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Mostrando postagens de Julho, 2014

Bendita entre todas as mulheres

Por Maria Clara Bingemer
Maria de Nazaré, mãe de Jesus. Quem é essa que a Igreja proclama e venera como bendita entre todas as mulheres e cheia de graça? O que ela nos diz sobre o mistério de Deus, da vida, do ser humano homem e mulher? A teologia hoje trata de fazer uma releitura da Maria de acordo com as exigências de nosso tempo. Essa releitura dá testemunho, sobretudo, do momento privilegiado que vive a humanidade inteira com o despertar da consciência histórica da mulher. Com relação à interpretação sobre o mistério de Maria de Nazaré, portanto, há que ressaltar três pontos: a) O povo tem imenso carinho por Maria, a mãe de Jesus. E este amor expressa o clamor em busca de socorro, qualquer que este seja. Isto parece transparecer a espiritualidade mariana do povo mais simples. Maria é a esperança, a mãe, a protetora, aquela que não abandona seus filhos. b) Existe hoje, igualmente, uma maneira diferente e própria de ler os textos bíblicos. Os textos que falam d Maria são muito poucos na …

Reze assim, não reze assim

Oração. A catequese deste domingo volta ao tema da oração. Devemos rezar sempre e sem cessar, ensinava o Senhor no domingo passado. Devemos rezar de forma despojada e humilde, ensina o Senhor neste domingo. Dois homens foram rezar ao templo. Entraram ambos, um até ao Santíssimo; outro até à porta. Um entrou cheio de si, o outro sentia que nada valia. Um entrou convencido que era dono do Céu, o outro sabedor que nem para o Céu deveria olhar. Porém, o Céu oferece-se a quem quer, não a quem se quer seu dono.
REZE ASSIM
Bom dia, Senhor! Eis-me, não sei como, mais uma vez em Tua casa.
Venho talvez por inércia; entro talvez por entrar. A verdade, porém, é que só encontro descanso
debaixo das Tuas telhas.
Tu sabes que estou aqui como se não tivesse mais para onde ir.
Eu só quero ficar junto de Ti,
mesmo se muitos me dizem ‘Vem para aqui!’.
Eu não mereço entrar, não mereço achegar-me. Não mereço, mas é só aqui que eu encontro paz,
a paz que nem o sono da noite me traz.
Quisera, Senhor, nada valer para algu…

O perfume

Espírito Santo. A Igreja tem muita história: vinte séculos de história de mãos dadas com Deus pelos caminhos do mundo ao encontro de todos os povos e culturas. E dentro da história da Igreja para o mundo com Deus existem muitas estórias. Surpreende-me sempre a fanfarronice da Igreja que, como a Pedro, brota da crença obscura de que bastam as forças próprias da razão e dos músculos para levar a Salvação até aos confins da Terra. E não bastam. Sempre que a Igreja operou dentro deste registo jamais a barca abandonou a barra ou então não chegou a bom porto: quero dizer, nesse caso, a Igreja anunciou-se mais a si mesma e menos a Cristo.
Precisamos, por isso e sempre, que brote no nosso interior o Espírito renovador do Ressuscitado.
Era domingo. A mãe de António entrou esbaforida no quarto do filho e gritou:
– Vamos, vamos filho! Hoje é domingo e levantas-te mais cedo. Já está na hora de ir para a igreja!
Mas, Tone, o filho, mal dormido e de mau humor, respondeu:
– Não me apetece ir à missa! Hoj…

História de Nossa Senhora do Carmo

Nossa Senhora do Carmo tem origem no século XII, quando se um grupo de eremitas começou a se formar no monte Carmelo, na Palestina, terra Santa, iniciando um estilo de vida simples e pobre, ao lado da fonte de Elias, que se estendeu ao mundo todo. A palavra Carmo, corresponde ao monte do Carmo ou monte Carmelo, em Israel, onde o profeta Elias se refugiou. A palavra carmo ou carmelo significa jardim. História de Nossa Senhora do Carmo e os carmelitas A ordem dos carmelitas venera com carinho o profeta Elias, que é seu patriarca, e a Virgem Maria, venerada com o título de Bem Aventurada Virgem do Carmo. Devido ao lugar, esse grupo foi chamado de carmelitas. Lá, esse grupo de eremitas construiu uma pequena capela dedicada a Senhora do Carmo, ou Nossa Senhora do Carmelo. Posteriormente os carmelitas foram obrigados a ir para a Europa fugindo da perseguição dos muçulmanos. Aí se espalhou ainda mais a Ordem do Carmelo. Devoção a Nossa Senhora do Carmo Com a expulsão dos carmelitas de Israel, …

PORTADOR DO PERDÃO DE DEUS

[PERDOAI  SEREIS PERDOADOS – Lc 6, 36] Voltemos de novo ao primeiro dos episódios antes relatados, o da batina enxovalhada de cal, porque essa história teve sequência. Enquanto os alunos da Academia Cicuéndez comentavam, espantados, o que tinha acontecido, outro professor lhes falou de um lado desconhecido da vida do Pe. Josemaria Escrivá que os deixou intrigados. Contou-lhes que esse jovem sacerdote, intelectual de nível, formado em direito pela universidade de Saragoça, em teologia pela Pontifícia Universidade da mesma cidade, e doutorando em direito pela de Madrid, dedicava-se a atender centenas de pobres e doentes – os mais abandonados –, no barracos e cortiços dos subúrbios, e nos hospitais públicos, repletos de tuberculosos e de outros doentes incuráveis. E que, para isso, ia de uma ponta a outra de Madrid, andando a pé ou de bonde, durante horas e mais horas. Os alunos, incrédulos, fizeram apostas sobre a veracidade dessa informação e resolveram segui-lo às escondidas. Assim o fiz…

