sábado, 28 de fevereiro de 2015

O uso de calças pelas mulheres e a Moral Católica

Tirado do blog Flores da Modéstia

Não contamos nem um século completo da época em que as mulheres usavam cotidianamente vestidos e saias. Em algumas épocas elas eram rodadas e com muitos forros, em outras com espartilhos delineando a cintura, e com menos forros, mas essa vestimenta tem sido culturalmente usada por todas as mulheres, ou seja são roupas exclusivamente femininas. Com exceção óbvia dos escoceses que usavam kilts (kilts e não saias, se você disser a um escocês que ele usa saia, ou usa roupas de mulheres, provavelmente vai ficar muito raivoso contigo). Aqui também, no entanto, a roupa das moças escocesas era diferente da dos rapazes.


Imagem tirada da Página: Mulher Católica Combatendo o Bom Combate

Nossa Senhora em Fátima veio pedir a modéstia no vestir, visite o link saiba mais:
Nossa Senhora em Fátima veio pedir a modéstia no vestir.

Podemos perceber que as vestimentas para ambos os sexos dependem da cultura do local, entretanto devem ser diferentes. Por exemplo, todos os homens da face da terra não necessitam obrigatoriamente usar calças compridas, eles podem usar outras vestimentas se moram na Escócia por exemplo, ou ainda se eram Judeus e viveram na época de Cristo.

O Problema na Escócia não seria os homens usando “kilt”, e sim os homens usando a mesma roupa das mulheres. É essa igualdade nas vestimentas (roupas iguais para ambos os sexos) que é condenado na bíblia:

"A mulher não se vestirá de homem, nem o homem se vestirá de mulher: aquele que o fizer será abominável diante do Senhor seu Deus."
Deuteronômio XXII, 5

Outro exemplo de diferenças no vestuário, podemos ver na bíblia, onde usavam-se túnicas, as mulheres usavam algo semelhante a um vestido e com lenços cobrindo a cabeça. Já os homens usavam túnicas mais curtas e “cingiam o lombo”. Esse cingir os lombos é justamente uma parte diferente das vestimentas, que eram próprias de homens. O “cingir do lombo” significa o trabalho pesado que os homens faziam, pois, é considerado o mais forte, responsável pelos trabalhos pesados. Essa diferença vê-se perfeitamente na bíblia, onde ela deixa claro que isso é somente para os homens:

“Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-ei, e tu me ensinarás.” (Jó 38,3).

Também não preciso me alongar muito ao dizer que as roupas naquela época eram diferentes, pois é evidente que os apóstolos usavam roupas diferenciadas das mulheres, ou então nem estaria escrito na bíblia que é abominável a Deus mulher vestir roupas de homens e vice versa.

Existe também outro exemplo que difere da nossa cultura ocidental, que é o caso da Bulgária na época doPapa São Nicolau I, aproximadamente no ano 866 d.C. O Papa concedeu autorização às Búlgaras para usarem uma espécie de "calças", mas na realidade chamavam-se femorália. Vendo com uma análise mais atenta, percebemos que era uma calça extremamente folgada (que um olhar menos atento até fará pensar se tratar de uma saia) com uma túnica que ia abaixo dos joelhos. As mulheres usavam túnicas, os homens não. Portanto eram roupas diferentes. A túnica assemelhava-se a um vestido. Por isso o papa não viu problemas nas vestimentas deles. Existe também uma contextualização para esse episódio. O Papa aprovou as vestes porque era um povo pagão, recém-cristianizado, e estavam mantendo diálogo com ele. Nesse caso as vestes de fato é a última coisa a se exigir, e ainda assim quando lemos a carta do Papa, ele mesmo diz que “calças foram feitas para homens vestirem não para mulheres”.

Portanto chegamos à conclusão de que sim, as vestes mudam conforme a cultura, porém dois pontos devem ser observados independente qual seja a cultura:

a) Devem ser trajes diferentes para homens e mulheres;
b) Não devem ferir a modéstia em ambos os sexos.

Esses dois itens devem necessariamente estar presente em todas as culturas para que a lei de Deus (que é universal) não seja transgredida. São Tomás de Aquino diz o mesmo que as sagradas escrituras, que é em si pecaminoso para uma mulher vestir roupas de homens e vice versa. A não ser em caso de necessidade. Veja:

“O vestuário externo deve ser consistente com o estado da pessoa, segundo o costume geral. Por isso, é em si pecaminoso para uma mulher vestir roupas de homem, ou vice-versa, especialmente se isso for causa de prazer sensual, e é expressamente proibido pela Lei (Dt 22)… No entanto isso pode ser feito às vezes por conta de alguma necessidade, seja para se esconder dos inimigos, ou por falta de outras roupas, ou por algum outro motivo.” [1]

(Summa Theologiae II, II, questão 169, artigo 2, a resposta à objeção 3).

Um caso extraordinário é o de Santa Joana Dark por exemplo, onde para cumprir uma obrigação dada a Deus por ela, necessitou usar trajes adequados somente ao sexo masculino, e não cometeu pecado algum por isso. Entretanto essa regra não se aplica a gostos pessoais, mas sim a necessidades especiais e razões justas para o ato. É assim que não se torna pecado o uso de roupas de homens pelas mulheres e vice versa.

O Caso das calças compridas

Vemos através da cultura da nossa civilização ocidental que por séculos as mulheres tem usado cotidianamente vestidos e saias. E estas sim são roupas exclusivamente femininas. Entretanto, a partir do ano 1920 aproximadamente vem ocorrendo uma tendência à masculinização da mulher. Já começou com Coco Chanel (1883 - 1971), uma mulher escandalosa de sua época, que era considerada "a frente de seu tempo". Usava roupas masculinas e sem se importar com isso. Entretanto isso era uma vergonha para a sociedade, que ainda prezava pelos bons costumes e a moral. Questione caro leitor, uma Senhora com mais de 80 anos, o que significava usar uma calça antigamente. Aí iniciou um processo de masculinizar a mulher, com o pretexto de "direitos iguais".

Vários acessórios e peças de roupas foram começando e ser importadas do guarda roupa masculino para o feminino, como blazers, jaquetas, coletes, e até camisetas. Porém o marco principal e a quebra de todos os limites se deu com as Calças compridas, que são peças exclusivamente masculinas.

