domingo, 27 de novembro de 2016

A Devoção à Nossa Senhora das Graças da Medalha Milagrosa

 Foi na segunda aparição a 27 de novembro de 1830, em Paris, na França; que Nossa Senhora apareceu a uma das Irmãs da Caridade de São Vicente de Paulo, à humilde noviça Santa Catarina Labouré. Ela descreve como lhe foi revelada a Medalha da Imaculada Conceição:           
            A Virgem apareceu sobre um globo, pisando uma serpente e segurando nas mãos um globo menor, oferecendo-o à Deus, num gesto de súplica.
 
Enquanto A contemplava, Catarina ouviu uma voz que lhe disse:

 "Este globo que vês representa o mundo inteiro e especialmente a França, e cada pessoa em particular. Os raios são o símbolo das Graças que derramo sobre as pessoas que Me as pedem. Os raios mais espessos correspondem às graças que as pessoas se recordam de pedir. Os raios mais delgados correspondem às graças que as pessoas não se lembram de pedir.“

 A ORAÇÃO:

Enquanto Maria estava rodeada duma luz brilhante, de repente, o globo desapareceu e suas mãos se estendem suavemente, derramando sobre o globo brilhantes raios de luz. Formou-se assim um quadro oval, rodeado pelas palavras em letras de ouro:

"Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós".

Virou-se então o quadro, aparecendo, no reverso, um " M" encimado por uma cruz e, embaixo, os corações de Jesus e de Maria. E a Santíssima Virgem lhe pede:

 

         A PROMESSA:   
  
’'Manda cunhar uma Medalha por este modelo; as pessoas que a trouxerem indulgenciada, receberão grandes graças, mormente se a trouxerem ao pescoço; hão de ser abundantes as graças para as pessoas que a trouxerem com confiança. “

 E assim foi cunhada, em Paris, esta medalha, que logo s espalhou pelo mundo inteiro, derramando graças tão numerosas e extraordinárias que o povo, espontaneamente, passou a chamá-la: " A Medalha Milagrosa".



ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS

 Súplica - Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao comtemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades(momento de silêncio e de pedir a graça desejada).         Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas.
         E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre verdadeiros cristãos. Amém.

Rezar 3 Ave-Marias.

- Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.

Oração Final - Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa Santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado Filho a humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e espírito, a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte. Amém.




NOVENA DA VIRGEM IMACULADA DAS GRAÇAS
DA MEDALHA MILAGROSA
            Ato de Contrição- Meu bom Jesus que por mim morrestes na cruz, tende piedade de mim, perdoai os meus pecados e dai-me a graça de nunca mais pecar.
         1º Dia 1º Aparição - Contemplamos a Virgem Imaculada, em sua primeira aparição a Santa Catarina Labouré. A piedosa noviça guiada por seu Anjo da Guarda é apresentada a Imaculada Senhora. Consideremos sua inefável alegria. Seremos também felizes, como Santa Catarina, se trabalharmos com ardor na nossa santificação.
            Súplica a Nossa Senhora - Ó Imaculada, Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe ao contemplar-nos de braços derramando graças sobre os que vos pedem cheios de confiança na Vossa poderosa intercessão inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas numerosas culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor durante esta Novena as nossas prementes necessidades...( um instante de silêncio ). Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa este favor que confiantes vos solicitamos para maior glória de Deus, engrandecimento do Vosso nome e bem de nossas almas e para melhor servirmos ao Vosso Divino Filho, inspirai-nos um profundo ódio ao pecado e dai-nos a coragem de nos afirmar sempre verdadeiros cristãos. Amém – Rezar 03 Ave-Marias.
            Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.
         Oração Final - Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus alcançai-me de vosso amado Filho a humildade, a caridade, a obediência a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e de espírito a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte. Amém.
            2º Dia - Lágrimas de Maria - Contemplemos Maria, chorando sobre as calamidades que viriam sobre o mundo, pensando que o Coração de seu Filho seria ultrajado, a cruz escarnecida e seus filhos prediletos perseguidos. Confiemos na Virgem compassiva e também participaremos no fruto de suas lágrimas.
            3º Dia - Proteção de Maria - Contemplemos nossa Imaculada Mãe, dizendo em suas aparições a Santa Catarina: " Eu mesma estarei convosco, não vos perco de vista e vos concederei abundantes graças. Sede para mim, Virgem Imaculada, o escudo e a defesa em todas as necessidades.
            4º Dia - 2º Aparição - Estando Catarina Labouré em oração a 27 de novembro de 1830, apareceu-lhe a Virgem Maria, formosíssima, esmagando a cabeça da serpente infernal; nesta aparição vemos seu desejo imenso de nos proteger sempre contra o inimigo de nossa salvação. Invoquemos a Imaculada Mãe com confiança e amor!
            5º Dia - As Mãos de Maria - Contemplemos, hoje, Maria, desprendendo de suas mãos raios luminosos. "Estes raios, disse ela, são a figura das graças que derramo sobre todos aqueles que me pedem e aos que trazem com fé minha medalha".
Não desperdicemos tantas graças! Peçamos com fervor, humildade e perseverança, e Maria Imaculada no-las alcançará.
            6º Dia - 3º Aparição - Contemplemos Maria, aparecendo à Santa Catarina, radiante de luz, cheia de bondade, rodeada de estrelas, e mandando cunhar uma medalha, prometendo a todos que a trouxerem com devoção e amor, muitas graças. Guardemos fervorosamente a Santa Medalha e como escudo, ela nos protegerá nos perigos.
            7º Dia - Súplica - Ó Virgem Milagrosa, Rainha excelsa, Imaculada Senhora, sede meu refúgio nesta terra, meu consolo nas tristezas e aflições, minha fortaleza e advogada na hora da morte.
            8º Dia - Súplica - Ó Virgem Imaculada da Medalha Milagrosa, fazei que esses raios luminosos que irradiam de vossas mãos virginais, iluminem minha inteligência para melhor conhecer o bem, e abrazem meu coração com vivos sentimentos de fé, esperança e caridade.
            9º Dia - Súplica - Ó Mãe Imaculada, fazei que a cruz de vossa Medalha brilhe sempre diante de meus olhos, suavize as penas da vida presente e me conduza à vida eterna.
            www.obradoespiritosanto.com


