sábado, 29 de novembro de 2014

Estou apaixonado por uma garota com deficiência mental

Fico sem reação ao vê-la, acho-a linda e não consigo parar de pensar nela

Estou apaixonado por uma garota com deficiência mental. Isso mesmo.
 
Se estar apaixonado é ficar sem reação ao vê-la, achá-la linda e enxergá-la em todos os cantos da minha vida, mesmo quando ela não está presente; se estar apaixonado é não conseguir parar de pensar nela, desejar-lhe um bem tão grande, que nem sei como dar-lhe; se estar apaixonado é escrever coisas bonitas, não parar de falar dela aos meu amigos, lembrar dela, querer voltar a vê-la, sorrir ao pensar nela, mesmo estando sozinho em um bar, diante de um café... então, estou mesmo apaixonado. E gosto de estar assim. Adoro. Gosto de me ver assim, mesmo sem entender muito bem como isso aconteceu nem por quê.
 
Para ser sincero, não me apaixonei só por uma garota comdeficiência mental. Apaixonei-me por muitas, por todas as que vi há pouco tempo no Cottolengo de Madri. Rapidamente: o Cottolengo é uma instituição católica que cuida de pessoas com transtornos mentais e é administrado pelas religiosas do Padre Alegre.
 
E tudo isso que lhes conto aconteceu em um domingo, há pouco tempo. Apaixonei-me por muita gente: um pai viúvo que cuidava da sua filha, um médico que tem um olhar cheio de bondade, uma freira que não parava de falar e rir, outra que falava menos, mas tinha um olhar incrível, com olheiras igualmente incríveis.
 
Eu não pretendo contar só isso. Você, assim como eu, já deve ter ouvido falar de como as pessoas se apaixonam por esses lugares nos quais a beleza sobressai de maneira gratuita, nos quais vemos atos cotidianos e heroicos ao mesmo tempo, atos de caridade e de caridade milagrosa.
 
E isso não significa que tudo é muito bonito e alegre em meio a tanto sofrimento. Isso não significa que só há felicidade diante de uma doença. Isso significa simplesmente isso: vida.
 
Essas freiras que cuidam do local com certeza têm seus momentos de escuridão; esses médicos se cansam e têm vontade de jogar mais de um pela janela; esses padres já choraram mais que crianças. Não se trata de negar nada do que acontece, porque o que eles têm não é uma alegria postiça vinda de um idealismo de “fazer o bem” e pronto.
 
O que eu vi é que a razão pela qual amam essas pessoas comdeficiência são as próprias pessoas, e não uma razão em si. Eles têm suas razões, certamente, mas as razões vêm depois e, sinceramente, ou não contribuem com grande coisa, ou, no final, acabam sendo um pouco chatas.
 
O que eu vi é que essa médica lá se sentia mais médica; esse padre, mais padre; essas freiras... Enfim, às vezes, as freiras têm a capacidade de fazer, sentir e pensar de tudo sem que ninguém perceba. E eu me senti mais eu.
 
Economia de uma pessoa com deficiência mental
 
Estamos em crise. Crise de valores, de dinheiro e do que mais você quiser; o caso é que estamos em crise. Mas o que eu vi no Cottolengo era uma espécie de (não me atrevo a chamar de “solução”) explicação para todas essas crises.
 
Ao ver-me apaixonado, perguntei-me: e o que esse médico ganha com isso? E essas freiras? Esse padre? Mas, sobretudo, o que pode ganhar uma pessoa com deficiência mental, neste mundo em crise? Penso que ganham tudo, precisamente porque nós, os outros, somos uns perdedores.
 
O que acontece lá é que essas meninas com deficiência não pedem nada. Certamente, exigem muitas coisas, é verdade: atenção física, médica, emocional, companhia... Mas pedir mesmo, como entendemos o termo, elas não pedem nada. Ninguém me pediu nada estando lá. E, pensando bem, exigem muito menos do que qualquer um de nós exige constantemente dos outros, da nossa vida, de nós mesmos.
 
Quando eu passava por algum cômodo – por exemplo, o refeitório –, o que acontecia era que quase precisava ter cuidado para que alguma menina não me abraçasse, ou para que outra pegasse minha mão, outra sorrisse. Elas dão, não pedem. Abraçam sem que seja preciso pedir. Em um lugar assim, ninguém exige que você seja algo que não é.

http://www.aleteia.org/pt/estilo-de-vida/artigo/deficiencia-mental-5243629094305792?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-28/11/2014

Por que chamamos a Virgem Maria de Nossa Senhora?

