terça-feira, 29 de abril de 2014

Santa Catarina de Sena

Neste dia, celebramos a vida de uma das mulheres que marcaram profundamente a história da Igreja: Santa Catarina de Sena. Reconhecida como Doutora da Igreja, era de uma enorme e pobre família de Sena, na Itália, onde nasceu em 1347.

Voltada à oração, ao silêncio e à penitência, não se consagrou em uma congregação, mas continuou, no seu cotidiano dos serviços domésticos, a servir a Cristo e Sua Igreja, já que tudo o que fazia, oferecia pela salvação das almas. Através de cartas às autoridades, embora analfabeta e de frágil constituição física, conseguia mover homens para a reconciliação e paz como um gigante.

Dotada de dons místicos, recebeu espiritual e realmente as chagas do Cristo; além de manter uma profunda comunhão com Deus Pai, por meio da qual teve origem sua obra: "O Diálogo". Comungando também com a situação dos seus, ajudou-o em muito, socorrendo o povo italiano, que sofria com uma peste mortífera e com igual amor socorreu a Igreja que, com dois Papas, sofria cisão, até que Catarina, santamente, movimentou os céus e a terra, conseguindo banir toda confusão. Morreu no ano de 1380, repetindo: "Se morrer, sabeis que morro de paixão pela Igreja".

Santa Catarina de Sena, rogai por nós!