Súplica à Virgem Santíssima das Graças 200 dias de indulgência

Celeste tesoureira de todas as graças, Mãe de Deus e minha Mãe, Filha Primogênita do Eterno Pai, cuja Onipotência está em tuas mãos, tem piedade de minha alma e concede-me a graça que te suplico com todo fervor. Ave-Maria...

Misericordiosa distribuidora das graças divinas, Maria Santíssima, tu que és Mãe do Verbo Encarnado, tu que foste coroada com sua imensa sabedoria, considera a minha dor e concede-me a graça de que tanto necessito. Ave-Maria...

Misericordiosa distribuidora das graças divinas, Imaculada esposa do Espírito Santo Eterno, Maria Santíssima, tu que recebeste um coração participando das misérias humanas e consolando todos os que sofrem, tem compaixão da minha alma e dá-me a graça que espero, com toda confiança, da tua imensa bondade. Ave-Maria...

Sim, minha Mãe, Tesoureira de todas as graças, Refúgio dos pobres pecadores, Consoladora dos aflitos, Esperança dos desesperados, Auxílio poderoso dos cristãos, eu deposito em ti toda minha confiança e creio firmemente que obterás de Jesus a graça que desejo com toda esperança para o bem de minha alma. Salve Rainha...

Oh! Maria concebida sem pecado, rogai ao Pai para (pede-se a graça).
Oh! Maria concebida sem pecado, rogai a Jesus para (pede-se a graça).
Oh! Maria concebida sem pecado, rogai ao Espírito Santo para (pede-se a graça).

http://www.derradeirasgracas.com/2.%20segunda%20p%C3%A1gina/As%20Devo%C3%A7%C3%B5es/2.%20DEVO%C3%87%C3%95ES%20A%20MARIA%20SANT%C3%8DSSIMA/A%20Devo%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20Medalha%20Milagrosa.htm

domingo, 20 de novembro de 2016

Mãe Admirável, rogai por nós!


Muitos santos, quando chegaram a um alto grau de perfeição, que consiste em fazer tudo por amor a Deus, receberam de Deus graças extraordinárias. Uma destas graças foi a da contemplação do mundo espiritual. Esta contemplação, na espiritualidade católica, chama-se êxtase. E são inúmeros os testemunhos de homens e mulheres santos que receberam esta graça de Deus como prêmio por sua fidelidade e por seu amor a Deus.

