sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Que fazermos de nossa vida?

Que fazermos de nossa vida? Andamos nos procurando, fugimos de nós mesmos, encontramo-nos conosco mesmos intermitentemente. Não conseguimos fechar o círculo, a nos definir a nós mesmos, em suma, não sabemos quem somos. Com mais razão ainda desconhecemos os outros,mesmo os outros mais íntimos. Será que vocês conhecem seus filhos, suas mulheres, seus maridos? O que sabem vocês dos pensamentos mais secretos do coração de seu filho? Que sabem a respeito do mistério último de sua mulher e de seu marido? Não se tem tempo. A vida passa muito rapidamente. Ocupamo-nos todos dos cuidados materiais e de “distrações”. A morte chega e é diante dela que se toma consciência de que a vida poderia ter sido uma realidade grande, prodigiosa, marcada pela criatividade. Com a proximidade da morte é tarde demais. A vida ganha toda sua importância a partir do grande lamento diante de algo inacabado. E os que sobrevivem lá estão a chorar os que não existem ais. Esses que morreram e quase nada fizeram brotar de sua existência. Os vivos que estão ali lamentam que pouco colabore para a realização daquele que morreu. Ora, nesse preciso momento a morte, precisamente porque a vida não se realizou, aparece como um abismo e como um mistério insondável. 
Maurice Zundel.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Vamos dar as mãos

A mão do amigo encontrando a do inimigo. A mão do pobre encontrando a do rico. A mão do negro encontrando a do branco. A mão do forte encontrando a do fraco. A mão do esposo encontrando a da esposa. A mão do mestre encontrando a do discípulo. A mão do sofredor encontrando a do protetor. A mão do farto encontrando a do a do faminto. A mão do governante encontrando a do governado. A mão do juiz encontrando a do réu. A mão do médico encontrando a do paciente. A mão do patrão encontrando a do operário. A mão do noivo encontrando a da noiva. A mão de todos encontrando a de Cristo. E a mão de Cristo abençoando todas elas. 

Autor desconhecido.

sábado, 25 de outubro de 2014

Estende-te sobre o leito e dorme

Se tua alma se acha perturbada, vai para a igreja, ajoelha-te e reza. Se tua alma continua ainda perturbada, vai procurar teu pai espiritual, senta-te a seus pés e abre-lhe tua alma. E se tua alma continua ainda sempre perturbada, retira-te então para o teu quarto, estende-te sobre o leito e dorme!
Cenobita anônimo.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Coração de Jesus...

Coração de Jesus, pastor solicito e terno aprisco de vossas ovelhas, conduzi-me vós sempre e para onde quiserdes. Em Vós confio, jamais procurarei outro guia além de Vós.Não permitais que eu algum dia de Vós me aparte.Reuni-me a mim, reuni todos os seres humanos no vosso Coração, para que realmente só exista um único aprisco e um único Pastor. Amém. 
Frei João José Pedreira de Castro, OFM

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Beata Alexandrina Maria da Costa conhecida como santinha de Balasar

Alexandrina Maria nasceu em Balasar (Portugal) no dia 30 de março de 1904, aos 14 anos não hesitou em jogar-se pela janela para fugir de três homens que ameaçavam a sua pureza. As consequências foram terríveis, mas não imediatas; depois de alguns anos, ela foi obrigada a ficar em cama por causa de uma paralisia que foi agravando-se durante os trinta anos que lhe restou de vida. Ela não se desesperou e abandonou-se nas mãos de Jesus com essas palavras: “Jesus, Tu és prisioneiro no tabernáculo como eu sou na minha cama, assim fazemos companhia um ao outro”.
Em seguida começou a ter experiências místicas cada vez mais fortes que começavam numa sexta-feira, 3 de outubro de 1938 e terminavam no dia 24 de março de 1942. Experimentou 182 vezes, todas as sextas-feiras, os sofrimentos da Paixão e desde 1942 até o dia da sua morte, Alexandrina alimentou-se unicamente da Eucaristia por mais de treze anos.
Depois dos dez longos anos de paralisia que ela havia oferecido para a reparação Eucarística e para a conversão dos pecadores, no dia 30 de julho de 1935 Jesus apareceu-lhe e lhe disse: “Eu te coloquei no mundo para que vivas somente de Mim, para testemunhar ao mundo o valor da Eucaristia (…) A cadeia mais forte que acorrenta as almas a Satanás é a carne, é a impureza. Nunca se viu antes uma expansão
de vícios, de maldades e crimes como hoje! Nunca se pecou tanto (…) A Eucaristia, o meu Corpo e o Meu Sangue! A Eucaristia: eis a salvação do mundo”.
Também a Virgem Maria apareceu-lhe no dia 2 de setembro de 1949 com um terço na mão, dizendo: “O mundo agoniza e morre no pecado. Quero oração, quero penitência. Protege com o meu terço aos que amas e a todo o mundo”. No dia 13 de outubro de 1955, aniversário da última aparição de Nossa Senhora de Fátima, Alexandrina exclamou: “Sou feliz porque vou ao Céu”. Às 19:30 h desse mesmo dia expirou.
Conhecida como a “Santinha de Balasar”, Alexandrina foi beatificada pelo Papa João Paulo II, a 25 de Abril de 2004. A cura milagrosa de uma devota emigrada na França serviu para concluir o seu processo de Beatificação. Balasar, atualmente, é o segundo local de maior peregrinação em Portugal (o primeiro local é Fátima).
Beata Alexandrina Maria da Costa, rogai por nós!
http://santo.cancaonova.com/

