - Gregório Vasques (séc XVII) Museu de Arte Colonial, Bogotá (Colômbia)
Uma das maiores devotas dessa imagem foi a grande Santa Rosa de Lima. Consta na Bula de sua canonização que Nossa Senhora do Rosário conversou com ela. Quando a santa contava  pouca idade, perguntou à imagem se deveria ser chamada Isabel (seu nome de batismo) ou Rosa (denominação usada por sua mãe e nome com o qual Santo Toríbio de Mogrovejo a tinha crismado). Nossa Senhora respondeu-lhe que se chamasse Rosa de Santa Maria.
Outro milagre se deu num domingo de Ramos. Quando ela foi rezar diante da imagem, notou que Nossa Senhora a olhava com especial benevolência. E que, em determinado momento, voltou-se para o Menino Jesus em seus braços. Este disse então à Santa: "Rosa de meu coração, Eu te quero por esposa". Santa Rosa caiu desmaiada. No piso da igreja onde o prodígio aconteceu, encontra-se hoje uma placa comemorativa do fato. Além disso, quando Santa Rosa faleceu, seu corpo foi levado para a igreja do Rosário. Ao entrar ali o corpo da Santa, a face de Nossa Senhora resplandeceu de modo brilhante, maravilha testemunhada por todos os presentes.
São João Macías estava certo dia orando diante da imagem quando de repente entrou em êxtase,  ficando suspenso no ar. Um noviço dominicano, Frei Antonio Espino, presenciou o prodígio e saiu correndo para comunicar a todos do convento. Contudo, São João interceptou-o na porta,  proibindo-o de narrar o que vira até sua morte.
De São Martim de Porres conta-se que não só conversava com a imagem, mas que, em certa ocasião, esta ordenou a um anjo que tocasse o sino do convento, função exercida por São Martim, que se encontrava ausente.
Milagres para todo tipo de devotos
No dia 19 de novembro de 1614,  um devoto, Afonso Pérez de Guzmán, foi rezar diante da imagem. Ele era um soldado espanhol que tinha sido ferido pelos índios araucanos no Chile, durante uma batalha. Coxo, só podia andar de muletas. Quando implorava ajuda a Nossa Senhora do Rosário, sentiu que as forças lhe faltavam e desmaiou. Ao acordar, estava totalmente curado. O osso estava no seu lugar e desaparecera o buraco – tão grande que nele se podia introduzir a mão – aberto pelo ferimento.
Na parede da capela da milagrosa imagem via-se outrora um tambor pendurado. Estranho e inusitado objeto, representava ele um contraste com as numerosas jóias doadas pela nobreza de Lima. Qual a origem desse tambor? No ano de 1615, enfrentaram-se nas águas do Pacífico a esquadra espanhola e a de um pirata holandês. Em meio à luta, um capitão espanhol de nome Albendín, estando ferido e vendo seu barco afundar, invocou a proteção da Virgem do Rosário, tendo pulado na água. Para não morrer afogado, agarrou-se a um tambor – objeto que dificilmente se manteria boiando. Mas, contra toda a expectativa, as ondas lançaram o capitão na praia, com o seu tambor salvador. E, em agradecimento, o militar deixou-o pendurado na parede da capela, onde permanece por mais de 200 anos.
Segura Protetora nos terremotos ... espirituais
Esses são alguns dos milagres materiais operados pela prodigiosa imagem. Os espirituais, no entanto  – tão mais importantes, como por exemplo as conversões –, fruto das graças recebidas diante dela, são também muito numerosos. Por isso, há sempre devotos rezando aos pés da milagrosa Padroeira de Lima.
Lentamente e com muito pesar, tive que me afastar da imagem. Quanta história, quanta bondade, quantos milagres realizaram-se naquele local! E refletia então: se por ocasião de um  terremoto físico é seguro estar perto dEla, quanto mais necessário não será sua intercessão nestes dias de contínuos terremotos espirituais?
Para o coração materno a distância não existe. Assim, quando o caro leitor sentir tudo tremer a seu lado e muitas coisas ameaçarem cair-lhe sobre a cabeça, não deixe de invocar Nossa Senhora do Rosário.  Ela o protegerá!
Fontes de referência:

Recopilação de fatos históricos da Arquiconfraria de Nossa senhora do Rosário de Espanhóis, Irmãos 24, Lima, 1945.
- Rubén Vargas Ugarte, S.J., Historia del culto a Maria en Iberoamérica, Tallerres Gráficos Jura,  Madrid, 3ª edição, 1956.