Rainha dos Anjos, Rainha dos Santos, Rainha dos Apóstolos, Rainha dos Mártires…
O título de Senhor e Senhora, desde os primeiros séculos do Cristianismo, eram usados para os senhores de escravos, muito comum naquele tempo. Dentro desse contexto, a Virgem Maria disse ao anjo: “Eis aqui a escrava do Senhor” (Lc 1, 38).
Por que chamar Maria de Nossa Senhora - 940x500
Mas “Jesus é o Senhor”, como disse São Paulo (Fl 2,11); é o Rei dos Reis; e Sua Mãe é Rainha por consequência. Por isso, a Igreja entendeu que deveria chama-lá de Senhora. Os súditos do Rei eram também servos da Rainha. Ora, se somos súditos de Jesus, o somos também de Maria.A Ladainha Lauretana chama a Virgem Maria de Rainha dos Anjos, Rainha dos Santos, Rainha dos Apóstolos, Rainha dos Mártires, Rainha dos Confessores, Rainha da Virgens, Rainha dos Profetas. Ora, toda Rainha é Senhora em seu reino.
A Virgem Maria é aquela “cheia do Espírito Santo”, como a saudou sua prima Santa Isabel, que em alta voz disse: “Bendita és tu entre as mulheres” (Lc 1,42). Ela é “a filha predileta de Deus”, diz o Concílio Vaticano II (LG n. 53), “aquela que, na Santa Igreja, ocupa o lugar mais alto depois de Cristo e o mais perto de nós” (Lumen Gentium, n. 54).
São Bernardo, doutor da Igreja, o apaixonado cantor da Virgem Maria, no Sermão 47 diz: “Ave Maria, cheia de graça, porque é agradável a Deus, aos anjos e aos homens. Aos homens, por causa de sua fecundidade; aos anjos, por sua virgindade; a Deus por sua humildade. Ela mesma atesta que Deus olhou para ela porque viu sua humildade”.
São Tomas de Aquino afirmou: “A bem-aventurada Virgem Maria, pelo fato de ser Mãe de Deus, tem uma espécie de dignidade infinita por causa do bem infinito que é Deus”. Ela é Senhora!
“A graça que adornou a Santíssima Virgem sobrepujou não só a de cada um em particular, mas a de todos os santos reunidos”, afirma Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja. Por isso ela cantou no Magnificat: “Desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo…” (Lc 1,42). Ela é Senhora!
Maria é um “espelho especialíssimo de Deus”, diz São Tomás de Aquino: “Os outros santos são exemplos de virtudes particulares: um foi humilde, outro casto, outro misericordioso, e assim nos são oferecidos como exemplos de uma virtude. Mas a bem-aventurada Virgem é exemplo de todas as virtudes”, diz o santo.
São Bernardo e Santo Antônio, doutores da Igreja, afirmam que, “para ser eleita e destinada à dignidade de Mãe de Deus, devia a Santíssima Virgem possuir uma perfeição tão grande e consumada que nela excedesse todas as outras criaturas”. Ela é Nossa Senhora!
“Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado” (Mt 23,12). Repetiu várias vezes o Senhor. Logo que Deus determinou fazer-se Homem para redimir o homem decaído e assim manifestar ao mundo Sua misericórdia infinita, certamente buscava entre todas as mulheres aquela que fosse a mais santa e humilde para ser Sua Mãe. Como diz o Livro dos Cânticos: “Há um sem número de virgens (a meu serviço), mas uma só é a minha pomba, a minha eleita” (Ct 6, 8-9).
Foi por sua imensa humildade que Deus tanto exaltou Maria e a fez Sua Mãe, Rainha e Senhora nossa. E a própria Virgem diz no seu canto: “porque olhou para a humildade de sua serva” (Lc 1,48).
Foi essa “humildade” profunda e real que tanto encantou o coração de Deus, fez com que a elegesse a “bendita entre as mulheres”, Sua Mãe, nossa Mãe e Senhora.
http://formacao.cancaonova.com/nossa-senhora/devocao-nossa-senhora/por-que-chamamos-a-virgem-maria-de-nossa-senhora/

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Oração do perdão e da paz


Senhor Jesus Cristo, dissestes a vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo. Amém.

domingo, 16 de novembro de 2014

Maria: Força dos que lutam por justiça!