terça-feira, 7 de outubro de 2014

As quinze promessas do santo Rosário

Em 1475, o frade dominicano Alano de la Roche decidia passar para o papel os eventos miraculosos de que fora protagonista alguns anos antes: particularmente, as promessas que Nossa Senhora fez “a todos os que rezarem meu Rosário com devoção”


de Pina Baglioni
Caravaggio, <I>Nossa Senhora do Rosário</I> (detalhe), 
Viena, Kunsthistorisches Museum
Caravaggio, Nossa Senhora do Rosário (detalhe), Viena, Kunsthistorisches Museum
“Alguém que rezava o Saltério da Virgem Maria foi assaltado, durante sete longos anos, por espantosas tentações dos demônios, às vezes em seus sentimentos, às vezes fisicamente. E, por todo esse tempo, quase não teve consolação, a mínima que fosse. Por misericórdia de Deus, apareceu-lhe enfim a Rainha da Clemência, que, acompanhada por alguns santos, visitando-o de quando em quando e derrotando ela mesma a tentação, libertou-o do perigo [...] e lhe confiou a tarefa de pregar este Rosário.” No início do ano de 1475, o frade dominicano Alano de la Roche decidia passar para o papel os eventos miraculosos dos quais havia sido protagonista alguns anos antes. Naquele momento, encontrava-se em Lille, onde participava, como professor de Teologia, do capítulo da Congregação Reformada da Holanda. 
Decidiu escrever seu memorial bem em tempo. A 8 de setembro daquele mesmo ano, o frade dominicano morreria em odor de santidade, no convento de Zwolle, na Holanda, aos 47 anos, entregando ao povo cristão um tesouro de inestimável valor, recebido diretamente da Virgem Maria durante uma de suas aparições: quinze promessas “a todos os que rezarem meu Rosário com devoção”. 
Mas quem era Alano de la Roche, para ser alvo de tanto afeto e predileção? Um nome que provavelmente só os historiadores da Ordem Dominicana conhecem. Nascido na Bretanha (França) em 1428, foi acolhido entre os seguidores de São Domingos no mosteiro de Dinan, diocese de Saint-Malo. Ali, muito jovem, fez a profissão religiosa, para mais tarde transferir-se para o convento de Lille. Depois dos estudos de filosofia e teologia no Colégio São Tiago, de Paris, recebeu do capítulo geral da Ordem, em 1459, a tarefa de lecionar durante o ano escolar de 1460-1461. Nesse meio tempo, durante uma visita a Lille, em 1460, foi nomeado membro da Congregação Reformada da Holanda, para tentar levar os conventos de volta à regra de observância. 