Temos que lembrar que o uso de calças pelas mulheres foi também muito influenciado por atrizes de cinema americano, como Andrey Hepburn (1929 - 1993), Brigitte Bardot (N. 1934), dentre outras promíscuas. E o público ávido por novidades começaram a se inspirar nestes exemplos mundanos para se vestirem, foi assim que as calças ditas "femininas" foram ficando cada vez mais indecentes e mais colantes, basta visitar alguns links que correm na internet para se dar conta disso.

Temos que perceber que nenhum papa, nenhum cardeal, nenhum santo, nenhum sacerdote condenou o uso de camisas, nem coletes e camisetas por três simples razões: 1 - Se usadas com saias não deixam a mulher masculina; 2 - Não ferem a modéstia. 3 - Não mudam a disposição interior nem a psicologia feminina. Esses pontos principais são importantes para diferenciar da condenação ao uso de calças pelas mulheres que fere estes três itens e portanto não há como compará-los. Uma explicação melhor sobre esse assunto você encontra no site da Maria Rosa Mulher.

Em contrapartida, nesta mesma época, a Igreja já condenava tais atos de rebeldia. Podemos começar mostrando a condenação do uso de calças feitas pelo Cardeal Siri nesta notificação para mulheres que vestem roupas de homens. Cardeal Siri viveu na mesma época destas atrizes mundanas, e portanto acompanhou muito bem esta mudança no comportamento das mulheres que se iniciava, acompanhou o uso de calças por elas, a imodéstia, a masculinização e achou necessário lançar uma carta direcionada à sociedade e principalmente aos sacerdotes, condenando tais vestimentas. Você pode ler no link citado. Basicamente podemos dividir em três principais pontos tratado pelo referido sacerdote:

1 - A Imodéstia;
2 - A Masculinização da Mulher;
3 - A Mudança da Psicologia Feminina (que o cardeal considera o mais grave).

A Imodéstia se dá pelo fato das calças apertarem e se ajustarem ao corpo da mulher, foi o que o Cardeal disse. A masculinização da mulher se dá pelo uso de roupas que são adequadas apenas ao sexo masculino. Calças não são adequadas ao sexo feminino, as masculinizam, tornam-se inconvenientes.

E o ponto mais grave é o que vamos citar com mais ênfase: A Mudança na psicologia feminina.

“Desde que o ser humano existe, a roupa que uma pessoa usa modifica seus gestos, atitudes e o comportamento, a tal ponto que só pelo fato de se usar uma determinada roupa, o vestir chega a impor um estado de ânimo especial em seu interior”.

(Cardeal Siri).

Quando a mulher começa a utilizar roupas inadequadas, sua maneira de pensar vai mudando, sua maneira de se comportar e de agir, e isso é o mais grave, pois segundo o referido Cardeal, isso ocorre a longo prazo. Só o fato de ocorrer a longo prazo derruba qualquer argumentos errôneos que alguns pretendem se basear ao dizer que o referido cardeal "falou apenas para sua época". Não é o que vemos na notificação, onde ele mesmo diz que esta mudança não se veria em curto prazo, mas em longo.

Mostremos então, com um exemplo prático, apenas um dos problemas inconvenientes de uma mulher usar calças (segundo o Cardeal): Quando vestimos a peça, não nos preocupamos tanto com a maneira de sentar, de abaixar, de fazer determinados movimentos. Já quando usamos saias temos toda aquela graciosidade feminina, de cuidar para manter as pernas fechadas, ser delicada, tomar cuidado com certas atitudes e até ambientes inapropriados para uma dama. Isso pode ser visto facilmente na prática, basta visitar alguns falsos apostolados de modéstia, onde elas postam várias fotos de mulheres usando calças, onde estão com pernas abertas, pernas levantadas para o alto, sem modos. Essa masculinização da mulher e mudança no comportamento foi algo muito preocupante para o referido cardeal, que fez quase que uma profecia ao dizer isso:

"A mudança da psicologia feminina gera um dano crucial e, ao longo dos anos, torna-se irreparável à família, à fidelidade conjugal, às afeições e à sociedade humana". (Cardeal Siri).

"Quando vemos uma mulher de calça, nós deveríamos pensar não tanto nela, mas em toda a humanidade, de como será quando todas as mulheres se masculinizem. Ninguém ganhará ao tratar de levar a cabo uma futura época imprecisão, ambiguidade, imperfeição e, em uma palavra, monstruosidades".
(Cardeal Siri).

Pergunta: Se eu me enfeitar usando calças e colocar uma blusa comprida então tá tudo bem? Não estou ferindo a modéstia?

Veja, o fato de colocar uma blusa comprida, ameniza a imodéstia da vestimenta e pode não ferir (em alguns casos) o item número 1 citado acima. Mas fere os dois últimos. A Igreja não afirma que "devemos usar roupas iguais aos homens somente com cores diferentes" ou ainda "usar roupas de homens mas devemos nos enfeitar". Estas coisas não existem em nenhum livro sobre moral. O que é moral da Igreja a respeito desse assunto é que as roupas para ambos os sexos devem ser visivelmente distintas, e que se uma mulher usar uma roupa de homem (mesmo com blusa comprida) irá mudar essa psicologia feminina e o modo de agir e de pensar, trazendo consequências para a sociedade e para ela mesma. Portanto esse tipo de pensamento é muito primitivo, é de alguém que precisa estudar muito o assunto ainda para compreender bem. A bíblia diz o mesmo a respeito das vestes e do nosso pensamento:

“A Veste do corpo, o riso dos dentes e o andar do homem, dão a conhecer o que ele é”. Eclesiástico XIX, 27

"Dão a conhecer o que ele é" as sagradas escrituras automaticamente querem dizer que essa disposição interior depende de como nos vestimos também. É exatamente o que disse o Cardeal Siri a respeito do uso de calças pelas mulheres. Volte alguns parágrafos e leia novamente.

Além de todos estes problemas citados, a calça é imodesta e inconveniente, como vocês podem analisar nesse artigo citado e ilustrado com uma calça dita "folgada". Uma análise mais atenta da vestimenta podemos ver que ela delineia exatamente as regiões genitais das mulheres, coxas e glúteos que são partes atraentes para os homens. Toda calça delineia, se não delineasse não seria calças.

