sábado, 19 de agosto de 2017

Jovem passa sete anos orando pelo futuro marido e tem surpresa inesquecível no casamento.

Caleb & Tami Acree
Como muitos cristãos solteiros que buscam saber mais sobre quem Deus escolheu para ser seu companheiro(a) de uma vida inteira, Tami Acree compartilhou sua bela história de amor, que começou há sete anos com a simples compra de gravata.
“Quando eu era uma estudante do segundo ano na faculdade, fui desafiada a comprar uma gravata e pendurá-la em meu quarto para me lembrar de orar pelo meu futuro marido”, contou Acree.
O propósito de orar pelo seu futuro marido - mesmo antes de conhecê-lo - durou sete anos e ela disse que aquela gravata era como um lembrete para não passar um dia sem pedir a Deus pela vida de seu cônjuge.
“Durante 7 anos, a gravata ficou pendurada na minha cama ou no meu espelho e, por mais vezes do que posso contar, isso me levou a orar para que Deus desse encorajamento, maturidade e desenvolvesse espiritualmente meu futuro marido, para que ele um dia viesse a ser o homem de Deus que eu desejava”, acrescentou.
Mesmo depois que começou a namorar o jovem Caleb, Tami não deixou de orar pelo seu futuro marido - o qual agora ela já conseguia visualizar de forma mais clara.
Seu namoro se solidificou, o casal noivou, firmando o compromisso de um casamento e um dia antes da cerimônia, Tami olhou para a gravata, que acabou ganhando tanto significado em sua vida.
“Na noite antes do nosso casamento, eu estava com minhas amigas e fomos dar a gravata a ele. Então percebemos que ela era azul marinho, cinza e rosa. As três cores do nosso casamento”, contou a moça, explicando que a escolha da decoração de sua festa não tinha sido influenciada pelas cores do adereço.
“[Deus] sabia antes mesmo de eu ter comprado aquela gravata há 7 anos, que Caleb era o homem pelo qual eu estava orando e Ele o orquestrou tudo em Seu tempo perfeito!”, testemunhou.
A grande surpresa
Mas as surpresas não se limitavam à semelhança das cores da gravata com a decoração da festa do casamento. Tami deu a gravata a Caleb, mas não esperava que ele estivesse preparando algo especial para sua amada.

“Eu não pedi que Caleb usasse a gravata. Eu simplesmente a dei para ele, da maneira que eu sempre quis fazer [quando fosse me casar]”, completou.
Mas ao entrar na igreja e caminha para o altar, Tami viveu um momento inesquecível: avistou seu noivo usando a gravata que ela tinha dado a ele na noite anterior e que foi símbolo de suas orações pelo futuro marido.
“Enquanto eu estava andando em direção a ele na igreja, uma das coisas que eu sempre me lembrarei é ver Caleb usando a gravata que dei a ele uma noite antes de nosso casamento”, disse ela.

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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Um “exame” noturno para te ajudar a se tornar um cônjuge melhor


Essa prática espiritual simples mudou meu casamento. E não é apenas para esposas: os maridos podem fazer também


