sexta-feira, 13 de outubro de 2017

O demônio odeia a Virgem Maria

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas
O demônio incita ataques contra a Virgem Maria porque a odeia, assegura exorcista de Pádua.
Cidade do México, 27 Abr. 17 / 04:00 pm (ACI).- O sacerdote italiano Sante Babolin, conhecido como “o exorcista de Pádua”, assegurou que o demônio está por trás de vários ataques recentes ocorridos em diversos lugares do mundo contra a Virgem Maria.
Em declarações ao semanário católico mexicano ‘Desde la Fe’, o Pe. Babolin, professor emérito da Universidade Gregoriana de Roma, explicou que “diante do fracasso do ataque dos não crentes, atualmente, para ferir e confundir o povo católico, ataca-se a Virgem Maria, quem o diabo odeia”.
‘Desde la Fe’ recordou o caso da religiosa dominicana, Irmã Lucía Caram, que assegurou em um programa de televisão que Santa Maria e São José tinham relações sexuais, assim como o caso do drag queen espanhol Borja Casillas, o qual se disfarçou e zombou da Virgem durante um espetáculo.
Outro caso assinalado pelo semanário mexicano foi o de uma mulher que, disfarçada da Virgem Maria, representou um abortodurante uma manifestação feminista na Argentina.
O exorcista italiano disse que, “como prova desse ódio” do demônio contra a Mãe de Deus, “enquanto eu invocava insistentemente à Santíssima Virgem Maria, o maligno me respondeu: ‘Não suporto mais Ela, nem suporto você’. Então eu, apontando o tabernáculo, lhe respondi, ‘Eu sou um servo Dele; você não tem nada a ver com Ele’. E ele disse com raiva: ‘Padre, não entende nada! Eu não suporto você, porque é a Igreja que sempre se interpõe, e eu não posso fazer nada contra a Igreja”.
Em seguida, o Pe. Babolin recordou que “o Concílio Vaticano II declara que Maria, filha de Adão, ao aceitar a mensagem divina, se tornou a Mãe de Jesus e, ao abraçar com todo o seu coração e sem entorpecimento de nenhum pecado a vontade salvífica de Deus, se consagrou totalmente, como escrava do Senhor, à pessoa e à obra do seu Filho”.
O sacerdote destacou que no Ritual de Exorcismo é evocada a passagem do livro do Gênesis em que Deus diz à serpente: “ela esmagará a tua cabeça”.
Neste ritual, indicou, o exorcista ordena ao demônio: “Astuta serpente, não te atreverás mais a enganar a raça humana, perseguir a Igreja, atormentar aos eleitos por Deus e ceifá-los como se fossem trigo. O sagrado sinal da cruz ordena-te, como também o faz o poder dos mistérios da fé cristã, a gloriosa Mãe de Deus, a Virgem Maria, ordena-te; Ela, que pela sua humildade e desde o primeiro momento da sua imaculada Concepção, esmagou a tua orgulhosa cabeça”.
“Na minha experiência – até agora celebrei 2.300 ritos de exorcismo –, posso dizer que a invocação da Santíssima Virgem Maria muitas vezes provoca reações significativas na pessoa exorcizada”.
O Pe. Babolin indicou que “as reações mais fortes” do demônio durante o exorcismo ocorrem “quando se referem às suas aparições”.
Por isso, muitas vezes pronuncia o nome de Santa Maria com os títulos de Nossa Senhora de Lourdes, de Fátima ou Guadalupe.
Neste último caso, disse, “utilizo esta fórmula: ‘Santa Maria, Nossa Senhora de Guadalupe, Rainha do Tepeyac’”.
O exorcista italiano advertiu que “o instrumento que habitualmente (o demônio) usa para nos capturar é dinheiro, pois oferece a possibilidade de satisfazer os impulsos que convergem no prazer e no poder”.
O demônio, disse, “nos subjuga a ele manipulando a verdade, oferecendo a sua luz fulgurante, mostrando a sua versão de ‘liberdade’ e prometendo-nos uma satisfação imediata dos nossos caprichos”.
“Quanto à comunicação interpessoal, o sentido da visão está se impondo ao sentido da audição; e, consequentemente, a imagem à palavra; ou seja, que o desejo precede à reflexão”, indicou.
Pe. Babolin encorajou os católicos a denunciar os ataques contra a fé, bem como organizar e participar dos eventos de oração, rezar o Rosário e participar das Missas em lugares onde ocorreram ofensas.
“Também podem se comprometer a rezar o terço em família, pelo menos durante um tempo”, assinalou.

Fonte: acidigital

quinta-feira, 12 de outubro de 2017


Imagem relacionada

Maria apareceu a São Domingos e indicou-lhe o Rosário como potente arma para a conversão

Esta festa foi instituída pelo Papa Pio V em 1571, quando celebrou-se a vitória dos cristãos na batalha naval de Lepanto. Nesta batalha os cristãos católicos, em meio a recitação do Rosário, resistiram aos ataques dos turcos otomanos vencendo-os em combate.

A celebração de hoje convida-nos à meditação dos Mistérios de Cristo, os quais nos guiam à Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus.

A origem do Rosário é muito antiga, pois conta-se que os monges anacoretas usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Desta forma, nos conventos medievais, os irmãos leigos dispensados da recitação do Saltério (pela pouca familiaridade com o latim), completavam suas práticas de piedade com a recitação de Pai-Nossos e, para a contagem, o Doutor da Igreja São Beda, o Venerável (séc. VII-VIII), havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados em um barbante.

Na história também encontramos Maria que apareceu a São Domingos e indicou-lhe o Rosário como potente arma para a conversão: “Quero que saiba que, a principal peça de combate, tem sido sempre o Saltério Angélico (Rosário) que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Assim quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu Saltério”.