Nenhum sofrimento é em vão


As pessoas querem uma resposta mágica, uma técnica ou um truque para acabar com o sofrimento. Mas não existe

Nenhum sofrimento é em vão

Nenhum sofrimento é em vão. E eu não estou me referindo ao sofrimento que proporcionamos ao próximo. Estou me referindo ao sofrimento que, de certo modo, é um treino para nós. Nosso sofrimento é útil neste mundo, e isso é uma bênção que faz com que nossas perdas sejam um pouco mais fáceis de lidar.
Na noite passada, eu estava sentado na sala de estar no começo da madrugada e, enquanto revisava o texto de uma pessoa,  chegou um e-mail de um amigo. É um amigo divertido, e revisar o estilo de um texto, não é. Então, decidi abrir a mensagem.
Ele estava escrevendo do hospital. Um de seus amigos mais próximos acabava de ser internado, depois de três anos e meio lutando contra um agressivo câncer no cérebro. Ele me pedia conselho sobre como acompanhar seu amigo. Desculpou-se por me escrever com um tema tão doloroso, mas precisava de ajuda de verdade.
A longa noite no hospital
Meus pensamentos voltaram a três meses atrás, naquela longa noite que eu passei no hospital, sentado junto à cama de minha irmã. Era o fim de seis meses dedicados quase que totalmente a ela. Escrevi, aqui, sobre aquele último dia e noite. Foi uma dor inconcebível.
Por isso, tinha algo a dizer a meu amigo, algo que podia dizer com autoridade. Quando minha irmã agonizava –  e durante um tempo depois de sua morte –, as pessoas me diziam todos os tipos de coisas, com a intenção de ajudar e consolar. Recebi muitos conselhos, juntamente com a condolências fraternais. A intenção era boa e, geralmente, via verdade no que estavam dizendo. Mas, mesmo assim, queria que grade parte deles se calassem ou que se calassem e dessem o fora.
Alguns tentavam fazer que a coisa parecesse fácil. Mas, isso só piorava o problema. Inclusive, quando percebiam a dor, muitos falavam de algo que não conheciam. Talvez dissessem verdades, mas eram verdades não vividas.
Aqueles que tinham sofrido da mesma forma, raramente diziam algo. Já sabiam o que estava acontecendo. As poucas palavras que pronunciavam eram com autoridade. Inclusive seu sincero “sinto muito” significava muito, porque tinham passado pela mesma coisa.
Falavam com a solidariedade de amigos, de velhos companheiros. Eu me sentia como se estivéssemos ombro a ombro na guerra. Nenhum deles falava como se tivesse resposta. Não tinha de dizer muito, porque o que diziam era sempre útil. A compreensão deles era o suficiente.
A mensagem de resposta
Claro, respondi imediatamente ao meu amigo. E isso foi o que eu lhe disse:
As pessoas que passam por algo assim, geralmente, desejam uma resposta mágica, algum truque ou método infalível, algo que possam fazer e que sirva de ajuda de verdade. Sei isso por experiência própria. E também sei que não existe nada disso.
Minha resposta não é dramática e, talvez, não seja satisfatória. Mas, o melhor que você pode fazer é acompanhar seu amigo, somente isso: acompanhar.
Disse-lhe que, segundo minha experiência e o que aprendi com os outros, os agonizantes não querem nada de nós, não querem sermões, não querem interagir com a gente. Talvez, nós queremos isso, mas eles não. Não podemos fazer nada (com exceção da ajuda, na prática), além de estar com eles. Isso era o que a minha irmã queria.
Falei ao meu amigo sobre o fim. Minha esposa e eu ficamos sentados junto a Karen nos seus últimos dias. Era tudo o que ela queria. Não queria falar. De toda forma, não há nada para dizer. A maioria não quer escutar piedades, nem sequer ouvir sobre o que acreditam.
Então, me sentei com ela durante sua última noite, despois que ela tinha piorado claramente, até que decidiu que queria ir al hospital. Quando chegamos lá, por volta das 10 horas, ela já estava adormecida. Rezamos ao seu lado e,  depois, fiquei a noite toda sentado ao lado dela. Minha esposa, Hope, dormiu no sofá.
Eu pegava na mão da minha irmã e, de vez em quando, cantava. Talvez, em grande parte, por satisfação própria, mesmo que alguns especialistas afirmem que os agonizantes podem escutar tudo, inclusive quando pensamos que eles estão dormindo. Talvez, porque tinha escutado aquela música na rádio aquele dia, cantei várias vezes o primeiro verso de Long May You Run, de Neil Young. Não sei a que se refere o “coração cromado” da letra, mas “seu coração cromado brilhando sob o sol / longo seja o seu caminho” me parecia apropriado para ela.
De vez em quando, conversava com ela. Rezei muitas dezenas do terço. Chorei muito.
O fato de eu estar lá nos últimos dias era importante para ela. Rezo para que minha presença no hospital depois que ela dormiu também tenha significado muito para ela, mesmo que isso eu só vá saber no próximo mundo.
Mas o acompanhe, simplesmente esteja aí. É muito importante.
Isso foi o que escrevi ao meu amigo e lhe pareceu útil. O sofrimento daquele dia com minha irmã foi útil para aquele que precisava escutar alguém que já tivesse passado por essa experiência. É algo que alivia muito a carga, quando há muitas coisas que conspiram para lembrar a dor. Seu sofrimento não é em vão. Eles estão te treinando.