A pergunta pelo sentido da dor acompanha o ser humano desde as origens. Entender por que algumas vezes passamos por momentos de tribulação e encontrar uma resposta desde a luz da fé é um desafio que muitas vezes nos deixa desconcertados. Onde encontrar consolo e ajuda naqueles momentos em que achamos que não dá mais?

Vemos além de Cristo, uma presença constante, silenciosa, que consola a cada um de seus filhos. Maria nos consola porque Ela experimentou em primeira pessoa a dor e o sofrimento e soube dar um sentido profundo. Vamos aprofundar um pouco na experiência dolorosa de Maria para assim encontrarmos luzes para as nossas vidas.

A fecundidade do amor e o sofrimento da Mãe são vistos de forma intensa na Paixão de seu Filho. Ao pé da Cruz, Maria participa ativamente, oferecendo-se ao Filho, compadecendo-se de forma indescritível com Ele. Certamente, o padecimento do filho é o padecimento da mãe. Imagina a dor que sentiu Maria em seu coração que não tinha divisão, que era totalmente puro?

Como Maria viveu toda essa experiência de dor? Certamente desde a fé, desde uma visão de eternidade, confiando que em meio a toda essa realidade está algo maior: a reconciliação de toda a humanidade, a vida nova que o seu Filho trará a todos desde o altar da Cruz. A Mãe também confia na promessa de ressurreição do seu Filho. Toda essa experiência de fé, de esperança, de amor, faz com que o coração da Mãe também experimente uma alegria profunda.

Desde o alto da Cruz, onde a dor e a esperança se entrecruzam misteriosamente, Jesus pronuncia umas breves, porém intensas, palavras: “Mulher, eis aí o teu Filho... Filho, eis aí tua Mãe” (Ver Jo 19, 25-27). De tudo o que Jesus poderia ter falado, Ele escolhe nos deixar esse grande presente: uma Mãe.

A Mãe que experimentou a dor intensamente e soube dar um sentido profundo, desde a fé, quer agora consolar todos os seus filhos.

Ela sabe de todos os nossos sofrimentos, as nossas preocupações e realmente se compadece e intercede por cada um de nós. Ela se preocupa especialmente por aqueles filhos mais desamparados, os mais pobres, aqueles que mais precisam de seu auxílio e cuidados maternais.

Rezemos à Mãe Aparecida para que nos ajude a permanecer de pé diante da dor e encontrar no Senhor o sentido e assim o nosso coração transborde de alegria com a certeza de que essa experiência dá frutos de redenção em nossas vidas e na de outros irmãos. E certamente com o consolo da Mãe enfrentaremos e passaremos por toda a experiência de dor.

Ir. Gilberto Cunha.

Maria: Presença consoladora na dor!

A pergunta pelo sentido da dor acompanha o ser humano desde as origens. Entender por que algumas vezes passamos por momentos de tribulação e encontrar uma resposta desde a luz da fé é um desafio que muitas vezes nos deixa desconcertados. Onde encontrar consolo e ajuda naqueles momentos em que achamos que não dá mais?

Vemos além de Cristo, uma presença constante, silenciosa, que consola a cada um de seus filhos. Maria nos consola porque Ela experimentou em primeira pessoa a dor e o sofrimento e soube dar um sentido profundo. Vamos aprofundar um pouco na experiência dolorosa de Maria para assim encontrarmos luzes para as nossas vidas.

A fecundidade do amor e o sofrimento da Mãe são vistos de forma intensa na Paixão de seu Filho. Ao pé da Cruz, Maria participa ativamente, oferecendo-se ao Filho, compadecendo-se de forma indescritível com Ele. Certamente, o padecimento do filho é o padecimento da mãe. Imagina a dor que sentiu Maria em seu coração que não tinha divisão, que era totalmente puro?

Como Maria viveu toda essa experiência de dor? Certamente desde a fé, desde uma visão de eternidade, confiando que em meio a toda essa realidade está algo maior: a reconciliação de toda a humanidade, a vida nova que o seu Filho trará a todos desde o altar da Cruz. A Mãe também confia na promessa de ressurreição do seu Filho. Toda essa experiência de fé, de esperança, de amor, faz com que o coração da Mãe também experimente uma alegria profunda. 