Podemos ver também um Santo que muito condenou o uso de calças pelas mulheres, que foi São Pe. Pio de Pietrelcina, na porta de sua Igreja foi colocado um cartaz:

“A Igreja é a casa de Deus. É proibido para os homens entrar com os braços nus ou usando shorts. É proibido para as mulheres entrarem usando calças, sem um véu sobre sua cabeça, com roupas curtas, decotes baixos, roupas sem mangas ou vestidos imodestos”. E ainda para moças que iam se confessar:

“Por desejo explícito do Padre Pio, a mulher deve entrar no confessionário vestindo saias PELO MENOS 20 centímetros abaixo do joelho. É proibido emprestar um vestido longo na igreja para usá-los para a confissão.”[2]

Portanto podemos ver que sim, a Igreja condena o uso de roupas masculinas sendo usadas pelas mulheres e pela história vemos que a calça é uma roupa masculina, que foi condenada por São Pe. Pio, pelo Cardeal Siri a vários outros sacerdotes da época. O costume não torna uma roupa imodesta em modesta, e o costume não torna algo errado no passado como correto no presente, portanto, é errado afirmar que a Igreja não se pronunciou a respeito, e é faltar com a verdade dizer que não existem escritos sobre o tema nos orientando.

Outro ponto extremamente importante sobre o uso de calças pelas mulheres é o apostolado do Padre Bernard Kunkel, fundador da Marylike Crusade – Cruzada Mariana em prol da castidade e modéstia por meio de imitação da Santíssima Virgem. Cremos ser esta concessão da mais inteira confiança, visto que o Venerável Papa Pio XII deu a benção papal ao apostolado do Pe. Kunkel em duas diferentes ocasiões e seus estatutos foram aprovados pela autoridade eclesiástica vaticana –incluindo uma concessão sobre regras nas vestimentas. [3]

Durante muitos anos até à sua morte, em 1969, o Padre Kunkel da diocese de Belleville, Illinois, E.U.A., foi Director da Cruzada cujo Presidente era o seu bispo. As seguidoras da Cruzada comprometiam-se a observar as seguintes normas:

"Em resposta à súplica de Nossa Senhora de Fátima pela absoluta modéstia no vestir e para ajudar a evitar os inúmeros pecados causados pela imodéstia do vestuário, especialmente no Verão, esforçar-me-ei com a maior seriedade por:

1. Abster-me inteiramente de usar calções de qualquer tipo, tanto em público como em casa.

2. Recusar-me a usar outros tipos de traje que mal cobrem o corpo, como vestidos de praia ou aquele tipo de trajes que deixam a descoberto os ombros, o peito, as costas, a cintura ou o umbigo; evitar também roupas claras ou transparentes, e vestidos e camisolas justos; não usar calças; quanto às saias, usar somente as que cheguem bastante abaixo dos joelhos, para salvaguardar a modéstia em qualquer posição e nos movimentos normais.

3. Ter um particular cuidado em me vestir modesta e respeitosamente para ir à igreja e para todas as cerimônias e/ou locais sagrados, incluindo Santuários e o adro da igreja – e encorajar as outras a vestirem-se sempre com uma modéstia mariana sem medo de não serem "populares", e para seguir os desígnios de Nossa Senhora, a Virgem Imaculada, em vez de obedecer à ditadura pagã da moda". [3]

Infelizmente, o que conta na história é que nenhum sacerdote quis continuar o apostolado do Pe. Kunkel depois de sua morte, o que resultou em esquecimento, e apenas um livro (difícil de encontrar) chamado"Marylike ... of the Purity Crusade of Mary Immaculate". Pode-se perceber quatro principais detalhes neste livro e escritos do referido sacerdote:

1 - Receberam a bênção Papal;
2 - Aprovou-se as regras nas vestimentas (visite o link para vê-las);
3 - O Papa aprovou os estatutos;
4 - Estão erradas todas as pessoas que nos condenam por seguir regras, ora se o Papa aprovou os estatutos então ponto final, chegamos ao fim da discussão. A Igreja tem uma moral a seguir, e as regras ditadas pelos bons sacerdotes nada mais são que a uma aplicação prática dos princípios morais.

Por conta de todos os itens citados, com base em vários sacerdotes doutos em teologia moral, nosso blog aconselha o uso de Saias e Vestidos modestos pelas mulheres, e condena o uso de todo tipo de roupa que fere a modéstia, bem como: calças, shorts, bermudas, saias curtas, maiôs, biquinis e toda espécie de roupas colantes e imodestas. Se você quiser ler alguns pronunciamentos de sacerdotes a respeito do mesmo assunto, aconselhamos clicar na aba "Textos de sacerdotes sobre modéstia" ao lado direito do blog.

Esse artigo é uma pequena parte sobre o uso de calças pelas mulheres, aconselhamos visitar os links citados acima para maiores esclarecimentos, bem como a aba: "O Uso de calças pelas mulheres" que se encontra listado também ao lado direito da tela. Qualquer dúvida nos envie uma mensagem!


Salve Maria Puríssima


Fontes:
[1] Summa Theologiae II, II, questão 169, artigo 2, a resposta à objeção 3
[2] Do Blog: Maria Rosa Mulher.
[3] Fátima [ http://www.fatima.org/port/essentials/requests/pt_modesty_in_dress.pdf ]

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Por que ir à igreja se eu posso rezar em casa?