Santa Catarina de Sena

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Maria nas Liturgias Antigas

No cemitério de Priscila, em Roma, encontra-se uma sugestiva pintura em que esta representada uma cena litúrgica de tomada de hábito de uma virgem. Um bispo, sentado no trono, assistido de um diácono, impõe o véu a uma jovem colocada em pé diante dele, e lhe fala, indicando, com o dedo, Maria que se vê do outro lado da pintura, assentada e tendo nos braços o seu Filho. Trata-se, possivelmente, de propor como exemplo de virgindade a Mãe de Deus e, parece, o bispo pronuncia as palavras de Sto. Ambrósio: "Ó minha filha, tomai esta mesma como modelo" (Scaglia, op. cit. pág. 207). É uma simples cena litúrgica que nos diz ser bem antiga a cerimônia de tomada de hábito de uma religiosa, à qual Maria é apontada como um exemplo a seguir.
Na história da liturgia cristã, encontramos indícios muito claros de que o culto a Nossa Senhora é muito antigo. Já foi observado que, nos primeiros séculos, os cristãos  se cautelavam em mostrar publicamente as honras devidas a Maria, por causa dos pagãos que poderiam chamá-la de "deusa", por ser Mãe de Deus, como fizeram muitos dos antigos. (Cf. Lerosey - Histoire et Symbolisme de la Liturgie, IV, pág. 590. Também M. Righetti - História de la Liturgia, pág.883).
Em 428 d.C., o papa Celestino, escrevendo as Igrejas da Gália, exortou: "Tenhamos atenção ao sentido das orações sacerdotais, recebidas por tradição apostólica, em todo o mundo. São de um uso uniforme em toda a Igreja Católica e, pela maneira com que devemos rezar, aprendei o que devemos crer." (A. Nicolas, op. cit. pág. 8). Havia, pois, orações, no século V, que eram atribuídas aos tempos apostólicos. Essas orações foram reunidas em grupos e deram origem às primeiras liturgias que tinham o nome dos Apóstolos. Nessas liturgias, encontramos muitas comemorações da Santíssima Virgem.
Augusto Nicolas, em seu livro "Exposition Liturgique", reproduz algumas das expressões usadas, nas liturgias antigas: "De novo e mais uma vez ainda, façamos memória da verdadeiramente feliz e preconizada por todas as gerações da terra santa, abençoada, sempre Virgem Maria, Mãe de Deus... Abençoada seja Maria e bendito 0 fruto que dela saiu... Pelas orações da Mãe da Vida, Mãe de Deus, Maria, e de todos os santos:...." (Tomo I, pág. 661).
Na própria liturgia dos nestorianos (que negavam a maternidade divina), Maria foi invocada: "Mãe de nosso Senhor , rogai por mim ao Filho único que nasceu de Vós, para que Ele perdoe minhas faltas e meus pecados, e que receba de minhas mãos fracas e pecadoras este sacrifício que minha fraqueza oferece sobre este altar, por vossa intercessão, Mãe santa." (A. Nicolas, ib. pág.71).
As festas que, desde os primeiros séculos, se celebram em honra de Nossa Senhora, são testemunhos da veneração que os discípulos de Jesus tiveram para com a sua santa Mãe. "É preciso observar que o culto eclesiástico da Mãe de Deus se manifesta muito mais cedo que suas festas propriamente ditas. Constantino, por exemplo, lhe dedicou três Igrejas, na Capital do Império. Depois das recentes descobertas, antes da construção da Basílica Liberiana que era geralmente considerada como a mais antiga de Roma, existia uma outra Igreja dedicada à Virgem: Sancta Maria Antíqua." (J.C. Broussole De la Conception Inmaculée à 1' Anonciation Angélique, pág.36).
As festas mais antigas em honra de Maria. são: a Anunciação, a Purificação, a Natividade e a Assunção.
1) A Anunciação fundamenta-se no Evangelho (Lc. 1, 26-38). A festa da Anunciação também era chamada "Conceição de Jesus Cristo", "Princípio da Redenção", etc. Sem dúvida, ela é uma das mais célebres, em toda a Igreja dos primeiros séculos. Na celebração desta festa, fizeram sermões Santo Agostinho, Santo André de Jerusalém, S. Proclus de Constantinopla e muitos outros santos padres. (Cf. Lerosey, op. cit. pág.575).
2) A Purificação é outra festa fundamentada no Evangelho (Lc.2, 22 e ss.). No dia 2 de fevereiro, lê-se no antigo Martiriológico Romano, atribuído a S. Jerônimo: "Purificatio Sanctae Mariae Matris Domini Nostri Jesu Christi". Á festa da Purificação, celebrada também desde os primeiros séculos, é atestada por S. Gregório de Nissa, S. João Crisóstomo, S. Cirilo de Alexandria, S. Leão Magno e outros. (Barbier - La SaintVierge d'après les Péres, Tomo IV, pág. 391).
3) A Natividade e a Assunção são duas festas baseadas na Tradição da Igreja. Não se sabe com muita precisão onde e quando nasceu e morreu Nossa Senhora. Mas os cristãos quiseram prestar uma homenagem à Mãe de Jesus, celebrando o dia do seu nascimento e da sua glorificação, após a sua morte. A festa da Natividade é celebrada no dia 8 de setembro, e a da Assunção, no dia 15 de agosto. Segundo informa o historiador Mario Righetti, "a Assunção é a festa mais antiga e solene que a Igreja celebra em honra de Maria, destinada a comemorar a sua morte e sua assunção ao Céu, em corpo e alma. Não nos é conhecido quando a Virgem exalou o último suspiro... a memória Mariana fixada em 15 de agosto deveu de ser a mais popular e festiva, porque as Igrejas da Armênia, de Jerusalém e de Constantinopla a tiveram com preferência sobre as outras". (Op. cit. 895-904).
No decorrer dos séculos, a Liturgia católica foi se enriquecendo sempre mais com festas e comemorações da Virgem Maria. Mesmo Lutero conservou algumas festas de Nossa Senhora: aquelas que tinham uma fundamentação bíblica: a anunciação, a visitação, a purificação. Foram solenidades litúrgicas conservadas e aproveitadas por Lutero e outros reformadores, para ser também uma iniciação sobre Maria e sua importância para os cristãos reformados. (Gottfried Maron - "Maria na Teologia Protestante", Rev. Concilium, n° 188, agost0 de 1983, pág. 67 e ss.).

