sábado, 30 de abril de 2016

MORRER PARA NÓS MESMOS



"Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças.” (Filipenses 4,6)

Não devemos estar ansiosos demais por coisa alguma. Se sua vida EMOCIONAL, FAMILIAR, FINANCEIRA ou ESPIRITUAL, necessita de uma intervenção do Senhor, basta pedir com sinceridade. Mais você precisa ter clareza que o socorro virá de Deus, no tempo de Deus. DESCANSE NELE! Confie mais e exercite o dom da paciência. 

Mais é bom lembrar que para Deus agir por completo no nosso interior e necessario algumas RENUNCIAS. Queremos receber o muito de Deus mas não estamos dispostos a entregar o nosso tudo. Precisamos experimentar renunciar. Dói, é difícil mas é necessário. Não podemos amar mais o mundo e tudo o que nele há. Deus quer ser o centro da nossa vida. Para vencer, precisamos experimentar MORRER PARA NÓS MESMOS e VIVER PARA CRISTO.

Cristo não tem mãos

Uma forma simples de entregar seu coração a Jesus
hands

Jesus, Tu não tens mãos.
Tens apenas nossas mãos
para construir um mundo
no qual reine a justiça.

Jesus, não tens pés.
Tens apenas nossos pés
para por em marcha
a liberdade e o amor.

Jesus, não tens lábios.
Tens apenas nossos lábios
para anunciar ao mundo
a Boa Nova aos povos.

Jesus, não tens meios.
Tens apenas nossa ação
para fazer que todos sejam irmãos.

Jesus,
nós somos o teu Evangelho,
o único Evangelho que
as pessoas podem ler,
quando nossas vidas
são obras e palavras eficazes.

Jesus, dá-nos teu amor e tua força
para seguir teus passos
e dar-te a conhecer
a todas as pessoas que nos cercam.

http://pt.aleteia.org/2016/04/28/cristo-nao-tem-maos/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Apr%2028,%202016%2008:01%20am

A oração diária que pode mudar sua vida

Como uma antiga prática espiritual chamada Exame Diário pode transformar seus
Blond woman in Verona, Italy

Os meus dias parecem voar; reuniões de trabalho, lavanderia, refeições congeladas, projetos independentes, e-mails, supermercado. Tem dias que eu não tenho tempo nem para pensar.
Eu tento esculpir o tempo para ler e escrever de manhã – mas muitas vezes eu desperdiço esta hora extra vasculhando o Facebook. Então eu dou um empurrão em mim mesma para fazer melhor no dia seguinte. Eu sei que não estou sozinha. Muitos de nós estão vivendo no piloto automático, indo de uma tarefa urgente a outra, não permitindo a nós mesmos o tempo ou espaço de contemplação, ou a destruir o nosso tempo extra em coisas sem importância.
A poetisa Mary Oliver escreveu: “Diga-me, o que é que você pretende fazer com sua selvagem e preciosa vida?”. Às vezes, penso eu, é isso? Será que vou ter 80 anos e perceber que a minha vida tem sido apenas um rascunho de atividades?
Aprender com os santos
Eu nunca prestei muita atenção na vida dos santos até que me tornei católica, há cinco anos. Agora, durante a missa no Old Saint Patrick, uma paróquia de 170 anos em West Loop, Chicago, eu olho para as estátuas dos santos que revestem as paredes. A forma como os católicos concentram-se sobre os santos me incomodou no início. Não deveríamos estar centrados em Jesus ao invés disso?, uma velha voz protestante fundamentalista falava na minha cabeça.
Mas quanto mais eu aprendi sobre os santos, mais eu vi o valor em tentar imitá-los. Quando eu estava confirmada na Igreja Católica, eu escolhi Santa Clara como minha patrona, porque ela desistiu de toda a sua riqueza para seguir a Cristo. Na época, meu marido e eu estávamos com problemas financeiros, e eu aprendi com ela que a riqueza financeira (ou lutar pela riqueza) muitas vezes pode ficar no caminho da nossa verdadeira vocação.
Santo Inácio, padre espanhol, teólogo e fundador dos jesuítas, é outro santo cujo exemplo influenciou minha vida. Ele escreveu os Exercícios Espirituais, que são um conjunto de meditações cristãs, orações e exercícios mentais considerados entre as mais importantes obras de literatura espiritual. Eles continuam sendo uma parte importante na formação do noviciado dos jesuítas – que são obrigados a passar 30 dias de silêncio e solidão e até cinco horas por dia em oração para ajudá-los a discernir Jesus em suas vidas.
Imagine orando por cinco horas por dia por 30 dias! Felizmente, os Exercícios Espirituais foram adaptados para que pessoas como eu possam fazê-los. Nas últimas décadas, os leigos – católicos e não-católicos – começaram a praticar os Exercícios Espirituaisparticipando de um “retiro na vida diária”. Em vez de orar durante cinco horas por dia ao longo de um mês, os Exercícios são esticados ao longo de cerca de nove meses. Os participantes se reúnem com um diretor espiritual, rezam uma hora por dia, e muitas vezes se encontram com outras pessoas na mesma jornada.
Encontrar Deus nos detalhes
Ainda é um grande compromisso. No ano antes de eu me converter ao catolicismo, minha igreja anunciou que faria um retiro, e eu me inscrevi. Como um grupo, nós nos encontrávamos às terças-feiras à noite para discutir as leituras semanais, cada um de nós tinha sessões semanais com um diretor espiritual, e “lição de casa” que consistia em leituras, orações e meditação.
Na época, meu marido estudava e minha carreira ia aos trancos; estávamos lutando. Também estávamos tentando adotar uma criança. Eu não podia ver Deus em qualquer uma delas. Onde Ele estava? Eu comecei a chamá-lo de “Deus Fantasma”.
Isso foi no meio de um gelado e duro inverno de Chicago – onde você não vê o sol durante semanas a fio – e eu viajava para o centro da cidade para um trabalho freelancer. Mas toda noite eu rezava o Exame Diário (ou Exame do dia), que é parte integrante dos Exercícios Espirituais. O processo simples consiste em cinco etapas:
  • Torne-se consciente da presença de Deus, olhando sobre os acontecimentos do dia. Peça a Deus para dar-lhe clareza e compreensão.
  • Reveja o seu dia com gratidão, concentrando-se nos dons do dia. Observe as pequenas coisas – Deus está nos detalhes.
  • Preste atenção às suas emoções. Santo Inácio acreditava que nós detectamos a presença de Deus nos movimentos das nossas emoções. Ao refletir sobre os nossos sentimentos, podemos nos tornar mais conscientes da maneira que Deus está nos guiando.
  • Escolha uma característica do dia e reze com ela. Peça ao Espírito Santo para direcioná-lo para alguma coisa durante o dia que Deus acha ser particularmente importante.
  • Olhe para o amanhã. Peça a Deus para lhe dar luz para os desafios de amanhã. Busque a orientação de Deus. Peça-lhe ajuda e compreensão. Reze para ter esperança.
Este simples exercício diário me ajudou a ver a minha vida de forma mais clara, e me ajudou a viver mais intencionalmente. Eu comecei a perceber Deus em toda parte.
Enquanto eu tendia a focar, e lamentar, os grandes sonhos que eu sentia que foram morrendo, Santo Inácio me ensinou que quando estamos focados nas “grandes” coisas, muitas vezes ignoramos as pequenas maneiras de Deus trabalhar em nossas vidas. E uma vez que você começa a ver os pequenos movimentos do Espírito em sua vida, isso pode até adicionar algo muito maior. Por exemplo, perceber a frustração que você tem em seu trabalho – e rezar sobre o que isso significa – pode levar a uma nova carreira. Ou prestar atenção ao que conversa com seu amigo pode levar a uma maior compreensão sobre o seu propósito na vida.
Passar alguns minutos examinando seu dia é uma ótima maneira para ajudá-lo a ficar acordado para a sua vida, e não deixá-lo escorregar sem prestar atenção a esse significativo “Deus momento”. Afinal, como Sócrates disse: “A vida sem reflexão não merece ser vivida”.