Desde o alto da Cruz, onde a dor e a esperança se entrecruzam misteriosamente, Jesus pronuncia umas breves, porém intensas, palavras: “Mulher, eis aí o teu Filho... Filho, eis aí tua Mãe” (Ver Jo 19, 25-27). De tudo o que Jesus poderia ter falado, Ele escolhe nos deixar esse grande presente: uma Mãe.

A Mãe que experimentou a dor intensamente e soube dar um sentido profundo, desde a fé, quer agora consolar todos os seus filhos.

Ela sabe de todos os nossos sofrimentos, as nossas preocupações e realmente se compadece e intercede por cada um de nós. Ela se preocupa especialmente por aqueles filhos mais desamparados, os mais pobres, aqueles que mais precisam de seu auxílio e cuidados maternais.

Rezemos à Mãe Aparecida para que nos ajude a permanecer de pé diante da dor e encontrar no Senhor o sentido e assim o nosso coração transborde de alegria com a certeza de que essa experiência dá frutos de redenção em nossas vidas e na de outros irmãos. E certamente com o consolo da Mãe enfrentaremos e passaremos por toda a experiência de dor.

Ir. Gilberto Cunha.


https://www.catequisar.com.br/texto/maria/reflexao/37.htm

O Espírito Santo e Maria

O mistério de Maria é inseparável do mistério do Espírito Santo. Mais: dele depende. O Apocalipse fala de uma mulher vestida de sol (12,1). Esse sol é o Espírito Santo, que a enriqueceu de todas as graças desde quando o Pai a escolheu para ser a mãe de seu Filho. E quando, cheia de graça, chegada a plenitude dos tempos (Gl 4,4), ela deveria conceber Jesus, é o Espírito Santo que a fecunda, como rezamos no Credo: "O Filho unigênito de Deus ... por nós e para nossa salvação desceu dos céus e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria". 

Revestida de sol, coberta pelo Espírito Santo, Maria tornou-se, no dizer de São Bernardo, "um abismo de luz, gestando o verdadeiro Deus, Deus e homem ao mesmo tempo" e, diante desse fato, observa ainda São Bernardo, "até o olho angélico fica ofuscado com a potência de tal fulgor". 

Sol e luz são figuras para expressar um fato: Maria, senhora de todas as bênçãos, concebe o Filho de Deus, por obra e graça do Espírito Santo, e é associada para sempre à obra redentora do Cristo e à missão do Espírito Santo Paráclito na história da salvação. Afirma o Evangelista Lucas que, à pergunta de Maria como seria possível conceber, se ela não conhecia homem algum, o anjo lhe garantiu: "O Espírito Santo descerá sobre ti" (Lc 1,15). Comenta o Catecismo: "A missão do Espírito Santo está sempre conjugada e ordenada ao Filho. O Espírito Santo é enviado para santificar o seio da Virgem Maria e fecundá-lo divinamente, ele que é 'o Senhor que dá a Vida', fazendo com que ela conceba o Filho Eterno do Pai em uma humanidade proveniente da sua" (484-485). 

Para expressar essa unidade de mistérios entre Maria e o Espírito Santo, os teólogos não hesitam em chamar Maria de Esposa do Espírito Santo. Assim, São Francisco, na antífona que compôs para o Ofício da Paixão do Senhor, reza: "Santa Virgem Maria, não há mulher nascida no mundo semelhante a vós, serva do Altíssimo Rei e Pai celestial, Mãe do nosso Santíssimo Senhor Jesus Cristo, Esposa do Espírito Santo". 

A festa litúrgica, que celebra a encarnação de Jesus, chamada "Solenidade da Anunciação do Senhor" (25 de março), une estreitamente Jesus, Maria e o Espírito Santo. Jesus é a razão de ser de todos os privilégios e da própria missão de Maria. O Espírito Santo consagra Maria, fecunda-a e, ao mesmo tempo une-se à missão salvadora de Jesus, tornando-o o Cristo, o Ungido de Deus. Vários momentos da vida terrena de Jesus mostram-no cheio do Espírito Santo (Lc 4,1; Jo 1,33), movido pelo Espírito Santo (Lc 4,18) e tendo o Espírito Santo como testemunha de sua messianidade e de sua doutrina (Lc 12,12; Jo 14,26; 16,13). 