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10 conselhos de Santa Teresa de Jesus para sermos santos em nosso dia-a-dia


Sim, a santidade é um convite real e possível para todos nós!

10 conselhos de Santa Teresa de Jesus para sermos santos em nosso dia-a-dia

Santa Teresa de Jesus, também chamada de Santa Teresa de Ávila, é uma das mais influentes místicas de toda a história da Igreja. É dela um dos mais inspiradores textos que já publicamos sobre a devoção ao grande São José, no qual ela testemunha: “Não me lembro de ter jamais lhe rogado uma graça sem a ter imediatamente obtido“.
Desta vez, apresentamos dez conselhos contidos em seus textos sobre como podemos chegar à santidade dos filhos de Deus, uma meta real e possível, para a qual o próprio Deus nos chama e nos prepara com sua Graça:

1 – Dirige a Deus cada um dos teus atos; oferece-os a Ele e pede-Lhe que tudo seja para Sua honra e glória.

2 – Oferece-te a Deus … muitas vezes por dia, e que seja com grande fervor e desejo de Deus.

3 – Em todas as coisas, observa a providência de Deus e Sua sabedoria; em tudo, dedica a Ele o teu louvor.

4 – Em tempos de tristeza e de inquietação, não abandones nem as obras de oração, nem a penitência a que estás habituado. Antes, intensifica-as e verás com que prontidão o Senhor te sustentará.

5 – Nunca fales mal de quem quer que seja, nem jamais escutes, a não ser que se trate de ti mesmo – e, no dia em que chegares a alegrar-te com isso, muito terás progredido. 

6 – Não digas nunca, de ti mesmo, algo que mereça admiração, quer se trate de conhecimento, de virtude, de condição de berço, a menos que seja para prestar serviço – e, nesse caso, que seja feito com humildade e considerando que tais dons vêm das mãos de Deus.

7 – Não vejas em ti senão o servo de todos, e em todos contempla Cristo, nosso Senhor; assim O respeitarás e O venerarás.

8 – No tocante às coisas que não te dizem respeito, não te mostres curioso, nem de perto, nem de longe, nem mediante comentários, nem mediante perguntas.

9 – Mostra a tua devoção interior só em caso de necessidade urgente. Lembra-te do que diziam São Francisco e São Bernardo: “Meu segredo pertence a mim”.

10 – Cumpre todas as coisas como se nosso Rei estivesse visível; agindo assim, muito ganhará a tua alma.

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Quem o Demônio mais odeia dentro da Igreja?


Acredite: você vai se surpreender com a resposta

Quem o Demônio mais odeia dentro da Igreja?