Essa devoção, propagada principalmente pelos filhos de São Domingos, recebe da Igreja a melhor aprovação e foi enriquecida por muitas indulgências. Essa grinalda de 200 rosas – por isso Rosário – é rezado praticamente em todas as línguas, e o saudoso Papa João Paulo II e tantos outros Papas que o precederam recomendaram esta singela e poderosa oração, com a qual, por intercessão da Virgem Maria, alcançamos muitas graças de Jesus, como nos ensina a própria Virgem Santíssima em todas as suas aparições.

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

Tesouro irrecuperável

Certa vez, S. Bernardo estava hospedado na casa de uma mulher que, percebendo o belo aspecto do adolescente, sentiu por ele intenso desejo e mandou preparar a cama dele em local isolado. De noite, de forma impudica e silenciosa, ela foi procurá-lo. Assim que a sentiu, Bernardo pôs-se a gritar: "Ladrões, ladrões!" Com os gritos, a mulher fugiu, a família apareceu, as luzes foram acesas e procuraram o ladrão, mas não o acharam e voltaram para suas camas para repousar. No entanto, a miserável não descansou, levantou-se e foi ao leito de Bernardo, que novamente 
gritou: "Ladrões, ladrões!" Ainda uma vez procuraram o ladrão, mas ninguém o encontrou e o único que sabia quem era não o denunciou. A persistente e repelida mulher tentou uma terceira vez, mas vencida pelo desânimo ou pela vergonha interrompeu suas manobras. Na manhã 
seguinte, ao retomar a caminhada, os companheiros de Bernardo perguntaram por que sonhara tanto com ladrões. Ele respondeu: "Na verdade, sofri esta noite a investida de um ladrão, pois a hospedeira tentou roubar o tesouro irrecuperável da minha castidade"

Retirado do livro Legenda Áurea, vida dos santos

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

9 assombrosos milagres envolvendo o escapulário de Nossa Senhora


“Nenhuma devoção foi até hoje confirmada com número maior de autênticos milagres do que o escapulário do Carmo”

São Cláudio de La Colombière, sacerdote jesuíta e confessor de Santa Margarida Maria de Alacoque, observou:
“Nenhuma devoção foi até hoje confirmada com número maior de autênticos milagres do que o escapulário do Carmo”
Aqui vão 9 desses milagres assombrosos.

1 – O primeiro milagre de conversão

Nicolas Mignard - Domínio Público
No mesmo dia em que Nossa Senhora deu o escapulário a São Simão Stock, ele foi chamado às pressas por um nobre chamado Peter de Linton:
– Venha depressa, padre, porque o meu irmão está à morte, em desespero!
São Simão Stock partiu imediatamente para junto do moribundo. Mal chegou, lançou sobre aquele homem o seu grande escapulário, pedindo a nossa Mãe Santíssima que não deixasse de cumprir a sua promessa. O homem finalmente se arrependeu e faleceu na graça e no Amor de Deus.

2 – Os escapulários que resistiram à sepultura

Apenas 25 anos depois da visão em que Nossa Senhora do Carmo entrega o escapulário a São Simão, o Papa São Gregório X faleceu e foi sepultado com o escapulário que usava. Quando o seu túmulo foi aberto, 600 anos depois, o escapulário ainda estava intacto.
Dois grandes fundadores de ordens religiosas (Santo Afonso, dos redentoristas, e São João Bosco, dos salesianos) tinham especial devoção a Nossa Senhora do Carmo e usavam o escapulário castanho. Quando morreram, foram ambos sepultados com suas vestes sacerdotais e os escapulários. Muitos anos mais tarde, quando as sepulturas foram abertas, os seus corpos e as sagradas vestes com que foram sepultados já tinham se consumido – mas o escapulário castanho que cada um usava se preservava perfeitamente intacto. O de Santo Afonso Maria está exposto em Roma no mosteiro que ele fundou.

3 – O escapulário que acalmou uma tormenta no mar

Ivan Konstantinovich Aivazovskii - Domínio Público
Em 1845, o navio King of the Ocean deixava o Porto de Londres com destino à Austrália. Entre os passageiros, encontrava-se o pastor protestante inglês James Fisher, com esposa e dois filhos, de 9 e 7 anos de idade. O tempo esteve bom nas primeiras semanas de viagem, mas, quando já se adiantava Oceano Índico adentro, uma forte tormenta, vinda do noroeste, varreu o oceano. As ondas irrompiam furiosamente, as velas se rasgavam e, a bordo, o madeiramento não parecia mais do que canas à mercê dos ventos e das ondas dessa noite memorável. Ordenaram aos passageiros que descessem às suas cabines. Não havia o que fazer. Ouviam-se ordens de comando, gritos de desespero e súplicas de misericórdia. O Sr. Fisher, com a família e mais outras pessoas, subiu ao convés e pediu que todos se unissem na oração, suplicando perdão e misericórdia.
Havia na tripulação um jovem marinheiro irlandês, da comarca de Louth, chamado John McAuliffe, que, desabotoando a camisa, tirou do pescoço um escapulário. Brandiu-o em forma de cruz e o arremessou ao mar. Em breve, as águas abateram seu furor, a tempestade acalmou-se e uma pequena onda lançou para junto do jovem marinheiro o mesmo escapulário que, poucos minutos antes, ele havia lançado ao mar escapelado. Assim, o navio chegou são e salvo ao porto de Botany.
Ora, as únicas pessoas que haviam notado o gesto do marinheiro e o regresso do escapulário ao convés foram os Fisher. Com profunda reverência, aproximaram-se então do rapaz e lhes pediram que explicasse o significado daquelas peças tão simples de pano castanho, marcadas com as letras B.V.M. Uma vez informados, prometeram, ali mesmo, abraçar a fé cuja protetora e advogada é a poderosa Virgem do Carmo, Nossa Senhora, Mãe de Jesus.
Já na cidade australiana de Sidney, eles se encaminharam para a pequenina capela de Santa Maria, feita então de madeira no local onde hoje se ergue um templo magnífico, e foram recebidos ao seio da Igreja pelo pe. Paulding, mais tarde arcebispo.