Meu filho mais novo ainda não completou 3 anos, mas ele adora um bom livro para colorir. Quando ele senta para colorir, ele realmente se concentra e inclina sua pequena cabeça e corpo e segura o lápis com precisão, como se ele estivesse prestes a criar uma obra-prima.
Após o primeiro traço, seu corpo se desloca e o lápis voa livremente sobre a página, negligente, do jeito típico de uma criança.
Acho tudo fascinante, porque ele está apenas tentando imitar seus irmãos. Com três filhos (com o quarto a caminho), observei aquele crescimento natural que ocorre à medida que passam de traços largos para traços detalhados e deliberados. E não só enquanto pintam, mas com tudo o que estão aprendendo na vida.
Assim que me casei, meu coração estava cheio da mesma tenacidade que o meu filho exibe. Eu me aproximava das coisas com a atitude de “sim, eu consegui isso! Vamos sentar e começar a trabalhar”. Como meu filho, eu estava empolgada de fazer o que eu vi em tantos casamentos lindos antes de mim. 
Mas, como todos os casais, começamos a crescer. E muito parecido com o meu filho do meio, que tem 3 anos, a cor no papel não é muito fascinante, pois você vê outros criando ótimas obras de arte – e você ainda está tentando colocar o lápis nas linhas. Eu queria santidade, amor profundo e duradouro. Mas preso em algum lugar no meio, senti-me frustrada.
Eu estava rezando regularmente e fazendo uma breve análise de consciência todas as noites, refletindo no meu dia em geral, buscando perdão e orando para fazer melhor no dia seguinte. No entanto, algo estava me pedindo para mergulhar mais fundo, alguma maneira de me manter responsável para saber como eu estava vivendo a minha vocação para ocasamento, e não apenas viver uma vida geralmente direita.
Eu queria que algo me desafiasse e me ensinasse a manter as linhas, por assim dizer, e começar a trabalhar na obra-prima que eu queria.
Durante este tempo, eu estava lendo os escritos de Santa Madre Teresa: Venha, Seja Minha Luz. No final do livro, ela compartilha seus escritos em que ela examinava um voto específico ou promessa de vida que ela fazia. Ela então refletia sobre questões que examinavam o quão bem ela estava vivendo seu dia de fé. Suas respostas eram cruas e honestas. Não havia espaço para justificar as coisas. Ela chegava ao ponto e se responsabilizava.
Ler isso me fez desejar profundamente esse tipo de reflexão na minha própria vocação. Além de uma sensação geral de fazer o bem e seguir os Mandamentos, eu queria ir ainda mais fundo e começar a resolver imperfeições, para que eu pudesse me tornar uma esposa melhor também.
Isso me levou à prática de fazer um exame. Se você nunca rezou assim, um exame particular é uma forma mais focada e intensa do exame diário no final de cada dia. É como se a criança aprendesse a permanecer nas linhas, em vez de se certificar de que a cor fica no papel.
Um exame aproxima-se de uma parte específica da vida ou da espiritualidade, e nos ajuda a cavar mais fundo para que possamos descobrir coisas que nos impedem de amar como Deus nos teria amado. Muitos santos recomendaram a prática para uma vida de oração frutuosa. O formato geral é reservar um tempo de oração e passar por uma série de perguntas ou reflexões de forma lenta e deliberada, abrindo o coração (essas perguntas ou indícios geralmente se baseiam em uma virtude específica para trabalhar). A partir dessas questões, podemos descobrir áreas em que falhamos e depois pedir perdão, determinado a crescer nessa área no futuro.
Este tipo de oração no meu casamento foi estimulado por alguns anos de egoísmo provocado por não admitir nossas próprias falhas e apenas culpar. Ficamos estressados, feridos e focados em nos proteger ao invés de buscar o perdão e a santidade juntos. Embora ainda orássemos juntos e um para o outro, não estávamos cavando espiritualmente mais profundamente, com a intenção de crescer em virtude. Então eu comecei a fazer perguntas no meu coração sobre meu casamento e minhas ações, no mesmo espírito dos escritos de Santa Madre Teresa:
  • Eu falo com palavras que são boas, verdadeiras, adoráveis ​​e lindas? Ou eu uso palavras difíceis, julgadoras e condenadoras quando falo com ele(a)?
  • Eu me queixei sobre meu esposo(a) (interiormente ou em voz alta)?
  • Compartilho com outras pessoas informações sobre o meu cônjuge que não devem ser compartilhadas? Especificamente falhas?
  • Eu culpo meu esposo(a) por minhas próprias falhas?
  • Eu me apego ao orgulho quando meu esposo(a) traz queixas?
Essas perguntas iniciais evoluíram para escrever este Nightly Examen for Husbands and Wives (Exame Noturno para Maridos e Esposas) para ajudar a me manter focado na vontade de Deus para minha vida e santidade nesta vocação.
Para fazer este exame, levo a lista completa de perguntas e, antes de dormir, encontro um espaço de oração silencioso. Começo pedindo graça. Então rezo com as perguntas lentamente. Às vezes, certas perguntas não são coisas em que eu preciso trabalhar, então eu não demoro nelas.
Mas o Espírito Santo tem uma ótima maneira de pressionar meu coração para os que preciso rezar e as áreas que precisam de crescimento. Se foi uma longa semana e falei de maneira agressiva com meu marido, tomo tempo para refletir sobre isso, peço o perdão de Deus e a graça de buscar o perdão do meu marido e tento fazer melhor. Meu marido usa o exame de forma semelhante ao que eu faço e reza separadamente para refletir sobre as formas como ele pode crescer como marido.
Espiritualmente, nos deu a chance de dar um passo para trás no nosso egoísmo e reorientar nossos corações para o céu e para o outro. Tornou-se como um check-up espiritual para o nosso casamento – podemos voltar a esse exame quando sentimos a necessidade e ver o quanto crescemos ou as maneiras pelas quais podemos amar melhor. Nos ajudou a crescer em compaixão, compreensão, paciência e amor.
São Francisco de Sales passa por vários exames particulares para preparar uma alma para confissão geral em seu livro Introdução à Vida Devota.
Fazer essa prática, mesmo que ocasionalmente, pode abrir um oásis de graça durante tempos difíceis ou tempos de crescimento.
Um dos caminhos para este crescimento é o exame minucioso de nossas próprias faltas e busca viver nossas vocações com aprendizado intencional e oração intensa. Estamos trabalhando na santidade no caminho que Deus colocou diante de nós.
Não chego perto das obras de arte de casamentos que testemunho ao meu redor, ou perto da santidade que desejo, mas fazer um exame especial específico para minha vocação trouxe frutos inegáveis. À medida que eu desvendo minhas partes escuras mais e mais, sinto a luz e a cura adotando raízes em nosso casamento mais e mais profundamente.

https://pt.aleteia.org/2017/06/18/um-exame-noturno-para-te-ajudar-a-se-tornar-uma-esposa-melhor/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

O que é a comunhão espiritual?


O Concílio de Trento ensina que podemos receber o Santíssimo Sacramento de três modos