A igreja, por mais simples que seja, exala Cristo
É muito comum os católicos “praticantes”, ao convidarem alguém para ir à igreja, ouvirem coisas como: “Por que ir à igreja se posso rezar em casa?” ou “Rezo em casa mesmo! Não preciso ir à igreja”.
Por-que-ir-Е-Igreja-se-eu-posso-rezar-em-casa
A verdade é que precisamos, sim, ir à igreja. Tudo bem que podemos e devemos rezar em casa. Aliás, devemos rezar em todos os momentos. O próprio São Paulo nos diz:“ “Orai sem cessar, porque essa é a vontade de Deus a vosso respeito”” (cf. I Ts 5,17-18). Porém, a igreja é um lugar especial, é a Casa de Deus. É ali que Ele habita. Ali, a cada Santa Missa, Jesus renova Seu Santo Sacrifício e se faz Corpo e Sangue para nos dar a vida. Ali, Jesus fica no Sacrário esperando a nossa visita.
Moisés, quando viu a sarça que ardia, recebeu a seguinte ordem: “Não te aproximes daqui. Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa” (Ex 3,5).
A morada de Deus é um lugar santo, é um lugar diferente, separado. O ato de sair de casa para ir ao encontro do Senhor é semelhante ao que fez Moisés quando tirou as sandálias para entrar no território santo. Quando visitamos a Casa de Deus, saímos do nosso orgulho, e por que não dizer do nosso comodismo espiritual para encontrar o Deus que nos acolhe?
Antigamente, não nos era permitido ver o que acontecia nos altares. Até hoje a Igreja Católica Ortodoxa é assim. O altar fica por trás de um grande ícone e os fiéis apenas participam aguardando, contemplando o que acontece, numa mistura de expectativa e zelo, tamanho é o zelo e o respeito pelo Santo Mistério da Eucaristia e, consequentemente, do tempo de Deus.
Hoje, para nós católicos, é permitido não apenas ver, mas contemplar e participar do Santo Sacrifício. E por causa do Sacrifício de Cristo podemos adorá-lo na Eucaristia. Estando na casa de Deus, podemos experimentar a graça de, através do visível, tocar no invisível. Quando você entra na igreja, imediatamente acontece o encontro de dois corações: o seu, do jeito que está, com o de Jesus, do jeito que é. Ainda que você não sinta nada, só o ar que você respira é diferente. O solo é santo. A igreja, por mais simples que seja, exala Cristo. As graças acontecem quando você tem consciência disso. E não precisa de sentimentos. Se tomarmos consciência disso, nós podemos dizer como o Salmista:
“Que alegria quando me disseram: Vamos subir à casa do Senhor” (Sl 121,1).
Por isso devemos ir à igreja sempre, com alegria e respeito. Para aprendermos o que é um templo, devemos frequentá-lo sempre, pois São Paulo também nos ensina: “Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” (I Cor 3,16).
Sim, somos, de fato, Templo de Deus. O Espírito Santo habita em nós. Mas para saber como “ser” templo do Senhor temos de aprender com o Templo Igreja. Como disse antes: por meio do visível, tocamos o invisível. Só frequentando, com zelo e respeito, o templo que vemos, aprenderemos e tomaremos consciência do templo que nós somos.
Proponho a você, que há muito tempo não entra numa igreja, fazer, ainda que por alguns minutos, uma visita à capela, sabendo que lá habita Deus. Sente-se, respire e perceba que ali algo maior o envolve. Esse algo maior é Deus, que se faz presente com Sua santidade. Não peça nem fale nada. Experimente a graça de estar na Casa do Pai. Eu lhe garanto que, depois disso, você voltará muitas e muitas vezes!
Léo Rabelo
Fundador, vocalista e líder da Banda Dominus
http://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/vida-de-oracao/por-que-ir-a-igreja-se-eu-posso-rezar-em-casa/

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Escute

Escute com interesse e com atenção; escute com amor sem interromper e sem pressa. Deixe que o outro diga tudo o que tem pra falar; só depois ele terá condições para ouvir sua mensagem. Uma esponja saturada de água não pode absorver mais líquido algum. Escutar com calma, com naturalidade, sem demonstrar espanto nem admiração. Deixe o outro esvaziar-se; só então ele poderá assimilar as ideias que você vai transmitir. 
Frei Anselmo Fracasso, OFM

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Orando na Quaresma

Deus de minha vida, Tu me chamas para fora do meu cotidiano e me colocas para dentro do teu amor. Tu queres que tudo em mim venha a florescer. Eu me entrego a ti e confio na tua graça neste tempo todo especial para mim. Assim seja.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O que dizem os santos sobre o carnaval

Santa Faustina Kowalska diz: “Nestes dois últimos dias de carnaval, conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos nestes dias. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista” (Diário, 926).

Santa Margarida Maria Alacoque escreve:“Numa outra vez, no tempo de carnaval, apresentou-me, após a santa comunhão, sob a forma de Ecce Homo, carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos. O Sangue adorável corria de toda parte, dizendo com voz dolorosamente triste: Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo, agora?” (Escritos Espirituais).

http://www.aascj.org.br/home/2011/03/07/o-que-dizem-os-santos-sobre-o-carnaval/


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A impressionante história de Nossa Senhora de Lourdes

No dia 11 de fevereiro de 1858, a Santíssima Virgem Maria aparecia à humilde Bernadete Soubirous, para pedir à Igreja oração e penitência pela conversão dos pecadores. As mensagens de Nossa Senhora, saídas da gruta de Massabielle, nos arredores da cidade francesa de Lourdes, até hoje ecoam no coração dos fiéis que, maravilhados com o amor da Mãe que veio ao encontro de Santa Isabel e vem, agora, ao encontro de seu povo, peregrinam à França buscando alívio para o corpo e para a alma.

Nossa Senhora de Lourdes

A Virgem Maria se apresentou como a Imaculada Conceição, confirmando assim o dogma decretado anos antes.
Nossa Senhora de LourdesFoi no ano de 1858 que a Virgem Santíssima apareceu, nas cercanias de Lourdes, França, na gruta Massabielle, a uma jovem chamada Santa Marie-Bernard Soubirous ou Santa Bernadete. Essa santa deixou por escrito um testemunho que entrou para o ofício das leituras do dia de hoje.
“Certo dia, fui com duas meninas às margens do Rio Gave buscar lenha. Ouvi um barulho, voltei-me para o prado, mas não vi movimento nas árvores. Levantei a cabeça e olhei para a gruta. Vi, então, uma senhora vestida de branco; tinha um vestido alvo com uma faixa azul celeste na cintura e uma rosa de ouro em cada pé, da cor do rosário que trazia com ela. Somente na terceira vez, a Senhora me falou e perguntou-me se eu queria voltar ali durante quinze dias. Durante quinze dias lá voltei e a Senhora apareceu-me todos os dias, com exceção de uma segunda e uma sexta-feira. Repetiu-me, vária vezes, que dissesse aos sacerdotes para construir, ali, uma capela. Ela mandava que fosse à fonte para lavar-me e que rezasse pela conversão dos pecadores. Muitas e muitas vezes perguntei-lhe quem era, mas ela apenas sorria com bondade. Finalmente, com braços e olhos erguidos para o céu, disse-me que era a Imaculada Conceição”.
Maria, a intercessora, modelo da Igreja, imaculada, concebida sem pecado, e, em virtude dos méritos de Cristo Jesus, Nossa Senhora, nessa aparição, pediu o essencial para a nossa felicidade: a conversão para os pecadores. Ela pediu que rezássemos pela conversão deles com oração, conversão, penitência.
Isso aconteceu após 4 anos da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição. Deus quis e Sua Providência Santíssima também demonstrou, dessa forma, a infalibilidade da Igreja. Que chancela do céu essa aparição da Virgem Maria em Lourdes. E os sinais, os milagres que aconteceram e continuam a acontecer naquele local.
Lá, onde as multidões afluem, o clero e vários Papas lá estiveram. Agora, temos a graça de ter o Papa Francisco para nos alertar sobre este chamado.
Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!
http://santo.cancaonova.com/santo/nossa-senhora-de-lourdes/

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Como Maria pode ouvir nossas orações?