Tudo por Jesus! Nada sem Maria! Que alegria!

http://www.padrechrystianshankar.com.br/novo/formacao/mariologia/162-maria-nas-liturgias-antigas

A mais antiga oração Mariana

"À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas Em nossas necessidades, Mas livrai-nos sempre de todos os perigos, Ó Virgem gloriosa e bendita!". A oração "Sub tuum praesidium" (À vossa proteção) é a mais antiga oração a Nossa Senhora que se conhece. Encontrada num fragmento de papiro, em 1927, no Egito, remonta ao século III. Tem uma excepcional importância histórica pela explícita referência ao tempo de perseguições dos cristãos (“Estamos na provação” e “Livrai-nos de todo perigo) e uma particular importância teológica por recorrer à intercessão de Maria invocada com o título de Theotókos (Mãe de Deus). Este título é o mais importante e belo da Virgem Santíssima. Já no século II era dirigido a Maria e foi objeto de definição conciliar em Éfeso em 431. O texto primitivo do qual derivam as diversas variações litúrgicas (copta, grega, ambrosiana e romana) é o seguinte: “Sob a asa da vossa misericórdia nós nos refugiamos, Theotókos; não recuse os nossos pedidos na necessidade e salva-nos do perigo: somente pura, somente bendita”.

http://www.padrechrystianshankar.com.br/novo/formacao/mariologia/143-a-mais-antiga-oracao-mariana