A respeito da comunhão espiritual, apresentamos o seguinte texto de São Leonardo de Porto Maurício (1676-1751), em “As Excelências da Santa Missa”.
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Quanto à maneira de fazer a comunhão espiritual de que falei antes, é preciso conhecer a doutrina do santo Concílio de Trento, o qual ensina que se pode receber o Santíssimo Sacramento de três modos:
  • Sacramentalmente;
  • Espiritualmente;
  • Sacramentalmente e espiritualmente ao mesmo tempo.
Não se fala aqui do primeiro modo, que se verifica também nos que comungam em estado de pecado mortal, como fez Judas; nem do terceiro, comum a todos os que comungam em estado de graça; mas trata-se aqui do segundo, adequado àqueles que, tomando as palavras do santo Concílio, impossibilitados de receber sacramentalmente o Corpo de Nosso Senhor, “o recebem em espírito, fazendo atos de fé viva e ardente caridade, e com um grande desejo de se unirem ao soberano Bem, e, por meio disto, se põem em estado de obter os frutos do Divino Sacramento” – “Qui voto propositum illum caslestem panem edentes fide viva quae per dilectionem operatur, fructum ejus et utilitatem sentium” (Sess. XIII, c.8.).
Para facilitar-vos tão excelente prática, pesai bem o que vou dizer-vos. No momento em que o sacerdote se dispõe a comungar, na Santa Missa, recolhei-vos no vosso íntimo, tomando a mais modesta posição; formulai em seguida, em vosso coração, um ato de sincera contrição e, batendo humildemente no peito, em sinal de que vos reconheceis indignos de tão grande graça, fazei todos os atos de amor, oferecimento, humildade e os demais que costumais fazer quando comungais sacramentalmente: desejai, então, vivamente receber o adorável Jesus, oculto por vosso amor, no Santíssimo Sacramento.
Para excitar em vós o fervor, imaginai que a Santíssima Virgem ou um de vossos santos padroeiros vos dá a santa comunhão: suponde recebê-la realmente e, estreitando Jesus em vosso coração, repeti-Lhe muitas e muitas vezes com ardente amor: “Vinde, Jesus adorável, vinde ao meu pobre coração; vinde saciar meu desejo; vinde meu adorado Jesus, vinde ó dulcíssimo Jesus!” E depois ficai em silêncio, contemplando vosso Deus dentro de vós, e, como se tivésseis todos os atos que habitualmente fazeis depois da comunhão sacramental.
Ora, sabei que esta santa e bendita comunhão espiritual, tão pouco praticada pelos cristãos de nossos dias, é um tesouro que cumula a alma de bens incalculáveis; e, no sentir de muitos autores, é de tal modo eficaz que pode produzir as mesmas graças que a comunhão sacramental. Com efeito, se vê que a comunhão sacramental, na qual se recebe a santa Hóstia, seja por sua natureza de maior proveito, porque como sacramento age “ex operare operato”, é possível, no entanto, que uma alma faça a comunhão espiritual com tanta humildade, amor e fervor, que obtenha mais graças que não obteria outra, comungando sacramentalmente, mas com disposição menos perfeita.
Nosso Senhor, outrossim, ama tanto este modo de fazer a comunhão espiritual, que muitas vezes se dignou atender com milagres visíveis os piedosos desejos de seus servos, dando-lhes a comunhão ou por sua própria Mão, como fez à bem-aventurada Clara de Montefalco, a Santa Catarina de Sena, e a Santa Lidvina; ou pela mão dos santos anjos, como aconteceu a São Boaventura e aos santos bispos Honorato e Firmino; ou ainda, mais frequentemente, por meio da augusta Mãe de Deus, que se dignou dar a comunhão ao bem aventurado Silvestre.
Não vos admireis desta condescendência tão terna, pois a comunhão espiritual abrasa a alma no Amor a Deus, une-a Ele, e dispõe-na a receber as graças mais insignes.
Se refletísseis, portanto, nestas coisas, seria possível permanecerdes frios e insensíveis? Que desculpa poderíeis invocar para isentar-vos de tão devota prática? Tomai a resolução de vos habituardes a ela; e notai que a comunhão espiritual tem sobre a sacramental esta vantagem, que esta só se pode fazer uma vez ao dia, enquanto aquela podeis fazê-la em todas as Missas que quiserdes, e ainda, de manhã, à tarde, o dia todo ou de noite, em casa como na igreja, sem necessitar permissão de vosso confessor.
Em resumo, quantas vezes fizerdes a comunhão espiritual, outras tantas vos enriquecereis de graças, de méritos e de toda sorte de bens.
Ora, o fim deste pequeno livro é despertar no coração de todos os que o lerem um santo ardor para que se introduza entre os fiéis o costume de assistir todo dia piedosamente à Santa Missa e de fazer ai a comunhão espiritual. Oh, que felicidade, se fosse obtido este resultado! Teria, então, a esperança de ver refletir em toda a Terra este santo fervor que se admirava na Idade de ouro da primitiva Igreja. Nesse tempo os fiéis assistiam diariamente ao Santo Sacrifício, e diariamente recebiam a comunhão sacramental. Se dignos não sois de imitá-los, ao menos assisti a todas as Santas Missas que puderdes e comungai espiritualmente. Se eu tivesse a dita de persuadir-vos, creria ter ganho o mundo inteiro, e daria por bem recompensados os meus débeis esforços.
Enfim, para desfazer todos os pretextos que se apresentam ordinariamente, a fim de não assistir à Santa Missa, darei nos capítulos seguintes diversos exemplos que interessam a toda sorte de pessoas. Por aí cada um compreenderá que, se se priva de tão grande bem, é por sua culpa, por sua preguiça e seu pouco zelo pelas coisas santas, e que assim se prepara amargo arrependimento na hora da morte.
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São Leonardo de Porto Maurício, em “As Excelências da Santa Missa”

Padre Marcelo Rossi: “Voltei para o ataque”


Depois de uma temporada severa mergulhado na depressão e na anorexia, o Pe. Marcelo Rossi reinventou sua própria vida