“Quando Santa Maria o salvou” 
Naqueles anos cheios de afazeres, a fama de grande teólogo se espalhou por toda a Ordem. Mas se espalhou ainda mais a fama ligada a sua extraordinária devoção a Nossa Senhora. “O mencionado padre [...] havia muito tempo costumava oferecer o Rosário de Maria, numa assídua devoção diária a Deus, por intermédio da advogada Maria, Mãe de Deus”, escreve Alano, falando dele mesmo em terceira pessoa. Portanto, levava “uma vida segura com Deus na Ordem de sua vocação”. Esse estado de graça, infelizmente, não durou muito. Alano conta que, a partir de 1457, “foi muito afligido por uma doença enorme e importuna, por outras tentações e em combates muito cruéis, que teve de travar”. “Deus assim permitindo (uma vez que só Ele podia livrá-lo da tentação: coisa que a Igreja conhece por experiência, e também hoje sofre), eis que foi tentado muito cruelmente pelo diabo por sete anos inteiros, foi açoitado e duramente chicoteado”. 
A vida do religioso se transformara num verdadeiro calvário. A tal ponto que, num dia não especificado do ano de 1464, quando vivia no convento da cidadela francesa de Douai, como professor, chegou a decidir acabar com a própria vida. “Certo dia, passava por um lúcido desespero da alma, na igreja de sua Sagrada Ordem”, escreve Alano. “Em verdade – Deus tenha piedade de nós! –, tendo a mão estendida do tentado retirado a faca, dobrou ele o braço e desferiu contra o pescoço com a lâmina afiada um golpe tão decidido e certeiro, para matar, que teria, sem sombra de dúvida, cortado o pescoço”. Mas, no momento em que tudo já parecia comprometido, alguma coisa aconteceu, de repente. “Sim, aproximou-se, com extrema misericórdia, a salvadora Maria, e, com um gesto decidido em seu socorro, segurou seu braço, não lhe permitindo continuar, deu uma bofetada no desesperado e lhe disse: ‘Que estás fazendo, infeliz? Se tivesses pedido minha ajuda, como fizeste outras vezes, não terias incorrido em perigo tão grande’. Tendo dito isso, desapareceu, e o infeliz ficou sozinho”. 

As quinze promessas 
Depois daquela primeira aparição, as coisas não mudaram nem um pouco. Aliás, pioraram: as tentações voltaram a se apresentar com tamanha insistência, que fizeram amadurecer nele a idéia de abandonar a vida religiosa. Como se não bastasse, adoecera também gravemente, a ponto de convencer seus confrades a lhe darem a extrema unção. Mas, uma noite, quando “jazia miseravelmente em ardentíssimos gemidos”, pôs-se a invocar a Virgem Maria. E pela segunda vez ela o visitou. Uma luz ofuscante, “entre a décima e a undécima hora”, iluminou sua cela e “apareceu, majestosa, a Beatíssima Virgem Maria, que o saudou com extrema ternura”. Como verdadeira mãe, Nossa Senhora curvou-se para tratar das enfermidades do pobre homem. Dependurou-lhe ao pescoço uma corrente feita de seus cabelos, da qual pendiam cento e cinqüenta pedras preciosas, entremeadas por outras quinze, “segundo o número de seu Rosário”, anota o frade. Maria travou um pacto não apenas com ele, mas que se estendia, “de modo espiritual e invisível, àqueles que rezam seu Rosário com devoção”. 
Nesse momento, Nossa Senhora lhe disse: “Exulta, portanto, e alegra-te, ó esposo, pois me fizeste exultar muitas vezes, tantas quantas me saudou com meu Rosário. No entanto, enquanto eu estava feliz, tu muitas vezes estavas angustiado [...]; mas por quê? Eu estabelecera dar-te coisas doces, por isso, por muitos anos, levava-te coisas amargas. [...] Vamos, exulta agora”. 
E assim se deu: após sete anos de inferno, começava para Alano uma outra vida. “Quando rezava o Rosário de Maria, ficava particularmente iluminado, tomado de uma letícia admirável, unida a uma inexplicável alegria.” Um dia, justamente quando estava rezando, a Virgem, outra vez, “dignou-se fazer-lhe muitas e brevíssimas revelações”, anota. “Aqui estão elas, e estas palavras são da Mãe de Deus: 

1. A todos os que rezarem meu Rosário com devoção, prometo minha proteção especial e grandíssimas graças. 
2. Aquele que perseverar na oração de meu Rosário receberá uma graça insigne. 
3. O Rosário será uma defesa poderosíssima contra o inferno; destruirá os vícios, libertará do pecado, dissipará as heresias. 
4. O Rosário fará florescerem as virtudes e as boas obras, e obterá para as almas a mais abundante misericórdia divina; fará que nos corações o amor ao mundo seja substituído pelo amor a Deus, elevando-os ao desejo dos bens celestes e eternos. Quantas almas se santificarão com esse meio! 
5. Quem se confia a mim por meio do Rosário não perecerá. 
6. Quem rezar meu Rosário com devoção, meditando seus mistérios, não será oprimido pela desgraça. Pecador, se converterá; justo, crescerá em graças e se tornará digno da vida eterna. 
7. Os verdadeiros devotos de meu Rosário não morrerão sem os Sacramentos da Igreja. 
8. Aqueles que rezam meu Rosário encontrarão durante sua vida e em sua morte a luz de Deus e a plenitude de suas graças, e participarão dos méritos dos bem-aventurados. 
9. Libertarei muito prontamente do purgatório as almas devotadas a meu Rosário. 
10. Os verdadeiros filhos de meu Rosário gozarão de uma grande glória no céu. 
11. O que pedirem por meio de meu Rosário, obterão. 
12. Aqueles que defenderem meu Rosário serão socorridos por mim em todas as suas necessidades. 
13. Obtive de meu Filho que todos os membros da Irmandade do Rosário tenham por irmãos, durante a vida e na hora da morte, os santos do céu. 
14. Aqueles que rezarem fielmente meu Rosário serão todos meus filhos amantíssimos, irmãos e irmãs de Jesus Cristo. 
15. A devoção a meu Rosário é um grande sinal de predestinação”. 