Santa Angêla

Santa Ângela era da Itália, nasceu de uma rica família da cidade de Folígno no ano de 1248. Por isso ela é chamada de Santa Ângela de Foligno. Desde cedo teve uma educação nobre, viveu em meio à fartura e aos prazeres mundanos. Seus pais não lhe deram uma educação cristã e pouco se preocupavam com a religião. Ângela herdou essa marca de paganismo. Viveu numa sociedade que valorizava demais as aparências e a vaidade. Ângela casou-se muito nova com um cavaleiro de sua terra, teve muitos filhos e cuidava bem deles. Gostava de festas e divertimento, mas enxergava a vida além das realidades materiais. Gostava de roupas novas, joias, aparências tudo que uma vida mundana oferece. Mais tarde, seus pais se converteram e aconselhavam Santa Ângela a mudar de vida, mas ela não lhes dava ouvidos. Os pais passaram a rezar muito por ela. História da conversão de Santa ÂngelaTudo parecia ir bem com Ângela, até que uma grande tragédia aconteceu em sua vida: dois de seus filhos morreram tragicamente. Ent…

História de Santa Clara

Santa Clara de Assis, (Chiara D’Offreducci), nasceu no ano de 1194, em Assis, Itália. De família rica, seu pai, Favarone Scifi, era conde. Sua mãe se chamava Hortolana Fiuni. Clara era neta e filha de fidalgos (pessoas da classe nobre). Sua família vivia em um palácio na cidade, tinha muitas propriedades e até um castelo. Clara tinha dois irmãos e duas irmãs. Suas irmãs Catarina e Beatriz, mais tarde, iriam entrar para o convento junto com sua mãe, após esta ficar viúva. Quando Clara tinha por volta de doze anos, sua família vai morar em Corozano e depois vão para Perugia, refugiando-se de uma revolução. Vida de Santa ClaraClara desde jovem já tinha a fama de muito religiosa e recolhida. Aos 18 anos ela fugiu com uma amiga, Felipa de Guelfuccio, para encontrar São Francisco de Assis, na Porciúncula, (capelinha de Santa Maria dos Anjos, onde nasceu a ordem dos Franciscanos e a ordem de Santa Clara). Lá ela era esperada para fazer os primeiros votos e entrar no convento dos franciscanos. S…

Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.

Ó Deus, único na Santíssima Trindade, quero amar-Vos como nenhuma alma Vos adorou. E, embora seja por demais miserável e pequenina, lancei bem fundo a âncora da minha confiança no abismo da Vossa misericórdia, ó meu Deus e Criador! Apesar da minha extrema miséria, nada receio, mas tenho esperança de Vos cantar eternamente o hino de louvor de glória. Que nenhuma alma, por mais miserável que seja, caia em dúvida: enquanto viver, qualquer uma pode atingir uma grande santidade, tão grande é o poder da graça divina. Depende apenas de nós não nos opormos à ação de Deus. Fonte: Santa Faustina Kowalska (1905-1938), religiosa, Diário, § 283

O Espírito Santo e Maria

O mistério de Maria é inseparável do mistério do Espírito Santo. Mais: dele depende. O Apocalipse fala de uma mulher vestida de sol (12,1). Esse sol é o Espírito Santo, que a enriqueceu de todas as graças desde quando o Pai a escolheu para ser a mãe de seu Filho. E quando, cheia de graça, chegada a plenitude dos tempos (Gl 4,4), ela deveria conceber Jesus, é o Espírito Santo que a fecunda, como rezamos no Credo: "O Filho unigênito de Deus ... por nós e para nossa salvação desceu dos céus e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria". 

Revestida de sol, coberta pelo Espírito Santo, Maria tornou-se, no dizer de São Bernardo, "um abismo de luz, gestando o verdadeiro Deus, Deus e homem ao mesmo tempo" e, diante desse fato, observa ainda São Bernardo, "até o olho angélico fica ofuscado com a potência de tal fulgor". 

Sol e luz são figuras para expressar um fato: Maria, senhora de todas as bênçãos, concebe o Filho de Deus, por obra e graça do Espíri…

Bem-vindo ao Estudando nos passos de Maria

''Quem são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis, monarcas da Terra comparados com a Virgem Maria que, nascida de descendência real (descendente do rei Davi) é, além disso, Mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é, na cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar bastante (nunca poderemos exaltar o suficiente), a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade.'' (Martinho Lutero, ''Comentário do Magnificat'', cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista ''Jesus vive e é o Senhor''). Lendo as palavras acima, ditas por Martinho Lutero, o "reformador" protestante. Ficamos a nos perguntar quais as razões do tratamento dispensado pelo mesmo protestantismo a Nossa Senhora, Mãe de Deus. Haja vista, Lutero baniu a Igreja de sua confissão, mas não fez o mesmo com Maria, da qual se refere de forma devotada e …