4 – O escapulário que salvou uma casa do incêndio

Em maio de 1957, um sacerdote carmelita publicou um assombroso relato sobre uma vizinhança inteira de casas enfileiradas que tinham se incendiado em Westboden, na Alemanha. Numa delas viviam duas famílias piedosas, que, ao verem o fogo, penduraram imediatamente um escapulário na porta de entrada.
Em 5 horas, 22 casas foram reduzidas a cinzas – mas, em meio à destruição geral, uma única ficou intacta: aquela que tinha o escapulário preso à porta. Centenas de pessoas foram testemunhas oculares da intercessão da Santíssima Virgem Maria naquela residência.

5 – O escapulário que o diabo queria jogar fora

Blog Canção Nova
Certo dia, o venerável Francis Ypes notou que o escapulário que costumava usar tinha caído. Quando ia colocá-lo de novo, ouviu uma voz demoníaca lhe dizendo:
“Joga fora esse manto que arrebata do inferno tantas almas!”
O venerável Francis Ypes fez então o inimigo reconhecer que o que mais receio causa aos demônios são o Santíssimo Nome de Jesus, o Santíssimo Nome de Maria e o Santo Escapulário do Carmo.

6 – O escapulário que salvou o carmelita na Terra Santa

Em 1944, um missionário carmelita na Terra Santa foi chamado para ministrar o sacramento da Unção dos Enfermos. O motorista, que era árabe, mandou-o descer cerca de seis quilômetros antes do local, porque o caminho era perigoso demais devido à lama na estrada. E era mesmo tanta que, depois de ter andado uns três quilômetros, o missionário sentiu que os pés se enterravam cada vez mais no lodo, até que escorregou num poço de lama e começou a se afundar. Lembrou-se então, imediatamente, de Nossa Senhora e do seu escapulário; beijou-o, ergueu os olhos para o Monte Carmelo e clamou:
“Nossa Senhora do Carmo! Mãe Santíssima! Ajudai-me! Salvai-me!”
Tudo de que se lembra é que, então, viu-se em terreno firme.
“Sei que fui salvo pela Virgem Santíssima por meio do seu escapulário castanho. Perdi os sapatos naquele barro. Fiquei quase todo coberto de lodo, mas consegui andar os três quilômetros que faltavam, louvando sempre nossa Senhora”.

7 – O escapulário que salvou o homem atropelado por um trem

Reprodução/Youtube
Nos princípios do século XX, na localidade norte-americana de Ashtabula, Ohio, um homem foi gravemente atropelado por um trem. Em vez de morrer na hora, no entanto, ele permaneceu consciente durante mais 45 minutos – o tempo necessário para que um sacerdote chegasse e lhe ministrasse os últimos sacramentos.
Ninguém entendia como era possível que, com ferimentos tão abertos, ele não tivesse morrido imediatamente. A única explicação encontrada estava pendurada ao seu pescoço: ele usava o escapulário.

8 – O escapulário que salvou a vida de um sacerdote

Um padre francês tinha partido em peregrinação quando se lembrou de que não tinha trazido o seu escapulário. Mesmo sabendo que se atrasaria para celebrar a Missa, ele retornou para buscá-lo, pois sequer conseguia imaginar-se no altar de Nossa Senhora sem estar usando o seu escapulário. Mais tarde, enquanto celebrava o Santo Sacrifício, aproximou-se do altar um jovem que, puxando uma arma, atingiu o sacerdote pelas costas.
Para espanto geral, o padre continuou celebrando a Missa como se nada tivesse acontecido. Os fiéis pensaram, no início, que a bala tivesse milagrosamente errado o alvo, mas depois, verificou-se que ela tinha se encravado no pequeno escapulário castanho que o sacerdote se recusara a deixar para trás.

9 – O escapulário que salvou uma jovem na queda de um avião

Em novembro de 1955, na Guatemala, caiu um avião com 27 passageiros dos quais morreram todos, menos uma jovem que, ao perceber que o avião se precipitava, agarrou seu escapulário e pediu auxílio à Santíssima Virgem do Carmo. Ela sofreu queimaduras sérias e sua roupa ficou toda queimada, mas o escapulário sequer foi tocado pelas chamas.
Creative Commons
____________
Fontes:
– Plinio Maria Solimeo, em “A grande promessa de salvação, O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo”

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Momento com o Espírito Santo

Resultado de imagem para espirito santo
Vinde, Espírito Santo, penetrai as profundezas da minha alma com o Vosso amor e o Vosso poder.

Arrancai as raízes mais profundas e ocultas da dor e do pecado que estão enterradas em mim.
Lavai no precioso Sangue de Jesus e aniquilai definitivamente toda ansiedade que trago em mim, toda amargura, angústia, sofrimento interior, desgaste emocional, infelicidade, tristeza, ira, desespero, inveja, ódio e vingança, sentimento de culpa e de auto-acusação, desejo de morte e de fuga de mim mesmo, toda opressão do maligno na minha alma, no meu corpo e toda insídia que ele coloca em minha mente.

Ó bendito Espírito Santo, queimai com o Vosso fogo abrasador toda treva instalada dentro de mim, que me consome e impede de ser feliz.
Destruí em mim todas as consequências dos meus pecados e dos pecados dos meus ancestrais, que se manifestam em minhas atitudes, decisões, temperamento, palavras, e vícios. Libertai, Senhor, toda a minha descendência da herança do pecado.