Será que a Virgem Maria e os santos são como Deus, por isto ouvem nossas orações?
Algumas pessoas se perguntam como a Virgem Maria, e também os santos, podem ouvir as nossas orações e a de tantas pessoas, ao mesmo tempo, no mundo todo, e atender a todos simultaneamente. Será que ela é como Deus, onipotente ou onisciente?
Não. Nada disso! Nossa Senhora não tem esses atributos divinos, mas ela e os santos estão em comunhão com Deus; então, participam desses dons divinos, mesmo sem tê-los naturalmente. Participam deles pela graça. Como assim? É por meio de Jesus, com quem estão em comunhão plena, que eles ficam sabendo de nossos pedidos, pois para o Senhor nada é impossível.
Outra coisa importante é saber que, na eternidade, não há mais o tempo como na vida terrena. Na eternidade, ele não existe. É por isso que o teólogo Karl Ranner disse: “Deus é um instante que não passa”. Para Ele não há passado, presente nem futuro como para nós; para Ele tudo é só presente. O tempo faz existir o passado e o futuro, mas quando ele não existe, há só presente.
Como-Maria-pode-ouvir-todas-as-orações
Isso significa que, em Deus, Nossa Senhora e os santos não precisam de tempo para atender muitas pessoas que lhes pedem ajuda. Na Terra, se você quiser atender, por exemplo, dez pessoas, com dez minutos para cada uma, vai precisar de cem minutos, mas, na eternidade, isso não é necessário, porque não existe o tempo. Todos são atendidos no mesmo instante, algo que equivale a gastar, na Terra, os cem minutos.
Mesmo na Terra o tempo é relativo. Albert Einstein, Prêmio Nobel de Física, mostrou, com a “Teoria da Relatividade”, que o tempo de duração de um fenômeno e também o espaço que ele ocupa dependem da velocidade do objeto observado. Por exemplo: uma régua de 20 cm, parada, se for medida com uma velocidade próxima a da luz (0,99 da velocidade da luz) terá seu tamanho apenas de 18,9 cm, ou seja, ocupará menos espaço. Einstein mostrou também, no “paradoxo dos gêmeos”, que se dois irmão gêmeos partirem para uma viagem ao redor da Terra, um com velocidade normal, e outro com velocidade próxima a da luz (0.99 c), quando ambos voltarem, o gêmeo que viajou com velocidade próxima a da luz, chegará com menos idade que seu irmão; isto é, mais novo.

Ora, se o tempo é algo relativo, já nesta vida, na outra será completamente diferente da nossa realidade. Isso explica um pouco como os santos e a Virgem Maria podem atender os pedidos de todos, sem a dificuldade do tempo e do espaço, e sem precisar ter os atributos de Deus. Quem lá chegar verá.

http://formacao.cancaonova.com/nossa-senhora/dogma/como-maria-pode-ouvir-nossas-oracoes/

A importância da oração do rosário em família

É fundamental que a família cristã reze o rosário todos os dias
Segundo uma tradição, São Domingos de Gusmão, espanhol, recebeu de Nossa Senhora a devoção do santo rosário, que ele rezava continuamente em suas caminhadas pela conversão dos hereges cátaros que agitavam a vida da Igreja na França.
Em suas aparições, em Fátima e Lourdes, Nossa Senhora pediu insistentemente aos videntes para que rezassem o terço sempre. Ela disse aos pastorinhos, em Fátima, que “não há problema de ordem pessoal, familiar, nacional e internacional, que o santo terço não possa ajudar a resolver”. Por isso, o terço e o rosário tornaram-se orações amadas pelo povo de Deus. O Papa João Paulo II disse que essa era “a sua oração predileta”; sempre o víamos rezando-a.
O Rosário em família,uma arma para combater as crises - 940x500
Bento XVI o recomendou fortemente. Disse: “O rosário é oração bíblica, toda tecida da Escritura Sagrada. É a oração do coração, em que a repetição da Ave-Maria orienta o pensamento e o afeto para com Cristo, tornando-se súplica confiante na nossa Mãe”.
“O terço, quando rezado de modo autêntico, não mecânico ou superficial, mas profundo, traz paz e reconciliação. Contém em si a potência curadora do nome santíssimo de Jesus, invocado com fé e com amor no centro de cada Ave-Maria” (5 de maio de 2008 -ZENIT.org).
Na sua Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, de 2005, São João Paulo II disse: “Uma oração tão fácil e, ao mesmo tempo, tão rica merece verdadeiramente ser descoberta de novo pela comunidade cristã”.
Muitos Papas recomendaram o rosário: Leão XIII, em 1883, na Encíclica Supremi apostolatus officio, apresentou-o como “um instrumento espiritual eficaz contra os males da sociedade”. São Pio V, em 1571, estabeleceu a invocação a Nossa Senhora do Rosário, como agradecimento à Virgem pela vitória da cristandade, na batalha de Lepanto, contra os turcos otomanos muçulmanos que pretendiam destruir o Cristianismo na Europa.
Além dos inúmeros Papas, também muitos santos se destacaram pelo amor ao rosário: São Luís Maria Grignion de Montfort, Santo Afonso de Ligório, São Pio de Pietrelcina e muitos outros. Essa devoção tem como base o fato de que, do alto da cruz, Jesus Cristo, num ato de amor, nos deu Maria como Mãe (cf. Jo 19,26). Se Jesus no-la deu como Mãe, é porque precisamos dela para nossa vida e salvação. Então, cada cristão e cada família cristã precisa da proteção materna de Nossa Senhora para enfrentar a luta da vida, as tentações, provações etc. A Igreja sempre ensinou que “família que reza unida permanece unida”, sobretudo quando reza o terço.
Na oração do santo rosário, a Virgem Maria nos ensina e nos anima na vida de Cristo, partilhando conosco aquelas coisas que “ela guardava no seu coração” (cf. Lc 2,52). “É uma oração contemplativa, não pode ser apenas uma repetição mecânica de fórmulas”, disse o Papa Paulo VI na Exortação Apostólica Marialis cultus.
Lembro-me, com saudade, de que minha mãe, todos os dias, reunia seus nove filhos, às 18h em ponto, para rezar o terço. Era algo que não falhava. Hoje, vejo todos os meus irmãos na Igreja, todos casados, nenhum separado. Não me lembro de um dia de desespero em nosso lar, embora tivéssemos todos os problemas que toda família tem. O santo terço diário foi sempre a nossa força, o nosso consolo. Nunca o deixei de rezar, mesmo nos meus tempos de cadete do Exército, durante três anos na Academia Militar.
Sobretudo hoje, em que se multiplicam os problemas e os pecados, a ofensa a Deus, e os filhos estão muito mais sujeitos aos maus exemplos, é fundamental que a família cristã reze, todos os dias, o santo terço para se colocar debaixo da poderosa intercessão de Nossa Senhora. Então, terão paz, mesmo neste mundo tão conturbado.
http://formacao.cancaonova.com/nossa-senhora/devocao-nossa-senhora/a-importancia-da-oracao-do-rosario-em-familia/