Um deles foi São Francisco de Assis. O pobrezinho de Assis, um dia, enquanto rezava nos montes de Assis, contemplou no Céu a Virgem Santíssima Nossa Senhora, resplandecente de beleza, acompanhada por uma multidão de anjos que a louvavam e a serviam. Mais tarde, sob aquele lugar onde Francisco havia tido aquela visão, ele e seus companheiros construíram a Porciúncula, a primeira Capela onde os primeiros membros da Ordem deveriam viver, e que hoje é a Basílica de Santa Maria dos Anjos em Assis.

Uma outra foi Santa Maria Faustina, que em seu Diário Espiritual, deixou registrada várias aparições de Nossa Senhora, sempre resplandecente de beleza, sempre como Mãe Amorosa, que lhe trazia do Céu graças e bênçãos especiais de Deus.

E há ainda uma multidão de outros testemunhos. Cada um daqueles que recebeu de Deus a graça extraordinária de verem nesta vida a Mãe de Jesus Cristo, ficaram de tal modo envolvidos pelo amor de Deus que este mundo para eles perdera toda a beleza. Verdadeiramente a contemplação de Nossa Senhora é a contemplação do Céu, da humanidade como deveria ser sem o pecado original. Nela resplandece a Luz de Deus e a mediante a sua Vontade de Mãe, Ela recebeu de Deus o poder de comunicar quaisquer graças a seus filhos na terra. Nossa Senhora é verdadeiramente uma Mãe Admirável, pois sendo tão grande e tão extraordinária, Ela não se cansa de socorrer os seus filhos que na terra pedem continuamente a sua ajuda. Por esta razão, Santo Agostinho a chamou de Onipotência Suplicante. Nossa Mãe do Céu sempre tem seus olhos voltados para cada um de nós! Como bons filhos, peçamos sempre a sua ajuda materna, e nunca nos faltará a graça e o amor de Deus em nossas vidas.

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Uma visão libertadora


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Deus sempre cuida dos justos. Ele podia e quis convencer o pobre José da total inocência de Maria, e o fez enviando seu Anjo que lhe anunciou: "José, filho de Davi, não temas receber Maria tua mulher, pois o que nela foi gerado foi do Espírito Santo. Ela dará à luz um Fillho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo de seus pecados". ( Mt 1,20b-21 ) Era o sol depois de tenebrosa tempestade. José acreditou e também disse "sim."

* Maria e José com o seu sim se tornaram nossos irmãos na fé. Neles nós veneramos a realização mais pura da fé. "Com tais testemunhas, rejeitando todo fardo e o pecado que nos envolve, corramos com perseverança para o certame que nos é proposto, com os olhos fixos naquele que é autor e realizador da fé, Jesus". ( Hb 12,1-2 )

* O Evangelho de Mateus ( Mt 1,20 ) diz que o Anjo se manifestou a José em sonho. Conforme a mentalidade dos antigos os sonhos punham o homem em contato com o mundo superior.


Os israelitas antigos do sul da Palestina, denominados javistas, gostavam de representar Deus de maneira antropomórfica, isto é, com modos próprios do homem, enquanto os eloístas, que eram os israelitas do norte, viam Deus de maneira mais transcendental, um Deus que se comunicava impessoalmente com o homem, de preferência em sonhos. A mentalidade da época de Jesus era totalmente orientada pelo Deuteronômio, escrito eloísta por excelência. Deve-se interpretar a expressão manifestou-se a ele em sonho como uma misteriosa comunicação do céu. José teve uma revelação que lhe abriu uma nesga de luz sobre o mistério da Encarnação e o convidou a uma entrega total aos desígnios de Deus num ato de fé sem reservas e sem explicações.


- Não tenhas medo...


O Anjo recomendou em primeiro lugar não ter medo em receber Maria como Esposa. Repetiu o que Maria, com certeza, já lhe tinha comunicado: que Ela teria um filho por obra do Espírito Santo. Nunca tinha acontecido coisa semelhante em Israel. Era a primeira vez que uma mulher concebia sem intervenção de homem. Havia nisto algo de impossível, de inimaginável. Parecia até uma blasfêmia: "Como colocar na cabeça que Maria, sua esposa, seria a mãe do Filho de Javé, a mãe do filho de Deus? Existiam lendas pagãs que falavam de coisas semelhantes... Não seria sacrilégio só o fato de pensar nisto? O " não tenhas medo" do Anjo calhava bem a propósito.