terça-feira, 22 de abril de 2014

Santa Francisca Xavier Cabrini



Nasceu dia 15 de julho de 1850 em Sant'Angelo Lodigiano, Lombardia, Itália. Filha do agricultor Agustine Cabrini e de sua esposa Estella, era a última de treze filhos. No dia em que nasceu, um bando de pombos brancos sobrevoou a sua casa.Seu nome de batismo era Maria Francisca.
Quando pequena, Chiquinha (como era conhecida) gostava de brincar de barquinhos e de colher violetas. Quem a conheceu dizia que tinha pequena estatura e grande espírito. Recebeu uma educação no convento de Arluno e formou-se professora. Sua mãe rezava por uma hora antes de ir para a missa e ela seguia seu exemplo. Às vezes se refugiava num local onde sozinha podia rezar tranqüila.
Quando adolescente, era franzina e muito tímida. Mais tarde disse: "Quem diria que eu fui por tanto tempo tão tímida? Não ousava levantar os olhos, por medo de faltar a modéstia. Chegou o dia, porém, em que compreendi que na verdade devia tê-los bem aberto para o bem do Instituto. E nada mais pôde me intimidar".
Parece que o destino de Madre Cabrini era mesmo as viagens, pois ela gostava de Geografia e vivia debruçada nos Atlas.
Ficou órfão bem jovem e aos 18 anos queria ser religiosa, mas sua saúde delicada impediu que recebesse o véu. O Padre Serati pediu que ela ensinasse na escola de meninas "A Casa da Providência", um orfanato em Codogno, Itália, e lá ela ensinou por seis anos.
Ela fazia tão bem seu trabalho, que quando o orfanato fechou, em 1880, o Bispo de Todi pediu que ela fundasse o Instituto das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus para cuidar das crianças pobres nas escolas e em hospitais.
Segundo a tradição, embora elas não tivessem dinheiro para prover o que era necessário para as crianças, sempre que Francisca enviava uma das Irmãs para buscar leite, o pote estava sempre cheio, e quando buscava pão, o cesto de pão estava também cheio. Milagrosamente não faltava comida para as crianças.
Madre Cabrini colocou sua obra sob a proteção do grande missionário São Francisco Xavier, de quem era devota e a quem desejaria imitar sendo missionária na China, assumindo ela mesma o nome do seu patrono. No mesmo ano ela abriu uma casa para moças e no ano seguinte abriu outra casa em Milão.
Em 1887 foi a Roma para conseguir a aprovação das Regras do Instituto e pedir permissão para abrir outra casa em Roma. Conseguiu a aprovação para abrir duas casas: uma escola para crianças pobres e um orfanato. Em 1888 conseguiu a aprovação da Constituição do Instituto.
De 1901 a 1913, 4.7 milhões de italianos imigraram. Era um verdadeiro problema social. Como havia um grande número de emigrantes italianos em Nova York , o Arcebispo Corrigan enviou um convite formal a ela para ir para a América, e logo depois o Papa Leão XIII deu a sua permissão e bênção para que ela fosse para os Estados Unidos.
Ela e seis outras freiras chegaram em Nova York em 1889. Elas trabalharam principalmente com os emigrantes italianos. Em março de 1889 ela já tinha o terreno que queria. Apesar de toda fragilidade e saúde precária, nos próximos 28 anos ela viajou pelos Estados Unidos fundando escolas, orfanatos e hospitais. Nada a fazia parar.
No dia 11 de junho de 1894, numa audiência com o Papa, ela recebeu a aprovação para uma expedição que desejava fazer para o Brasil. Em 1896 ela montou um colégio em Lima (Peru). Na mesma ocasião esteve no Equador e na Argentina.
Ela fundou 67 instituições incluindo escolas, hospitais e orfanatos na América, Chile, Venezuela, Brasil e Argentina. Para expandir sua obra, Santa Francisca fez vinte e quatro travessias oceânicas, fato extraordinário para a época. Ela se tornou a mãe dos imigrantes italianos em toda a América.
Em 1900 ela retornou à Argentina e apesar de muito debilitada abre o Colégio Internacional de Rosário. Debilitada pela constante febre, se vê obrigada a retornar à Itália. Nomeia as irmãs responsáveis pela continuação de suas obras. Era o ano de 1902. E quando todos pensavam que era o fim, ela se recuperou da febre para continuar o seu trabalho. Visitou uma a uma de suas obras na Itália, França e Espanha. Quanta força tinha!
Em New Orleans , verão de 1905, uma epidemia de febre amarela matou muita gente. E as irmãs de Madre Cabrini permaneceram firmes porque sabiam que o povo precisava delas.
Madre Cabrini com 57 anos e com a saúde debilitada não se deu por vencida e voltou a viajar. Ao invés de ficar na Itália, resolveu vir ao Brasil. Aqui já havia uma casa que tinha sido aberta por um grupo de irmãs da Argentina.
No ano de 1908 ela enfrentava uma epidemia e uma perseguição no Rio de Janeiro. Não se deixou abater e ainda teve forças para procurar um terreno na Tijuca para abrir um colégio.
Depois de um ano no Rio de Janeiro, Madre Cabrini voltou para os Estados Unidos a fim de percorrer suas obras. Vai para a Itália e o Papa São Pio X, com um decreto de 16 de julho de 1910, confirma Madre Cabrini como Superiora Geral vitalícia.
Em dezembro de 1911, com as poucas forças que lhe restam, resolve voltar aos Estados Unidos, onde ainda tem forças para reerguer o Hospital Columbus de Nova Iorque. Amplia e constrói escolas e orfanatos.
Ela faleceu de malária em 22 de dezembro de 1917 em Chicago, Illinois, USA. Foi enterrada na Capela do Colégio Madre Cabrini em Nova York. Foi canonizada em 7 de julho de 1946 pelo Papa Pio XII
Quando Madre Cabrini faleceu, o Instituto contava com 4.000 freiras.
Santa Francisca Cabrini é considerada a primeira santa dos Estados Unidos, já que ela obteve a cidadania americana em 1913. Mas os títulos mais importantes são o de Santa dos Italianos na América e o concedido pelo Papa Pio XII em 8 de setembro de 1950: o de patrona universal dos imigrantes. Além dos EUA, também há uma estátua de bronze em homenagem à santa na Argentina.
No Brasil, Nova Friburgo (RJ) ganhará um monumento a Santa Francisca Xavier Cabrini. A idéia é do presidente da Associação Ítalo-Brasileira de Arte e Cultura (Aibac), Giuseppe Arno, que pretende erguê-lo na Praça do Suspiro, onde já funciona a Praça das Colônias – um complexo dedicado às representações dos países colonizadores do município.