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Maria Virgem Imaculada Mãe de Deus

Quem é essa mulher que aparece como a aurora, bonita como a lua, resplandescente como o sol? É um raio de luz que se aproxima docemente de um coração que se abre. A mão de Maria Santíssima vai semeando no corações abertos para ver nascer frutos luminosos, dignos do esplendor do céu.

Oh caminhantes que, como eu, ouviram a chamada desta Mãe tão carinhosa, deixem Maria orientar vossos pequenos corações para que possam arder cada vez mais de amor infinito.

Maria Santíssima, com Sua simples presença, emana uma Luz suave e cálida que faz com que os corações que se elevam para o amor infinito, se encham de serenidade e paz. Como o sol anuncia a manhã e ilumina o dia, peçamos à Maria que ilumine nossos caminhos e faça com que nossos corações, batendo junto ao Seu Coração, possa entender Seu amor Maternal.


Maria Santíssima é a Mãe que chama
Chama porque é Mãe, Mãe de Jesus e nossa Mãe e ama Jesus entregando a Ele as nossas almas e nos ama doando Jesus a nós. Ansias e delicadezas, alegrias e martírios florescem nela através do mesmo caule: um amor que não tem limites e que oferece o coração, repouso e luz nos momentos tristes, e rifúgio nas ocasioes de perigo.


Escutemos...
Uma vez mais Maria nos transmite a Boa Nova, Ela nos conta toda Sua dor, nos diz de Seu imenso amor. E nos dá um bom conselho: "Façam tudo que Jesus lhes pede." E Jesus nos pede de seguir Seu exemplo: "Amar a Deus, Nosso Pai, e os homens que são nossos irmãos".


Vem!
Não se deve resistir á Nossa Senhora porque é o mais sincero, o mais Santo, o mais eficaz de todos os convites feitos a nós. É da muito tempo que Ela nos chama: a Sua voz é rouca de tanto cansaço, parece interrompida do choro...
"Venham! Existem muitas coisas que somente eu posso dizer, existem muitos tesouros que somente eu posso dar. Venham! Eu vos chamo á vossas casas: a casa da mãe é a casa dos meus filhos, a casa de Jeus é a minha casa, é a vossa casa.
Porque receiais? Venham, descansai-vos no coração da Vossa Mãe".


Maria, querida Mãezinha, pega minha mão
Ó Minha doce Mãe, quero ouvir-te.
Minha alma necessita tanto de uma Mãezinha.
Ouço Tua voz suave, cheia do Espírito Santo.
Estou tão cansada da Terra,
Que só me tem dado tribulações e infelicidade.
Fala-me de Jesus, conta-me Seus segredos da Misericórdia.
Leva-me a Ele, amara-me a Ele
E ensina-me a fazer toda Sua vontade.

Ininterruptamente, poderás compreender os fundamentos sobre os quais se baseiam a devoção pela Virgem Maria, nossa querida Mãezinha Celestial, Sua vida, Suas dores, Seu grande coração de Mãezinha. E segundo os comentários dos santos, entre eles São Bernardo, Santo Afonso, Santo Agustinho, São Tomás e Santa Tereza, serás guiado por um caminho fascinante ao descobrimento das verdades mais sublimes. Encontrarás ainda várias formas de devoções para poder chegar aos encantos do céu.

Goza, goza, alma minha, e alegra-te com Maria, porque prepara maravilhas para aqueles que A louvam. (Santo Boa Ventura)


http://digilander.libero.it/monast/maria/porto/index.htm

A Madona Negra em Oropa

"Maria, com os nossos tempos de hoje temos necessidade da tua maternidade.
João Paulo II - Oropa, 16 VII 1989

Na estupenda concha de Oropa, a uma altura de 1200 metros, se encontra o majestoso Santuário de Oropa dedicado à Virgem Maria, Mãe de Jesus – Nossa Senhora de Oropa. Um culto mariano que se perde na noite dos tempos.

Para non desaparecer, vieram a Oropa no século III-II a.C. os "Celtas-Liguri", estimulados pelas legiões romanas. Neste lugar encontraram fontes, torrentes, grandes rochas adequadas ao culto religioso das "Matres", divindades feminina que protegiam campos, famílias, etc. Oropa, de fato, com a sua concha é um clássico cerco de pedras célticas, onde a "barma", isto é, a caverna formada por rochas transportadas pelos gelos constitui um "menhir" natural.

E nesta gruta formada por rochas "erratici" (grandes rochas que vêem transportadas em fundo ao vale por uma geleira) e sagradas às matronas céticas, no século IV d.C. S. Eusébio intruduz o culto de Maria, trazendo uma estátua de madeira da Madona negra com o menino no braço. A tradição quer que o Santo tenha trazido com si a Oropa, uma estátua de madeira da Virgem, encontrada em Jerusalém e esculpida por S. Luca.

Desde aqueles tempos a Virgem Maria estendeu o seu Manto para proteger todos os seus filhos em um crescente de milagres, prodígios, conversões e graças de ordem sobrenatural. E esta abundância de maravilhas levou à gratidão dos fiéis, que edificaram na sucessão dos séculos de culto interrupto, um esplendido Santuário. Uma maravilha que foi reconhecida pela Unesco, "Patrimônio Mundial da Humanidade".

A sua proteção amorosa si estendeu aos fiéis, defendeu do ataque muitas cidades, protegeu populações de três pestes, que no contágio eram parecidas ao flagelos de Deus. Restituiu a vista ao cegos, fez caminhar os mancos, ouvir os surdos também diante a mais de cinquenta mil pessoas. Doou com mãos cheias todos os tipos de curas, de alivio. Doou as suas graças a uma humanidade sofrida que vinha de todos os lugares para encontrá-la e suplicá-la.