Quem nos ajuda a entender um pouco mais sobre esta pergunta é Padre José Fortea, Exorcista espanhol.
“A Igreja conta entre os seus membros com Cardeais, Bispos, Pastores de todos os tipos, teólogos, pessoas que trabalham com a Caridade, Missionários etc…Mas o que o demônio odeia mesmo é o ASCETICISMO. Isso nós podemos dizer com segurança, porque ninguém é tentado tanto quanto aquele que é dedicado à ascese. Caso aquele que realize uma função eclesial ou um ministério, leve nisso os anos que for, se decide começar uma vida mais ascética, comprovará que as tentações se multiplicam por cem. Isso se deve ao fato de que o Maligno sabe muito bem que a ascese é uma força poderosíssima, é a força da Cruz, e a força da Cruz quebra a influência dele no mundo.
Alguém poderia dizer que o demônio mais deveria temer é o amor e, portanto, o que mais ele deveria odiar seriam as obras de caridade. Mas ele sabe que àquele que inicia o caminho de ascese, se perseverar, Deus concederá o dom da caridade em grau supremo. Entretanto, aquele que se dedica exclusivamente a realizar as obras de caridade pode nunca chegar a uma vida ascética.
Há pessoas que têm dedicado sua vida inteira às obras de caridade, e, contudo, abrigam muitos defeitos em sua alma. Alguém pode dedicar – se a ajudar os pobres e os enfermos, por exemplo, entretanto fazê – lo com murmurações, críticas, desobediência, etc. Porém, se o asceta perseverar na purificação gradual de sua alma, obterá todos os dons. Por isso o demônio odeia o asceta com maior intensidade que a hierarquia eclesiástica ou mesmo aos exorcistas. O exorcista expulsa um, dois, uma dúzia de demônios… 
O asceta quebra de um modo muito mais poderoso a influência demoníaca neste mundo, simplesmente por ostentar sobre seu corpo e seu espírito a paixão cotidiana de sua vida crucificada.”
Deus abençoe você!


Sem as 14 obras de misericórdia, a nossa fé é pura falsidade


Você tem certeza de que conhece e pratica todas e cada uma delas?

Sem as 14 obras de misericórdia, a nossa fé é pura falsidade

Uma das heresias que mais caracterizam as vertentes “alternativas” do cristianismo é a que prega a chamada “sola fides“, expressão em latim que significa “somente a fé“. Segundo esta heresia, a fé sozinha bastaria para nos salvar, sem necessidade alguma de realizarmos boas obras.
fé católica, no entanto, é explícita ao destacar que as boas obras são indispensáveis para a salvação: “A fé, sem obras, é morta“.
Esta verdade está claramente escrita na Carta de São Tiago, capítulo 2, versículo 17: “Assim também a fé: se não tiver obras, é morta em si mesma“.
De nada adianta declarar fé da boca para fora e não praticar boas obras, pois Deus nos julgará pelos nossos atos e omissões, não apenas pelas nossas alegações teóricas.
Cristo mesmo nos alertou a este respeito com perfeita objetividade em várias passagens do Evangelho, sendo uma das mais conhecidas a de Mateus 25, 34-46:

“Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: 
‘Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era estrangeiro e me hospedastes; estava nu e me vestistes; adoeci e me visitastes; estive na prisão e me fostes visitar’.
Então os justos lhe responderão, dizendo: 
‘Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou na prisão e fomos ver-te?’
E, respondendo o Rei, lhes dirá: 
‘Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes’.
Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: 
‘Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes’.
Então eles também lhe responderão, dizendo: 
‘Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?’
Então lhes responderá, dizendo: 
‘Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim’.
E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna”.