* Como Maria, José acreditou. Acreditou contra toda evidência, contra toda a tradição de Israel, contra toda a estrutura religiosa da época, colocando-se, com o seu silêncio, à inteira disposição de Deus. Saindo desta visão, desta experiência única, agiu conforme o Anjo lhe ordenou e recebeu em casa sua mulher.

José, agora, será na terra um substituto do Pai do céu, a "Sombra de Deus".

Retirado do livro - A Vida de São José 

sábado, 19 de novembro de 2016

PACIÊNCIA: A SANTA IMPACIÊNCIA

Tudo o que fomos considerando nesta sequência de meditações, não poderia incentivar-nos talvez a procurar uma paciência feita de passividade calma, de abandono nas mãos de Deus, muito confiante, mas também excessivamente inerte?
Não. Quando um cristão repete, com o salmo: Só em Deus repousa a minha alma, é dEle que me vem a paciência (Sl 62, 6), não está fazendo a oração das desistências cômodas, como se dissesse: – “Eu durmo tranquilo reclinado sobre o peito do meu Deus, desligo de tudo, e Ele que faça o que julgar melhor”.
O bom cristão é sempre parecido com São João, pelo menos em uma coisa: o seu modo de repousar em Deus consiste em reclinar a cabeça sobre o Coração de Cristo. E o Coração de Jesus está em chamas: mais do que repouso, contagia ardores.
Queremos saber qual é a fogueira que lhe anda no peito? Ouçamos umas palavras que pronunciou pouco antes da sua Paixão, e que deixam entrever as labaredas da santa impaciência que o consumia por dentro: Fogo eu vim lançar sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso! Tenho de receber um batismo [o derramamento do seu sangue redentor], e como estou ansioso até que isto se cumpra! (Lc 12, 49-50).
O Senhor aguardava, ansioso, a “sua hora”, o momento em que levaria à plenitude, no alto da Cruz, a obra redentora, e esse desejo queimava-o por dentro. Queria com todas as suas forças – disposto a dar a vida até à última gota de sangue – que a Verdade e a Vida divinas se alastrassem em chamas por toda a terra. E aguardava essa hora – deixando na mão do Pai os tempos e os momentos –, em serena e fervente tensão. Não vivia a calma passividade dos falsos pacientes. Era puro fogo, brasa em crepitação.
Por isso, se nestas oito meditações tivéssemos dado, nem que fosse de leve, a impressão de que a paciência é apenas uma arte de sofrer, de aceitar, de persistir no sacrifício, e mais nada, estaríamos deixando o leitor com um equívoco na alma. “A paciência cristã – diz um autor – nada tem a ver com os temperamentos fleumáticos […]. O fleumático nunca se impacienta, porque para ele nada existe que o comova interiormente […]. Quem não tem interesse por alguma coisa, é natural que possa esperar muito tempo: nunca perderá a calma, nunca experimentará a urgência estimulante, nunca sentirá impaciência” (D. von Hildebrand, A nossa transformação em Cristo, Ed. Aster, págs. 202-203.].
Mas aquele que possui o ideal cristão e experimenta o zelo pela missão que Deus lhe confiou, não se acomoda numa calma mole. Estimulado por uma nobre inquietação, tem pressa em aproveitar – por amor a Deus e aos homens – todos os instantes da sua vida, e, sem permitir que a pressa o torne precipitado, não deixa para amanhã o que hoje pode oferecer ao Senhor.
O quadro completo da paciência só se abrange quando se tem presente a frase lapidar de Santo Tomás de Aquino: “Só o amor é causa da paciência”. É nisto que está a autenticidade desta virtude. Aquele grande amor que, com a ajuda da graça divina, nos dá forças para aceitar, sorrindo e de olhos postos em Deus, as pequenas contrariedades e as grandes dores; aquele grande amor que nos dá energia para sermos fiéis e persistir pacientemente na luta um dia após outro, é o mesmo amor que acende na alma os grandes ideais e nos impele a realizá-los com a maior vibração e prontidão possíveis.
A mesma paciência que “aceita” torna-se divinamente impaciente em seus desejos de amar, de dar, de edificar. Não se atira atabalhoadamente à ação, mas tem pressa, quer andar – como gostava de dizer São Josemaria – “ao passo de Deus”, ao ritmo das graças e das oportunidades que o Senhor dá, sem nada perder, sem nada atrasar.
Por isso, não é incoerente que nós, que começamos estas meditações com a frase “Tenha santa paciência”, terminemos – com o favor de Deus – espicaçando o leitor a que se lance com brio a dar o melhor de si mesmo e a cumprir com entusiasmo a missão que certamente Deus lhe confiou, enquanto lhe dizemos, como despedida: “Tenha santa impaciência!”