Sta Francisca jovem religiosa

Transplante de olhos feito por Deus

O caso é referido em quase todas as biografias da santa. Foi um dos milagres aprovados para a Beatificação da Madre Cabrini.
Aconteceu no Hospital Columbus, de Nova York. A superiora e responsável pela direção geral do Hospital era a Madre Teresa Basigalupi. No processo, a Madre Teresa omite o nome da Irmã encarregada da Seção.
O acidente aconteceu por volta do meio-dia de 14 de março de 1921. O Dr. Michal Joseph Horan e a enfermeira Srta. Maria Redmond assistiram ao parto, e foi esta quem lavou os olhos do bebê com uma solução de nitrato de prata a 50 por cento, em vez de 1 por cento, que seria o correto O recém-nascido era Peter, filho primogênito do jovem casal Peter e Margaret Smith.
Quando uma hora mais tarde outra enfermeira - Srta. Sifert - acudiu apavorada pelo estado dos olhos do bebê, a Irmã responsável pela Seção compreendeu a tragédia que ocasionara ao fornecer por erro um vidro diferente do devido. O Dr. Paulo Casson acudiu. Os olhos do bebê estavam inflamados e pretos, tão inchados que não se abriam. Não teve dúvidas: o menino iria morrer; e, se escapasse, certamente ficaria absolutamente cego.
Às 21 horas o Dr. Horan voltou ao leito do bebê trazendo o especialista em oftalmologia Dr. Keaney , que só com ajuda de um instrumento próprio (Lindhbers) conseguiu abrir as pálpebras inchadas e coladas. A conjuntiva estava gravemente queimada. A córnea de ambos os olhos aparecia ensangüentada, e dos lugares queimados surgia uma secreção amarelo-acinzentada. "Prognóstico: morte, e certamente em poucas horas" (qualquer espécie de inflamação pulmonar em crianças desse tamanho é mortal quase em cem por cento dos casos).
As irmãs e as enfermeiras, nos horários em que não estavam obrigadas a ficar junto aos doentes, reuniram-se na Capela e rezaram durante toda a noite pedindo um milagre pela intercessão da Madre Fundadora. Sabiam que somente um milagre resolveria a situação do menino, do jovem casal e do próprio Hospital.
Chegou a manhã do dia 15. Pelas 9 horas o Dr. Horan voltou com o especialista Dr. Keaney, para ver se havia alguma possibilidade de atenuação do dano causado. E o Dr. Keaney... não encontrou nada de errado no menino! Peter Smith "estava absolutamente bem. Não ficou traço algum de cicatriz apesar da queimadura profunda que houvera". Os Drs. Horan, Casson e Keaney "reconheceram espantados que havia se dado um milagre. O menino deixou o hospital absolutamente curado e em estado normal".
Só havia um pormenor: os médicos constataram que os olhos do garoto estavam perfeitos, mas que não eram dele: eram verdes e não tinham os caracteres dos pais do garoto. Chamaram a Irmã e perguntaram o que havia acontecido, e ela falou da novena a Santa Francisca.
Depois de 50 anos da morte da santa, desenterraram-na e seu corpo estava intacto, faltando-lhe apenas os olhos, que não estavam na cavidade ocular. Verificaram que os olhos do referido menino eram os da santa. O rapaz na ocasião já era formado de Medicina, mas da data do seu nascimento até a exumação da Santa vinte e oito anos haviam se passado!
Na manhã de 7 de julho de 1946, Peter Smith, que já havia sido ordenado sacerdote na Igreja da Mother Cabrini School de Nova Iorque, assistiu à solene canonização de Santa Francisca Xavier Cabrini por Pio XII. Estavam também presentes Paulo Pezzini e Ettore Pagetti, protagonistas das duas curas milagrosas aprovadas para a Canonização. As curas de Peter Smith e da religiosa Delfina Grazioli foram os milagres aprovados para a Beatificação.


http://heroinasdacristandade.blogspot.com.br/search?updated-min=2011-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2012-01-01T00:00:00-08:00&max-results=50

Santa Maria Egipcíaca, em oração se comprometeu a um caminho de conversão

Nasceu no Egito no século V, e com apenas 12 anos tomou a decisão de sair de casa, em busca dos prazeres da vida. Providencialmente, conheceu um grupo de cristãos peregrinos que ia para o Santo Sepulcro, e os acompanhou, apenas movida pelo interesse no passeio.
Por três vezes quis entrar na Igreja, mas não conseguiu. E uma voz interior lhe fez perceber o quanto ela era escrava do pecado. Ela recorreu a Virgem Maria, representada numa imagem que ali estava, e em oração se comprometeu a um caminho de conversão. Ingressou na Igreja e saiu de seu sepulcro.
Com a graça do Senhor ela pôde se arrepender e se propor a um caminho de purificação.
Ela foi levada ao deserto de Judá, onde ficou por quarenta anos, e nas tentações recorria sempre a Virgem Maria. Perto de seu falecimento, padre Zózimo foi passar seus últimos dias também nesse deserto e a conheceu, levou-lhe a comunhão e ela faleceu numa sexta-feira. O padre ao encontrar seu corpo, enterrou-a como a santa havia pedido em um recado.
Santa Maria Egipcíaca, rogai por nós!