Este é o texto dos Evangelhos que define as assim chamadas “7 obras de misericórdia corporais“.
Catecismo de São Pio X destaca a importância imprescindível dessas obras e também das 7 obras de misericórdia espirituais, em seus seguintes números do Capítulo IV (chamado, precisamente, “Das obras de misericórdia”):
Nº 937 – Quais são as boas obras de que se nos pedirá conta particular no dia do Juízo?
As boas obras de que se nos pedirá conta particular no dia do Juízo são as obras de misericórdia.
Nº 938 – Que se entende por obra de misericórdia?
Obra de misericórdia é aquela com que se socorre o nosso próximo nas suas necessidades corporais ou espirituais.
Nº 939 – Quantas são as obras de misericórdia?
As obras de misericórdia são catorze: sete corporais e sete espirituais, conforme são corporais ou espirituais as necessidades que se socorrem.
Nº 940 – Quais são as obras de misericórdia corporais?
As obras de misericórdia corporais são:
1ª Dar de comer a quem tem fome;
2ª Dar de beber a quem tem sede;
3ª Vestir os nus;
4ª Dar pousada aos peregrinos;
5ª Assistir aos enfermos;
6ª Visitar os presos;
7ª Enterrar os mortos.
Nº 941 – Quais são as obras de misericórdia espirituais?
As obras de misericórdia espirituais são:
1ª Dar bom conselho;
2º Ensinar os ignorantes;
3ª Corrigir os que erram;
4ª Consolar os aflitos;
5ª Perdoar as injúrias;
6ª Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo;
7ª Rogar a Deus por vivos e defuntos.

Em resumo, como bem disse São João da Cruz: “Ao entardecer desta vida, seremos julgados pelo amor“.
E não pelo que dizemos da boca para fora.

http://pt.aleteia.org/2017/01/26/sem-as-14-obras-de-misericordia-a-nossa-fe-e-pura-falsidade/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

138 - Projeto Segunda Morada

TEMPO DE FORMAR HERÓIS


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A luta contra satanás e o reino das trevas se intensifica à medida em que o tempo se torna mais breve. Pouco tempo resta, diz o livro do Apocalipse. Precisando ainda mais esta profecia disse a Santíssima Virgem à Lúcia de Fátima: “Estou reunindo meu exército para a derradeira batalha com satanás...”

               
A vitória do exército de Deus sob o comando da Santíssima Virgem é certo, porém, é preciso ajudar a conscientizar e salvar todos quantos for possível. Mas quem combaterá pelo Reino de Deus? Quem estará disposto a enfrentar toda a contradição do mundo moderno para ser fiel a Cristo? Quem será capaz de sofrer a incompreensão e a perseguição para defender e testemunhar a fé? Quem estará disposto a dar a vida por Jesus e pela Santa Igreja?...

Verdadeiramente para sermos capazes de viver a fé até as últimas conseqüências em nossos tempos, precisamos de uma graça especialíssima, a graça do espírito de martírio bem como, do abandono e da total confiança em Deus.

Na linha da determinação de Cristo que nos deu Maria por mãe, mestra e formadora, São Luís Maria Grignion de Montfort profetizou que compete à Santíssima Virgem em união com o Espírito Santo, seu Divino Esposo, a formação dos grandes santos dos últimos tempos, que deverão fazer ressoar no mundo inteiro o nome de Cristo, pela heroicidade de suas vidas e pela unção de suas palavras. 

Serão perseguidos e pisados como é o calcanhar em relação aos demais membros do corpo, mas ao mesmo tempo sustentarão o peso do Corpo Místico de Cristo, e mais... é com este calcanhar — os fiéis filhos e escravos da Santíssima Virgem — que Ela esmagará a cabeça de satanás, neutralizando a ação do mal e estendendo o Reinado de Jesus nos corações dos homens de boa vontade.

Se queremos que venha a nós o Reino de Deus, procuremos nos alistar no Exército da Santíssima Virgem, entreguemo-nos a Ela, deixemo-nos formar por Ela, a fim de que Ela nos ensine a amar a Deus com todo nosso coração, com toda nossa força e com todo nosso entendimento.
Todos somos chamados a fazer esta total entrega a Jesus por meio de Maria Santíssima, expressa de maneira muito simples, profunda e perfeita por São Luís Grignion de Montfort no “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”. 

Devemos ler este sublime escrito, realizar o exercício espiritual (30 dias) e fazer nossa total consagração. Devemos igualmente falar para todos sobre a importância da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, sobretudo nestes últimos tempos. Devemos formar ou ajudar a formar grupos de consagrados a Nossa Senhora, e Ela em comunhão com o Espírito Santo nos formará na santidade e suscitará os grandes santos, os verdadeiros heróis que os nossos tempos precisam. Coragem!!!