Como começar
Hoje em dia, há muitas versões diferentes do Exame Diário. É flexível e adaptável. Você pode orar o Exame Diário no trabalho na hora do seu almoço, há um aplicativo que você pode baixar no seu telefone, e você ainda pode rezar o Exame Diário com seus filhos.
Karen Beattie é autora do livro Rock-Bottom Blessings: Discovering God’s Abundance When All Seems Lost. Seus artigos têm sido publicados em America, Christianity Today e Power of Moms. Ela vive no lado norte de Chicago com o marido, a filha de 6 anos e um gato idoso.

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A imagem de Maria que derrotou o terremoto no Equador: milagre ou deboche?

Ela permaneceu intacta em meio aos escombros e virou ícone de consolação – e indignação
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A foto deu voltas ao mundo: uma delicada urna de vidro com a imagem de Nossa Senhora da Luz permaneceu intacta depois do violento terremoto de 7,8 graus que golpeou o Equador neste último 16 de abril. Tudo na cena é destruição; menos ela, que se mantém inteira, firme e majestosa sobre os escombros.
A foto que circula nas redes sociais foi tirada na escola Leonie Aviat, da paróquia de Tarqui, em Manta, uma das regiões mais afetadas pelo sismo devastador. A escola veio abaixo.
Como foi que uma imagem tão delicada de Maria pôde resistir a um terremoto?
Para muitas das pessoas que comentaram o fato nas redes sociais, trata-se de um ícone de consolação, esperança e renovação diante de um panorama de ruína, morte e sofrimento.
Em vários comentários, fala-se até em milagre de Nossa Senhora.
Para outros internautas, no entanto, o acontecimento não passa de mero acaso – e de um acaso muito infeliz, quase um “deboche”: que tipo de gente poderia celebrar como milagrosa a preservação de uma simples estátua enquanto mais de 600 pessoas de carne e osso morreram no desastre, inclusive crianças e bebês?
Milagre?
De fato, o acontecimento não é um milagre nem pode ser considerado como tal pela Igreja, que segue procedimentos muito rígidos de investigação científica para declarar a natureza sobrenatural de qualquer fenômeno – os milagres de cura, por exemplo, chegam a demorar décadas até ser reconhecidos: os fatos precisam ser cuidadosamente estudados por médicos, revisados por cientistas (na maioria dos casos, laicos e até mesmo ateus), expostos às críticas públicas e, só depois de feitos todos os estudos científicos, a própria Igreja faz a análise teológica mediante o trabalho das suas comissões de especialistas. A propósito, você pode conhecer um pouco mais sobre a delicada avaliação de supostos milagres por parte da Igreja clicando neste artigo sobre os 7 critérios para se declararem milagrosas as curas que acontecem no santuário de Lourdes, neste outro sobre 5 milagres que a ciência não conseguiu explicar até hoje, e neste outro sobre a médica ateia que avaliou mais de 1400  milagres e testemunhou que eles existem.
No caso da imagem de Nossa Senhora que permaneceu intacta em meio ao forte terremoto equatoriano, a Igreja não pode falar tecnicamente em milagre porque existem explicações científicas plausíveis para o acontecimento. Aliás, edificações inteiras ficaram em pé ao lado de outras que ruíram dramaticamente, bem como objetos vários ficaram intactos em meio aos milhares de pedaços em que outros muitos se transformaram.
Deixando isto claro, nada impede que se reconheça na imagem de Maria um sinal inspirador de encorajamento, esperança e sentido no meio do absurdo da tragédia. Afinal, Deus sempre fala através de sinais, tanto naturais quanto sobrenaturais, e sempre deixa à liberdade de consciência de cada um a decisão final de como interpretá-los. Os próprios ateus, aliás, costumam enfatizar que as tragédias são uma “prova” de que Deus não existe, apelando para a sua “fé” na inexistência de Deus com base em sinais passíveis de interpretações pessoais.
Para um cristão, a existência de Deus, e de um Deus que é Amor, não é incompatível com a experiência transitória do sofrimento e da tragédia: o próprio Deus, Encarnado em Cristo, enfrentou nada menos que a crucificação e morte na cruz para remir a humanidade que tinha escolhido o pecado em detrimento da graça. A fé cristã propõe que a vida terrena é uma breve experiência do bem e do mal que a nossa liberdade pode escolher antes de termos acesso à eternidade para a qual fomos criados – e na qual, conforme a nossa escolha que o próprio Deus respeitará, vamos viver junto d’Ele para sempre ou afastados d’Ele para sempre.
Outros sinais
O trabalho incansável de bombeiros e voluntários equatorianos permitiu salvar a vida de muitas pessoas que tinham ficado presas nos escombros.
Três dias depois do terremoto, também na localidade de Tarqui, três pessoas foram resgatadas vivas pelos bombeiros de Quito, que, no mesmo dia, resgataram outras duas no Distrito Metropolitano. Ainda em Tarqui, já tinham sido resgatadas três pessoas das ruínas de um mercado, 32 horas após o sismo.
Outros surpreendentes resgates ocorreram na cidade costeira de Pedernales, o próprio epicentro da catástrofe, onde a Polícia Nacional salvou um homem de 65 anos e outro de 82. Passadas 20 horas dos tremores, Pedernales já tinha sido palco do também surpreendente resgate de uma menina presa nos escombros de um prédio.
Para quem crê na inexistência de Deus, tudo é e será sempre mero acaso e falta de sentido. Para quem acredita em Deus e no sentido sobrenatural da existência, tudo é e será sempre um grande milagre, testemunhado por uma abundância de sinais repletos de sentido.