Depois de uma temporada severa mergulhado na depressão e na anorexia, o Pe. Marcelo Rossi reinventou sua própria vida. O sacerdote agora dorme pouco – quatro horas por noite, mais um cochilo depois do almoço.
Metade do tempo de sono de tempos atrás. Tornou-se profundamente seletivo para comer. Carboidratos? “Quase zero”, diz ele. Pizza? “Só com massa de berinjela.” Zero sal adicionado às refeições. Os queijos foram abolidos: “Têm gordura demais”.
Idem para carnes vermelhas. “Elas levam três dias para serem digeridas”. Ele adora carne, no entanto. Quando sente muita falta, usa temperos sabor picanha na comida. Frango? “Evito. Recebem anabolizantes.” Ainda faltam 12 quilos para recuperar o peso ideal.
Para o Pe. Marcelo, sua decadência física começou após uma queda em 2010. Mesmo convalescente, o padre não abandonou a exaustiva rotina de trabalho, com sessões de autógrafos do best-seller “Ágape” que duravam das 11h da manhã às 10h da noite. “Eu estava hiperestressado, debilitado e deprimido. Devia ter parado”, recorda ele.
Pe. Marcelo agora voltou, talvez um pouco mais recatado do que antes, mas com um apetite e esperança enormes. O retorno foi catapultado com sua entrada nas redes sociais. As aparições começaram timidamente há um ano, por iniciativa exclusiva dele.
Suas interações fazem um sucesso estrondoso. Hoje, os registros ao vivo de suas missas, com 8 minutos de duração, chegam a ter 1,5 milhão de views. A cada dia, são 20 milhões de interações, entre cliques, compartilhamentos e comentários.
O objetivo maior da entrada no universo online foi se reaproximar dos jovens. E conseguiu. Depois das redes sociais, a participação de fiéis com idade até 30 anos em suas missas dobrou. No próximo mês ele começa a gravar um CD e um DVD e um novo livro será lançado em 2018. “Voltei para o ataque”, diz.

(via Catholicus)

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A maneira de rezar o Rosário para agradar a Deus


Não é o prolongamento de uma oração que agrada a Deus e lhe conquista o coração, mas o seu fervor. Uma só Ave-Maria bem rezada tem mais mérito do que cento e cinqüenta mal rezadas.
  Vejamos, pois, a maneira de rezar o Rosário para agradar a Deus e nos tornarmos santos.
  Em primeiro lugar, é preciso que a pessoa que reza o Rosário esteja em estado de graça, ou pelo menos na resolução de sair do seu pecado, porque a Teologia nos ensina que as boas obras e as orações feitas em pecado mortal são obras mortas, que não agradam a Deus nem podem merecer a vida eterna.
  Aconselhamos o Rosário a todas as pessoas: aos justos, para que perseverem e cresçam na graça de Deus; e aos pecadores também,mas para que saiam de seus Pecados.

  Deus não permita que por nossos conselhos um pecador empedernido transforme o manto da proteção de Nossa Senhora em manto de condenação para velar seus crimes! Ou que transforme o Rosário, que é remédio para todos os males, num veneno mortal e funesto! A corrupção do ótimo é péssima.
  Um homem depravado costumava rezar diariamente o Rosário. Certo dia, a Virgem lhe mostrou belos frutos numa bandeja cheia de imundícies. O homem teve horror àquilo, e Ela lhe disse: "É assim que tu me serves, apresentando-me belas rosas num recipiente sujo e corrompido. Achas que posso recebê-las com agrado?"
  Não basta, para rezar bem, exprimir nossos pedidos pela excelente forma de oração que é o Rosário, mas é preciso aplicar nisso uma grande atenção, pois Deus ouve antes à voz do coração que à da boca.
  Rezar a Deus com distrações voluntárias seria uma grande falta de respeito, que tornaria os nossos Rosários infrutíferos e nos encheria de pecados.
  Como pretender que Deus nos ouça, se nós mesmos não nos ouvimos? E se enquanto invocamos a terrível Majestade que faz a todos tremerem, nos colocamos voluntariamente a correr atrás de uma borboleta?
  Proceder assim é afastar a bênção do Senhor e correr o risco de vê-la mudada em maldição: "Maldito o que faz a obra de Deus com negligência" (Jer 48, 10).
  De fato não é possível rezar o Rosário sem nenhuma distração involuntária; é até mesmo bem difícil rezar uma única Ave-Mariasem que a imaginação sempre mutante não vos afaste em algo a atenção. Mas vós podeis rezar sem distrações voluntárias, e deveis adotar todos os meios para diminuir as involuntárias e fixar a atenção.
  Para isso, colocai-vos na presença de Deus, pensando que Ele e sua santa Mãe tem os olhos postos sobre vós.
  Pensai que vosso Anjo da Guarda está à vossa direita, colhendo as Ave-Marias que rezais, quando elas são bem rezadas, como se fossem rosas, para com elas tecer uma coroa para Jesus e Maria; e que, pelo contrário, o demônio está à vossa esquerda e ronda em torno de vós para devorar vossas Ave-Marias e as anotar no seu livro da morte, se elas são rezadas sem atenção, devoção e modéstia.
  Sobretudo, não deixeis de fazer os oferecimentos das dezenas em honra dos mistérios, e de vos representar na imaginação a Nosso Senhor e à sua Santíssima Mãe no mistério que estais honrando.
  Lê-se na vida do Beato Hermann, da Ordem premonstratense, que quando ele rezava o Rosário com atenção e devoção, meditando nos mistérios, a Santíssima Virgem lhe aparecia toda esplendorosa de luz, com uma beleza e majestade arrebatadoras.
  Mas, tendo sua devoção esfriado e não rezando mais o Rosário senão às pressas e sem atenção, Ela lhe apareceu com a face enrugada, triste e desagradada.
  Hermann se espantou com a mudança, e a Virgem lhe disse: "Apareço diante dos teus olhos como me encontro na tua alma, pois tu me tratas como a uma pessoa vil e desprezível. Onde está aquele tempo em que me saudavas com respeito e atenção, meditando os meus mistérios e admirando as minhas grandezas?"
  Como não há oração mais meritória à alma e mais gloriosa a Jesus e a Maria do que o Rosário bem rezado, também não há nenhuma que seja mais difícil para bem rezar e na qual seja mais difícil perseverar, sobretudo por causa das distrações que vêm como que naturalmente na repetição freqüente da mesma oração.
  Quando se reza o Ofício da Santíssima Virgem, ou os Sete Salmos, ou algumas outras orações, a variedade dos termos em que essas orações são concebidas detém a imaginação e recreia o espírito, dando por isso facilidade à alma para bem rezá-las.
  Mas no Rosário, como há sempre os mesmos Pais-Nosso e Ave-Marias para rezar, e a mesma forma a manter, é difícil que não se acabe aborrecendo, que não se acabe adormecendo e que não se o abandone para procurar outras formas de oração mais agradáveis e menos cansativas.
  Por isso, é preciso ter infinitamente mais devoção para perseverar na recitação do santo Rosário do que para qualquer outra oração, ainda mesmo os Salmos de Davi.
  O que aumenta essa dificuldade é a nossa imaginação volátil e a malícia do demônio, infatigável para nos distrair e nos impedir de rezar.
  Que faz esse espírito maligno enquanto estamos rezando nosso Rosário contra ele?
  Antes de começar a oração, ele aumenta nosso aborrecimento, nossas distrações e nossas prostrações. Enquanto rezamos, ele nos acossa de todos os lados. E depois que tivermos rezado com muita dificuldade e distrações, elo nos sopra ao ouvido: "Nada rezaste que preste; teu terço de nada valeu; melhor farias se trabalhasses e cuidasses dos teus negócios; perdes tempo rezando tantas orações vocais sem atenção; uma meia-hora de meditação ou uma boa leitura valeriam muito mais; amanhã, quando estiveres com menos sono, rezarás com mais atenção, deixa o resto do teu Rosário para amanhã".
  É assim que o demônio, com seus artifícios, freqüentemente consegue que abandonemos o Rosário, inteiro ou em parte, ou faz com o que troquemos ou o deixemos para o dia seguinte...
  Não lhe deis crédito, caro devoto do Rosário, e não desanimeis, ainda que durante todo o Rosário vossa imaginação tenha estado preenchida com distrações e pensamentos extravagantes, se vós os procurastes expulsar da melhor forma possível logo quando vos destes conta deles.
  Vosso Rosário é tanto melhor quanto mais meritório for; ele é tanto mais meritório quanto mais difícil for, ele é tanto mais difícil quanto menos naturalmente for agradável à alma e mais cheio for dessas miseráveis pequenas moscas e formigas que fazem a imaginação correr de um lado para o outro apesar da vontade, não dando à alma tempo para saborear o que reza e repousar em paz.
  Se for preciso combater, durante o Rosário, contra as distrações, combatei valentemente de armas na mão, ou seja, prosseguindo o Rosário, ainda que sem nenhum gosto nem consolação sensível.