Pe. Rodrigo Maria

Oração ao Espírito Santo para pedir novos desafios


“Preparai meu coração para o novo que quereis presentear-me”

Oração ao Espírito Santo para pedir novos desafios

Vinde, Espírito Santo,
Espírito de Deus.
Abri-me aos novos dias,
Ao descanso reparador de forças,
À vossa presença sempre nova e renovada,
A novos frascos, novo vinho.
Preparai meu coração
Para o novo que quereis presentear-me.
Tirai-me de mim, de minhas rotinas e de minha visão limitada.
Consertai, expandi o meu coração.
Abri-me a novas perspectivas:
A novos encontros, novos desafios e caminhos mais altos.

Amém.

Por Milagros Rodón

8 lições de vida da mãe de Santa Teresa para as mulheres


Se Santa Teresa acabou tão bem, então por que estamos tão preocupados?

8 lições de vida da mãe de Santa Teresa para as mulheres

Toda minha vida, uma das minhas santas favoritas sempre foi Santa Teresa de Lisieux (também conhecida com Santa Teresinha do Menino Jesus, ou “A Pequena Flor”). Eu a amava desde criança pela mesma razão que muitos outros a amavam – ela parecia tão acessível. Eu não tinha que fazer nenhuma loucura ou me juntar a um convento para fazer a diferença. Tudo o que eu tinha que fazer era segui-la e eu tinha certeza de que Deus saberia que eu estava fazendo o meu melhor. Porque eu amei muito Santa Teresa, eu li muito sobre ela ao longo dos anos, a partir de sua própria autobiografia, de diferentes biografias sobre ela, como St. Therese of the Little Flower: The Making of a Saint e eu sempre fui fascinada por sua vida. Sua família parecia tão normal. A própria Santa Teresa era um pouco selvagem quando criança, amava coisas bonitas e tinha uma mãe que trabalhava. E quanto mais eu lia sobre Santa Teresa, mais eu ficava fascinada com uma das pessoas mais importantes de sua vida:
A sua mãe:
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As mães modernas têm dificuldade, e esperamos muito de nós mesmas: o equilíbrio perfeito entre trabalho e maternidade, exercício, cultivar nosso casamento e praticar nossa fé. Certamente, a mãe de uma grande santa como Santa Teresa tinha de ser completamente santa, fora deste mundo, e não se relacionava com uma mera mãe mortal lutando para manter tudo junto, como eu, certo? Bem, não exatamente. Quanto mais eu leio sobre a mãe de Santa Teresa, Zélie Martin (agora santa também), principalmente por meio do livro The Mother of the Little Flower, mais eu aprendi que, até ela não podia fazer tudo.
Aqui estão algumas lições bastante surpreendentes que podemos aprender com a mãe da santa mais amada do mundo:
  1. Algumas mulheres são chamadas a combinar trabalho e maternidade
Você pode pensar que, para formar um santo, você deve ser uma mãe fisicamente presente em casa, certo? Não. Zélie não era apenas uma mãe trabalhadora, mas também sustentava a família. Ela montou um negócio antes de seu casamento e continuou trabalhando fora de casa depois que se casou e se tornou mãe. O pai de Santa Teresa, Louis, vendeu sua loja de relojoaria enquanto as crianças ainda eram jovens e dedicou sua aposentadoria para ajudar Zélie com seus negócios.
  1. Você precisa de ajuda