http://santo.cancaonova.com/santo/santa-maria-egipciaca-em-oracao-se-comprometeu-a-um-caminho-de-conversao/

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Maria Virgem Imaculada Mãe de Deus

Quem é essa mulher que aparece como a aurora, bonita como a lua, resplandescente como o sol? É um raio de luz que se aproxima docemente de um coração que se abre. A mão de Maria Santíssima vai semeando no corações abertos para ver nascer frutos luminosos, dignos do esplendor do céu.

Oh caminhantes que, como eu, ouviram a chamada desta Mãe tão carinhosa, deixem Maria orientar vossos pequenos corações para que possam arder cada vez mais de amor infinito.

Maria Santíssima, com Sua simples presença, emana uma Luz suave e cálida que faz com que os corações que se elevam para o amor infinito, se encham de serenidade e paz. Como o sol anuncia a manhã e ilumina o dia, peçamos à Maria que ilumine nossos caminhos e faça com que nossos corações, batendo junto ao Seu Coração, possa entender Seu amor Maternal.


Maria Santíssima é a Mãe que chama
Chama porque é Mãe, Mãe de Jesus e nossa Mãe e ama Jesus entregando a Ele as nossas almas e nos ama doando Jesus a nós. Ânsias e delicadezas, alegrias e martírios florescem nela através do mesmo caule: um amor que não tem limites e que oferece o coração, repouso e luz nos momentos tristes, e refúgio nas ocasiões de perigo.


Escutemos...
Uma vez mais Maria nos transmite a Boa Nova, Ela nos conta toda Sua dor, nos diz de Seu imenso amor. E nos dá um bom conselho: "Façam tudo que Jesus lhes pede." E Jesus nos pede de seguir Seu exemplo: "Amar a Deus, Nosso Pai, e os homens que são nossos irmãos".


Vem!
Não se deve resistir á Nossa Senhora porque é o mais sincero, o mais Santo, o mais eficaz de todos os convites feitos a nós. É da muito tempo que Ela nos chama: a Sua voz é rouca de tanto cansaço, parece interrompida do choro...
"Venham! Existem muitas coisas que somente eu posso dizer, existem muitos tesouros que somente eu posso dar. Venham! Eu vos chamo á vossas casas: a casa da mãe é a casa dos meus filhos, a casa de Jesus é a minha casa, é a vossa casa.
Porque receais? Venham, descansai-vos no coração da Vossa Mãe".


Maria, querida Mãezinha, pega minha mão
Ó Minha doce Mãe, quero ouvir-te.
Minha alma necessita tanto de uma Mãezinha.
Ouço Tua voz suave, cheia do Espírito Santo.
Estou tão cansada da Terra,
Que só me tem dado tribulações e infelicidade.
Fala-me de Jesus, conta-me Seus segredos da Misericórdia.
Leva-me a Ele, amara-me a Ele
E ensina-me a fazer toda Sua vontade.

Ininterruptamente, poderás compreender os fundamentos sobre os quais se baseiam a devoção pela Virgem Maria, nossa querida Mãezinha Celestial, Sua vida, Suas dores, Seu grande coração de Mãezinha. E segundo os comentários dos santos, entre eles São Bernardo, Santo Afonso, Santo Agostinho, São Tomás e Santa Tereza, serás guiado por um caminho fascinante ao descobrimento das verdades mais sublimes. Encontrarás ainda várias formas de devoções para poder chegar aos encantos do céu.