É um combate terrível, mas é salutar à alma fiel.

  Se deixais cair as armas, quer dizer, se abandonais o Rosário, sois vencidos, e então o demônio, como vencedor, vos deixará em paz, mas no dia do Juízo vos acusará por vossa pusilanimidade e infidelidade.
  "Quem é fiel nas pequenas coisas também o será nas grandes" (Lc 16, 10). Quem é fiel em rejeitar as menores distrações na menor parte de suas orações, será também fiel nas maiores coisas.
  Coragem, pois, bom e fiel servidor de Jesus Cristo e da Santíssima Virgem, que tomastes a resolução de rezar o Rosário todos os dias! Que a multidão das moscas (chamo assim as distrações que vos fazem guerra enquanto rezais) não vos faça deixar covardemente a companhia de Jesus e de Maria, na qual estais quando dizeis vosso Rosário. A partir daqui indicarei os meios para diminuir as distrações.
  Invocai inicialmente o Espírito Santo para bem rezar o vosso Rosário, e colocai-vos em seguida um momento na presença de Deus.
  Antes de começar cada dezena, parai um pouco para considerar o mistério que estais celebrando, e pedi sempre, pela intercessão de Maria Santíssima, uma das virtudes que mais ressaltam naquele mistério ou da qual tendes mais necessidade.
  Tomai, sobretudo, cuidado com dois erros comuns, que cometem quase todos os que rezam o terço ou o Rosário:
  O primeiro é não formular nenhuma intenção, de sorte que se lhe perguntais porque estão rezando, não vos saberiam responder. Tende, pois, sempre em vista, ao rezar o Rosário, alguma graça a pedir, alguma virtude a imitar ou algum pecado a evitar.
  O segundo erro que se comete freqüentemente é não ter em vista, ao começar o Rosário, outra coisa senão acabá-lo o quanto antes.
  É uma pena ver como a maior parte das pessoas rezam o Rosário. Rezam-no com uma precipitação espantosa, devoram até a maior parte das palavras. Não se cumprimentaria desse modo ridículo ao último dos homens e, no entanto se imagina que Jesus e Maria se sentem honrados com isso!...
  O Beato Alano de la Roche e outros autores, entre os quais Belarmino, contam que um bom sacerdote aconselhou a três penitentes que tinha, e que eram três irmãs, que rezassem devotamente todos os dias o Rosário, durante um ano, para formar um belo vestido de glória para Nossa Senhora. Acrescentou que isso era um segredo que ele tinha recebido do céu.
  As três irmãs o rezaram durante um ano. No dia da Purificação, à noite, quando as três estavam deitadas, a Virgem, acompanhada por Santa Catarina e Santa Inês, entrou no quarto delas, vestida com um traje todo resplandecente de luz, no qual estava escrito, com letras de ouro: "Ave Maria, cheia de graça".
  A Rainha do Céu se aproximou do leito da mais velha das irmãs e lhe disse: "Eu te saúdo, minha filha, que tantas vezes e tão bem me saudaste. Venho agradecer-te o belo vestido que me fizeste".
  As duas santas Virgens que A acompanhavam lhe agradeceram também e as três desapareceram.
  Uma hora depois, a Virgem veio mais uma vez ao quarto, com as mesmas acompanhantes. Trajava um vestido verde, mas sem ouro nem luz. Aproximou-se do leito da segunda irmã e lhe agradeceu o vestido que lhe fizera.
  Mas, como esta segunda irmã já tinha visto a Santíssima Virgem aparecer à mais velha com maior brilho, perguntou-Lhe o motivo: “É porque ela me fez um vestido mais bonito, rezando o Rosário melhor do que tu” - respondeu a Virgem.
  Cerca de uma hora depois, Nossa Senhora apareceu uma terceira vez à mais jovem das irmãs, vestida com trapos sujos e rasgados, e disse: "Ó filha, tu assim me vestiste, Eu te agradeço por isso".
  A jovem, coberta de confusão, exclamou: "Oh! Senhora, perdão por Vos ter vestido tão mal! Peço-Vos tempo para rezar melhor o Rosário e Vos preparar um vestido mais belo".
  Tendo desaparecido a visão, a jovem, muito aflita, contou ao confessor o que se tinha passado. Ele exortou as três a rezarem o Rosário com mais perfeição do que antes.
  Ao cabo de um ano, no mesmo dia da Purificação, a Virgem novamente lhes apareceu, vestida com um traje maravilhoso e mais uma vez acompanhada por Santa Catarina e Santa Inês, que levavam coroas, e lhes disse: "Tende certeza, filhas, do Reino dos Céus, no qual entrareis amanhã, com grande alegria", ao que as três responderam: "Nosso coração está pronto, caríssima Senhora, nosso coração está pronto".
  A visão desapareceu. Na mesma noite, sentiram-se mal, mandaram procurar o confessor, receberam os últimos sacramentos e agradeceram ao confessor pela santa devoção que lhes tinha ensinado.