http://pt.aleteia.org/2016/04/26/a-imagem-de-maria-que-derrotou-o-terremoto-no-equador-milagre-ou-deboche/

Realmente precisamos de Maria para a nossa salvação?

A resposta a esta pergunta pode surpreender você
Stained glass depicting the Virgin Mary holding baby Jesus © CURAphotography / Shutterstock.com - pt
Uma reflexão de São Luís Maria Grignion de Montfort:
Sendo a Santíssima Virgem necessária a Deus, duma necessidade que se chama hipotética, em consequência da Vontade Divina, é preciso concluir que Ela é muito mais necessária aos homens para alcançarem o seu fim último. Em razão disto não se deve confundir a Devoção à Santíssima Virgem com a devoção aos outros Santos, como se Ela não fosse muito mais necessária, e fosse apenas de superrogação, isto é, um acréscimo.
Baseados na opinião dos Padres da Igreja (entre outros, de Santo Agostinho, Santo Efrém, diácono de Edessa, São Cirilo de Jerusalém, São Germano de Constantinopla, São João Damasceno, Santo Anselmo, São Bernardo, São Bernardino, São Tomás e São Boaventura), o douto e piedoso Suarez, da Companhia de Jesus, o sábio e devoto Justo Lípsio, doutor de Lovaina, e vários outros provaram, de maneira incontestável, que a Devoção à Santíssima Virgem é necessária para a salvação. Provaram ainda que é sinal infalível de reprovação – segundo o sentir do próprio Ecolampádio e de alguns outros heréticos -, a falta de estima e amor à Santíssima Virgem, e que, pelo contrário, é sinal certo de predestinação ser-lhe inteira e verdadeiramente dedicado ou devoto.
Provam-no as figuras e palavras do Antigo e do Novo Testamentos, confirmam-no os sentimentos e exemplos dos santos, ensina-o e demonstra-o a experiência. O próprio demônio e os seus sequazes, instados pela força da verdade, foram muitas vezes obrigados a confessá-lo, ainda que de má vontade. De todas as passagens dos Santos Padres e Doutores – de que fiz ampla colheita, para comprovar esta verdade -, cito apenas uma, de São João Damasceno, a fim de não me alongar: “Ser Vosso devoto, ó Maria Santíssima, é uma arma de salvação que Deus dá àqueles que quer salvar!”.
Poderia referir aqui vários fatos em confirmação do mesmo assunto. Entre outros:
1º. O que vem narrado nas crônicas de São Francisco. Viu ele, num êxtase, uma grande escada que ia ter ao Céu, e em cuja extremidade estava a Santíssima Virgem. Foi-lhe dado a entender que é necessário subir por essa escada para chegar ao Céu.
2º. O que está nas crônicas de São Domingos, segundo o qual, perto de Carcassone, onde o santo pregava o Rosário, a alma dum infeliz herético estava possessa de quinze mil demônios. Estes foram, por ordem da Santíssima Virgem e para a própria confusão, obrigados a confessar grandes e consoladoras verdades sobre a Devoção a Nossa Senhora. Fizeram-no com tanta força e clareza que, por pouca devoção que se tenha à Santíssima Virgem, não se pode ler sem lágrimas de alegria esta história autêntica e o panegírico que da mesma Devoção o demônio fez, ainda que de má vontade.

A milagrosa história de Nossa Senhora dos Desamparados

Apesar dos exames realizados, até hoje não se sabe de que material foi esculpida a imagem, atribuída aos anjos

N Sra Desamparados

Valência, no leste da Espanha, às margens do Mar Mediterrâneo, é uma cidade carregada de história. Ela foi invadida pelos muçulmanos no fim do século XI e reconquistada pelo grande herói Cid Campeador, que foi seu soberano e ali faleceu.
Em Valência nasceu o extraordinário São Vicente Ferrer, que lutou contra a decadência da Idade Média com tal vigor e eloquência que foi chamado de Anjo do Apocalipse.
A padroeira de Valência é Nossa Senhora dos Desamparados, cuja belíssima história é, em breves traços, a seguinte:
No início do século XV – quando ainda vivia o grande São Vicente Ferrer – foi fundada em Valência a Confraria dos Desamparados. Ela visava socorrer os doentes e dar digna sepultura aos cadáveres abandonados nos campos.
O principal inspirador foi o Beato Padre Jofré. A confraria era composta sobretudo de artesãos, mas chegou a ter entre seus membros também duques, marqueses, condes e ricos burgueses. Eles obtiveram uma capela, mas faltava uma imagem de Nossa Senhora que exprimisse o espírito daquela instituição.
Em 1414, apareceram na casa de um confrade – cuja esposa era cega e paralítica – três jovens muito bem apessoados, em traje de peregrinos. Disseram ser escultores e se dispuseram a fazer uma imagem da Virgem para a confraria. Pediram apenas um local isolado para trabalharem e que, durante três dias, ninguém os visitasse.
Consultado o Beato Jofré, a proposta foi aceita. No quarto dia, o mesmo homem de Deus, acompanhado de várias pessoas, foi até o local onde estavam os três jovens. Bateram à porta. Como ninguém atendesse, arrombaram-na.
Oh magnífica surpresa! Os jovens haviam desaparecido, mas deixaram uma belíssima imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus.
Todos entenderam que os peregrinos escultores eram anjos. A esposa cega do confrade, que recebera os três anjos, foi conduzida até o local onde estava a imagem. Chegando diante da bela escultura, imediatamente recobrou a vista e o movimento de seus membros.
A partir de então, mediante a intercessão de Nossa Senhora dos Desamparados, ocorreram muitos milagres, entre os quais a cessação da terrível peste que grassou em Valência e outras partes da Espanha em meados do século XVII, no reinado de Filipe IV.
A imagem de Nossa Senhora dos Desamparados mede 1,40m e a representa carregando, no braço esquerdo, o Menino Jesus; o braço direito, cuja mão segura um ramo de lírios de prata, está estendido em direção ao solo. Sobre a cabeça de Nossa Senhora há uma grande e riquíssima coroa, cravejada de brilhantes, pérolas, rubis e outras pedras preciosas. Atrás da coroa, um belo resplendor com doze estrelas. O Menino Jesus segura em seus braços uma cruz. A Virgem e seu divino Filho portam túnicas e mantos primorosamente lavrados. Apesar dos exames realizados, até hoje não se sabe exatamente de que material foi esculpida a imagem.
Hoje, tantas pessoas estão no desamparo, sobretudo espiritual. Se Nossa Senhora enviou três anjos para o socorro material dos homens no século XV, com quanto mais razão não enviará legiões de espíritos angélicos para nos proporcionar auxílio sobrenatural contra a degenerescência moral catastrófica em que o mundo se encontra!
É preciso pedirmos com fé, perseverança, humildade e confiança:
Nossa Senhora dos Desamparados, socorrei-nos, a nós, abandonados neste mundo neopagão!
A festa de Nossa Senhora dos Desamparados é celebrada no segundo domingo de maio.
Nossa Senhora dos Desamparados é também padroeira da Costa Rica.
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sábado, 23 de abril de 2016