Goza, goza, alma minha, e alegra-te com Maria, porque prepara maravilhas para aqueles que A louvam. (Santo Boa Ventura)


http://digilander.libero.it/monast/maria/porto/index.htm

Ei-lo, o meu Servo será bem sucedido; sua ascensão será ao mais alto grau.

Ei-lo, o meu Servo será bem sucedido; sua ascensão será ao mais alto grau. Assim como muitos ficaram pasmados ao vê-lo – tão desfigurado ele estava que não parecia ser um homem ou ter aspecto humano – do mesmo modo ele espalhará sua fama entre os povos. Diante dele os reis se manterão em silêncio, vendo algo que nunca lhes foi narrado e conhecendo coisas que jamais ouviram. 

http://www.liturgiadashoras.org/

quinta-feira, 17 de abril de 2014

O Cordeiro imolado libertou-nos da morte para a vida

Da Homilia sobre a Páscoa, de Melitão de Sardes, bispo
(N.65-71: SCh123,94-100) 
(Séc.II)


Muitas coisas foram preditas pelos profetas sobre o mistério da Páscoa, que é Cristo, a quem seja dada a glória pelos séculos dos séculos. Amém (Gl 1,5). Ele desceu dos céus à terra para curar a enfermidade do homem; revestiu-se da nossa natureza no seio da Virgem e se fez homem; tomou sobre si os sofrimentos do homem enfermo num corpo sujeito ao sofrimento, e destruiu as paixões da carne; seu espírito, que não pode morrer, matou a morte homicida.
Foi levado como cordeiro e morto como ovelha; libertou-nos das seduções do mundo, como outrora tirou os israelitas do Egito; salvou-nos da escravidão do demônio, como outrora fez sair Israel das mãos do faraó; marcou nossas almas como sinal do seu Espírito e os nossos corpos com seu sangue.
Foi ele que venceu a morte e confundiu o demônio, como outrora Moisés ao faraó. Foi ele que destruiu a iniquidade e condenou a injustiça à esterilidade, como Moisés ao Egito.
Foi ele que nos fez passar da escravidão para a liberdade, das trevas para a luz, da morte para a vida, da tirania para o reino sem fim, e fez de nós um sacerdócio novo, um povo eleito para sempre. Ele é a Páscoa da nossa salvação.
Foi ele que tomou sobre si os sofrimentos de muitos: foi morto em Abel; amarrado de pés e mãos em Isaac; exilado de sua terra em Jacó; vendido em José; exposto em Moisés; sacrificado no cordeiro pascal; perseguido em Davi e ultrajado nos profetas.
Foi ele que se encarnou no seio da Virgem, foi suspenso na cruz, sepultado na terra e, ressuscitando dos mortos, subiu ao mais alto dos céus.
Foi ele o cordeiro que não abriu a boca, o cordeiro imolado, nascido de Maria, a bela ovelhinha; retirado do rebanho, foi levado ao matadouro, imolado à tarde e sepultado à noite; ao ser crucificado, não lhe quebraram osso algum, e ao ser sepultado, não experimentou a corrupção; mas ressuscitando dos mortos, ressuscitou também a humanidade das profundezas do sepulcro.

http://www.liturgiadashoras.org/oficiodasleituras.html

terça-feira, 15 de abril de 2014

Com os olhos fixos em Jesus, empenhemo-nos no combate que nos é proposto

Irmãos: Rodeados como estamos por tamanha multidão de testemunhas, deixemos de lado o que nos pesa e o pecado que nos envolve. Empenhemo-nos com perseverança no combate que nos é proposto, com os olhos fixos em Jesus, que em nós começa e completa a obra da fé. Em vista da alegria que lhe foi proposta, suportou a cruz, não se importando com a infâmia, e assentou-se à direita do trono de Deus. Pensai pois naquele que enfrentou uma tal oposição por parte dos pecadores, para que não vos deixeis abater pelo desânimo.
Vós ainda não resististes até ao sangue na vossa luta contra o pecado, e já esquecestes as palavras de encorajamento que vos foram dirigidas como a filhos:
“Meu filho, não desprezes a educação do Senhor,
não te desanimes quando ele te repreende;
pois o Senhor corrige a quem ele ama
e castiga a quem aceita como filho”.
É para a vossa educação que sofreis, e é como filhos que Deus vos trata. Pois qual é o filho a quem o pai não corrige? Pelo contrário, se ficais fora da correção aplicada a todos, então sois bastardos e não filhos. Ademais, tivemos os nossos pais humanos como educadores, e os respeitávamos. Será que não devemos submeter-nos muito mais ao Pai dos espíritos para termos a vida? Nossos pais humanos, por pouco tempo, nos corrigiam como melhor lhes parecia; Deus, porém, nos corrige para o nosso bem, a fim de partilharmos a sua própria santidade. No momento mesmo, nenhuma correção parece alegrar, mas causa dor. Depois, porém, produz um fruto de paz e de justiça para aqueles que nela foram exercitados.
Portanto, “firmai as mãos cansadas e os joelhos enfraquecidos; acertai os passos dos vossos pés”, para que não se extravie o que é manco, mas antes seja curado.