Depois, a Santíssima Virgem lhes apareceu, acompanhada por grande número de virgens, fez vestir as três irmãs com vestidos brancos. Depois partiram as três, enquanto os Anjos cantavam: "Vinde, esposas de Jesus Cristo, recebei as coroas que vos estão preparadas desde a eternidade".

Há muitas verdades a aprender com essa história:

1° Como é importante ter bons confessores que inspirem bons exercícios de piedade e em particular o santo Rosário;
2° Como é importante rezar o Rosário com atenção e devoção;
3° Como a Santíssima Virgem é benigna e misericordiosa para com aqueles que se arrependem do passado e se propõem a proceder melhor;
4° Como Ela é generosa para recompensar durante a vida, na hora da morte e na eternidade, os pequeno serviços que Lhe são prestados fielmente.
Acrescento que se deve rezar o Rosário com modéstia, quer dizer, tanto quanto possível de joelhos com as mãos postas, tendo o Rosário nas mãos.

  Se, entretanto, se está doente, pode-se rezá-lo na cama; se em viagem, pode-se rezá-lo caminhando; se por qualquer enfermidade não se pode estar de joelhos, pode-se rezar de pé ou sentado.
  Pode-se até mesmo rezar o Rosário trabalhando quando não se pode deixar o trabalho por causa dos deveres profissionais; pois o trabalho manual nem sempre é contrário à oração vocal.
  Aconselho-vos a dividir o vosso Rosário em três terços, em três diferentes horas do dia; é melhor dividi-lo assim do que rezá-lo de uma só vez.
  Se não tendes tempo para rezar o terço do Rosário de uma só vez, rezai uma dezena aqui, uma dezena acolá, de tal forma que, apesar das vossas ocupações e negócios, tenhais o Rosário inteiro rezado antes de vos deitardes à noite.


(São Luís Maria Grignion de Montfort. A eficácia maravilhosa do santo Rosário, Séria Cultura Religiosa n° 11, Artpress – São Paulo – 2000, Capítulo 6, p. 50-59)

domingo, 6 de agosto de 2017

6 segredos para um Santo Rosário melhor

Apesar do óbvio poder do Rosário, muitos de nós o negligenciamos. Arranjamos desculpas: Falta-nos tempo. Ficamos entediados. É muito repetitivo. Não temos certeza se estamos a rezá-lo direito. Ficamos distraídos. Eu sei dessas desculpas porque eu mesmo delas me servia. Felizmente, eu agora superei a maior parte dessas desculpas. E você também pode





















O poder e a importância do Rosário

Oitocentos anos atrás, S. Domingos popularizou a recitação do Rosário e usou essa grande arma para derrotar a heresia albigense. Em 1571, a Europa foi ameaçada pelas forças muçulmanas do Império Otomano; Papa São Pio V pediu aos fiéis para rezar o Rosário e, contra grandes probabilidades, as forças cristãs prevaleceram na batalha de Lepanto, salvando a Europa. Mais recentemente, em 1917, como a Primeira Guerra Mundial recrudescesse e o mal do comunismo se espalhasse pelo mundo, a própria Nossa Senhora apareceu em Fátima e pediu que rezássemos o terço todos os dias para obter a paz no mundo.



Madonna do Rosário, por Caravaggio. S. Domingos (à esquerda) distribui Rosários para o povo.

Nossa negligência

Apesar do óbvio poder do Rosário, muitos de nós o negligenciamos. Arranjamos desculpas: Falta-nos tempo. Ficamos entediados. É muito repetitivo. Não temos certeza se estamos a rezá-lo direito. Ficamos distraídos.
Eu sei dessas desculpas porque eu mesmo delas me servia. Felizmente, eu agora superei a maior parte dessas desculpas. E você também pode.