Adaptação de um trecho do livro de F. Faus, A paciência, 3ª ed., Quadrante 2015

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Maria como mediadora e dispensadora de todas as graças.



Há muitos iludidos que pretendem alcançar a união com Deus sem recorrer constantemente a Nosso Senhor que é o caminho, a verdade e a vida. Outro erro seria querer chegar a Nosso Senhor sem passar por Maria, a quem a Igreja chama, em uma festa especial, Mediadora de todas as graças. Os protestantes caíram nesse erro. Sem chegar a esse ponto, há católicos que não compreendem a necessidade de recorrer a Maria para conseguir a intimidade com o Salvador. São Luís Maria Grignion de Montfort fala também de “Doutores que não conhecem a Mãe de Deus, senão de uma maneira especulativa, árida, estéril e indiferente; que temem abusar da devoção à Santíssima Virgem, fazer injúria a Nosso Senhor honrando demasiado a sua Santíssima Mãe. Se falam da devoção a Maria, não é tanto para recomendá-la como para reprovar os exageros”; dão a impressão de crer que Maria é um impedimento para conseguir a união com Deus.

Consiste, diz o Santo, em uma grande falta de humildade menosprezar os mediadores que Deus nos oferece, tendo em conta nossa debilidade. A intimidade com Nosso Senhor torna-se muito mais fácil mediante uma verdadeira e profunda devoção a Maria.

Para formarmos uma ideia exata desta devoção, veremos o que se entende por mediação universal e como Maria é a medianeira de todas as graças, conforme afirma a Tradição, o Ofício e a Missa de Maria Mediadora que é rezada no dia 31 de maio. Muito se escreve sobre o assunto nesses últimos tempos; consideraremos essa doutrina em suas relações com a vida interior.

Que é mediação universal?

“Ao ofício de mediador, diz São Tomás (Summ. Theol. III-26-1), corresponde o aproximar e unir àqueles entre quem exerce tal ofício; porque os extremos se unem por um intermediário. Pois bem, unir os homens a Deus é próprio de Jesus Cristo que os reconciliou com o Pai, segundo as palavras de São Paulo (II Cor. V, 19): ‘Deus reconciliou o mundo consigo mesmo em Jesus Cristo’. Por isso, só Jesus Cristo é o perfeito mediador entre Deus e os homens, quando por sua morte reconciliou com Deus o gênero humano. Igualmente, depois de dizer São Paulo: ‘Um só é o mediador entre Deus e os homens’, Cristo Jesus feito homem continua: ‘que se entregou como vítima por todos’. Nada impede, contudo, que, em certo modo, outros sejam chamados mediadores entre Deus e os homens, enquanto cooperam à união dos homens com Deus, como gestores ou ministros”.

Neste sentido, acrescenta Santo Tomás, os profetas e sacerdotes do Antigo Testamento podem chamar-se mediadores; e mesmo os sacerdotes da nova Aliança, como ministros do verdadeiro mediador.

“Jesus Cristo, continua o Santo (Summ. Theol. III-26-2), é mediador enquanto homem; porque enquanto homem é como se encontra entre os dois extremos: inferior a Deus por natureza, superior aos homens pela dignidade de sua graça e de sua glória. Além disso, como homem uniu os homens a Deus ensinando-lhes seus preceitos e dons, e satisfazendo por eles”. Jesus satisfez como homem, mediante uma satisfação e um mérito que de sua personalidade divina recebeu infinito valor. Estamos, pois, diante de uma dupla mediação, descendente e ascendente, que consistiu em trazer aos homens a luz e a graça de Deus, e em oferecer-Lhe, em favor dos homens, o culto e a reparação que Lhe eram devidos.

Nada impede, pois, que, como acabamos de dizer, haja outros mediadores secundários, como o foram os profetas e os sacerdotes da antiga Lei para o povo escolhido. Por isso podemos nos perguntar se não será Maria a mediadora universal para todos os homens e para a distribuição de todas e cada uma das graças. Santo Alberto Magno fala da mediação de Maria como superior a dos profetas, quando diz: “Maria foi eleita pelo Senhor, não como ministra, mas para ser associada de um modo especialíssimo e muito íntimo à obra da redenção do gênero humano”.