UM TESTEMUNHO VERÍDICO SOBRE O TERÇO.


Veja a humildade de uma devota de Maria Santíssima.

Havia uma senhora muito simples que vendia verduras na vizinhança. Certo dia, Tia Joana, conhecida por toda vizinhança, foi vender suas verduras na casa de um protestante e perdeu o terço no jardim da casa dele. Passados alguns dias, Joana voltou novamente àquela casa. 
O protestante veio logo zombar da Tia Joana, e dizia para ela:
- "Você perdeu o seu Deus"? 
Ela humildemente respondeu: - "Eu, perder o meu Deus? Nunca"!
Ele, então, pegou o terço e disse: - "Não é este o seu Deus?
Ela humildemente respondeu: - "Graças a Deus o senhor encontrou o meu terço. Muito obrigada". 
Ele disse: - "Por que você não troca este cordão com estas sementinhas pela Bíblia?"
Ela disse: -"Porque a Bíblia não sei ler, e com o terço eu medito toda a Palavra de Deus e a guardo no coração."
Ele disse: -"Medita a Palavra de Deus?"Como assim? Poderia me dizer? 
Respondeu Tia Joana, pegando o terço: -"Posso sim. Quando eu pego na cruz, lembro-me que o Filho de Deus deu todo o Seu sangue, pregado numa cruz, para salvar a humanidade. Esta primeira conta grossa me lembra que há um só Deus onipotente. Estas três contas pequenas me lembram as três pessoas da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Essa conta grossa me faz lembrar a oração que o Senhor mesmo nos ensinou, que é o Pai Nosso. O terço tem cinco mistérios que fazem as cinco chagas do Nosso Senhor Jesus Cristo cravado na cruz, e cada mistério tem dez Ave-Marias, que me fazem lembrar os Dez Mandamentos que o Senhor mesmo escreveu na tábua de Moisés. O Rosário de Nossa Senhora tem quinze mistérios, que são: os cinco gozosos, os cinco dolorosos e os cinco gloriosos. De manhã, quando me levanto para iniciar a luta do dia eu rezo os gozosos, lembando-me do humilde lar de Maria de Nazaré. No meio dia, no meu cansaço e na fadiga do trabalho eu rezo os mistérios dolorosos, que me fazem lembrar da dura caminhada de Jesus Cristo pra o calvário. Quando chega o fim do dia, com as lutas todas vencidas, eu rezo os mistérios gloriosos, que me fazem lembrar que Jesus venceu a morte para dar a salvação a toda humanidade.
E agora, me diga onde está a idolatria?"
Ele depois de ouvir tudo isso disse: - "Eu não sabia disso. Ensina-me, Tia Joana, a rezar o terço"! 

"Copiei dos #SantosdoDia.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

O meu pecado não diz quem eu sou!

Sou mais do que o meu pecado…

“Este povo somente me honra com os lábios; seu coração, porém, está longe de mim.” (Mt 15,8)
Há muito tempo Deus vem falando ao meu coração sobre Judas Iscariotes. Porque é difícil de entender o que realmente aconteceu com ele, é difícil termos a compreensão de qual foi o momento em que ele decidiu não mais seguir Jesus…
Sabe, o que tenho aprendido neste tempo é:
Não foi propriamente o pecado de Judas que o levou a se suicidar, e nem mesmo foi o pecado dele que fez com que as consequências do seu erro fossem irreparáveis. Tenho no meu coração, que mesmo que Judas entregasse Jesus, mas tivesse realmente se arrependido e voltado atrás, Jesus o teria perdoado, ainda que Jesus fosse crucificado… Mas o problema foi que o coração de Judas com o tempo, foi se afastando do coração de Jesus. Jesus por mais que falasse e caminhasse em direção a Judas, o coração de Judas estava fechado às Palavras de Jesus… E realmente é isso que mais me impressiona!!!
Judas caminhava com Jesus, lado a lado…Ouvia Jesus todos os dias, convivia com Jesus, tocava em Jesus, via os milagres de Jesus…Mas ainda assim o seu coração foi se afastando e se distanciando… Ainda que Judas tenha se suicidado, ainda que a Palavra nos mostre um certo arrependimento dele após ter traído Jesus, não acredito que Judas não amava Jesus! Judas amava Jesus! O fato dele ter se desesperado quando teve a compreensão do erro cometido, é para mim um sinal de que ele amava Jesus…. Mas Judas deixou que o desespero tomasse conta do seu coração, e não acreditou que a Misericórdia de Deus pudesse superar tal traição….
Judas não se matou por falta de amor, Judas se matou por causa do desespero do erro que havia cometido!
Com isso aprendo que não é somente o nosso pecado que realmente nos afasta de Jesus, mas é a atitude de não termos mais o nosso coração “ligado” ao coração de Jesus! Por mais “feios” que sejam os nossos pecados; é o nosso desejo de ser de Deus e de voltar à Ele que irá determinar o rumo da nossa vida! Uma coisa é pecarmos, outra coisa é não querermos mais seguir os passos de Jesus….
O meu pecado não diz quem eu sou! Mas é o meu coração que determina quem realmente eu sou, pois somente Deus é capaz de ver o nosso coração como ele é!
Aprendamos com isso que Jesus nos perdoa, e nos perdoa sempre! Mas, mais que termos esta consciência, é importante não esquecer que o nosso coração pode se afastar do coração de Jesus, e neste afastamento corremos o perigo de matarmos a Vida de Deus em nós! Se hoje você tomou consciência do seu pecado, do seu erro, mas também a consciência que você pertence a Deus,não tenha medo; volte para Deus…Não tenha medo de pedir perdão e recomeçar tudo de novo!Não se desespere, nunca! Não deixe que seu coração seja invadido pela angustia e pelo medo!
Deus espera eu e você, com o desejo do nosso coração de começar tudo de novo!!! Coragem…É possível recomeçar novamente!
Deus abençoe voce!
http://blog.cancaonova.com/livresdetodomal/o-meu-pecado-nao-diz-quem-eu-sou/