S. Luis de Montfort e O Segredo do Rosário

Há dois anos, na festa de S. Luis de Montfort (28 de abril), eu fui inspirado a pegar seu livro, O Segredo do Rosário [e aqui, em português], há muito tempo negligenciado na minha estante. (Parte 1 do segredo do Rosário está disponível gratuitamente aqui em português aqui.)


Que livrinho esplêndido! Enquanto eu o lia, frequentemente me perguntava: “Por que ninguém me ensinou essas coisas?” Ou “Como pude me esquecer disso?”
Desde que S. Luis é um mestre muito melhor do que eu, pretendo compartilhar apenas alguns dos “segredos” deste santo aqui. Por favor, leia o resto você mesmo.

Segredo # 1 – O Rosário definido

Eu não posso melhorar parágrafo de abertura de S. Lois, por isso aqui vai:
O Rosário compreende duas coisas: a oração mental e a oração vocal. A oração mental do Santo Rosário não é mais que a meditação dos principais mistérios da vida, da morte e da glória de Jesus Cristo e de Sua Santíssima Mãe. A oração vocal consiste em dizer quinze dezenas de Ave-marias precedidas por um Pai-nosso enquanto que se meditam e se contemplam as quinze virtudes principais que Jesus e Maria praticaram nos quinze mistérios do Santo Rosário.

Segredo # 2 – O Saltério de Jesus e Maria

As 150 Ave Marias do Rosário correspondem aos 150 salmos no Saltério. Devido a isso, o Rosário é considerado o Saltério de Jesus e Maria. S. Luis mesmo proclama corajosamente que o Rosário é mais valioso do que o Saltério real, uma vez que os salmos somente prefiguram Cristo; considerando que as orações do Rosário — o Pai Nosso e Ave Maria — e os seus quinze mistérios estão centrados em Cristo.

Segredo # 3 – As Folhas, os Espinhos, e a Flor

Por que é chamado Rosário? Os Mistérios Gozosos são as folhas verdes da rosa; os mistérios dolorosos, os espinhos; os mistérios gloriosos, a flor. Com cada Ave-Maria, damos a Maria uma rosa branca; com cada Pai Nosso, uma rosa vermelha. Assim, na oração do Rosário completo (15 dezenas), damos a Maria 153 rosas brancas e 16 vermelhas. Um buquê completo para a nossa Mãe Santíssima!

Segredo # 4 – Conversão dos pecadores

Você deseja converter os pecadores? Pregue o Rosário. Reze o Rosário. Isso irá mudar corações. É simples assim.

Segredo # 5 – Vá de leve

Se você lutou com o Rosário, vá de leve. Ao invés de correr por cinco dezenas de uma só vez, considere rezar uma dezena devagar e bem rezada. Quando você começa uma nova dezena, pause e visualize o mistério antes de iniciar o Pai Nosso. (A ajuda visual da arte sacra pode ajudar!)
Começando a Rezar o Terço ou o Rosário:

+ Pelo Sinal da Santa Cruz + Livrai-nos Deus, Nosso Senhor + dos nossos Inimigos. + Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, Amém.

V. Deus in adjutorium meum intende.
R. Domine, ad adjuvandum me, festina.
Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.

Oferecimento:
Divino Jesus, eu Vos ofereço este Terço que vou rezar contemplando os mistérios de nossa Redenção. Concedei-me, pela intercessão de Maria, vossa Mãe Santíssima, a quem me dirijo, as virtudes que me são necessárias para bem rezá-lo e a graça de ganhar as indulgências anexas a esta devoção. (Ofereço-Vos, particularmente, este terço por...)

Credo - Segurando a Cruz, reza-se:

Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus  Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu na Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado morto e sepultado; desceu aos infernos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos;   creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

Pai-Nosso - Segura-se a primeira conta grande e reza-se:

Padre nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; e perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos deixeis cair em tentação; Mas livrai-nos do mal.Amém.

Ave-Maria - Nas próximas três contas menores, reza-se:

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte.Amém.

Glória - Na próxima conta grande, reza-se:

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.

Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, e socorrei principalmente as que mais precisarem.

***


Mistérios Gozosos – Rezar às segundas e quintas-feiras

Primeiro Mistério

Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta primeira dezena, em honra a vossa Encarnação no seio de Maria; e vos pedimos, por esse mistério, e por sua intercessão uma profunda humildade. Assim seja.
Pausa para meditar.
Rezar 1 Pai Nosso, segurando a conta maior que se segue.
Rezar 10 Ave Marias, segurando as 10 contas menores que se seguem.
Rezar 1 Glória ao Pai.
Em seguida, Ó Meu Jesus. ** Proceder da mesma forma nos mistérios seguintes.
Graças ao mistério da Encarnação, descei em nossas almas. Assim seja.

Segundo Mistério
Nos vos oferecemos, Senhor Jesus, esta segunda dezena, em honra da visitação de vossa santa Mãe à sua prima santa Isabel e da santificação de São João Batista; e vos pedimos, por esse mistério e pela intercessão de vossa Mãe Santíssima, a caridade para com o nosso próximo. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério da visitação, descei em nossas almas. Assim seja.

Terceiro Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta terceira dezena, em honra ao vosso nascimento no estábulo de Belém; e vos pedimos, por este mistério e pela intercessão de vossa Mãe Santíssima, o desapego dos bens terrenos e ao amor a pobreza. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério do nascimento de Jesus, descei em nossas almas. Assim seja.