Mesmo a mãe de um santo ou dois precisa de uma mão amiga. Ao longo de seu casamento e carreira, Zélie empregou um monte de ajudantes externos, incluindo uma empregada doméstica chamada Louise que ajudou com a limpeza doméstica e as tarefas.
Como proprietária de uma empresa, Zélie também empregou até 15 pessoas para o seu negócio. Seus funcionários olhavam para ela como exemplo, tanto em suas vidas pessoais como profissionais.
  1. As mães podem divertir-se
Eu sei que me sinto culpada de nunca (literalmente) parar para cheirar as rosas, mas a verdade é que Deus fez este mundo para nós – e nos é permitido se divertir. Zélie fez uma regra de se concentrar na diversão de vez em quando – e ela se assegurou que seus filhos também se divertissem. “Nós devemos nos fechar em um convento?” ela disse.
  1. Mesmo as mães dos santos precisam de um minuto para si
Todos nós precisamos de uma pausa de vez em quando. Na carta de Zélie para sua família, ela confessou seu desejo por aquela cochilada à tarde. “Eu anseio por descanso. Nem tenho a coragem de lutar. Sinto a necessidade da reflexão silenciosa para pensar na salvação, que as complicações deste mundo me fizeram negligenciar”.
  1. São as pequenas coisas que quebram você
Não é estranho como podemos lidar com as coisas grandes – como um membro da família doente ou um aborto ou um acidente de carro –, mas as coisas cotidianas do dia-a-dia, como brigas entre irmãos, banheiros sujos e tráfego, fazem você se sentir como se fosse perder a cabeça? Sim, mesmo Zélie sentia isso também.
Ninguém é perfeito e confiar em Deus pode ser difícil. É algo com que todos podemos nos relacionar – somos rápidos em ajoelhar e rezar durante momentos de necessidade, mas quando a máquina de lavar louça quebra ou as crianças estão brigando por causa do mesmo brinquedo, pode ser difícil manter a visão de Deus. A boa notícia é que mesmo Zélie compreendeu essa luta. “É sobre as pequenas coisas que eu mais me preocupo. Sempre que acontece uma verdadeira desgraça, estou resignada, e aguardo com confiança a ajuda de Deus”.
  1. Todos nós temos nossos próprios caminhos como mães
Não há “uma” maneira de fazer a maternidade ou até mesmo para se tornar uma mãe. Desde o nascimento dos nove filhos até ter Santa Teresa aos 41 anos, Zélie certamente não se preocupou com a maternidade convencional. E que bom que ela não fez.
  1. As mães podem ter seus próprios interesses
Se você já se sentiu culpada por fazer o trabalho além da maternidade, esta citação é para você. Foi uma mudança de jogo para mim, porque Zélie amou o trabalho que Deus a chamou para fazer, dizendo, em referência ao seu trabalho com as rendas, “O meu único gosto é estar sentada junto à janela a ajuntar o meu Ponto de Alençon”.
  1. Às vezes, a amamentação não é uma opção
Muito provavelmente devido ao câncer de mama que acabou levando a vida dela, Zélie não conseguiu cuidar de seus filhos mais novos e teve que mandá-los para viver com uma ama de leite para amamentá-los enquanto eram bebês. Nem toda mãe pode amamentar e está tudo bem.
Levando a sério essas lições da mulher que nos deu a Santa Teresa, podemos ter a certeza de que todos estamos fazendo o nosso melhor como mulheres e mães. Afinal, se Santa Teresa acabou tão bem, então por que estamos tão preocupados?