Não é Maria, em sua qualidade de Mãe de Deus, naturalmente designada para ser mediadora universal? Não é realmente intermediária entre Deus e os homens? Sem dúvida, por ser uma criatura, é inferior a Deus e a Jesus Cristo; porém está, por sua vez, acima de todos os homens em razão de sua maternidade divina, “que a coloca nas fronteiras da divindade” (Caetano), e pela plenitude da graça recebida no instante de sua concepção imaculada, plenitude que não cessou de aumentar até sua dormição.

E não somente por sua maternidade divina era Maria a designada para esta função de mediadora, senão que a recebeu e exerceu de fato.

Isto é o que nos demonstra a Tradição, que lhe outorgou o título de Mediadora Universal, embora subordinada a Cristo; título por demais consagrado pela festa especial que se celebra na Igreja universal.

Para bem compreender o sentido e o alcance desse título, consideremos que lhe convém a Maria por duas razões principais: primeiro, por haver ela cooperado, pela satisfação e os méritos, ao sacrifício da Cruz; segundo, porque não cessa de interceder em nosso favor e de obter-nos e distribuir-nos todas as graças que recebemos do céu.

Tal é a dupla mediação, ascendente e descendente, que devemos considerar, para dela aproveitarmos sem cessar.

Maria nos obtém e nos distribui todas as graças

É esta uma doutrina certa da Mãe de todos os homens: como Mãe, se interessa por sua salvação, roga por eles e lhes consegue as graças que recebem.

No Ave, Maris Stella, canta-se:

Solve vincla reis,

Profer lumen coecis,

mala nostra pelle,

bona cuncta posce.


As prisões aos réus desata.

E a nós cegos alumia;

De tudo que nos maltrata,

Nos livra, o bem nos granjeia.

Leão XIII, numa Encíclica sobre o Rosário, diz: “Por expressa vontade de Deus, nenhum bem nos é concedido se não é por Maria; e como nada pode chegar ao Pai senão pelo Filho, assim geralmente nada pode chegar a Jesus senão por Maria”.

A Igreja, de fato, se dirige a Maria para conseguir graças de toda sorte, tanto temporais como espirituais, e, entre estas últimas, desde a graça da conversão até a da perseverança final, sem excluir as necessárias às virgens para guardar sua virgindade, aos apóstolos para exercer seu apostolado, aos mártires para permanecer invictos na fé. Por isso, nas Litanias Lauretanas, universalmente rezadas na Igreja há muito tempo, Maria é chamada: “saúde dos enfermos, refúgio dos pecadores, consoladora dos aflitos, auxílio dos cristãos, rainha dos apóstolos, dos mártires, dos confessores e das virgens”. Sua mão é a dispensadora de toda sorte de graças, e até mesmo, em certo sentido, da graça dos sacramentos, porque ela nos mereceu em união com Nosso Senhor no Calvário, e nos dispõe, também com sua oração, a aproximarmo-nos desses sacramentos e a recebê-los convenientemente; ás vezes até nos envia o sacerdote, sem o qual essa ajuda sacramental não nos seria outorgada.

Enfim, não só toda espécie de graça nos é distribuída pela mão de Maria, senão cada graça em particular. Não é outra coisa o que a fé da Igreja declara nestas palavras da Ave-Maria: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém”. Esse “agora” é repetido, a cada minuto, na igreja por milhares de fiéis que pedem desta maneira a graça do presente momento; e esta é a mais particular de todas as graças, pois varia em relação a cada um de nós e para cada um a cada minuto. Embora estejamos distraídos ao pronunciar essas palavras, Maria, que não o está, e conhece nossas necessidades espirituais de cada momento, roga por nós e nos obtém as graças que recebemos.


Tal ensinamento, contido na fé da Igreja e expressado pela oração coletiva (lex orandi, lex credendi), está fundamentado na Escritura e na Tradição. Com efeito, já em sua vida sobre a terra, Maria aparece na Escritura como distribuidora de graças. Por ela, Jesus santifica o Precursor [São João Batista], quando visita sua prima Santa Isabel e entoa o Magnificat. Por ela, Jesus confirma a fé dos discípulos de Caná, concedendo o milagre que pedia. Por ela, fortaleceu a fé de João no Calvário, dizendo-lhe: “Filho, eis aí a tua mãe”. Por ela, enfim, o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos, já que Maria orava com eles no Cenáculo no dia de Pentecostes, quando o Divino Espírito desceu em forma de línguas de fogo.