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Oração pelo meu marido

Para rezar com fé e serenidade

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Senhor, Tu que conheces os corações
e o que há no profundo de cada alma,
hoje quero orar pelo meu esposo,
o homem a quem amo,
o homem a quem escolhi graças a Ti
para que fosse meu companheiro
e meu melhor amigo,
aquele a quem preferi e escolhi
entre as páginas da minha vida.
Quero te pedir pelo coração do meu marido, Senhor:
olha para ele com ternura e cura suas feridas mais profundas,
cura sua memória de lembranças dolorosas,
dá-lhe sempre um sorriso renovado.
Enche seu coração de amor,
para que suas palavras e gestos transmitam
aos que estão ao seu redor a companhia
e a segurança de que tanto precisam.
Fortalece suas mãos para que
seu trabalho seja digno e bom;
guia seus pensamentos para que
seus passos sejam abençoados.
Não afastes tua mirada do meu esposo,
para que ele se sinta sempre amado por Ti.
Leva-o à fonte do teu amor quando ele se afastar.
Que nossos filhos descubram nele
um modelo de amor e doação;
que aprendam com ele o valor
do trabalho e da fidelidade;
que pelas suas palavras bebam
honestidade e responsabilidade.
E que eu, esposa, sempre descubra nele
o amor verdadeiro e eterno pelo qual sempre ansiei.
Dá-me, Senhor, capacidade de entendê-lo e amá-lo,
sem pretender mudar seu jeito de ser,
e sim valorizar quem ele é.
Ensina-me a caminhar ao seu lado.
Que eu o ame e o conduza,
com minhas orações e meu exemplo,
até nosso fim, que é o céu.
Que todos possam ver em nós
a força do teu amor.
Amém.

(Adaptado do original de Guillermo Sierra)

“Truque” para rezar (e viver) o terço mais intensamente

Acredite: você nunca mais vai rezar o terço de maneira monótona depois de ler isso
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Como católico, confesso que Maria é o meu ponto fraco. Sempre que preciso pedir reforços para alcançar graças do céu, Ela é sem dúvida minha mediadora favorita.
Mesmo sendo capaz de conceber perfeitamente em minha mente que Maria é um ser humano como seu, às vezes no meu coração sinto como se ela estivesse em uma categoria muitíssimo superior à minha, e é difícil imaginar como Ela poderia entender o que acontece no meu dia a dia.
O terço já me confortou enormemente em incontáveis momentos de intenso sofrimento, mas também já me deu a sensação de estar, às vezes, muito distante de Maria.
Graças a Deus, como sou um hipster católico em busca constante das esquisitices mais alucinantes da nossa fé, acabei encontrando uma oração meditativa alternativa que significou para mim um giro de 180 graus: o Terço Servita ou Terço das Sete Dores – era justamente aquilo de que eu precisava!
Este terço tem sua origem na Ordem dos Servitas e se centra nas Sete Dores da Santíssima Virgem Maria. A viagem na qual embarcamos à medida em que vamos passando as contas do terço pelos dedos tem uma capacidade incrível de nos aproximar profundamente da Santa Mãe de Deus, para que Ela nos acompanhe durante a vida diária.
1ª dor: Profecia de Simeão
Poucos dias após o nascimento do meu primeiro filho, minha esposa passou uma noite extremamente difícil, que acabou em uma visita urgente ao nosso médico. Uma vez lá, nos deram a notícia de que nosso filho seria internado no hospital para passar a noite em observação. Escutar estas palavras foi algo assustador.
A Bíblia não documenta nenhuma das batalhas de Jesus com as doenças da infância, mas sim registra como Simeão conta a Maria que seu bebê seria causa de queda e levantamento para muitos em Israel, e que sua própria alma, a de Maria, seria atravessada por uma espada de dor por causa dele. Maria com certeza conhece os temores dos pais e mães.
2ª dor: Fuga ao Egito
Você já viveu algum desses momentos nos quais está sozinho no frio, seja literal ou emocionalmente? Sabe esses momentos em que você sente que não é bem-vindo, inclusive entre seus amigos e familiares mais próximos, simplesmente porque seus passos o levam numa direção diferente? Maria passou pela mesma coisa: isolada e sem apoios, a não ser o consolo de Deus, do seu marido e do seu filho.
3ª dor: Jesus perdido no templo
Pense naquele frio na barriga, naquele medo vertiginoso que você sente quando perde seu filho de vista em um lugar público, mesmo que seja somente por alguns segundos, seguido desse vazio e dessa culpa que substituem inevitavelmente o pânico uma vez que você verifica onde seu filho está. Isso certamente foi apenas um instante, coisa de nada, mas o remorso dura muito: “Como eu pude ser tão descuidado(a)?”. Maria passou pela mesma situação, durante longos 3 dias, e num contexto muito mais grave.
4ª dor: Encontro de Jesus e Maria no caminho do calvário
Como profissional de saúde mental, já ofereci meu apoio a muitos pais na hora de enfrentar certas situações dos seus filhos: perceber que os filhos ainda não chegaram ao fundo do poço e não estão preparados para receber a ajuda necessária; ver que chegou a hora de deixá-los partir; permitir que tenham a liberdade de fracassar por completo, com a esperança de poder voltar a levantar-se renovados.
A confrontação nestes casos é muito difícil, porque é assustador, desgarrador sentir-se impotente frente aos problemas de um filho. Não há nada pior que isso. Maria sabe o que significa ser uma testemunha impotente da dor nos olhos do seu Filho. Assim, não existe companhia melhor que a sua quando chegam a nós momentos terríveis desse tipo.
5ª dor: Crucificação
Você já teve de suportar alguma vez a insuportável e indescritível dor de perder um filho ou uma filha, por morte, distanciamento ou perda? Não há nada que nos console humanamente. Mas Maria está aí, chorando ao seu lado.
6ª dor: Jesus é retirado da cruz
Esse dia chega para todos: o dia do sofrimento mais obscuro, quando você precisa enfrentar algo e carregá-lo sobre os ombros; algo tão pesado que você acha que não vai conseguir seguir em frente; um dia no qual não há nada além de uma dor lacerante e um futuro que parece vazio e sem sentido. Maria, após receber o frágil corpo ensanguentado do seu Filho, entende muito bem o que é isso.
7ª dor: Sepultura de Jesus
Todos nós conhecemos o final: “Vocês terão sofrimento no mundo, mas sejam corajosos: eu venci o mundo!”. Jesus ganha, é verdade. Mas mesmo assim acabamos nos esquecendo disso; mortes, dificuldades financeiras, abortos espontâneos, conflitos no casamento, problemas no trabalho… É difícil encontrar esperança em meio a tão árduos momentos, e a única vontade que temos é de nos render.
Maria certamente se sentiu assim também enquanto carregava o corpo do seu Filho. Não sabemos se nesse momento Ela sabia que a Páscoa da Ressurreição estava a ponto de chegar; mas o que Ela certamente sabia melhor que ninguém era o quão difícil pode ser para nossos corações enxergar algo além da Sexta-Feira Santa.
Conclusão
Certamente, Maria pode parecer estar tão acima de nós, que fica fora do nosso alcance. Mas se dedicarmos um momento a refletir sobre tudo o que Ela padeceu durante a vida, começaremos a ver com clareza que Nossa Senhora realmente entende tudo o que estamos vivendo e sofrendo.
O Terço Servita me ajudou a ver isso com clareza, e a confiar em que, se eu persistir, Ela virá com carinho, segurará minha mão e me guiará de volta para casa.
(Tommy Tighe é um hipster católico, esposo e pai de quatro filhos)