Vinde, Santo Espirito! 
Vinde, em nome de Jesus!
Lavai-me no Sangue precioso de Jesus, purificai todo meu ser, quebrai toda a dureza do meu coração, destruí todas as barreiras ressentimento, magoa, rancor, egoismo, maldade,orgulho, soberba, intolerância, preconceitos e incredulidade que existem em mim. E, no poder de Jesus Cristo ressuscitado, liberta-me, Senhor! Curai-me Senhor! Tende piedade de mim Senhor!

Vinde Santo Espirito! Fazei-me ressuscitar agora para uma vida nova, plena do Vosso amor, alegria, paz e plenitude. Creio que estais  fazendo isso em mim agora e assumo pela fé a minha libertação, cura e salvação em Jesus Cristo, meu salvador.
Glorias a Vós meu Deus!
Bendito sejas para sempre!
Louvado seja o meu Deus!
Em nome de Jesus e por Maria nossa Mãe. Amém.

domingo, 1 de outubro de 2017

Outubro, mês do Rosário: conheça sua história


Na antiguidade, romanos e gregos possuíam o costume de coroar suas estátuas com rosas ou outras flores, simbolizando a homenagem e reverência que a elas prestavam. Adotando para si esse costume, as mulheres cristãs que eram levadas para o martírio, vestiam suas roupas mais belas e adornavam suas frontes com coroas de rosas, mostrando o enormeSao Domingos de Gusmao recebe o Rosario da Virgem.jpgcontentamento que possuíam de irem ao encontro do Senhor. À noite os cristãos recolhiam as flores, e por cada rosa recitavam uma oração ou um salmo pelas mártires.
Daí nasceu o costume recomendado pela Igreja de se rezar o rosário, que consistia em recitar os 150 salmos de David, que eram considerados uma oração extremamente agradável a Deus. Entretanto, nem todos podiam seguir essa recomendação: saber ler naquela época era reservado apenas aos cultos e letrados. Para os que não podiam fazê-lo, a Igreja permitiu substituir os 150 salmos por 150 Ave-Marias. A este “rosário” se passou a chamar “o saltério da Virgem”.
Pouco antes de findar o século XII, Domingo de Gusmão afligia-se com a situação de decadência de sua época, a gravidade dos pecados e o crescimento da heresia dos cátaros. Um dia, decidiu ir rezar num bosque, e pedindo fervorosamente que Deus interviesse na situação da Cristandade, começou a flagelar-se com dureza tão grande, que acabou por cair desmaiado. Apenas tendo recobrado os sentidos, a Virgem Santíssima lhe apareceu e disse-lhe: a melhor arma para combater a heresia e conseguir a conversão dos hereges não era a flagelação, mas sim a recitação de seu saltério.
Dirigindo-se imediatamente à Catedral de Toulouse, São Domingos de Gusmão mandou tocar os sinos e reuniu o povo. Quando ia começar a falar, uma violenta tempestade se desencadeou com raios e trovões. Porém, verdadeiro susto tiveram os presentes quando viram a imagem da Mãe de Deus erguer o braço direito e ameaçá-los com olhar terrível. Nesse momento, São Domingos começou a rezar o Rosário, e com ele todo o povo reunido na catedral. À medida que rezavam a tempestade amainava, até que cessou completamente.
Noutra ocasião, São Domingos iria fazer um sermão em Notre Dame de Paris na festa de São João Batista. Preparara primorosamente sua homilia, mas antes de fazê-lo rezou fervorosamente o Rosário, e eis que a Virgem Santíssima lhe apareceu e disse: “seu sermão está bom, mas este que lhe dou está melhor!”, e deu-lhe um que tratava da devoção ao seu Santo Rosário, e o quanto ela agradava a Deus e à Virgem.
Por muito tempo a população passou a rezar com devoção o Rosário. Porém, passados uns 100 anos da morte desse grande santo, o Rosário começou a ser esquecido. Em 1349 houve uma terrível epidemia na Espanha que devastou o país, à qual deram-lhe o título de “morte negra”. Foi nessa ocasião que Nossa Senhora teve a condescendência de aparecer, juntamente com seu Divino Filho e São Domingos, ao frei Alano de la Roche, então superior dos dominicanos na mesma província onde nasceu a devoção ao Santo Rosário. Nessa aparição a Virgem Maria pedia que frei Alano fizesse reviver a devoção ao seu Saltério.
Sem demora o padre Alano, junto com os outros freis dominicanos, começou a trabalhar na difusão dessa poderosa devoção, que tanto agrada à Santíssima Virgem. Foi com ele que o Rosário tomou a forma que tem até hoje, dividido em dezenas e contemplando os mistérios da vida de Jesus e Maria. A partir de então essa devoção se estendeu por toda a Igreja
Quando se instituiu a festa do Santo Rosário?
Mar de Lepanto! Uma imensa batalha entre católicos e turcos se desenrola. O entrechoque das embarcações recorda a conflagração final, quando a abóboda celeste enrolar-se-a qual pergaminho. Era o dia 7 de outubro de 1571. Se os católicosSanto Rosário.jpg perdessem a batalha a Cristandade seria submergida pelos turbantes de Maomé. A religião católica teria desaparecido para sempre.
A léguas de distância, em Roma, São Pio V implorava o auxílio divino, por intercessão da Mãe da Igreja. Inspirado, o santo Papa pede ao povo romano que reze o Rosário pela vitória de seus irmãos.
Em determinado momento, enquanto despachava assuntos urgentes, mas com sua atenção toda colocada no perigo que corria a Cristandade, aquele venerável ancião interrompe os trabalhos bruscamente e se dirige à janela. Os circunstantes ficam perplexos, não compreendem a atitude. Reina o silêncio por breve espaço de tempo, rompido pela afirmação ainda mais misteriosa do Pontífice: vencemos em Lepanto!
Manda reunir os fiéis e preparar a comemoração pela milagrosa vitória de Dom João D’Áustria, comandante da frota. Uma solene procissão tem lugar nas ruas da Cidade Eterna. Dias mais tarde, chegam os emissários da esquadra trazendo a notícia já antes anunciada pelos Anjos. Pouco depois estava instituída a festa de Nossa Senhora das Vitórias no dia 7 de outubro.
Um ano mais tarde, Gregório XIII mudou o nome para festa de Nossa Senhora do Rosário, e determinou que fosse celebrada no primeiro domingo de outubro (dia em que se venceu a batalha em Lepanto). Atualmente a festa é celebrada no dia 7 de outubro.