http://pt.aleteia.org/2017/01/22/8-licoes-de-vida-da-mae-de-santa-teresa-para-as-mulheres/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

sábado, 14 de janeiro de 2017

Por que Nossa Senhora insiste tanto para rezarmos o Rosário?




Santo Rosário é considerado uma oração completa, porque traz em síntese toda a história da nossa salvação.
Desde o inicio das aparições em Medjugorje, Nossa Senhora nos pede com frequência para rezarmos o Rosário todos os dias. Este pedido de Nossa Senhora confirma o que disseram grandes Santos sobre os benefícios dessa devoção:
“O Santo Rosário é a mais divina devoção do Cristianismo.” - São Carlos Borromeu
“O Rosário é a melhor maneira de orar.” - São Francisco de Sales
“Entre todas as homenagens que se devem à Mãe de Deus, não conheço nenhuma mãos agradável que o Rosário.” - Santo Afonso de Ligório
“Rezarei o meu Rosário enquanto tiver alento, e quando os lábios já não puderem pronunciá-lo, então o coração rezará.” - São Pulo da Cruz
“O Rosário é um dos mais valiosos tesouros.” - São João Berchmans
“O Rosário é o colar de pérolas de minha Mãe do Céu.” - São Felipe Neri
“Depois da Santa Missa, a devoção do Rosário faz cair sobre as almas mais graças que qualquer outra, e, pelas Ave-Marias, opera muito mais milagres que qualquer outras oração.” - São Vicente de Paulo
“O Rosário constitui um método fácil de orar, e acessível a todos.” - São Pio V
“Se quiserdes que a paz reine em vossas famílias e em vossa Pátria, rezai todos os dias, em família, o Santo Rosário.” - São Pio X
“Nenhuma força poderá resistir à oração, ao Santo Rosário diante do Santíssimo Sacramento.” - São Pedro Julião Eymard
“O Santo Rosário é uma repetição de Ave-Marias, com as quais se pode bater, vencer e destruir todos os demônios do inferno.” - São Pio de Pietrelcina
“Todas as minhas obras e trabalhos têm como base duas coisas: a Missa e o Rosário.” - São João Bosco
“Amai Nossa Senhora e tornai-A amada. Rezai sempre o seu Rosário e divulgai-o.” - São Pio de Pietrelcina
“Com o Santo Rosário não há problema pessoal, familiar, nacional ou internacional que não seja possível resolver por meio dele.” - Lúcia, vidente de Fátima
Veja o que diz o grande apóstolo do Santo Rosário, São Luiz Maria Grignion de Montfort:
"Quem rezar o Rosário fiel e devotamente, até o fim da vida, ainda que seja grande pecador, pode crer que receberá uma coroa de glória que jamais fenecerá".
"A Santíssima Virgem aprovou e confirmou esse nome de Rosário, revelando a vários devotos seus que Lhe apresentariam tantas e agradáveis rosas quantas Ave-Marias recitassem em sua honra; e tantas coroas de rosas quantos fossem os Rosários por eles rezados".
"Com efeito, sem a meditação desses Sagrados Mistérios da nossa salvação, o Rosário seria quase um corpo sem alma, uma excelente matéria sem a forma que é a meditação. É isto que o distingue das outras práticas de piedade".
"Para bem rezar o Rosário, não há necessidade de gosto, nem de consolação, nem de suspiros, nem de arroubos, nem de lágrimas, nem de aplicação contínua da imaginação. São suficientes a fé pura e a boa intenção".
Virtudes, benefícios e méritos do Santo Rosário:
  1. Rosário eleva-nos insensivelmente ao conhecimento perfeito de Jesus Cristo;
  2. Purifica nossas almas do pecado;
  3. Torna-nos vitoriosos sobre todos os nossos inimigos;
  4.  Torna-nos fácil a prática das virtudes;
  5.  Abrasa-nos do amor de Jesus Cristo;
  6. Enriquece-nos de graças e de méritos;
  7. Fornece-nos com que pagar nossas dividas para com Deus e para com os homens;
  8. Enfim, faz-nos obter de Deus toda espécie de graças.
Na Carta Apostólica "Rosarium Virginis Marie", de 16 de outubro de 2002, o Santo Padre João Paulo II, para além de instituir os Mistérios Luminosos, estabeleceu ainda o Ano do Rosário, entre o mês de outubro de 2002 e o mesmo mês de 2003, com a justificação de que "...recitar o Rosário nada mais é senão contemplar com Maria o rosto de Cristo”.
A insistência de Nossa Senhora a essa santa devoção é devido à salvação das almas, à conversão dos pecadores e à paz no mundo, que se faz tão necessária nos dias atuais.
          Queridos filhos,
Hoje Eu os convido a começar a recitar o Rosário com viva fé; assim, Eu poderei ajudá-los. Vocês, queridos filhos, desejam receber graças, mas não rezam. Eu não posso ajudá-los, dado que vocês não querem mover-se. Queridos filhos, convido-os a rezar o Rosário; o Rosário seja, para vocês, um compromisso a ser cumprido com alegria. Dessa forma compreenderão por que estou assim, por tanto tempo, com vocês: desejo ensiná-los a rezar. Obrigada por terdes respondido ao meu chamado.
          Queridos filhos,
Exorto-os a convidarem todos para a oração do Rosário. Com o Rosário vencerão todos os obstáculos que Satanás, neste momento, quer colocar no caminho da Igreja Católica. Vocês todos, sacerdotes, recitem o Rosário, deem espaço ao Rosário.
Nossa Senhora Rainha da Paz

http://www.mosteiroreginapacis.org.br/medjugorje/espiritualidade-de-medjugorje/315-por-que-nossa-senhora-insiste-tanto-para-rezarmos-o-rosario.html