Depois de “entregar” as quinze promessas, a Virgem se despediu, pedindo a Alano um gesto de obediência: “Prega as coisas que viste e ouviste. Não tenhas nenhum receio: eu estou contigo; eu te ajudarei e a todos os meus salmodiantes. Castigarei aqueles que se opuserem a ti”. 
E Alano obedeceu prontamente: do biênio 1464-1465, período das aparições, até sua morte, o dominicano não faria mais nada a não ser defender, por meio da pregação, a amada devoção mariana, e instituir as Irmandades relacionadas com ela. Chegou mesmo a convencer, em 1474, o capítulo dos dominicanos da Holanda a prescrever, pela primeira vez, o Rosário como oração a ser rezada pelas intenções dos vivos e dos mortos. Também nesse ano, em Frankfurt, na igreja dos dominicanos, era erigido o primeiro altar para uma Irmandade do Rosário. 
Enquanto isso, no último ano de sua vida, 1475, Alano pôs-se a escrever a Apologia do Rosário de Maria, dirigida a um tal Ferrico, bispo de Tournai, a fim de contar tudo o que lhe havia acontecido onze anos antes. Antes de voltar a Rostock, para reiniciar o ano letivo, parou em Zwolle, onde, em 15 de agosto, festa da Assunção de Maria Santíssima, adoeceu gravemente. 
Cercado pelos confrades, que havia tempo já o consideravam beato, morreu na vigília da festa da Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria, celebrada a 8 de setembro. 

http://www.30giorni.it/articoli_id_15711_l6.htm

A oração do rosário é cura e libertação para a nossa alma

O santo rosário é cura e libertação para a nossa alma e nos permite mergulhar em todos os principais mistérios na nossa fé cristã, pois todos nós passamos por momentos de de luz, de cruz e de expectativa da glória que nos há de ser revelada.
“O anjo entrou onde ela estava e disse: ‘Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!’”
 (Lucas 1, 28).
A Igreja nos dá a graça de celebrarmos hoje o dia de Nossa Senhora do Rosário ou o dia de Nossa Senhora da Vitória. Na verdade, nós sabemos que, no século XVI, houve aquele grande combate entre os cristãos e aqueles que queriam tirar a fé cristã do nosso povo. Os cristãos não tinham armas suficientes para lutar e para combater os povos inimigos, e o povo saiu às ruas com o rosário na mão. Foram aquelas coroas de rosários que o nosso povo rezou que garantiram a vitória do povo de Deus. E desde então, o Papa Clemente XI celebra este dia com uma festa litúrgica em honra a Nossa Senhora do Rosário ou de Nossa Senhora de Fátima.
Deixe-me dizer uma coisa a você: o que tem a ver o rosário e o terço com a Bíblia? Tudo! Talvez a oração mais bíblica e mais fundamentada na Palavra de Deus, que nós conhecemos, seja o santo rosário. O santo rosário nos permite mergulhar em todos os principais mistérios da nossa fé cristã; desde o princípio, quando o anjo Gabriel é enviado a Maria, no início do mistério da nossa salvação até a coroação final, quando ela é coroada no céu e quando os eleitos de Deus também assumem esse lugar no Reino de Deus.
O mais importante, quando rezamos o santo rosário, não são simplesmente as Ave-Marias que nós vamos repetindo – nela levamos a Palavra de Deus, e no fundo há um fundinho musical, pois a Ave-Maria é como se fosse o pano de fundo do mistério que celebramos e contemplamos. Nós dizemos com a boca aquilo que o anjo disse ao saudar Maria e ao contemplar o mistério de Deus na vida dela, [ao rezarmos o rosário] contemplamos, celebramos, meditamos e refletimos sobre o que aconteceu na vida dela e do seu Filho, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Quando nós contemplamos os mistérios do rosário, transferimos aquilo que é a vida de Jesus e de Maria para a nossa vida. Os quatro mistérios – os gozosos, os luminosos, os dolorosos e os gloriosos – são o resumo daquilo que é a nossa própria vida. Todos nós passamos por momentos de alegria, de luz, de dores, de cruz e estamos na feliz expectativa da glória que nos há de ser revelada. O rosário nos enche de fé, de confiança, e, acima de tudo, de muita esperança!
A oração do rosário é uma oração de cura e de libertação para a nossa alma e para o nosso ser. Nós purificamos a nossa boca, os nossos pensamentos e sentimentos; nós travamos um verdadeiro combate espiritual ao nos propormos a rezar o santo rosário; os demônios fogem, correm. Porque o santo rosário pode, no início, parecer um pouco cansativo, enfadonho, mas quando o rezamos com fé, com amor, quando nos permitirmos entrar nos mistérios contemplados, entramos na essência da Palavra de Deus, entramos no miolo da transformação maravilhosa dos mistérios da vida de Cristo.
Rezemos o rosário, rezemos a Palavra de Deus! Permitamos que os mistérios do santo rosário entrem em nós e entremos nós também nos mistérios do santo rosário, assim nós transbordaremos as graças e as vitórias que o santo rosário concede a cada um de nós.
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/a-oracao-do-rosario-e-cura-e-libertacao-para-a-nossa-alma/