http://www.arautos.org/secoes/artigos/doutrina/rosario/outubro-mes-do-rosario-conheca-sua-historia-144552

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Mulher cria “cantinho do celular” em casa para dedicar mais tempo à família


Confira o texto que acompanhou esta publicação no Instagram

Um dos maiores vilões que atrapalham as relações, a rotina, a vida espiritual é o celular. Sem perceber, deixamos muitas vezes que ele se torne o centro das nossas atenções, quando as notificações são mais importantes do que conversar pessoalmente, do que atender aos filhos e ao esposo, do que realizar o trabalho de casa, do que rezar.
Passamos o dia a deslizar uma tela, absorvendo muita informação inútil, viciando o cérebro em informações rápidas e superficiais, aumentando os níveis de ansiedade e impaciência, expondo a vida em excesso, perdendo momentos preciosos da realidade para um mundo artificial.
E passamos dias a fio reclamando de como não temos tempo para nada. Na verdade, os vilões somos nós, que com a nossa concupiscência não sabemos usar bem as coisas. Por isso, é preciso esforçar-nos em ordenar a nossa vida, fazendo bom uso dos meios que Deus nos dá.
Para quem tem muita dificuldade de deixar o celular de lado, vale imprimir essa frase de Santa Teresinha e montar um cantinho do celular. Ali os celulares devem ficar com todas as notificações desligadas e apenas com o toque de chamada ligado.
Se for o caso, tire os aplicativos da tela inicial. Reserve um tempo específico no dia para utilizar as redes sociais. Essa pequena determinação fará com que as relações familiares voltem a ter diálogo e orações, os esposos tornem-se menos impacientes uns com os outros e com os filhos, a rotina fluirá fácil e tantos outros benefícios!

(Rayhanne Zago, esposa e mãe, ordem terceira do Instituto do Verbo Encarnado. Via Instagram)

Aprenda com Nossa Senhora a identificar uma pessoa verdadeiramente humilde


É próprio do humilde prestar serviços

Maria Santíssima não se negou a servir Isabel durante três meses.  Sobre isto, escreve São Bernardo: “Admirou-se Isabel da vinda de Maria, porém mais admirável era ainda o motivo de sua vinda: vinha para servir e não para ser servida”.
O humilde gosta de uma vida retirada e despercebida. Maria Santíssima procedeu de modo semelhante, diz-nos o citado Santo, quando seu Filho pregava numa casa e ela lhe desejava falar. Não se animou a entrar (Mt. 12, 46). Ficou de fora e não confiou no prestígio de mãe, mas evitou interromper a pregação do Filho.
Pelo mesmo motivo, quis também tomar o último lugar, quando estava no cenáculo com os apóstolos. “Todos perseveravam de comum acordo em oração com as mulheres, e Maria, Mãe de Jesus” (At. 1, 14). Bem conhecia São Lucas qual o mérito da Divina Mãe, devendo por isso nomeá-la antes de todos. Porém, de fato, Maria Santíssima tinha tomado o último lugar, depois dos apóstolos e das santas mulheres. São Lucas – na opinião de um autor – os nomeou a todos e por último a Virgem, segundo o lugar que ocupava.
Isso motiva a observação de São Bernardo: “Com razão tornou-se a primeira a que era a última porque, sendo a primeira, se fizera a última”.

Fonte: Do livro “Glórias de Maria” de Santo Afonso de Ligório, via AASCJ

Cidade de Aparecida ganhará estátua gigante da padroeira do Brasil


Imagem será maior que a do Cristo Redentor

Acaba de chegar a Aparecida (SP) uma estátua de aço inoxidável, que fará homenagem a Nossa Senhora Aparecida.
E o que chama mais atenção são características como, o tamanho, pois são 50 metros de altura, ou seja, 12 metros maior que a estátua do Cristo Redentor, além do peso de  400 toneladas. A homenagem faz parte da composição de um parque temático que será construído na cidade.
A construção tem autoria do escultor Gilmar Pinna, o mesmo que, em julho, inaugurou em parceria com a prefeitura, uma série de estátuas que simbolizam os principais milagres de Aparecida e que foram espalhadas nos principais pontos da cidade.
O novo parque, com 130 mil metros quadradosnão pertence ao Santuário Nacional e será localizado cerca de 3 km do Rio Paraíba do Sul, local onde a Imagem milagrosa foi encontrada em 1717.
A maior parte do terreno pertence ao município de Aparecida, mas outra área particular que compõe cerca de 5% do projeto, será doada a cidade.
A obra contará com jardins, restaurantes, estrutura de apoio e estacionamento para 2 mil veículos. A escultura ficará no centro de um mapa do Brasil e poderá ser vista da Via Dutra. A previsão para término da montagem da escultura é já para dezembro, bem antes da conclusão total do empreendimento, ainda a ser divulgada.