Com maior razão, depois da Assunção, desde sua entrada na glória, a Santíssima Virgem Maria é a distribuidora de todas as graças. Como uma Mãe bem aventurada, conhece no céu as necessidades espirituais de todos os homens; e como é Mãe mui terna, roga por seus filhos; e como exerce poder omnímodo sobre o coração de seu Filho, nos obtém todas as graças que chegam à nossas almas e as que se dão aos que não se obstinam no mal. Maria é como o aqueduto das graças e, no corpo místico, em forma de pescoço que junta a cabeça aos membros.

A essa altura, já se compreende quão necessário é fazer com freqüência a oração dos mediadores, isto é, começar esta conversa filial e confiada com Maria, para que nos conduza à intimidade de seu Filho, e a fim de elevar-nos logo, mediante a santíssima alma do Salvador, à união com Deus, já que Jesus é o caminho, a verdade e a vida.


Fontes: Christifidei e www.mariamaedaigreja.net

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

AURORA DA MISERICÓRDIA


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Santa Catarina Labouré, a inocente filha de São Vicente de Paulo, viu Nossa Senhora nas aparições da medalha milagrosa.
Era tão bela!!!
Das mãos da Virgem, anéis de fulgurantes pedrarias irradiavam luzes esplendorosas que chegavam até a terra, simbolizando as graças e misericórdias de Maria, descendo sobre o mundo.
"O vestido de Nossa Senhora - disse a vidente, com toda a sua adorável simplicidade de camponesa - era da cor do céu, quando ainda de madrugada, pouco antes do sol".
Que tocante simbolismo!!
A Aurora da Misericórdia anunciando o Sol do Amor! Hoje nasceu Maria. Raiou a Aurora da salvação, tão suave e tão bela. O povo costuma cantar, numa de suas trovas de devoção a Nossa Senhora do Rosário:

"Bendito e louvado seja
O Rosário de Maria
Se Ela não viesse ao mundo
Ai! De nós o que seria!"

Sim! Ai! De nós o que seria, ó Mãe de Misericordia, se não raiasse hoje para o mundo a aurora fulgurante do vosso nascimento! Como somos felizes!
"Às vezes - escreve Teresinha a Celina - surpreendo-me a dizer à Santíssima Virgem: - Sabeis que me considero mais feliz que Vós?
Tenho-vos por Mãe e Não tendes por Mãe como eu uma santíssima virgem para amar! ... Verdade é que sois Mãe de Jesus, mas Jesus que também é dos mortais, a nós mortais, Vos deu na cruz. Somos, pois mais ricos do que Vós; outrora, na vossa humildade, queríeis ser a escrava da Mãe de Deus e entretanto, eu pobre criatura, não sou vossa escrava, mas vossa filha! Sois Mãe de Jesus e minha Mãe"!
Que felicidade a de ser filho de Maria! Não é esse pensamento de grande consolo para o nosso exílio?

Do Livro: Breviário da Confiança - Mons. Ascânio Brandão.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Citações úteis de S. Teresa d’Ávila