Quarto Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta quarta dezena, em honra a vossa apresentação ao templo, e da purificação de Maria; e vos pedimos, por este mistério e por sua intercessão, uma grande pureza de corpo de alma. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério da purificação descei, descei em nossas almas. Assim seja.


Quinto Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta quinta dezena, em honra ao vosso reencontro por Maria; e vos pedimos, por este mistério; e por sua intercessão, a verdadeira sabedoria.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério do reencontro de Jesus, descei em nossas almas. Assim seja.


Mistérios Dolorosos – Rezar às terças e sextas-feiras

Sexto Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta sexta dezena, em honra a vossa agonia mortal no Jardim das Oliveiras; e vos pedimos, por este mistério e pela intercessão de vossa Mãe Santíssima, a contrição de nossos pecados. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério da agonia de Jesus, descei em nossas almas. Assim seja.

Sétimo Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta sétima dezena, em honra a vossa sangrenta flagelação; e vos pedimos, por este mistério e pela intercessão de vossa Mãe santíssima, a mortificação de nossos sentidos. Assim seja.
Pausa para meditar
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério da flagelação de Jesus, descei em nossas almas. Assim seja.

Oitavo Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta oitava dezena, em honra de vossa coroação de espinhos; e vos pedimos por este mistério e pela intercessão de vossa Mãe Santíssima, o desprezo do mundo. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério da coroação de espinhos, descei em nossas almas. Assim seja.

Nono Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta nona dezena, em honra do carregamento da Cruz; e vos pedimos, por este mistério e pela intercessão de vossa Mãe Santíssima, a paciência em todas as nossas cruzes. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério do carregamento da cruz, descei em nossas almas. Assim seja.

Décimo Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta décima dezena, em honra a vossa crucificação e morte ignominiosa sobre o calvário; e vos pedimos por este mistério e pela intercessão de vossa Mãe Santíssima, a conversão dos pecadores, a perseverança dos justos e o alívio das almas do purgatório. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério da crucificação de Jesus descei em nossas almas. Assim seja.


Mistérios Gloriosos – Rezar às quartas-feiras, sábados e domingos.

Décimo Primeiro Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta undécima dezena, em honra a vossa ressurreição gloriosa; e vos pedimos, por este mistério e pela intercessão de vossa Mãe Santíssima, o amor a Deus e o fervor ao vosso serviço. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério da ressurreição, descei em nossas almas. Assim seja.

Décimo Segundo Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta duodécima dezena, em honra a vossa triunfante ascensão; e vos pedimos, por este mistério e pela intercessão de vossa Mãe Santíssima, um ardente desejo do céu, nossa cara pátria. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério da ascensão descei, em nossas almas. Assim seja.

Décimo Terceiro Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta décima terceira dezena, em honra do mistério de Pentecostes; e vos pedimos, por este mistério e pela intercessão de vossa Mãe Santíssima, a descida do Espírito Santo em nossas almas. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério de Pentecostes, descei em nossas almas. Assim seja.

Décimo Quarto Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus, esta décima quarta dezena, em honra da ressurreição e triunfal assunção de vossa Mãe ao céu; e vos pedimos, por este mistério e por sua intercessão, uma terna devoção a tão boa mãe. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças ao mistério da assunção descei em nossas almas. Assim seja.

Décimo Quinto Mistério
Nós vos oferecemos, Senhor Jesus esta décima quinta dezena, em honra da coroação gloriosa de vossa Mãe Santíssima no céu; e vos pedimos, por este mistério e por sua intercessão, a perseverança na graça e a coroa da glória. Assim seja.
Pausa para meditar.
Pai Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó Meu Jesus.
Graças aos mistérios da coroação gloriosa de Maria, descei em nossas almas. Assim seja.


Fazer a Saudação Final

Outra técnica a considerar é fazer uma pausa devotamente no nome de Jesus em cada Ave-Maria; você também pode adicionar uma breve frase que descreva Jesus naquele mistério particular. Assim, por exemplo, se você está recitando o Segundo Mistério Doloroso, a flagelação, você reza: “. . . e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus, açoitado pelos nossos pecados. Santa Maria, Mãe de Deus. . . “

Segredo # 6 – A Confraria do Rosário

S. Luis recomenda a adesão à Confraria do Rosário, que é uma sociedade de pessoas que concordam em rezar regularmente o Rosário. Filiação ordinária significa rezar todas as quinze dezenas a cada semana. Associação perpétua significa rezar todas as quinze dezenas, uma vez por ano. Outros concordam em rezar um Rosário completo de quinze dezenas todos os dias.
Ao juntar-se, você começa a partilhar as orações de inúmeros outros membros da Confraria em todo o mundo, mesmo após a morte. Para se inscrever entre aqui.
Para mim, a noção de filiação ordinária na Confraria — apenas quinze dezenas a cada semana, foi muito encorajadora. Isso equivale a cerca de duas dezenas por dia. Quem não tem tempo para rezar uma dezena aqui ou uma dezena lá? Recitando uma dezena em um determinado momento pode ser também uma ótima maneira para famílias com crianças pequenas começarem.

Resoluções

Se você tem negligenciado o Rosário, o livro de S. Luís de Montfort O Segredo do Rosário [e aqui, em português] pode ser exatamente o que você precisa para renovar o seu compromisso com esta devoção. E no mês de maio, que é dedicado à Virgem Maria, é um momento perfeito para começar.
Então, vamos tomar algumas resoluções: (1) Participe da Confraria do Rosário. (2) Gaste dez minutos em oração todas as noites, durante o mês de maio, lendo também O Segredo do Rosário [e aqui, em português]. (3) Comprometa-se a rezar pelo menos uma dezena do Rosário todos os dias durante o mês de maio.