Via A12.com

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A jovem que se livrou do diabo graças ao nome de Maria


Um relato popular contado por Santo Afonso Maria de Ligório

No capítulo décimo do livro “As Glórias de Maria”, Santo Afonso Maria de Ligório nos relata uma popular história piedosa a respeito de um episódio que teria ocorrido por volta do ano 1465.
Segundo esse relato, morava na localidade holandesa de Güeldres uma jovem chamada Maria, que havia ido até a cidade de Nimega para levar um recado, mas ali sofrera um tratamento agressivo por parte de uma tia.
Retornando para casa ofendida e com raiva, ela invocou a ajuda do demônio, que lhe apareceu em forma de homem e lhe impôs algumas condições para auxiliá-la:
– Não te peço outra coisa: de agora em diante, não faças mais o sinal da cruz. Também mudarás de nome.
– Não farei mais o sinal da cruz, mas não mudarei o meu nome de Maria. Gosto muito dele.
– Então não te ajudarei.
Depois de muita discussão, a jovem e o diabo chegaram a um acordo: ela se chamaria apenas pela primeira letra do nome de Maria, M. Depois desse pacto, ambos foram para Amberes, onde a jovem levou má vida durante seis anos na companhia diabólica até lhe dizer, certo dia, que desejava voltar para a sua terra. O demônio detestou a ideia, mas consentiu. Chegados a Nimega, viram que estava sendo representada em praça pública a vida de Santa Maria.
Ao ver a representação, a pobre M começou a chorar, pois, no fundo, a sua frágil devoção à Mãe de Deus continuava viva. O companheiro a puxou pelo braço para levá-la dali, mas ela resistia. Vendo que a perdia, o diabo a levantou, enfurecido, e a jogou para o meio do teatro.
A jovem foi se confessar com o pároco, que a remeteu ao bispo e este ao Papa. Depois de ouvir sua confissão, o Pontífice lhe impôs como penitência levar sempre três argolas de ferro: uma no pescoço e as outras nos braços.
A jovem Maria obedeceu e se retirou como penitente a um mosteiro em Maastricht, onde viveu durante quatorze anos. Certa manhã, notou, ao levantar-se, que as três argolas tinham se rompido. Passados mais dois anos, ela morreu com fama de santidade e, conforme um pedido que tinha feito em vida, foi enterrada com aquelas três argolas: elas simbolizavam que, de escrava do inferno, a jovem pôde transformar-se em feliz escrava de Maria Santíssima, sua libertadora, graças ao Santo Nome de Maria.

https://pt.aleteia.org/2017/09/12/a-jovem-que-se-livrou-do-diabo-gracas-ao-nome-de-maria/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt


O significado de cada parte da Ave-Maria


Cada parte da oração da Ave-Maria tem um significado baseado nas Sagradas Escrituras e na Tradição

A Ave-Maria é uma das orações mais queridas do povo católico. É a mais antiga oração que conhecemos dirigida a Nossa Senhora, nossa Mãe, Mãe de Jesus e da Igreja. Ela está na própria Bíblia, revelação de Deus.

“Ave, cheia de graça”

Na Anunciação, o Anjo a saudou: “Ave, cheia de graça”. Maria foi a única que achou graça diante de Deus, porque foi a única “concebida sem o pecado original”. Nas aparições a Santa Catarina Labouré, na França, em 1830, ela pediu que fosse cunhada o que ficou sendo chamada de “Medalha milagrosa”. Em letras de ouro, Catarina viu escrita a bela frase: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”.

O Senhor é convosco

“O Senhor é convosco”, disse-lhe o Arcanjo Gabriel. Maria tem uma intimidade profunda com Deus. Diz o nosso Catecismo que “desde toda eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe de Seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré na Galileia, ‘uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria’ (Lc 1,26-27)”. Ela é Filha do Pai, é a Mãe do Filho, e é a Esposa do Espírito Santo. Está em plena unidade com a Santíssima Trindade. Numa única mulher Deus tem Mãe, Filha e Esposa.

Bendita entre todas as mulheres

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1,42). Foi assim que Santa Isabel saudou a Virgem, “em alta voz” e “cheia do Espírito Santo”. E o menino João Batista estremeceu em seu seio. Isabel deixou claro por que Maria é “bendita entre todas as mulheres”: “Donde me vem a honra de vir a mim a Mãe do meu Senhor?” (v.43). E Isabel completa: “Bem-aventurada és tu que creste…” (v.44).
O bendito fruto do seu ventre é o próprio Deus, Filho de Deus, encarnado em seu seio virginal: Jesus. Ela é a Mãe de Deus. Quando o herege Nestório, patriarca de Constantinopla, quis negar essa verdade, o povo se revoltou, e o Concílio de Niceia, em 431, confirmou a maternidade divina de Maria: (Theotókos). “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48), por isso a piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão.
Depois de saudar a Virgem Maria, Mãe de Deus, com essas palavras que desceram do céu, a oração da Ave-Maria nos leva a implorar as graças do Senhor pela intercessão daquela a quem Deus nada pode negar.

Santa Maria, Mãe de Deus

O que não consegue a Mãe do Altíssimo? O que não pode conseguir, diante do trono da graça, aquela que é Sua Mãe, Esposa e Filha? O milagre das Bodas de Caná (João 2) diz tudo, mostra o grande poder intercessor da Mãe diante do Filho. Por isso, a Igreja sempre nos ensinou: “Peça à Mãe que o Filho atende!”. O bom filho nada nega à sua mãe, por isso São Bernardo de Claraval, doutor da Igreja, a chamava de “Onipotência suplicante”. Consegue tudo, por graça, o que Deus pode por natureza.

Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte

E nós pecadores lhe imploramos: “Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte”. Consegue do Rei os grandes benefícios aqueles que estão perto d’Ele, aqueles que têm intimidade com Ele. Quem mais do que Maria tem intimidade com Deus? Quantas pessoas me pedem para mediar um pedido junto ao fundador da Canção Nova, monsenhor Jonas Abib, porque sabem que tenho intimidade com ele! O mesmo acontece com Deus. Esse é o poder da intercessão.
A Mãe Santíssima diante do seu Filho roga por nós sem cessar. Disse o Concílio Vaticano II, que “assunta aos céus (…), por sua múltipla intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna. (…) Por isso, a bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora e medianeira.” (n.969).
“A missão materna de Maria em favor dos homens de modo algum obscurece nem diminui a mediação única de Cristo; pelo contrário, até ostenta sua potência, pois todo o salutar influxo da bem-aventurada Virgem (…) deriva dos superabundantes méritos de Cristo, baseia-se em sua mediação, dela depende inteiramente e dela aufere toda a sua força.” (n.970)
A nossa Mãe roga por nós a cada momento, mesmo que não tenhamos consciência disso; especialmente protege aqueles que lhe são consagrados fervorosamente. De modo especial, defende-nos na hora da morte. Quantas almas a Virgem Maria salva na hora da morte! Especialmente aqueles que lhe são consagrados. São Bernardo dizia que não é possível que se perca um bom filho de Maria. Por isso, pedimos insistentemente que ela rogue por nós, sobretudo na hora decisiva de nossa morte. Quando rezamos o Santo Rosário, a ela oferecemos rosas espirituais, que ela leva a Deus por nós. Ela não as retém para si, pois o rosário é a meditação de toda a vida de Jesus Cristo, nosso Senhor.

Duas Marias


Uma poesia para ler... e orar

Duas Marias tão cheias de vida
próximas de dar a luz..
Moravam em cidades distantes,
uma carregava o filho do criador,
a outra apenas sonhava
em ver seu filho ser um doutor.
Uma sabia que seu filho
carregaria uma cruz,
e se chamaria Jesus…
A outra inocente
pedia aos céus ajuda,
e escolheu o nome
do seu menino Judas.
Maria tão cheia de graça
protegida pelo Senhor
enfrentou o deserto
com seu amado marido
para dar a luz
ao rebento querido.
Maria, que na raça,
criou seu filho,
ao vê-lo partir num sonho,
sentiu imensa dor…
Por intuito de mãe,
Maria já sabia que seu filho
seria um pecador.
Três décadas se passaram
Jesus e Judas se encontraram…
Duas Marias de corações apertados,
tudo seria sacramentado.
Chora Maria…
o mundo até hoje chora
seu filho de nome Judas,
que virou um temível pecador,
por ganância traiu seu mestre…
nessa manhã ele se enforcou.
Chora Maria…
os pecadores do mundo
até hoje imploram
o perdão de Deus nosso Senhor.

domingo, 10 de setembro de 2017

Sofre de ansiedade? Então você precisa conhecer o conselho mais repetido na Bíblia


Esse conselho é repetido 365 vezes ao longo do Antigo e do Novo Testamento

Provavelmente, muitos pensam que a frase mais comum da Bíblia teria que ser algum tipo de proibição, um “não farás” isso ou aquilo. Talvez até algo como “amarás teu próximo”…
Nada disso. O conselho mais repetido no Antigo e Novo Testamento é “Não temas” (e suas variações).
Você deve conhecer alguns versículos da Escritura com essa amorosa exortação. Um exemplo é quando o anjo Gabriel apareceu a Maria, anunciando que ela seria a Mãe de Nosso Salvador e quando José ouviu estas palavras ao saber que seria o pai terreno de Jesus: “Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo” (Mateus 1, 20).
Quando Jesus estava prestes a nascer, em Belém, outro anjo apareceu aos três reis com as mesmas palavras de alento.
Quer mais um exemplo? Pois bem: quando Zacarias foi informado que sua esposa ficaria grávida em idade avançada, “ficou perturbado, e o temor assaltou-o. Mas o anjo disse-lhe: Não temas, Zacarias, porque foi ouvida a tua oração: Isabel, tua mulher, dar-te-á um filho, e chamá-lo-ás João” (Lucas 1, 12-13)
Na verdade, há muito mais versículos em que a Bíblia nos anima a não ter medo.
Na Transfiguração de Jesus, os discípulos caíram no chão, apavorados pelo medo. Mas “Jesus aproximou-se deles e tocou-os, dizendo: Levantai-vos e não temais” (Mateus 17,7).
Ao todo, a frase “Não temas” e suas variações são repetidas 365 vezes ao longo da Escritura!
Muitas das nossas preocupações diárias giram em torno de algum tipo de medo do que pode acontecer. A ansiedade consome grande parte de nossa energia. Vai dar tudo certo na viagem? Haverá algum acidente com o carro? Saberei perdoar meu irmão? Estou fazendo o que Deus gostaria que eu fizesse? O que os médicos vão nos dizer sobre os exames? Será que esta é a melhor decisão que eu posso tomar? Essas são algumas das as perguntas que martelam interminavelmente em nossas cabeças. E, para cada uma delas, Deus nos lembra que temos que nos voltar para Ele em oração, com confiança.
Em Apocalipse 2,10, temos mais uma lição de coragem: “Nada temasante o que hás de sofrer. Por estes dias o demônio vai lançar alguns de vós na prisão, para pôr-vos à prova. Tereis tribulações durante dez dias. Sê fiel até a morte e te darei a coroa da vida.”
Já em Deuteronômio 31.6, somos incentivados a depositar nossa confiança em Deus, que não nos abandonará se O colocarmos em primeiro lugar em nossa vida: “Nada vos atemorize, e não os temais, porque é o Senhor vosso Deus que marcha à vossa frente: ele não vos deixará nem vos abandonará”.
Além dos inúmeros exemplos da Bíblia, temos que nos lembrar também de São João Paulo II, que começou seu pontificado com uma lembrança crucial: “Não temam”, disse ele. Esse santo de nosso tempo nos convidava constantemente a aceitar a paz que Cristo nos oferece e a confiar sempre em Seu amor e em Sua misericórdia.
Portanto, “Não temas”.

https://pt.aleteia.org/2017/08/29/sofre-de-ansiedade-entao-voce-precisa-conhecer-o-conselho-mais-repetido-na-biblia/

Papa Francisco: “é uma bobagem dizer que não se pode usar crucifixo no pescoço”