http://pt.aleteia.org/2016/02/01/truque-para-rezar-e-viver-o-terco-mais-intensamente/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-


As exigências do Pai-Nosso

Crer que Deus é nosso Pai tem consequências enormes para toda a nossa vida, e exige de nós algumas atitudes
Single mother and her son having a devotional outdoors. Praying for the city with instagramesque effect

Sabemos que esta é a “Oração perfeita”, pois saiu do coração de Jesus quando um dos discípulos pediu-lhe que os ensinassem a rezar (Lc 11,1). São sete pedidos perfeitos ao Pai. Saudamos a Deus como Pai – uma ousadia de amor – e lhe fazemos três pedidos para a Sua Glória e realização de Sua santa vontade, e mais quatro pedidos para nossas necessidades.
O Pai-Nosso é o resumo de todo o Evangelho, como disse Santo Agostinho, “Percorrei todas as orações que se encontram nas Escrituras, e eu não creio que possais encontrar nelas algo que não esteja incluído na Oração do Senhor”.
No Sermão da Montanha e no Pai-Nosso a Igreja ensina que o Espírito Santo dá forma nova aos nossos desejos, o que anima a nossa vida. De um lado Jesus nos ensina uma “vida nova”, por palavras, e por outro lado nos ensina a pedi-la ao Pai na oração, para a podermos viver.
É a oração dos filhos de Deus, que deve ser rezada com o coração, na intimidade com o Pai, para que se torne em nós “espírito e vida”. Isto é possível porque o Pai enviou aos nossos corações o Espírito do Seu Filho que clama em nós Abba, Pai. (Gal 4,6), e nos fez seus filhos adotivos em Jesus Cristo.
De pecadores que somos, mas perdoados em Cristo, podemos levantar os olhos para o Pai e dizer “Pai-Nosso”.
Crer que Deus é nosso Pai tem consequências enormes para toda a nossa vida, e exige de nós algumas atitudes:
1 – Conhecer a majestade e a grandeza de Deus. “Deus é grande demais para que o possamos conhecer”(Jó 36,26). Santa Joana D`Arc disse, “Deus deve ser o primeiro a ser servido”.
2 – Viver em ação de graças. Tudo o que somos e possuímos vem Dele. “Que é que possuis que não tenhas recebido?”(1Cor 4,7). “Como retribuirei ao Senhor todo o bem que Ele me fez?”(Sl 116,12).
3 – Confiar em Deus em qualquer circunstância, mesmo na adversidade. “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça e tudo o mais vos será dado por acréscimo”(Mt 6,33).
4 – Conversão continua e vida nova. Desejo e vontade de assemelhar-se a Ele, pois fomos criados a sua semelhança.
5 – Se comportar como filho e não como mercenário que age por interesse ou escravo que obedece por temor.
6 – Contemplar sem cessar a beleza do Pai e deixá-la impregnar a alma.
7 – Cultivar um coração de criança, humilde e confiante no Pai, pois é aos pequeninos que Ele se revela.
8 – Conversar com Deus como seu próprio Pai, familiarmente, com ternura e piedade.
9 – Ter a esperança de alcançar o que lhe pede na oração. Como Ele pode nos recusar alguma coisa se nos aceitou adotar como filhos.
10 – Conhecer a unidade e a verdadeira dignidade de todos os homens, todos criados a imagem e semelhança de Deus (Gen 1,27).
11 – Desapegar-se das coisas que nos desviam Dele. “Meu Senhor e meu Deus, tirai de mim tudo o que me afasta de vós. Meu Senhor e meu Deus, dai-me tudo que me aproxima de vós. Meu Senhor e meu Deus, desprendei-me de mim mesmo para doar-me inteiramente a vós.” (S. Nicolau de Flue).
O Pai nos ama tanto que não nos quer perder de forma alguma para os deuses falsos que querem lhe roubar a glória e o nosso coração. Por isso o Pai nos corrige com “correção paterna”(cf. Hb 12,4s). Nem sempre entendemos os seus mistérios, mas Ele sabe o que precisamos e conduz a nossa vida com amor.
Santa Catarina de Sena, doutora da Igreja disse, `Tudo procede do amor, tudo está ordenado a salvação do homem, Deus não faz nada que não seja para esta finalidade”.

sábado, 16 de abril de 2016

Quem?