Frequentemente a humanidade sofrida percorria 10 km, que de Biella sobe ao Santuário, a pé, descalços, com ajuda para poder caminhar, orando e cantando cantos marianos. Atos penitenciais que predispunha a Virgem a doar a mãos cheias. Muitas vezes os objetos que usavam na ajuda a caminhar, não mais necessários pela graça obtida, ficavam no Santuário como mudo testemunho.

E o Santuário Nossa Senhora de Oropa, acolhia com um amoroso abraço estes peregrinos e os hospedava gratuitamente por três ou quatro dias nos quartos dedicados à acolhimento, colocadas no interno do Santuário. Aos mais pobres vinha também fornido grátis a alimentação.

Todavia o milagre por excelência, o "prodígio dos prodígios" se verificou por bem duas vezes ao Santuário Nossa Senhora de Oropa, em pessoas a que tinha sido cortada a lingua. Neles depois da devoção à Virgem, cresceu instantemente a língua. Dois milagres reconhecidos juridicamente da Autoridade Eclesial, depois de processo instituido pelo Bispo, no qual foram convocados e interpelados: Doutores, Teólogos, Sacerdotes e muitos testemunhos oculares.
Por analogia estes impressionantes prodígios, mas bem comprovados pela historia, podem ser equiparados ao milagre feito pela intercessão de Nossa Senhora do Pilar – Madona de Saragozza -, a um jovem camponês que de repente lhe foi restituída a perna, amputada dois anos antes.

Escreve a este propósito, "Vitorio Messori" no seu volume: O Milagre, investigação sobre o mais impressionante prodígio mariano, a primeira reação de incredulidade da parte do católico, poderia ser não somente compreensível, mas em qualquer modo obrigatória. E não somente da parte dos ateus, agnósticos, incrédulos, deístas, etc. Mas também para um cristão, para um católico. O demais é demais: até no milagroso que pareceria não ter limites.

Um cego que obtém a vista, um mudo a palavra; um louco a razão, um surdo a audição… quem pode nos dizer que não tenha tido um erro de diagnose? O crescimento de uma perna cortada, ou como no nosso caso de uma língua cortada, é tudo uma outra coisa.

Este evento de grande evidência, colocou rumor na Europa porque a sentença do processo de Saragozza feito no dia 27 de Abril de 1641 foi: "… por isso confirmamos e declaramos que a Miguel... Foi restituída a perna que lhe tinha sido cortada dois anos e cinco meses antes; que foi uma obra milagrosa, obtida por intercessão da Virgem do Pilar".

Como veremos nas páginas seguintes, também no Santuário de Oropa o processo de investigação não deixa espaço a dúvidas.

Em falar de Oropa disse o Papa João Paulo II em uma famosa predicação tida ao Santuário Nossa Senhora de Oropa: "Quantas pessoas encontraram dentro os muros deste Santuário a alegria e a paz do encontro com Deus! Nos olhos da Mãe leram a palavra decisiva, que dissolveu a neblina da duvida e deu o necessário suplemento de energia à vontade vacilante. Aqui, aos pés da Mãe, encontraram a força de renunciar à sugestões do mal para aderir sem reservas às indicações exigentes, mas ao mesmo tempo liberatória, do Evangelho".


http://digilander.libero.it/rexur/porto/index1.htm

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

É necessária a pureza da Intenção
Não é tanto a duração de uma oração, mas o fervor com a qual é rezada que agrada a DEUS Todo-Poderoso e toca seu Coração.
Mais vale uma única Ave Maria rezada com devoção e fé, que cento e cinquenta rezadas distraidamente.
A maioria dos católicos reza o Rosário, todos os quinze mistérios ou um Terço, ou ao menos, algumas dezenas. Então, porque será que tão poucos, abandonam seus pecados e progridem na vida espiritual?
Com certeza deve ser porque não rezam como se deve! É necessário pensar bem em como se deve orar, se realmente queremos agradar a DEUS e nos tornarmos santos.
Para que se reze o Rosário com fruto é necessário estar em estado de graça ou ao menos que se esteja completamente determinado a abandonar o pecado mortal.
Isto nós sabemos por que os teólogos nos ensinam que as boas obras e as orações são obras mortas, caso sejam feitas em estado de pecado mortal.
Elas não são agradáveis a DEUS, nem podem nos ajudar a ganhar a vida eterna. É por isto que o livro do eclesiástico diz: “O louvor não tem beleza na boca do pecador”(15,9). Louvores a DEUS, a Ave Maria e o PAI Nosso não são do agrado de DEUS, se forem rezadas por pecadores não arrependidos. 
Nosso SENHOR disse: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” (Mc 7,6) É como se Ele estivesse dizendo: 
“Aqueles que se inscrevem na Minha Confraria e rezam o Rosário todo dia (até mesmo as quinze dezenas), mas sem se arrependerem de seus pecados, Me honram com os lábios apenas, mais seus corações estão longe de Mim.” 
Eu disse que para rezar o Rosário, com proveito, devemos estar em estado de graça “ou pelo menos com firme resolução de deixar de cometer pecados, principalmente os pecados mortais” em primeiro lugar, porque é certo que DEUS só houve as orações dos que estão em estado de graça e seguir-se ia então que as pessoas em estado de pecado mortal não deveriam rezar.
Este ensino é errôneo e é condenado pela santa Mãe Igreja, porque é certo que os pecadores necessitam muito mais rezar que as pessoas justas. Seria uma doutrina horrível, pois é verdade que seria fútil e inútil dizer ao pecador para rezar por inteiro, ou mesmo em parte o seu Rosário porque isto nunca o ajudaria.
Em segundo lugar, porque se eles, os pecadores ingressassem em uma confraria e rezarem o Rosário ou outra, mas não tendo a clara intenção de abandonar o pecado, eles fazem parte dos falsos devotos.
Estes devotos impenitentes, escondidos sob um manto, usando um escapulário e com o Rosário na mão gritam: “Ave Maria, boa Mãe, Santa Maria!…”
E ao mesmo tempo, por seus pecados, eles crucificam Nosso Senhor JESUS CRISTO dilacerando sua carne outra vez.
É uma grande tragédia, pois mesmo dentro das santíssimas Confrarias de Nossa Senhora, almas se precipitaram no fogo do Inferno. 
Nós sinceramente aconselhamos a todos a rezar o Santíssimo Rosário:
aos justos, a fim de que perseverem e cresçam na graça de DEUS;
aos pecadores, para que saiam dos seus pecados.
Mas não agrada, nem pode agradar a DEUS, que exortemos a um pecador que faça manto protetor da Santíssima Virgem um manto de condenação para ocultar seus crimes aos olhos públicos.
O Rosário, que é a cura para todos os nossos males, seria trocado por um veneno mortal e funesto. “A corrupção do melhor se torna o pior!” 
O sábio Cardeal Hugo afirma: “É necessário ser puro como um Anjo para se aproximar da Santíssima Virgem e rezar a Saudação Angélica.” 
Um dia, Nossa Senhora apareceu a um homem imoral dentro de um cesto cheio de frutos, mas o próprio cesto estava cheios de imundícies. O homem teve horror do que vira, e Nossa
Senhora disse: 
“Tu me serves assim! Apresentas-me belíssimas rosas num cesto imundo. Julgas tu mesmo que posso aceitar presentes desta espécie?”
*  *  *
Retirado de: 44º Capitulo – Extraído do Livro “O Segredo do Rosário” São Luiz M. Grignion de Montfort.

Oração pela Santificação dos Sacerdotes

(COMPOSTA POR SUA SANTIDADE O PAPA PIO XI)


Senhor, dos vossos santos angélicos e dos vossos servos, fazei labaredas.

Enviai benignamente, sacerdotes ao vosso povo, que é vosso e quer ser vosso; sacerdotes que, por estarem revestidos de justiça, sejam para ele verdadeiros anjos.

Anjos de pureza, preferindo o Vosso amor a todas as outras formas de amor, mesmo ao terno e santo amor humano.

Anjos de amor, renunciando às alegrias de uma família terrena, construindo em vez dela, uma família mais numerosa, da qual serão pai e pastor, tendo um amor especial aos pequenos, aos infelizes, aos cansados e abandonados.

Anjos de luz, acendendo no espírito dos homens a luz da fé em Vós, de modo que ela brilhará como a estrela da manhã.

Anjos de sacrifício, consumindo-se a si mesmos como chamas sacrificais,em favor dos seus irmãos e irmãs em Cristo.

Anjos de conselho e fortaleza, confortando os fiéis nas suas tristezas, apoiando-os nas suas lutas e mosntrando-lhes, nas dúvidas que os oprimem, a vereda celeste da virtude e do dever.

Anjos de graça, purificando as almas, elevando-as e unindo-as a Vós,por meio do Pão da Vida.

Anjos da paz, abrindo a porta do céu àqueles que exalam o último suspiro, onde

Vós sois a luz infinita e a alegria dos corações por todo o sempre.

Amém.

http://defensoresdasagradacruz.blogspot.com.br/p/oracao-pela-santificacao-dos-sacerdotes.html

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Benefícios do perdão

Escrito por Dom Genival Saraiva

Perdoar é uma das atitudes mais difíceis na vida de milhares de pessoas. O fato de alguém pedir perdão a outrem equivale a dizer que reconhece seu erro e sua culpa, por isso, vai ao encontro de quem foi, efetivamente, atingido por sentimentos, palavras e atos que feriram a sua dignidade. O fato de alguém perdoar significa dizer que reconhece sinceridade no arrependimento daquele que vai ao seu encontro, com a disposição de mudar de atitude.

A Revista Veja, em sua edição de 28 de Julho passado, tem como “matéria de capa” o perdão, mais precisamente, “O poder do perdão”. Não deixa de ser, deveras, significativo o fato de estarem a ciência e a midia tratando de um assunto que, por certo, na mente da maioria das pessoas tinha lugar apenas no mundo das religiões e na prática de seus seguidores. O enfoque desse assunto na relação interpessoal e institucional, numa visão psicológica, filosófica, sociológica e política, com sua referência à face do perdão, biblicamente revelada, representa uma contribuição muito especial para a compreensão da necessidade de superação das linhas cruzadas e da eliminação das rupturas que se estabeleceram nas relações humanas, por numerosos motivos. Na matéria, encontram-se depoimentos de pessoas, empresários e governantes que tiveram a capacidade de perdoar ou se mantiveram fechados em relação ao perdão. Segundo um professor da Universidade de Boston, o pedido de perdão contém “três passos básicos par obter perdão. Primeiro, deve-se assumir a responsabilidade pelo erro. Segundo, é preciso repudiar claramente esse erro, mostrando que não se pretende repeti-lo. Terceiro, deve-se exprimir o arrependimento pela dor causada ao próximo.” O que é hoje descoberta da pesquisa e conquista da ciência, o Catecismo da Igreja já o proclama, há milênios, ao apresentar as exigências para que o fiel, ao recorrer ao Sacramento da Penitência, obtenha o perdão dos pecados cometidos contra Deus e contra o próximo. Com efeito, para que esse Sacramento produza seus efeitos, exigem-se atitudes que levem o penitente à mudança de vida e à reconciliação: Contrição (reconhecimento dos pecados); Confissão (revelação, perante o confessor, desses pecados, “por pensamentos, palavras e obras”); Absolvição (recepção da perdão dos pecados confessados); Satisfação (reparação dos pecados cometidos, não os repetindo, deliberadamente). Como penitência, o confessor impõe uma pena ao penitente, correspondente, “na medida do possivel, à gravidade e à natureza dos pecados cometidos.”

No plano psico-religioso, o perdão é um ato muito benéfico, sob vários aspectos, como confirma a voz da experiência de cada um. Um desses aspectos é a paz da consciência. O relacionamento entre pessoas, grupos e nações fica ameaçado quando determinados sentimentos, palavras e atitudes ferem o seu direito. Quando isso acontece, criam-se estremecimentos no relacionamento humano que, em muitos casos, rompem fortes vínculos de consanguinidade e sólidos laços de amizade. O perdão é sempre muito benéfico para as pessoas que conseguem refazer sua história, não apenas porque minimizam a razão do distanciamento que se criou na convivência familiar e no relacionamento social, mas, antes, porque dão um passo de qualidade, ao cancelá-la de seu coração e de sua mente. A psicologia e a espiritualidade identificam os benefícios do perdão na vida das pessoas. A melhor linguagem dessa experiência é testemunhada por aquelas pessoas que conseguiram perdoar-se, mutuamente.

Para muitos, o perdão é benéfico, por ser uma conquista humana; para os cristãos, além dessa dimensão, está muito clara a exigência que Jesus colocou na oração do Pai Nosso: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.”

http://www.universocatolico.com.br/index.php?/beneficios-do-perdao.html