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A história de Judite, a importância do jejum, oração, preparação para o combate, arrependimento, a estratégia do demônio

Muitas pessoas costumam me pedir orações. E muito me agrada ser intercessor de quem se recomenda a Deus. Entretanto, é preciso observar que não se pode ver em Deus unicamente um “pronto-socorro”, um “quebra-galho”.

Jesus foi expresso e direto quando disse, “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. O caminho para Deus, a verdade de Deus e a vida que é Deus.

Portanto, temos de observar que Deus é tudo para nós. Na verdade, todos sabemos que da vida nada se leva, que tudo é transitório, que só Deus é para sempre, porém buscamos com grande ânsia e esforço os bens perecedouros, esquecendo dos eternos.

Para alcançar graças de Deus, além de pedir com insistência, é necessário realizar os esforços e iniciativas que se fizerem necessários.

No Livro de Judite, no Antigo Testamento, vemos que o rei Nabucodonosor ameaçava gravemente o povo de Israel, através de seu marechal Holofernes, que, inclusive, já havia arrasado as cidades fortificas da Mesopotâmia, do litoral e da maioria dos lugares e se encaminhava para Jerusalém.

Os israelitas ficaram desesperados, pois sabiam que Holofernes estava arrasando e saqueando tudo o que encontrava pelo caminho. Segundo consta na redação bíblica, os vales e os rios estavam cheios de cadáveres.

Enquanto Holofernes avançava, os israelitas suplicavam insistentemente a Deus, e diante dEle se humilhavam.

Vejam o diz a Bíblia:

“Os que viviam em Jerusalém, inclusive mulheres e crianças, se prostraram diante do Templo, com cinzas na cabeça, e estenderam as mãos diante do Senhor. Cobriram o Altar com panos de saco e clamaram, a uma só voz e com ardor, para que o Deus de Israel não entregasse seus filhos ao saque, nem suas mulheres ao exílio, nem à destruição as cidades que tinham herdado, nem o Templo à profanação e caçoadas humilhantes das nações.” (Judite, Capítulo 4, versículos 11-12)

Você percebe? Diante do risco e do desespero, as pessoas se voltam para Deus com todas as suas forças, arrependem-se de seus pecados (cabeças cobertas de cinzas), e suplicam salvação. Há nesta prece mudança de vida, arrependimento e confiança em Deus.

E qual foi a consequência?

“O Senhor ouviu-lhes o grito e tomou conhecimento da tribulação deles. O povo jejuou por dias seguidos em toda a Judeia e em Jerusalém, diante do Templo do Senhor Todo-Poderoso. (...) Eles clamavam com toda a força ao Senhor, para que protegesse a casa de Israel.” (Judite, 4, 13 e 15)

Holofernes, então, ficou sabendo que o povo de Israel estava se preparando para a Guerra, mas não sabia ao certo como. Ele indagou seus prisioneiros, os reis recentemente vencidos, e perguntou acerca dos israelitas, questionou a força militar dos judeus, e quis saber a razão pela qual recusavam render-se ao rei Nabucodonosor.