Quem transpassou o coração de Santa Teresa D'Avila, quem converteu Santo Agostinho, quem encantou Santa Teresinha do Menino Jesus, o que extasiou São João da Cruz, quem inflamou São Francisco?

Quem é Aquele que fez o rico São Francisco se tornar pobre, a linda Santa Clara se enclausurar, São João da Cruz suportar a mais densa das noites escuras? Quem é que roubou o coração de Santa Teresinha do Menino Jesus, ainda quando criança? Quem fez com que Juan Sanches aos 14 anos de idade se entregasse ao martírio? E quem fez com que outro Juan, esse espanhol, aos 24 anos de idade, tivesse os órgãos genitais cortados, com um machado cortado o seu estômago e com gasolina atearam fogo, ainda vivo? Quem inspirou todos eles? Quem seduziu Maria Goreth, de forma que preferisse morrer do que se submeter a outro homem? Quem seduziu Santa Ágata de tal forma que não submeteu as riquezas do rei, e depois de ter os seios cortados e sofrido torturas sem fim, dizia 'Não – não poderá haver tortura, por mais cruel que seja, que me faça separar-me Dele.' Quem é Ele? 
.
Esse homem.. Eu encontrei também. Me deparei com esse ladrão de coração, Ele me fitou. E eu compreendi, o porque todos O amaram dessa forma. Porque Ele estava chagado. Ele amou primeiro.

Fonte: WhatsApp

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Sobre ir ou não a missa

Vejam que pergunta boa e resposta melhor ainda!

Fernanda - Joinville/SC

Fernanda Pergunta: Olá  Pe. sua benção! Estou com uma dúvida e penso que você poderá me ajudar. É preciso ir todo domingo ou final de semana à missa?
Eu não tenho conseguido ir e minha mãe fala que é errado, porém eu penso que não adianta eu ir todos os finais de semana se não estiver bem para receber o corpo de Jesus. Gostaria de uma resposta, pois isso tem me intrigado muito! Um abraço, que Deus o abençoe.

Pe. Cido Responde: Fernanda, se você entende que ir à missa todos os domingos é uma obrigação, não vá. Se você entende que ir à missa todos os domingos é bobagem, não vá. Se você entende que ir à missa todos o domingos é muito chato, não vá. Se você entende que ir à missa aos domingos é perda de tempo não vá. Se você entende que não ir à missa aos domingos não é pecado, não vá. 
Vá à missa todos os domingos, Fernanda, somente nas circunstâncias abaixo: quando você entender que ir à missa é uma resposta de amor a Deus por todo o amor que você recebe dele constantemente; 
quando você entender que é preciso alimentar a sua fé com a palavra de Deus e com o Pão da vida que é Jesus; quando você entender que você participa de uma grande família e que, quando você não vai seu lugar fica vazio na mesa; quando você entender que não basta ter fé, mas sim que é preciso viver a sua fé;
quando você entender que o domingo é dia de curtir a família, os amigos, a vida, mas também é dia de curtir o Deus maravilhoso que a ama de todo coração. Sabe, Fernanda, certamente você já deve ter experimentado aquela sensação de que a missa não muda. É tudo igual, tudo repetitivo, etc. Lembre-se, porém, que sua família não muda e você a ama; sua escola é a mesma, e você a frequenta; seus amigos são os mesmos e você não se enjoa deles. Você vai ouvir também, de muita gente, que ir à missa só vale quando a gente tem vontade. Eu também acho. Mas também acho, querida, que devemos educar a nossa vontade para querer coisas boas, que nos fazem crescer, que nos fazem felizes.

Fonte: WhatsApp

sábado, 9 de abril de 2016

Reflexões de um médico sobre o aborto e o direito de viver

A oficialização do aborto nada resolve. Ele não é causa, mas consequência.