Ao dobrarmos os joelhos diante do mistério da encarnação, adoramos a Trindade santa: o Pai que envia o Filho, o Filho que, permanecendo Deus, obedece e assume o corpo humano, o Espírito Santo, que possibilita a concepção imaculada de Jesus. Dentro desse mistério e protagonista dele encontra-se Maria, mulher como todas as mulheres, mas associada misteriosamente, através da maternidade divina, à missão redentora e santificadora do mundo. "Por isso mesmo - escreve o Papa Pio IX na Bula de proclamação do dogma da Imaculada Conceição - Deus a cumulou, de maneira tão admirável, da abundância dos bens celestes do tesouro de sua divindade, mais que a todos os espíritos angelicais e todos os santos, de tal forma que ficaria absolutamente isenta de toda e qualquer mancha de pecado, podendo, assim, toda bela e perfeita, ostentar uma inocência e santidade tão abundantes, quais outras não se conhecem abaixo de Deus, e que pessoa alguma, além de Deus, jamais alcançaria, nem em espírito" (n. 2). 

Diante de Maria, envolta pela inaudita graça da maternidade divina, São Francisco, apaixonado pelo mistério da encarnação, prorrompe numa saudação em que, faltando palavras, busca com símbolos e comparações dizer o que lhe vai na mente e no coração: "Salve, Senhora santa, Rainha santíssima, Mãe de Deus, ó Maria, que sois Virgem feita igreja, eleita pelo santíssimo Pai celestial, que vos consagrou por seu santíssimo e dileto Filho e o Espírito Santo Paráclito! Em vós residiu e reside toda a plenitude da graça e todo o bem! Salve, ó palácio do Senhor! Salve, ó tabernáculo do Senhor! Salve, ó morada do Senhor! Salve, ó manto do Senhor! Salve, ó serva do Senhor! Salve ó Mãe do Senhor! Salve vós todas, ó santas virtudes derramadas, pela graça e iluminação do Espírito Santo, nos corações dos fiéis, transformando-os em fiéis servos de Deus". 

Sempre na tentativa de expressar com palavras humanas aquele momento único da encarnação do Senhor, há teólogos que se demoram em comparar a presença dinâmica do Espírito Santo na pessoa de Maria com o início da criação, quando, segundo o Gênesis (1,2) o Espírito de Deus soprava forte sobre as águas, ou seja, separava os elementos, ordenava-os, permitindo o nascimento da vida na terra. Rezamos no Credo: "Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida". Dar a vida é uma das atribuições do Espírito Santo. Na primeira criação, o Espírito como que fecundou a Natureza. Na segunda criação, inaugurada na Anunciação, o 

Espírito Santo não só fecundou Maria que, como mulher, concebeu e deu início a uma vida, mas também tornou-se autor daquele que mais tarde declarou explicitamente: "Eu sou a vida" (Jo 11,25; 14,6). 

Dar vida tornou-se sinônimo da missão de Jesus na terra. Por isso mesmo, toda a missão de Jesus está prenhe do Espírito Santo. Jesus foi preciso: "Eu vim para que todos tenham a vida em plenitude" (Jo 10,10). Esta plenitude da vida nos é dada pelo Espírito Santo, ligada ao mistério da Encarnação do Senhor, liga à própria vida do Filho de Deus na terra, obra e graça do Espírito Santo. Plenitude de vida aqui na terra e plenitude de vida na comunhão eterna com Deus. Aqui na terra, na vivência dos dons do Espírito Santo, que Maria recebeu em superabundância, particularmente a fé, a esperança e a caridade, que explodiram no seu "sim" ao plano de Deus e a mantiveram ao lado do Filho em todas as circunstâncias, inclusive ao pé da Cruz. Dos mesmos dons recebemos a coragem e a graça de acompanhar o Senhor Jesus e, na força do Espírito Santo, testemunhá-lo em nossa vida e em nossas ações e sermos pelo Senhor recebidos na morte e transportados à comunhão eterna com a Trindade. 