Como resposta, Aquior, líder dos amonitas, advertiu:

“...Se essa gente se desviou, pecando contra o Deus deles, comprovemos essa falta, e subamos para atacá-los. Contudo, se eles não tiverem pecado, é melhor que o senhor os deixe em paz. Caso contrário, o Senhor o Deus deles vai protegê-los, e nós ficaremos envergonhados diante de todo o mundo.” (Judite, 5 20-22).

Holofernes ficou irado, e decidiu que os israelitas deveriam ser exterminados. Os Assírios, então, avançaram contra o território, ocuparam as fontes de água e realizaram um cerco implacável durante 34 dias, não permitindo a entrada de alimentos e água potável.

Judite era uma mulher viúva, porém ainda jovem e muito bonita. Era muito temente a Deus e de conduta irrepreensível. Jejuava a maior parte do mês, e exercitava-se continuamente com atos de devoção e piedade.

Judite orou com grande instância a Deus, uma oração intensa, regada a jejum, grande louvor e lágrimas.
E Judite tirou a roupa de viúva, arrumou-se, perfumou-se e vestiu-se com roupa de festa. Ficou belíssima, capaz de seduzir os homens que a vissem. Depois, apanhou uma sacola com alimentos e dirigiu-se para onde estava Holofernes.

 Bastou apenas vê-la para apaixonar-se.  Após muito assédio, Holofernes promoveu um banquete regado a muito vinho, com o propósito de manter relações sexuais com Judite. Acabou por adormecer. Procurando deixá-lo a sós com Judite, os servos fecharam a tenda e saíram. Judite, então, aproveitando-se a coma alcoólica de Holofernes, usando a própria espada deste, cortou-lhe a cabeça. Judite pegou a sacola utilizada para levar mantimentos e fez com que a cabeça de Holofernes fosse colocada dentro. Após, deixou discretamente o acampamento e voltou para seu povo, levando consigo a cabeça do opressor.


O restante da história é a vitória dos israelitas, que desceram das montanhas e atacaram os assírios, os quais fugiram ao perceberem que seu general estava morto.

Mais importante do que a história contada, são algumas constatações que podemos fazer.

Primeiro, Judite era uma mulher correta e íntrega, de conduta irrepreensível.

Segundo, Judite era uma mulher de oração, que aliava a esta prática o jejum  e a mortificação.

Terceiro, Judite confiava muito em Deus, e esta confiança não foi frustrada.

Mas isso não é tudo. É imprescindível falar sobre as consequências do pecado.

Importa, assim, referir que o pecado é predestinação de derrota, não só para o povo daquele tempo como para nós, hoje. O inimigo procurava saber se o povo estava em pecado, pois aí sabiam que poderiam vencê-lo.  Se não estivessem em pecado, os inimigos sabiam que Deus os protegeria, e nenhum mal poderia fazer-lhe nem o mais poderoso dos exércitos.

É justamente por isso que o demônio se esforça tanto com suas ofertas de pecado, cada vez mais audaciosas. Faz parte de sua estratégia e de seu plano de extermínio tornar o pecado e o neopaganismo como uma normalidade, aí poderá derrotar e esmagar a humanidade toda.

Quando a normalidade do pecado entra em uma família, ela é destruída. Quando entra na escola, no trabalho, na Igreja, ou em qualquer lugar, logo os efeitos nefastos são visíveis e os estragos são grandes.

A fúria do demônio contra o ser humano é justamente pelo fato de que a “imagem e semelhança de Deus” (com o que fomos ornados) era algo que o próprio Lúcifer, enquanto portador da luz, pretendida. É  por inveja dele – do demônio - que a morte e o pecado entraram no mundo, inveja contra os seres humanos, escolhidos para serem imagem e semelhança de Deus (não uma semelhança corpórea, mas uma aparência, uma representação do amor de Deus com poder criador e inovador no mundo).

Dessa forma, fica a orientação e o alerta para que nós, no sentido de que evitemos o pecado, nos humilhemos e confessemos assiduamente, além de jejuarmos, comungarmos, lermos a Bíblia e termos vida de oração (as cinco pedrinhas). 

Assim, não seremos derrotados pelo inimigo.

http://grupo-aguaviva.blogspot.com.br/2012/08/a-historia-de-judite-importancia-do.html