Embrión humano de pocas semanas

Como sempre – mas, hoje, muito mais do que antes -, a consciência atual, despertada pela insensibilidade e pela indiferença do mundo tecnicista, começa, pouco a pouco, a se reencontrar com a mais primária e indeclinável de suas normas: o respeito pela vida humana. Até mesmo nos momentos mais graves, quando tudo parece perdido, dadas as condições mais excepcionais e precárias como nos conflitos internacionais, na hora em que o direito da força se instala, negando o próprio Direito, e quando tudo é paradoxal e estranho -, ainda assim o bem da vida é de tal grandeza que a intuição humana tenta protegê-lo contra a insânia coletiva, criando-se regras de conduta que impeçam a prática de crueldades inúteis e degradantes.
Quando a paz passa a ser apenas um momento entre dois tumultos, o homem – o Cristo da sociedade de hoje – tenta encontrar nos céus do amanhã uma aurora de salvação. A ciência, de forma desesperada, convoca os cientistas de todos os climas a se debruçarem sobre as mesas de seus laboratórios, na procura alucinada dos meios salvadores da vida. Nas mesas das conversações internacionais, mesmo entre intrigas e astúcias, os líderes do mundo inteiro procuram a fórmula mágica da concórdia, evitando, assim, o cataclismo universal.
Mesmo assim, e, mais ainda, na crista da violência que se instituiu em nosso país nesses últimos anos, levanta-se uma nova ordem: a da legalização do aborto, ou, eufemisticamente, a sua descriminalização. Tal fato nada mais revela senão a reverência ao abuso, o aplauso ao crime legalizado e a consagração à intolerância contra seres indefesos, cujo fim é a injustificável discriminação contra o concepto e as manobras sub-reptícias do controle da natalidade, como forma de preconceito do patriarcado industrial, do machismo científico e do colonialismo racial.
Quais as verdadeiras razões desse raciocínio tão implacável? Supõem os defensores do aborto que seria uma maneira radical de diminuir o número de abortamentos clandestinos e sua morbimortalidade. É argumento pouco consistente alguém simplesmente justificar um aborto porque a mulher não esperava uma gravidez ou porque admite uma remota probabilidade de malformação genética, quando venha se manifestar um possível gene autossômico recessivo.
O que assusta é imaginar que a gestante que não possa ou não tenha oportunidade de realizar exames pré-natais, e, portanto, direito ao aborto, não seja contemplada mais adiante com urna legislação que permita praticar impunemente o infanticídio.
Aceitar-se a legalização do aborto, projetando na realidade brasileira uma cifra aproximada de abortamentos criminosos praticados anualmente em torno de dois a três milhões -, ou pelo fato de ser essa prática contínua e progressiva, nos leva a graves e perversas contradições: Primeira, nada mais discutível que tais estatísticas sempre supra ou subestimadas ao sabor de cada paixão e, por isso mesmo, desconhecidas; depois, seria o caso, com todo respeito, de normatizar também o seqüestro, que é uma situação que se repete de maneira continuada e assustadora.
Após a legalização do aborto, será que surgiriam os defensores do infanticídio oficial do segundo ou do terceiro filho dos “indisciplinados sexuais”? Pelo menos, isso não seria nada original, pois já se utilizou de tais recursos, em época não muito distante, numa pretensa e cavilosa “política eugenista”. Admite-se, no Brasil, uma mortalidade materna em torno de. 4,5 por 100 mil nascimentos vivos, em abortos provocados, o que representa um fato lamentável e muito grave. No entanto, somente em João Pessoa morrem por dia cerca de doze crianças, entre 0 e 5 anos, por doenças tratáveis e evitáveis, agravadas pela fome.. E não se conhece nenhum movimento organizado que, pelo menos, manifeste, sobre isso, sua indignação.
Admitimos, ainda, que nos países que adotam o aborto livre, apenas uma pequena parcela dos médicos defensores e praticantes do abortamento seja consciente e honesta. A maioria, bem significativa, o faz por interesses meramente financeiros.
Ninguém se engane que o aborto oficial vai substituir o aborto criminoso. Ao contrário, vai aumentar. Ele continuará a ser feito por meio secreto e não controlado, pois a clandestinidade é cúmplice do anonimato e não exige explicações.
Podemos até admitir a discussão ampla do problema, convocando-se todos os segmentos organizados da sociedade para esse debate com vista a uma possível alteração dos códigos. Tudo bem. O que não se pode é instigar ou aplaudir, por razões ditas “humanitárias” e “ideológicas”, o simples desrespeito à lei e a pregação à desobediência civil. Uma coisa deve ficar bem clara: indiscutível é o direito inalienável de existir e de viver; outro, de limite discutível, é o direito de alguém dispor incondicionalmente da vida alheia.
Outra coisa: legalizado-se o aborto, estariam todos os obstetras disponíveis à prática abortiva? Acredito que não. Ninguém pode ser violentado na sua consciência. Ainda mais: os professores de obstetrícia estariam no dever de colocar no currículo de ensino de sua especialidade, não apenas os conhecimentos na assistência à gestante e ao feto, mas, também, conhecimentos de como matar com mais eficiência e destreza o embrião humano? E possível conciliar uma medicina que cura com uma medicina que mata? Onde levantaríamos o limite de dispor de uma existência? Ao que nos consta, a medicina sempre contou com o mais alto respeito humano pelo irrestrito senso de proteção à vida do homem e não como instrumento de destruição. Fora disso, é distorcer e aviltar a sua prática, a qual deve inclinar-se sempre ao bem do homem e da humanidade, prevenindo doenças, tratando dos enfermos e minorando os sofrimentos, sem restrições ou sem discriminações de qualquer natureza.
A oficialização do aborto nada resolve. Ele não é causa, mas conseqüência. Não é um fato isolado. Ë um fenômeno estritamente de ordem social, e como tal tem sua solução com propostas políticas bem articuladas, pois ele sempre teve na sua origem ou nas suas conseqüências uma motivação de caráter social. A primeira coisa que se deve fazer para se minimizar o aborto provocado é acudir os grupos desassistidos, por meio do esvaziamento dos vergonhosos bolsões de miséria, permitindo-lhes o acesso às suas necessidades primárias e imediatas: casa, comida, educação, saneamento básico e assistência médica. E necessário também fazer nascer a consciência sanitária na população, orientando-a para os movimentos organizados de saúde, na luta com os trabalhadores rurais e urbanos por melhores condições de vida e de saúde, além de uma política social justa e capaz de favorecer as suas necessidades mais elementares, no combate permanente à iniqüidade e à injustiça.

http://pt.aleteia.org/2016/04/07/reflexoes-de-um-medico-sobre-o-aborto-e-o-direito-de-viver/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Apr%2008,%202016%2008:00%20am

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Como os anjos compuseram o “Regina Coeli”:


Era o ano 590, em Roma. Já devastada por um transbordamento do Tibre, que havia alagado a cidade reduzindo-a à fome, irrompeu uma terrível peste.
Para aplacar a cólera divina, o Papa S. Gregório Magno ordenou uma litania septiforme.
Isto é, uma procissão geral do clero e da população romana, formada por sete cortejos que confluíram para a Basílica Vaticana.
Enquanto a grande multidão caminhava pela cidade, a pestilência chegou a um tal furor, que no breve espaço de uma hora oitenta pessoas caíram mortas ao chão.
Mas S. Gregório não cessou um instante de exortar o povo para que continuasse a rezar, e que diante do cortejo fosse levado o quadro da Virgem que chora, do Ara Coeli, pintado pelo evangelista S. Lucas.
Fato maravilhoso: à medida que a imagem avançava, a área se tornava mais sã e limpa à sua passagem, e os miasmas da peste se dissolviam.
Junto da ponte que une a cidade ao castelo, inesperadamente ouviu-se um coro que cantava, por cima da sagrada imagem: “Regina Coeli, laetare, Alleluia!”, ao qual S. Gregório respondeu: “Ora pro nobis Deum, Alleluia!”. Assim nasceu o Regina Coeli.
Após o canto, os anjos se colocaram em círculo em torno do quadro. São Gregório Magno, erguendo os olhos, viu sobre o alto do castelo um anjo exterminador que, após enxugar a espada, da qual escorria sangue, colocou-a na bainha, como sinal do cessamento do castigo.
Como recordação, o castelo ficou conhecido com o nome de Sant’Angelo. Em sua mais alta torre foi posta a célebre imagem de São Miguel, o anjo exterminador.

(Fonte: “Lepanto”, Roma, set/out 83)