Há um outro momento na história da salvação, fundamental também ele, no qual a Escritura acentua a presença de Maria, envolta no Espírito Santo. Refiro-me a Pentecostes. Na encíclica Redemptoris Mater - sobre o papel de Maria na história e na vida da Igreja - escreveu o Papa João Paulo II: "Na economia redentora da graça, atuada sob a ação do Espírito Santo, existe uma correspondência singular entre o momento da Encarnação do Verbo e o momento do nascimento da Igreja. A pessoa que une estes dois momentos é Maria: Maria em Nazaré e Maria no Cenáculo de Jerusalém. ... Assim, aquela que está presente no mistério de 

Cristo como Mãe, torna-se - por vontade do Filho e por obra do Espírito Santo - presente no mistério da Igreja" (n. 24). 

Quando a Igreja declara que o Espírito Santo é sua alma (Lumen Gentium, 7), está reconhecendo nele a vida que a sustenta, a dinamiza, a santifica e lhe é garantia de fidelidade. Maria é o ícone da Igreja. Cheia do Espírito Santo, por sua obra e graça, ela deu à luz o Filho de Deus. A Igreja, sempre por obra e graça do Espírito Santo, gera os filhos para Deus. Se Maria foi verdadeiramente Mãe do Jesus histórico, concebido em Nazaré, nascido em Belém, crucificado e morto em Jerusalém, ela é também a verdadeira Mãe da Igreja, corpo místico do Cristo ressuscitado, vivo e presente até os confins do mundo e até o fim dos tempos. 

Transcrevo uma oração atribuída a Santo Ildefonso (+667): "Ó Virgem Imaculada, aquele que armou sua tenda em Ti, enriqueceu-Te com os sete dons de seu Santo Espírito, como sete pedras preciosas. Primeiro, ornou-Te com o dom da Sabedoria, em força do qual foste divinamente elevada ao Amor dos amores. Depois, deu-Te o dom do Intelecto, pelo qual subiste às culminâncias do esplendor hierárquico. O terceiro dom com que foste agraciada foi o do Conselho, que Te fez virgem prudente, atenta e perspicaz. O dom da Ciência que recebeste foi confirmado pelo próprio magistério de Teu Filho. O quinto dom, o da Fortaleza, o manifestaste na firme perseverança, na constância e no vigor contra as adversidades. O dom da Piedade fez-Te clemente, piedosa, compreensiva, porque tinhas infusa a caridade. Pelo sétimo dom, o Temor de Deus transpareceu na Tua vida simples e respeitosa diante da imensa majestade. Alcança-nos estes dons, ó Virgem três vezes bendita, Tu, que mereceste ser chamada o Sacrário do Espírito Santo. Amém.

Por Frei Clarêncio Neotti, O.F.M 
www.franciscanos.org.br

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Arma da sabedoria

Muna-se dos ensinamentos de um livro. Vencerá os desafios do mundo quem tiver por arma a sabedoria. Em vez de por defeito na vitória dos outros, procure em si mesmo as razões do seu fracasso! O maior roubo que se faz é roubar os sonhos de alguém. Se há um sol brilhando em seu futuro, siga ao encontro dele. Não se desvie jamais do caminho ou poderá perder-se na escuridão.

Inácio Dantas.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Valorizar o outro

Dar importância ao outro e valorizar tudo o que ele faz de bom. Valorizar o bem traz melhores resultados do que simplesmente criticar o mal. Quando nos sentimos valorizados no bem que realizamos, sentimos impulso de multiplicar os gestos de bondade. Quando ninguém percebe nem dá importância ao bem que fizemos, nós nos sentimos desestimulados. 
Frei Anselm Fracasso, OFM.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Para conhecer o mistério da vontade de Deus na História.

Espírito Santo que procedes do Pai e do Filho, Tu estás em nós, falas em nós, rezas em nós,operas em nós. Suplicamos-te de abrir espaço em nosso íntimo para acolher as tuas palavras, a tua oração, a tua inteligência, a fim de que possamos conhecer o mistério da Vontade de Deus na História. Não te pedimos para ter acesso a esse mistério para quase poder vangloriar-nos de luma nossa ciência e inteligência dos tempos, mas unicamente para poder operar de maneira digna, no Senhor, para poder nos dedicar mais e mais totalmente ao serviço do nome e da glória de Nosso Senhor Jesus Cristo. 
Cardeal Carlo Maria Martini.