Inédito: Papa fala sobre castidade, união homossexual, tradicionalismos, laicidade e abusos cometidos por sacerdotes. As declarações estão em um livro, que será lançado na França

O livro-entrevista com o Papa Francisco, que logo será publicado na França, aborda temas como a castidade de sacerdotes e religiosos, o sentido da laicidade, os abusos sexuais cometidos por sacerdotes, a questão do “matrimônio” homossexual e a ideologia de certos católicos tradicionalistas.
Traduzimos alguns trechos que provocam parte da grande expectativa gerada pelo livro “Política e sociedade” escrito pelo sociólogo francês Dominique Wolton. Os excertos foram adiantados com exclusividade pela revista de fim de semana do diário parisiense “Le Figaro”.
 “Escolher o caminho da castidade”
– Papa Francisco: renunciar à sexualidade e escolher o caminho da castidade ou da virgindade comportam toda uma vida de consagração. Qual é a condição sem a qual este caminho fenece? Que este caminho leve a paternidade ou a maternidade espiritual.
Os sacerdotes “solteiros” e as religiosas “solteiras” são alguns dos males da Igreja, pois eles estão cheios de amargura. Por outro lado, os que alcançaram essa paternidade espiritual, seja através da paróquia, da escola, ou do hospital, estão bem… O mesmo acontece com as religiosas, pois são “mães” […] É uma renúncia voluntária.
A virgindade, seja masculina ou feminina, é uma tradição monástica anterior ao catolicismo. É uma busca humana: renunciar para buscar a Deus em sua origem, através da contemplação. Mas essa renúncia deve ser uma renúncia fecunda, que conserva uma espécie de fecundidade diferente da fecundidade carnal, da fecundidade sexual. Inclusive, na Igreja, há sacerdotes casados. Há sacerdotes orientais casados. Mas a renúncia ao matrimônio em nome do Reino de Deus é um valor em si mesmo. Isso significa renunciar para colocar-se em serviço, para contemplar melhor.
Se o sacerdote é um abusador, ele está doente”
– Papa Francisco: antes, mudava-se o sacerdote. Mas o problema se mudava com ele. A política atual é a que Bento XVI e eu temos aplicado através da Comissão de Defesa dos Menores, criada há dois anos aqui no Vaticano. Defesa de todos os menores. Trata-se de tomar consciência do problema. A Igreja-Mãe ensina como prevenir, como falar com uma criança, permitir que ela diga a verdade aos pais, que conte o que aconteceu.
É um caminho edificante. A Igreja não deve assumir uma posição defensiva. Se o sacerdote é um abusador, ele está doente. Dois em cada quadro abusadores foram abusados quando crianças. São as estatísticas dos psiquiatras.
 “O matrimônio é um homem e uma mulher”
– Papa Francisco: O “matrimônio” é uma palavra histórica. Desde sempre, na humanidade, não somente na Igreja, é um homem e uma mulher. Não é possível mudar […] É parte da natureza. É assim. Lamentamos, então, as “uniões civis”. Não brinquemos com as verdades.
É verdade que, por trás disso, está a ideologia de gênero. Nos livros, as crianças aprendem que é possível mudar de sexo. O gênero – ser mulher ou homem – seria uma opção e não obra da natureza? Isso favorece o erro.Mas vamos dar nome às coisas: o matrimônio é um homem com uma mulher. Esse é o termo preciso. Chamemos a união do mesmo sexo de “união civil”.
 “Ideologia tradicionalista”
– Papa Francisco: como a tradição cresce? Cresce como cresce uma pessoa: com o diálogo, como acontece com a criança quando ela é amamentada. O diálogo com o mundo que nos rodeia. O diálogo faz crescer. Se não dialogamos, não podemos crescer, ficamos fechados, pequenos, anões. […] Tenho que ver e dialogar. O diálogo permite crescer, e faz crescer a tradição. Ao dialogar e ao ouvir outra opinião, posso mudar meu ponto de vista, como no caso da pena de morte, da tortura, da escravidão. Sem mudar a doutrina. A doutrina cresceu com a compreensão. Essa é a base da tradição […].
Por outro lado, a ideologia tradicionalista tem uma fé assim: a bênção deve ser transmitida assim, durante a Missa, os dedos devem estar assim, com luvas, como era antes. O que o Vaticano II fez com liturgia foi verdadeiramente algo grande, pois abriu o culto a Deus para o povo. Agora, o povo participa.
 “As religiões não são subculturas”
– Papa Francisco: O Estado laico é algo saudável. Há uma laicidade saudável. Jesus disse: “dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Todos são iguais perante a Deus. Mas creio que, em alguns países, como a França, esta laicidade tem um tom herdado do Iluminismo que é muito forte, gera um imaginário coletivo em que as religiões são vistas como uma subcultura. Creio que a França – é minha opinião pessoal, não é a opinião oficial da Igreja – deveria elevar um pouco o nível da laicidade, no sentido que deveria dizer que as religiões também fazem parte da cultura. […] Compreendo esta herança da História, mas é preciso fazer o trabalho de ampliação. Há governos, cristãos ou não, que não admitem a laicidade.
É uma bobagem dizer que não se pode usar crucifixo no pescoço ou que as mulheres não devem usar isso ou aquilo. Pois tanto uma quanto outra atitude representam uma cultura. Uns usam crucifixo, outros usam outra coisa, o rabino usa a quipá, o papa o solidéu (risos). Essa é a laicidade saudável!
O Concílio Vaticano II explica bem isso, com muita clareza. Creio que fazem exageros sobre algumas questões, em particular quando a laicidade é colocada por cima das religiões. Então, as religiões não fazem parte da cultura? São subculturas?

https://pt.aleteia.org/2017/09/04/papa-francisco-e-uma-bobagem-dizer-que-nao-se-pode-usar-crucifixo-no-pescoco/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt