domingo, 30 de outubro de 2016

7 jovens cristãs escapam do Estado Islâmico e atribuem sua salvação à Virgem Maria

Elas ficaram oito horas escondidas debaixo das camas num quarto ocupado por terroristas

7 jovens cristãs escapam do Estado Islâmico e atribuem sua salvação à Virgem Maria

Sete estudantes universitárias de Kirkuk, no Iraque, atribuem a Nossa Senhora o milagre de terem se salvado depois das oito horas terríveis que passaram escondidas debaixo de suas camas enquanto terroristas do autodenominado “Estado Islâmico” usaram o quarto delas, eles próprios, como esconderijo durante um ataque à cidade acontecido sexta-feira passada, 21 de outubro.
A Virgem Maria estava com elas“, afirmou em 23 de outubro o padre Roni Momika à CNA, edição em inglês da Agência Católica de Informações (ACI). O padre, que exerce o seu ministério nos campos de refugiados de Ankawa, em Erbil, norte do Iraque, esteve em contato por telefone celular com duas das meninas enquanto elas se escondiam debaixo das camas. As duas jovens lhe relataram detalhadamente o que estava acontecendo.
Os homens do Estado Islâmico entraram na casa das nossas alunas“, disse o padre. Quando as jovens ouviram os militantes, foram rapidamente para baixo de quatro camas em um dos quartos – e lá permaneceram enquanto os terroristas usavam o mesmo quarto para comer, rezar, esconder-se das Forças Armadas iraquianas e tratar dois dos seus homens que tinham sido feridos.
O pe. Momika orientou as meninas a não se esquecerem da sua fé e a “rezarem à Virgem Maria, que irá em seu auxílio“.
De fato, tanto o sacerdote quanto as meninas consideram um milagre que os combatentes não as tenham visto. “Quando os militantes do EI entraram no nosso quarto e não nos viram, nós sentimos que a Virgem Maria fechava os olhos deles“, declarou uma das alunas.
O ataque a Kirkuk fez parte de uma ofensiva mais ampla dos exércitos curdo e iraquiano para retomar a cidade de Mossul, nas mãos do Estado Islâmico desde 2014. O pe. Momika explicou que as sete meninas estão entre os mais de 100 refugiados que frequentam a universidade de Kirkuk após terem sido expulsos daquela cidade.
Muitas das meninas são da própria Mossul e de cidades próximas como Bartella, Alqosh e Telskuf. Todas, antes da invasão dos terroristas, estudavam na Universidade de Mossul. Suas famílias vivem hoje em campos de refugiados em Erbil, mas, para continuarem os estudos, elas foram matriculadas na Universidade de Kirkuk e passaram a morar em casas bancadas pela Igreja na cidade, evitando assim o alto perigo de ir e vir todos os dias entre os acampamentos e a universidade.

Após o extraordinário período de pavor vivido pelas jovens na sexta-feira, os padres George Jahola e Petros, ordenados sacerdotes juntamente com o pe. Momika no dia 5 de agosto deste ano, foram a Kirkuk já na manhã seguinte para buscá-las e levá-las a salvo de volta para Erbil.

http://pt.aleteia.org/2016/10/28/7-jovens-cristas-escapam-do-estado-islamico-e-atribuem-sua-salvacao-a-virgem-maria/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

sábado, 29 de outubro de 2016

“Um dia, através do Rosário e do Escapulário, salvarei o mundo”



“Quem quer que morra usando este Escapulário não sofrerá o fogo eterno.” – palavras de Nossa Senhora a S. Simão Stock

“Um dia, através do Rosário e do Escapulário, salvarei o mundo,” disse a Santíssima Virgem Maria a S. Domingos. Nossa Senhora de Fátima, durante o Milagre do Sol em 13 de Outubro de 1917, segurava o Escapulário Castanho. Ela quer que todos nós o usemos sempre e que rezemos pelo menos o Terço do Santo Rosário todos os dias.
Todos os Papas, desde o ano 1280, usaram o Escapulário Castanho de Nossa Senhora do Carmo.

O Escapulário Castanho, o Sacramental mais poderoso

“Quem quer que morra usando este Escapulário não sofrerá o fogo eterno.”
– palavras de Nossa Senhora a S. Simão Stock
Eis a promessa extraordinária que Nossa Senhora faz a quem usar o Seu Escapulário Castanho. E esta promessa maravilhosa faz do Escapulário o sacramental mais poderoso que a misericórdia do Céu nos concedeu.
Quem poderia duvidar da promessa de Nossa Senhora, ou ser tão louco que não usasse, com a gratidão e a reverência mais profundas, esta forma abreviada do Manto Carmelita?
Esta veste de graça — duas simples peças de lã castanha usadas sobre os ombros — é um sinal tangível do amor e da protecção que a nossa Mãe Santíssima dedica aos Seus devotos. Devemos beijar devotamente o Escapulário quando nos levantamos de manhã, e de cada vez que pomos um Escapulário novo a substituir um que esteja gasto ou danificado. Por este gesto de reverência, recebemos 500 dias de indulgência e recordamo-nos de pedir a Nossa Senhora: “Livrai-nos hoje do pecado e das ocasiões de pecar.”

Usar o Escapulário é uma forma de consagração

Usar o Escapulário de Maria é uma forma de nos consagrarmos ao Seu serviço. Uma consagração coloca de parte uma pessoa ou uma coisa para uma finalidade sagrada. Todos os Católicos deviam consagrar-se a Maria.
Nossa Senhora de Fátima, em 13 de Outubro de 1917, segurava na mão o Escapulário Castanho, fazendo os três pastorinhos, Lúcia, Jacinta e Francisco, compreender que Ela quer que todos usemos o Escapulário. Numa carta de 1936, escrita em Pontevedra, a Irmã Lúcia citou Nosso Senhor, quando disse que queria a devoção ao Imaculado Coração da Sua Mãe a par da devoção ao Seu Sagrado Coração. Assim, a consagração a Maria, como meio para Lhe dar maior honra e amor, é a vontade de Deus para nós, e não diminui de modo nenhum a Sua glória.
 Só por usar o Escapulário, dizemos a Maria que A veneramos, que A amamos e que confiamos n’Ela em todos os momentos do dia. Santo Afonso disse: “Agrada a Maria Santíssima ver que os Seus servos usam o Seu Escapulário como marca de se terem dedicado ao Seu serviço e de serem membros da Família da Mãe de Deus.”

CONHEÇA E DIVULGUE A DEVOÇÃO DO ESCAPULÁRIO
Um tesouro de graças entregue pelo Céu à humanidade através da Igreja

http://www.sensusfidei.com.br/2016/07/16/um-dia-atraves-do-rosario-e-do-escapulario-salvarei-o-mundo/#.WBR4T_mPvIU

“Saltério de Jesus e de Maria: gênese, história e revelação do Santíssimo Rosário”, pelo Beato Alano da Rocha O.P. (1464 d.C.)

Um legado espiritual de inestimável valor, recebido diretamente da Santíssima Virgem Maria pelo monge dominicano Beato Alano da Rocha

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Frei Alano da Rocha, também conhecido como Alano Rupe, Alanus de Rupe, ou por seu nome francês, Alain de La Roche, (Sizun, c 1428 -. Zwolle, 1475) foi um monge dominicano bretão, reconhecido como o primeiro grande difusor do uso devocional do Santo Rosário, então chamado Saltério da Virgem.

Legado preciosíssimo entregue pelas próprias mãos puríssimas da Santíssima Virgem, o Saltério da Virgem Maria com as obras completas do Beato Alano, pouquíssimo conhecidas no idioma português, estão agora disponíveis (em versão eletrônica ao final do presente artigo), originalmente uma publicação de iniciativa do portal BeatoAlanoIt, graças ao providencial esforço de um grupo de simples, porém valorosos, latinistas de uma paróquia de Roma.
O Beato Alano, este privilegiado escolhido pela Mãe do Senhor, de quem recebeu a extraordinária graça de contrair o “esponsalício místico”, nasceu por volta de 1428 na Grã-Bretanha, e entrou na Ordem dos Pregadores, aos 22 anos, no mosteiro de Dinan, diocese de Saint-Malo. Mais tarde transferiu-se para o convento de Lille. Depois dos estudos de filosofia e teologia no Colégio São Tiago, de Paris, recebeu do capítulo geral da Ordem, em 1459, a tarefa de lecionar durante o ano escolar de 1460-1461. Nesse meio tempo, durante uma visita a Lille, em 1460, foi nomeado membro da Congregação Reformada da Holanda, para tentar levar os conventos de volta à regra de observância.
Inspirado pelas meditações do Beato Alano da Rocha, S. João Paulo II compôs os Mistérios da Luz, ou Mistérios Luminosos como complemento opcional para o Santo Rosário
Tornou-se popularmente conhecido por suas visões místicas e, como um pregador do Santo Rosário e de sua espiritualidade. Encorajou a associação de leigos em torno do Rosário, fundando confrarias para a recitação diária das 150 Ave Marias.
Morreu reverenciado como beato em 8 de setembro de 1475, em Zwolle, precisamente no dia em que foi erigida pelo Papa a primeira Confraria do Rosário, em Colônia, fundada por Jacobo Sprenger. Lá, ele foi sepultado, e em sua honra ergueu-se um mausoléu.
Foi em Beato Alano de Rocha, cujos escritos são muitas vezes citados por S. Luis Maria Grignion de Montfort e tantos outros grandes santos, místicos, doutores e teólogos mariólogos, que o Papa S. João Paulo II — devotíssimo da Santíssima Virgem e a Ela consagrado pela Total Consagração de S. Luis Maria Grignion de Montfort, além de apóstolo do Santo Rosário — buscou inspiração para compor a sua Carta Apóstolica Rosarium Virgis Mariae. Passados, então, quase quinhentos anos, os Mistérios da Luz, ou Luminosos, sugerem contemplações complementares opcionais para o Santo Rosário, na verdade, iniciadas pelo próprio Alano em suas meditações sobre o Saltério da Bem-aventurada Virgem Maria. Foram adicionados ao Santo Rosário pelo Pontífice, portanto, sem modificar-lhe a estrutura, outros cinco mistérios. Estes são derivantes dos cento e cinquenta “artigos” ou mistérios, que o Beato Alano tinha preparado para que a cada Ave Maria, ou Saudação Angélica, correspondesse efetivamente um mistério da vida de Cristo Jesus e de Maria.

Um legado espiritual de inestimável valor, recebido diretamente da Santíssima Virgem Maria

No ano de 1475, após escrever o seu memorial [que está incluído nas obras completas de Beato Alano De Rocha, disponível em livro pdf ao final do presente artigo] em 8 de setembro daquele mesmo ano, o frade dominicano morreria com apenas 47 anos, em odor de santidade, no convento de Zwolle, Holanda, deixando aos católicos um legado espiritual de inestimável valor, recebido diretamente da Santíssima Virgem Maria durante uma de suas aparições. Entre essas revelações da Mãe do Senhor, destacam-se as conhecidas quinze promessas “a todos os que rezarem meu Rosário com devoção”.
O próprio Alano descreve a singularidade de sua missão, que se inicia pelo purificador cadinho dos tormentos e acirrados ataques espirituais, assolando-o por sete anos consecutivos por pavorosas tentações e impertinentes doenças, antes de receber sobrenaturalmente as mais sublimes e insondáveis consolações místicas, além das diretrizes do Céu para a sua missão no impulso da devoção ao Santo Rosário por toda a Igreja. Referindo-se a si mesmo em terceira pessoa, ele relata:
“Alguém que pregava o Saltério da Virgem Maria foi atacado por sete anos inteiros, às vezes com os sentidos e outras vezes materialmente, por assustadoras agitações dos demônios. E ele em quase todos esses anos, não teve nenhuma consolação. Por misericórdia de Deus enfim lhe apareceu a Rainha da Clemência, a qual acompanhada por alguns Santos, visitando-o de vez em quando, abateu a tentação pessoalmente e o libertou do perigo: ao mesmo tempo o amamentou com o seu Seio Virgem. Além disso, o esposou com um anel formado dos seus Cabelos Virginais, e confiou a ele o encargo de pregar este Saltério sob perigo de uma morte inevitável e sob pena de castigo divino.

Grave doença, combates espirituais e tentativa de suicídio

Alano tornara-se teólogo famoso da Ordem de S. Domingos. Mas um teólogo que se notabilizava também por sua extraordinária devoção à Santíssima Virgem. Sempre referindo-se a si mesmo em terceira pessoa, ele registra: “O mencionado padre […] havia muito tempo costumava oferecer o Rosário de Maria, numa assídua devoção diária a Deus, por intermédio da advogada Maria, Mãe de Deus”. Portanto, levava “uma vida segura com Deus na Ordem de sua vocação”. Mas a partir de 1457, “foi muito afligido por uma doença enorme e importuna, por outras tentações e em combates muito cruéis, que teve de travar”. “Deus assim permitindo (uma vez que só Ele podia livrá-lo da tentação: coisa que a Igreja conhece por experiência, e também hoje sofre), eis que foi tentado muito cruelmente pelo diabo por sete anos inteiros, foi açoitado e duramente chicoteado”. Fatos que nos reportam a outro, caso bem recente de nossos tempos: o de Santo Pe. Pio de Pietrelcina.
A vida do religioso tornou-se atormentada a tal ponto que, num dia não especificado do ano de 1464, quando vivia no convento da cidadela francesa de Douai, como professor, deciciu acabar com a própria vida. “Certo dia, passava por um lúcido desespero da alma, na igreja de sua Sagrada Ordem”, escreve Alano. “Em verdade – Deus tenha piedade de nós! –, tendo a mão estendida do tentado retirado a faca, dobrou ele o braço e desferiu contra o pescoço com a lâmina afiada um golpe tão decidido e certeiro, para matar, que teria, sem sombra de dúvida, cortado o pescoço”. Mas, no momento em que tudo já parecia inevitável, repentinamente o inesperado aconteceu. “Sim, aproximou-se, com extrema misericórdia, a salvadora Maria, e, com um gesto decidido em seu socorro, segurou seu braço, não lhe permitindo continuar, deu uma bofetada no desesperado e lhe disse: ‘Que estás fazendo, infeliz? Se tivesses pedido minha ajuda, como fizeste outras vezes, não terias incorrido em perigo tão grande’. Tendo dito isso, desapareceu, e o infeliz ficou sozinho”.

A Santíssima Virgem estabelece um pacto com Alano e “de modo espiritual e invisível, àqueles que rezam seu Rosário com devoção”

Mesmo depois daquela inusitada visita da Santíssima Virgem, as coisas em nada melhoraram: as tentações voltaram com tamanha insistência, que fizeram amadurecer nele a ideia de abandonar a vida religiosa. Além disso, adoecera gravemente, a ponto de convencer seus confrades a lhe darem a extrema unção. Mas, uma noite, quando “jazia miseravelmente em ardentíssimos gemidos”, pôs-se a invocar a Virgem Maria. E pela segunda vez Ela o visitou. Uma luz ofuscante, “entre a décima e a undécima hora”, iluminou sua cela e “apareceu, majestosa, a Beatíssima Virgem Maria, que o saudou com extrema ternura”. Como verdadeira mãe, Nossa Senhora curvou-se para tratar das enfermidades do pobre homem. Dependurou-lhe ao pescoço uma corrente feita de seus cabelos, da qual pendiam cento e cinquenta pedras preciosas, entremeadas por outras quinze, “segundo o número de seu Rosário”, anota o frade. A Santíssima Virgem estabeleceu um pacto não apenas com ele, mas que se estendia, “de modo espiritual e invisível, àqueles que rezam seu Rosário com devoção”.
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As quinze promessas feitas pela Santíssima Virgem a todo aquele que recita o Santo Rosário com devoção

Assim, a Mãe do Senhor lhe diz: “Exulta, portanto, e alegra-te, ó esposo, pois me fizeste exultar muitas vezes, tantas quantas me saudou com meu Rosário. No entanto, enquanto eu estava feliz, tu muitas vezes estavas angustiado […]; mas por quê? Eu estabelecera dar-te coisas doces, por isso, por muitos anos, levava-te coisas amargas. […] Vamos, exulta agora”.
E assim se deu: após sete anos de inferno, começava para Alano uma outra vida. “Quando rezava o Rosário de Maria, ficava particularmente iluminado, tomado de uma letícia admirável, unida a uma inexplicável alegria.” Um dia, justamente quando estava rezando, a Virgem, outra vez, “dignou-se fazer-lhe muitas e brevíssimas revelações”, anota. “Aqui estão elas, e estas palavras são da Mãe de Deus:
1. A todos os que rezarem meu Rosário com devoção, prometo minha proteção especial e grandíssimas graças.
2. Aquele que perseverar na oração de meu Rosário receberá uma graça insigne.
3. O Rosário será uma defesa poderosíssima contra o inferno; destruirá os vícios, libertará do pecado, dissipará as heresias.
4. O Rosário fará florescerem as virtudes e as boas obras, e obterá para as almas a mais abundante misericórdia divina; fará que nos corações o amor ao mundo seja substituído pelo amor a Deus, elevando-os ao desejo dos bens celestes e eternos. Quantas almas se santificarão com esse meio!
5. Quem se confia a mim por meio do Rosário não perecerá.
6. Quem rezar meu Rosário com devoção, meditando seus mistérios, não será oprimido pela desgraça. Pecador, se converterá; justo, crescerá em graças e se tornará digno da vida eterna.
7. Os verdadeiros devotos de meu Rosário não morrerão sem os Sacramentos da Igreja.
8. Aqueles que rezam meu Rosário encontrarão durante sua vida e em sua morte a luz de Deus e a plenitude de suas graças, e participarão dos méritos dos bem-aventurados.
9. Libertarei muito prontamente do purgatório as almas devotadas a meu Rosário.
10. Os verdadeiros filhos de meu Rosário gozarão de uma grande glória no céu.
11. O que pedirem por meio de meu Rosário, obterão.
12. Aqueles que defenderem meu Rosário serão socorridos por mim em todas as suas necessidades.
13. Obtive de meu Filho que todos os membros da Irmandade do Rosário tenham por irmãos, durante a vida e na hora da morte, os santos do céu.
14. Aqueles que rezarem fielmente meu Rosário serão todos meus filhos amantíssimos, irmãos e irmãs de Jesus Cristo.
15. A devoção a meu Rosário é um grande sinal de predestinação”.

“Prega as coisas que viste e ouviste. Não tenhas nenhum receio: eu estou contigo”

Uma vez entregue as quinze promessas, a Santíssima Virgem se despediu, pedindo a Alano um gesto de obediência: “Prega as coisas que viste e ouviste. Não tenhas nenhum receio: eu estou contigo; eu te ajudarei e a todos os meus salmodiantes. Castigarei aqueles que se opuserem a ti”.
Alano obedeceu prontamente: do biênio 1464-1465, período das aparições, até sua morte, o dominicano não faria mais nada a não ser defender, por meio da pregação, a amada devoção mariana, e instituir as Confrarias relacionadas com ela. Chegou mesmo a convencer, em 1474, o capítulo dos dominicanos da Holanda a prescrever, pela primeira vez, o Rosário como oração a ser rezada pelas intenções dos vivos e dos mortos. Também nesse ano, em Frankfurt, na igreja dos dominicanos, era erigido o primeiro altar para uma Irmandade do Rosário.
Enquanto isso, no último ano de sua vida, 1475, escreveu a D. Ferrico, Bispo Tornacense muito incline ao Santo Rosário, ao qual o Beato dedicou também o tratado sobre o Nascimento do Rosário. a fim de contar tudo o que lhe havia acontecido onze anos antes. Antes de voltar a Rostock, para reiniciar o ano letivo, parou em Zwolle, onde, em 15 de agosto, festa da Assunção de Maria Santíssima, adoeceu gravemente.
Cercado pelos confrades, que havia tempo já o consideravam beato, morreu na vigília da festa da Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria, celebrada no dia 8 de setembro.
A partir da presente postagem, estaremos eventualmente publicando trechos desse maravilhoso livro com o urgente objetivo de despertar no coração de nossos leitores a devoção ao Santíssimo Rosário, ou o Saltério de Jesus e Maria, arma poderosíssima para a nossa própria salvação, para a conversão dos pecadores, para o triunfo da Igreja e, sobretudo, do inevitável reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo. Afinal, a própria Mãe do Senhor deseja que estejamos atentos às suas solicitudes, lembrando-nos que “a devoção a meu Rosário é um grande sinal de predestinação”.
Fontes de consulta:
Orden de los Predicadores. «Alano de Rupe – Origen del Rosario». Oficina Internet Dominicos.
McNicholas, J.T. (1999). «Alanus de Rupe»The Catholic Encyclopedia, Volumen I. Enciclopedia Católica y ACI-Prensa.
“Saltério de Jesus e de Maria: gênese, história e revelação do Santíssimo Rosário”, pelo Beato Alano da Rocha O.P. (1464 d.C.). Publicado originalmente no Website Beato Alano, itália.

“Saltério de Jesus e de Maria: gênese, história e revelação do Santíssimo Rosário”,
pelo Beato Alano da Rocha O.P. (1464 d.C.)

Direitos autorais: O livro pode ser baixado livremente, mas não deve ser reproduzido para fins comerciais. Localiza-se no mercado, mas não tem nenhuma consideração ou direitos de autor para todos aqueles que tenham participado na sua elaboração. Queremos respeitar a letra da vontade “da Madonna do Rosário, que, nas visões do Beato Alano disse que não queria circulação de dinheiro em sua fraternidade. Para garantir esse ideal o livro do Beato Alano foi arquivado junto à SIAE Roma. Para qualquer informação (especificando como Beato Alano) por favor escreva para: beatoalano@hotmail.it. Esta obra recém nascida, ainda necessita de melhorias e correções, que se reservam para uma segunda edição. Pede-se aos latinistas e aos leitores, a bondade de indicar eventuais erros e possíveis traduções diferentes de passagens ainda pouco claras. Disponibiliza-se com tal objetivo um endereço eletrônico de contato: donrobertopaola@virgilio.it. É possível consultar também o site web: www.beatoalano.it

http://www.sensusfidei.com.br/2016/08/11/salterio-de-jesus-e-de-maria-genese-historia-e-revelacao-do-santissimo-rosario-pelo-beato-alano-da-rocha-o-p-1464-d-c/#.WBR23PmPvIU

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Imagem de santa aparece em planta e mulher muda de crença

Uma suposta imagem de Nossa Senhora de Fátima, em uma palmeira no bairro Granja Lisboa, tem atraído pessoas de toda a cidade para a residência de uma mulher que, havia se convertido como evangélica, mas depois da aparição ela mudou de opinião. A repórter Emanuella Braga foi conferir esta história:

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Quer aprender a rezar com Teresa D’Ávila?


São 4 conselhos preciosos - e o 3º vai fazer você querer rezar agora mesmo!

Quer aprender a rezar com Teresa D’Ávila?

Conheça algumas dicas de oração que esta grande santa e doutora da Igreja nos deixou:
Primeiro, é necessário criar um clima de oração.
É preciso fazer silêncio e nos perguntar: O que devemos fazer para experimentar a alegria da vida em comunhão com o Senhor?
Tem que ficar bem claro para nós o que ficou marcado na espiritualidade Teresiana:
1. Crer que Deus é uma pessoa que nos ama e nos procura. Deixar-se amar por Ele.
2. Tomar uma decisão corajosa, dedicando todos os dias um “tempo” à oração e ser fiéis a este tempo, custe o que custar.
3. Não se preocupar em pensar, refletir, mas em amar, sabendo que o Senhor gosta da nossa presença silenciosa.
4. Dialogar muito com Deus, como fazemos com o maior de nossos amigos.
O método teresiano-carmelitano
Caminhar sozinho é difícil; a ajuda fraterna de alguém que conhece bem o caminho nos conforta, pois faz-nos gastar menos tempo e com menos cansaço chegaremos com mais segurança à meta.
Há vários métodos de oração, assim como há vários métodos para aprender a tocar violão, piano, pintura, dirigir carro, línguas… O importante não é o método, mas sua finalidade.
Os métodos de oração têm como objetivo levar o homem a dialogo com Deus. Os métodos são passageiros, pois uma vez que aprendemos, cada um torna-se método de si mesmo.
No início da vida tudo se aprende. Também os maiores autodidatas tiveram necessidade de olhar para algum modelo e seguir os seus passos.
Seja claro. Teresa d’Ávila não escreveu nenhum método de oração; ela simplesmente relatou com simplicidade e humildade a sua experiência de Deus, através do caminho da oração.
Os Carmelitas e as Carmelitas Descalças, logo depois da morte da “Madre Teresa”, debruçando sobre seus escritos, formularam um método de oração, que foi apresentado pela primeira vez em 1591, estando presente o guia iluminado de Santa Teresa, São João da Cruz.
Em que consiste o método teresiano? – Desde o início desta nossa caminhada temos repetido mais de uma vez que para Teresa, Deus é amor e a oração é amor, é deixar-se amar. Na oração teresiana a afetividade ocupa um lugar de destaque sobre a reflexão intelectual.
No Carmelo vai-se a Deus mias com o coração, com o amor, do que com o esforço da inteligência.
O Carmelita ama através da fé, sem se preocupar demasiadamente em entender ou investigar o que ama. O amor não quer explicações: simplesmente ama. O coração embriagado e seduzido é embalado por uma força misteriosa que o faz delirar e o leva a uma entrega total, incondicionada, ao ser amado.
O método carmelitano-teresiano está alicerçado sobre duas expressões características de Santa Teresa:
– “A oração é um íntimo relacionamento de amizade, um entreter-se à sós com aquele de quem temos a certeza que nos ama”. (V. 8,5)
– “Para progredir no caminho da oração e subir às mansões a que tendemos o essencial não está no muito pensar, mas em muito amar”. (4M. 1,7)
A oração teresiana em sete momentos:

1. Colocar-se na presença de Deus, arrepender-se dos próprios pecados (rezar, confessar, fazer um ato penitencial), pedir a Deus a luz do Espírito Santo para que nos seja concedida a graça de encontrar-nos com o Senhor.
2. Leitura de um bom texto. De preferencia da Sagrada Escritura, “Imitação de Cristo, ou um livro que nos tenha feito bem. evitar livros que não conhecemos e que vamos ler pela primeira vez.

3. Reflexão sobre o texto lido, confronto com a Palavra de Deus.

4. Colóquio afetivo. É o centro da oração. Um diálogo íntimo com Deus, abertura do coração, falar com Ele face-a-face. Amar e deixar-se amar por Deus.

5. Agradecimento pelos benefícios recebidos; descobrir em nós e nos outros as maravilhas operadas por Deus.

6. Oferecimento de si mesmo, propósito. Deus é o Senhor da nossa vida. A Ele devemos oferecer-nos e entregar-nos com docilidade como o barro nas mãos do oleiro. Quem ama compromete-se: O propósito é o nosso compromisso de fidelidade, a nossa resposta á fidelidade e aliança terna de Deus conosco.

7. Pedidos de ajuda ao Senhor. Conscientes da nossa fraqueza, pedimos força e coragem ao Espírito Santo para darmos testemunho da verdade. É o último agradecimento quando já estamos prontos de novo para a luta pelo Reino de Deus.
O método carmelitano é um caminho calmo, sereno. Até no silêncio Deus fala ao homem que o procura.
“Vocês pensam que Deus não fala porque não se ouve a sua voz? Quando é o coração que reza ele responde.” (C. 24,5).

Texto retirado do livro: Deixe-se Amar, Experiência de Deus com Teresa D’Ávila. Frei Patrício Sciadini, O.C.D.

sábado, 15 de outubro de 2016

O que representa o número 153 em relação ao Rosário

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Em seu livro “Mistério da história”, Raoul Auclair nos indica o que ele chama de o mistério, o arcano do número 153, como meditava Santo Agostinho. Trata-se do número de peixes cuidadosamente contados por São João em seu relato sobre a segunda pesca milagrosa.
De fato, 153 é a extensão do número triangular 17, que ocupa o primeiro lugar na sequência de números absolutos que são os números primos. Então, este número aparece como um indicador sagrado, por excelência.
Assim, descobrimos que o número 153 se refere, exatamente, ao número de dias que decorreram entre a primeira aparição da Senhora do Rosário em Fátima e a última, ocorrida em 13 de outubro de 1917. E, mais: cada Ave Maria, na língua latina da Igreja, tem 153 letras, e o próprio Rosário tem 153 Ave-Marias.
Raoul Auclair releva, ainda, alguns outros fatos que destacam o número 153, como uma assinatura da Senhora do Rosário, sobre os acontecimentos de Fátima.
Abade Richard
No jornal L’Homme Nouveau (O Homem novo) – janeiro de 1963

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Oração a Nossa Senhora num mundo que treme e desaba


"Tu, porém, ó Mãe Santíssima, pega-nos pela mão e leva-nos a Ele!"

Oração a Nossa Senhora num mundo que treme e desaba

Ó Santíssima Rainha do Céu e da terra,
Tu, Mãe, que, sob teus pés sentiste a terra tremer quando estavas ao pé da Cruz de Jesus, teu Filho, e a espada de dor transpassava a tua alma para te tornares a mãe de todos os viventes, socorre os teus filhos que gemem, assustados, com os tremores do mundo.
Retumba a terra em violentos rugidos; desmoronam em torno de nós o presente e o passado, e as nossas almas perdidas se perguntam: “Que é o homem, Senhor, para dele te lembrares?”.
Feito à imagem e semelhança de Deus e circundado de glória, ele devorou, como um filho dissoluto, os tesouros do Pai; traiu o amor de Jesus; calou a voz do Espírito Santo; fez por merecer o castigo divino.
Tu, porém, ó Mãe Santíssima, cheia de graça e de misericórdia, intercede por nós junto a teu Filho: pega-nos pela mão e leva-nos a Ele, para que converta o nosso coração e perdoe os nossos pecados.
Livres de inquietação e desespero, tenhamos a graça de seguir o caminho da salvação e de cantar para sempre, junto contigo, ó Mãe, as maravilhas de Deus. Amém.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.

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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

UM “FIAT” E UM “GLORIA-PATRI”


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O “Fiat” é uma palavra maravilhosa. Fez surgir do nada tudo o que existe. Pronunciou-a a Santíssima Virgem, no dia da Anunciação, e baixou do Céu o Filho de Deus. Nas agonias do Horto, quando foi apresentado a Jesus o cálice das amarguras, é ai que nos traz a Redenção. Faça-se a Vossa Vontade! Sem essa palavra tão pequenina e tão bela, não enviaria Deus ao mundo o Seu Divino Filho nem aceitaria o sacrifício da nossa Redenção.


Alma cristã, sem “Fiat” generoso de teu coração, Jesus não virá identificar-se contigo no Amor, e realizar essa sublime encarnação do Verbo na alma, como no seio da Virgem, bem nas profundezas e no silêncio de uma vida de recolhimento e de amor. Sem um “Fiat” no sofrimento, nas penas interiores e exteriores, não haverá redenção para teus pecados, tão numerosos e tão grandes! Precisamos viver de expiação e, no dizer de São Paulo — “completar em nosso corpo a Paixão de Jesus Cristo”. E isto se faz com a aceitação generosa e fiel da Cruz.
“Fiat!” Sim, faça-se a Vossa Vontade, Senhor! Digamos sempre esta palavra tão bela e tão poderosa, ainda que isso nos custe uma agonia de Getsêmani! E, como devemos oferecer o sacrifício que nos pede o Senhor, com generosidade e alegria de sofrer por Quem sofreu por nós, acrescentemos ao nosso “Fiat” um Gloria-Patri!”
É dever nosso sofrer com paciência e beijar, agradecidos, a Mão que nos fere! Oh! Como isto agrada a Nosso Senhor e nos atrai as bênçãos do Céu!

Monsenhor Ascânio Brandão 

sábado, 8 de outubro de 2016

ATO DE VENERAÇÃO À IMACULADA CONCEIÇÃO NA PRAÇA ESPANHA

ORAÇÃO DO PAPA FRANCISCO
Terça-feira, 8 de Dezembro de 2015

Virgem Maria,
neste dia de festa pela tua Imaculada Conceição,
venho apresentar-te a homenagem de fé e de amor
do povo santo de Deus que vive nesta Cidade e Diocese.
Venho em nome das famílias, com as suas alegrias e fadigas;
das crianças e dos jovens, abertos à vida;
dos idosos, carregados de anos de experiência;
de modo particular venho diante de ti
da parte dos doentes, dos presos,
de quem sente mais dificuldade no caminho.
Como Pastor venho também em nome de quantos
chegaram de terras distantes em busca de paz e de trabalho.
Sob o teu manto há lugar para todos,
 porque tu és a Mãe da Misericórdia.
O teu coração está cheio de ternura para com todos os teus filhos:
a ternura de Deus, que de ti tomou a carne
e tornou-se nosso irmão, Jesus,
Salvador de todos os homens e mulheres.
Olhando para ti, nossa Mãe Imaculada,
reconhecemos a vitória da divina Misericórdia
sobre o pecado e sobre todas as suas consequências;
e reacende-se em nós a esperança numa vida melhor,
livre de escravidão, rancores e receios.


Hoje, aqui, no coração de Roma, ouvimos a tua voz de mãe
que chama todos a pôr-se a caminho
rumo àquela Porta, que representa Cristo.
A todos tu dizes: «Vinde, aproximai-vos confiantes;
entrai e recebei o dom da Misericórdia;
não tenhais medo, não tenhais vergonha:
o Pai espera por vós de braços abertos
para vos conceder o seu perdão e acolher-vos na sua casa.
Vinde todos à nascente da paz e da alegria».


Agradecemos-te Imaculada,
porque neste caminho de reconciliação
tu não nos deixas ir sozinhos, mas acompanha-nos,
estás ao nosso lado e ampara-nos em todas as dificuldades.
Que tu sejas bendita, agora e sempre, Mãe.
Amém.

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/prayers/documents/papa-francesco_preghiere_20151208_immacolata.html

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

A MINHA FÉ

Você já se fez a seguinte pergunta: Em que se fundamenta a minha fé? A minha fé está solidificada em que? Pode ser que várias pessoas possam passar a vida sem sequer se dar conta do que realmente crê.
Neste post quero falar deste assunto, não com base em alguma pesquisa, mas com uma reflexão da minha vivência como católico. E gostaria de fazer esta reflexão junto com você. Espero que ao fim deste post você possa ao menos tentar responder esta pergunta: A MINHA FÉ ESTÁ FUNDAMENTADA?
Então com base nesta reflexão pessoal quero discutir com você três dimensões sobre a fé. Em se tratando de fé como elemento daquilo que se crê. Este três elementos que podem basear de forma subjetiva a fé, classifico como:
Bem, como disse anteriormente este post é descrito por uma reflexão pessoal não tendo um aprofundamento por algum tipo de pesquisa. No entanto, acredito que por meio destes elementos, podemos responder como a minha fé pode ser construída.
Então, após analisarmos estas três dimensões propostas, podemos ir e ajudar a responder a seguinte questão, a minha fé está alicerçada em que?

A FÉ

Veremos a fé do ponto de vista religioso, pois é neste sentido que nos interessa. Agora vejamos uma das mais sublimes definições sobre a fé, encontrada na carta Paulina aos Hebreus:
A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê. (Hb 11, 1).
Mas também não podemos ignorar que a fé também é uma graça concedida por Deus, conforme podemos ver na carta aos Efésios:

Porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus. (Ef. 2,8)

Por meio desta afirmação na Sagrada Escritura podemos perceber que CRER em algo que está teoricamente longe dos sentidos é uma certeza para os que tem fé. Esta pode ser a minha fé, como também a sua.
No entanto ao olharmos para o cenário do mundo moderno, podemos perceber o quanto o indiferentismo se opõe a esta certeza, as pessoas querem provas. E por muitas vezes, mesmo as tendo, não é suficiente. E é aqui que cabe esta discussão. E lanço outro desafio a você, e pergunte: Porque minha fé deve ser questionada? E se você responder esta pergunta entenderá que tipo de fé é a sua.
No entanto, sendo a minha fé ou a sua algo que é fortificado pela esperança e um dom gratuito por Deus, porque questiona-la? E a resposta é, para que se possa DEFENDE-LA.

E na defesa de uma fé fundamentada, alicerçada em fatos e não em boatos é que podemos melhor testemunhar Jesus Cristo e sua Igreja e para a Igreja.


A FÉ POR HERANÇA

Eu chamo de fé por herança, aquela que recebemos de nossos pais, desde criança, onde somos levados até o Batismo, talvez à Eucaristia. E quem sabe até o Sacramento da Crisma. E este ultimo, muitas vezes parece ser a carta de despedida para o compromisso para com a comunidade católica, a confirmação do Batismo para alguns adolescentes ou jovens parece ser uma ruptura com a catequese e a Igreja.
A fé por herança, é aquela que por muitas vezes, por uma obrigação social e não de uma fé esclarecida, realiza preceitos da fé católica, sem compromisso algum, porque a fé herdada dos pais, não veio de uma base catequética. E tão pouco, os catequistas conseguiram fazer com que esta pessoa conhecesse a Jesus Cristo. Pois parece que estão preocupados em levar números para as “filas sacramentais” sem saber se realmente o anuncio aconteceu.

Minha fé

Famílias que transmitem aos seus filhos uma fé de “cumprimento de rito” ou até mesmo por obrigação e imposição, não está também anunciando Jesus. Se não houver um real motivo fundamentado, os valores cristãos passam a ser apenas uma estória de conto de fadas.

No entanto, quando a fé herdada dos pais é acompanhada de um anuncio catequético, onde os pais e irmãos mostram seu zelo pela pessoa de Jesus Cristo e sua Igreja. Este tem maior chance de vivencia-la e experimentar um acontecimento único com a comunidade cristã. Porém, isto não exime o questionamento. Volto a dizer, o mundo moderno é um cardápio de sensações e experiencias que nos fazem esquecer até mesmo os momentos mais ricos na fé que foram vivenciados em um grupo familiar.


FÉ POR EMOÇÃO OU SENTIMENTAL 

Aqui considero a mais frágil, se minha fé é baseada em sentimentos e emoções corro grande risco de não crer. Não tenho intenção em ofender ou atacar qualquer que seja sua prática devocional na Igreja. Simplesmente quero que leve nestas linhas que se seguem, a questionar-se: a minha fé é baseada em que?
Já ouvi algumas vezes pessoa dizerem, hoje eu senti Deus ou pior, eu fui na missa e foi a mesma coisa que nada. E isto é triste, lamentável.
É triste porque esta pessoa, desculpe dizer, está procurando um Deus que sempre o faça sentir arrepios e solte lágrimas em encontros e Missas. Não estou dizendo que não devemos buscar conforto para nosso sofrimento. Volto a dizer que o questionamento aqui é sobre a fé, sua e minha fé. Se a minha fé está fundada em um sentimentalismo, onde eu necessito ouvir músicas cristãs melancólicas para sentir Deus. E quando vou a Missa, digo que “Hoje não senti Deus“. Desculpe, mas há algo de muito errado.

Fé por Emoção

Pessoas que muitas vezes fazem parte pastorais, rezavam o terço, faziam parte de movimentos da Mãe Peregrina e de repente, “Conheceu Jesus“. E agora fazem parte de algum outro grupo religioso. E então, como minha fé é vivenciada? E experimentada?
Quando algo drástico acontece na família, algo como um desemprego, o falecimento de um ente querido e isto passar a ser o fracasso da minha fé. Preciso analisar onde está o fundamento daquilo que cremos.
Nós temos mania de acharmos que pelo fatos de estarmos em uma comunidade, participando ativamente da Missa. Sendo agente pastoral ou de algum movimento, estamos imunes ao acontecimentos deste mundo. Achamos que somo privilegiados e quem sabe até superiores aos outros. Grande engano.

Uma fé, que espera somente por um Jesus “bonzinho” onde ele é apenas um modelo de dar e receber abraços, precisa conhecer com mais profundidade o Jesus que a Igreja crê e ensina.


FÉ POR MEIO DA RAZÃO OU CONHECIMENTO

Particularmente tenho este elemento da fé, primordial e essencial para uma fé solidificada. E ao mesmo tempo perigosa. Perigosa pois nem todos os elementos da fé podem ser explicados pela razão. E a Igreja também sabe disso e não esconde a verdade.
E este é sem dúvida o fundamento que devemos ter sobre nossa fé, a minha fé e a sua. A VERDADE.
Vamos refletir o que o catecismo sobre o DEPÓSITO DA FÉ:

O depósito da fé é confiado pelos Apóstolos a toda a Igreja. Todo o povo de Deus, mediante o sentido sobrenatural da fé, conduzido pelo Espírito Santo, e guiado pelo Magistério da Igreja, acolhe a Revelação divina, compreende-a cada vez mais e aplica-a à vida. (CIC 15)

O depósito da fé é tudo aquilo em que a Igreja crê e professa mediante a verdade revelada. Logo eu devemos ter conhecimento e saber, onde minha fé está depositada.
O que quer dizer GUIADO PELO MAGISTÉRIO? Quer dizer que a Igreja, fundamentada no ensinamento Apostólico, acolhe o seu sentido sobrenatural e COMPREENDE e após esta compreensão APLICA-A. E aplica de que forma? ENSINANDO.
Logo precisamos compreender o sentido da nossa fé mediante a verdade ensinada pela Igreja com relação do que se crê. Se minha fé é uma crença onde só espero aquilo que é fantástico, imediatista e por vezes secundária. Então tenho uma fé de “mercado”. Onde eu escolho no que irei basear minha fé. Irei escolher no que vou crer.
Mas a fé por meio da busca pela verdade é própria do ser humana e por pode ser um caminho a solidificar a fé pessoal.
A busca pela verdade é o sentido da fé. A fé que possui raízes no “achismo” e na falta de conhecimento tem a tendência de secar ao longo do tempo.
São João Paulo II em sua carta Apostólica Fides Et Ratio (Fé e Razão) explica que:

A fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e,… (Fides Et Ratio)
Refletindo as palavras desta carta Apostólica, percebe-se que a Fé e Razão não precisa e nem devem estar separadas, ao contrário juntas possuem um elo sólido, forte para assegurar no que se crê. Embora não devamos estar ávidos para responder todas as perguntas, fazendo disso uma obsessão para justificar desmedidamente o sentido da fé.
Se minha fé é algo de questionamento obsessivos podemos mesmo perder o sentido do sobrenatural que a Igreja também faz parte.
São Tomás de Aquino diz uma célebre frase cantada em vários momentos de adoração,  acredito que pouco entendida:
Venha a Fé iluminar e completar o que falta nos sentidos para o entender (São Tomás de Aquino).
Logo, quando a ciência deste mundo não é suficiente para explicar tudo, fundamentar tudo e dar resposta a tudo a Fé passa a ser o elemento de sustento para todo o resto. Se minha fé for inquieta ao ponto de me tirar a paz nenhuma resposta é suficiente.
minha-fe-razao
A verdade é sempre algo que liberta, mas a busca dela de forma alguma deve ser algo que aprisiona:
Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará (S. João 832).
E a busca pela verdade também deve ser algo libertador. Se as respostas ou a busca pelas respostas onde justifico minha fé é uma prisão, então talvez eu esteja em um caminho que não irá me levar para lugar algum.
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A MINHA FÉ

Quando digo aqui, a minha fé, quero dizer de um modo que faça abrangência sobre a minha fé e a sua. E como falei anteriormente este post sobre este tema é com base apenas em minha experiência de vida. Sendo assim você tem todo o direito de questionar. E isso é bom.
Bem, para você responder a questão de como é fundamenta a minha fé (sua), não existe outra maneira a não ser em uma reflexão profunda em si mesmo.
Acredito que a construção da fé, também possa passar por estas três fazes, ou até mesmo outras ou mais fazes. Mas o que não podemos é estacionar em uma delas, e assim sermos engolidos pelos caminhos oferecidos que nos levam ao esquecimento do Cristo anunciado.
Podemos em cada etapa da vida ter vivenciado cada uma destas etapa ao longo de nossa caminhada. No entanto, acredito que em proporção, a RAZÃO, possa nos dar luz no caminha da construção da fé. Mas atentos aos perigos que a ela também o cerca.
Se minha fé é construída com um base firme, então estou atento a atender as necessidades no campo da catequese e evangelização. Quando minha fé não transmite no que eu creio de fato, ela passa a ser algo simples e ritualística, caindo no perigo de simplificar a Igreja e a própria fé que temos nela.
Ter fé
Observando a imagem acima, e mediante esta reflexão, tente responder agora, como é a minha fé? Em que se baseia e fundamenta minha fé e como eu a partilho com meus irmãos.
A minha fé é somente cumprimento de preceitos e ritos? A minha fé busca a verdade ou está acomodada? Este modelo que apresentei, não é absoluto, e volto a dizer é de uma reflexão pessoal, onde acredito estarmos
O sentido da fé pode ser uma busca, mas que deve ser compreendida e entendida. Quando chegamos a nos questionar sobre nossa própria fé, acredito que possa ser algo saudável. No entanto devemos ir na fonte para saber e responder: No que consiste a minha fé.
Um outro grande teólogo da Igreja, Santo Agostinho diz: Credo ut intelligam, creio para entender;fides quaerens intelectum, a fé que procura a inteligência.

http://www.catequesedoleigo.com.br/2015/06/a-minha-fe.html