santa-teresa-de-jesus-jose-de-ribera

Digo que muito importa, sobretudo, ter uma grande e muito decidida determinação de não parar enquanto não alcançar, sofra-se o que se sofrer, murmure quem murmurar, mesmo que não se tenham forças para prosseguir, mesmo que se morra no caminho ou não se suportem os padecimentos que nele há, ainda que o mundo venha abaixo. E quantas vezes não acontece de ouvirmos dizer: “Há perigos”, “Fulana se perdeu por aqui”, “O outro se enganou”, “Aquele que rezava muito, caiu”, “Prejudicam a virtude”, “Não é para mulheres, pois podem sobrevir-lhes ilusões”, “Será melhor que vão fiar”, “Deixem de lado essas delicadezas”, “Basta o pai-nosso e a ave-maria”! (Caminho de Perfeição, cap. 21, 2)
4. Outra razão é que o demônio fica com o seu poder para tentar enfraquecido; ele tem tão grande medo de almas determinadas, pois já tem a experiência de que elas lhe fazem grande dano, que aquilo que ordena para fazê-las se perder acaba trazendo-lhes proveito, e aos outros, ficando o inimigo com o prejuízo. Mas não devemos nos descuidar nem confiar nisso, porque tratamos com pessoas traidoras, não ousando o demônio arremeter contra quem está alerta, por ser muito covarde. Se, no entanto, perceber um descuido, provocaria grandes perdas. E, se sabe que alguém é inconstante e não está consolidado no bem, sequer com uma enorme determinação de perseverar, ele não o deixa em paz de dia nem de noite, suscitando-lhe medos e mostrando-lhe inconvenientes que nunca se acabam. Sei disso muito bem por experiência, e assim o soube explicar, e afirmo que ninguém sabe quão importante é isso.
5. A outra razão, muito relevante, é que a alma luta com mais ânimo, pois já sabe que, aconteça o que acontecer, não vai voltar atrás. É como alguém que está numa batalha e sabe que, se for vencido, não lhe perdoarão a vida, e que, se não morrer no combate, morrerá depois. Assim, peleja com maior determinação, querendo vender caro sua vida, como se diz, sem temer tanto os golpes, porque tem em mente que o importante é a vitória, pois dela depende a sua vida.  (Caminho de Perfeição, cap. 23, 4-5)
3. Tende em grande conta este aviso -que importa muito – até que vos vejais com tão grande determinação de não ofender ao Senhor que antes preferiríeis perder mil vidas a cometer um pecado mortal. Quanto aos veniais, cuidai muito para não fazê-los. Refiro-me aos que se cometem com advertência, pois, de outra maneira, quem estará livre de cometer muitos? Mas há uma advertência refletida. E há outra tão rápida que, na prática, cometer o pecado venial e refletir sobre ele são uma única coisa. Sequer chegamos a entender o que fazemos. Deus nos livre de pecado plenamente deliberado, por menor que seja! (Caminho de Perfeição cap. 41, 3)
…deixamos de ir ao côro um dia porque nos dói a cabeça, outro porque nos doeu e outros três para que não nos doa… (Caminho de Perfeição ???) 
Sem dúvida – já que aqueles a quem muito quer Deus leva por caminhos de padecimentos e, quanto mais os ama, maiores são estes (…) É absurdo crer que o Senhor admita como amigos íntimos pessoas comodistas e que não sofrem. (Caminho de Perfeição 18, 1-2)
Fonte: http://www.amormariano.com.br/

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Cientista americano estudou 40 mil casos: a oração tem o poder de curar doenças


Diversas pesquisas médicas têm reforçado o efeito poderoso da oração e da meditação na saúde humana

Cientista americano estudou 40 mil casos: a oração tem o poder de curar doenças

O Dr. Andrew Newberg, da Universidade norte-americana Thomas Jefferson, é um dos muitos pesquisadores que reafirmam o efeito poderoso da oração e da meditação na cura de doenças. Ele realizou estudos com 40.000 pacientes, baseados em ressonância magnética, e apresentou suas considerações no livro “How God changes the brain” (“Como Deus muda o cérebro”), lançado em 2009. Desde então, diversas outras pesquisas reforçaram esta conclusão.
Em suas experiências, o Dr. Andrew selecionou pessoas idosas com problemas de memória para observá-las antes, durante e depois de fazerem meditações e orações. Os estudos foram realizados durante 12 minutos diários ao longo de 8 semanas e mostraram que a oração e a meditação podem oferecer resultados muito positivos à nossa saúde.
Quando feitas regularmente, a oração e a meditação aumentam a atividade do cérebro de forma semelhante ao que acontece com a comunicação, funcionando como um “treino físico” para a mente e resultando no desenvolvimento cerebral e mesmo na cura de várias doenças.
Outros estudos, anteriores e posteriores ao do Dr. Andrew Newberg, apontaram o mesmo fenômeno. Uma experiência publicada na revista Cancer, da Sociedade Americana do Câncer, por exemplo, atesta que os pacientes com sólidas crenças espirituais reagem melhor ao tratamento. Os pesquisadores do Moffitt Cancer Center, na Flórida, observaram que as pessoas que acreditam numa “força superior” têm melhor convivência social e mais saúde física e mental do que aquelas que afirmam não acreditar.

http://pt.aleteia.org/2016/10/31/cientista-americano-estudou-40-mil-casos-a-oracao-tem-o-poder-de-curar-doencas/