Da Carta aos Hebreus                 12,1-13

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Quem sou eu diante de Jesus?



O Papa Francisco deu início neste domingo aos ritos da Semana Santa, com a procissão de ramos, dia em que a Igreja recorda a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. E o fez entre ramos de oliveiras e palmas, trazidas por milhares de fiéis que vieram até a Praça São Pedro para participar da celebração eucarística. É o início da festa cristã que, ao longo de toda a semana e com diversos atos litúrgicos, celebrará a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. 

Na procissão pelo interior da Praça São Pedro, que deu início à celebração eucarística, Francisco foi precedido por jovens da Diocese de Roma e de todos os continentes, por cerca de 100 sacerdotes, bispos e cardeais que concelebram a Santa Missa.

Cerca de 3 mil ‘parmureli’ – folhas novas brancas de palmeira tramadas – foram usadas na Praça São Pedro. Seguindo uma antiga tradição, estes trabalhos artesanais com valor religioso e também ornamental, foram enviados de San Remo e de Bordighera, região da Ligúria, e foram entregues ao Santo Padre, aos Cardeais, Bispos e fiéis presentes na cerimônia.

A ‘parmurelu’ que foi entregue ao Papa Francisco foi entrelaçada com três folhas de palmeira unidas, simbolizando a Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. A obra foi confeccionada nos dias passados na Cooperativa ‘Il cammino’, junto aos outros 3 mil exemplares de dimensões menores, todos entrelaçados segundo a tradição da Ligúria.

Francisco também usou um báculo de madeira, trabalhado de um tronco de oliveira, doado por um grupo de detentos da Casa de Detenção de Sanremo, noroeste da Itália, que estão sendo acompanhados por uma cooperativa fundada pelo bispo daquela Diocese, Dom Antonio Suetta.

Também neste domingo a Igreja celebra a Jornada Mundial da Juventude em nível diocesano. No encerramento da celebração a entrega por jovens brasileiros, dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude – a Cruz da redenção e o Ícone de Nossa Senhora – aos jovens poloneses. Recordamos que a próxima JMJ com a presença do Santo Padre será em Cracóvia, em 2016.

O Papa deixou de lado a sua homilia escrita e improvisou uma profunda reflexão recordando os personagens descritos na leitura do Evangelho deste domingo. O Papa pediu um exame de consciência a todos os fiéis, e com qual personagem nos identificamos.

Esta semana tem início com a procissão alegre com os ramos de oliveira – disse o Papa -: todo o povo acolhe Jesus. As crianças, os jovens cantam, louvam a Jesus. Mas esta semana vai avante no mistério da morte de Jesus e da sua ressurreição. Ouvimos as palavras da Paixão do Senhor. Então o Papa faz uma pergunta:

Quem sou eu diante do meu Senhor? 
Quem sou eu, diante de Jesus que entra em festa em Jerusalém? Eu sou capaz de expressar a minha alegria, de louvá-lo? Ou me distancio? Quem sou eu, diante de Jesus que sofre? Ouvimos muitos nomes: muitos nomes. O grupo de líderes, alguns sacerdotes, alguns fariseus, alguns mestres da lei que tinham decidido matá-lo. Eles estavam esperando a oportunidade para prendê-lo.
E o Papa continua as suas perguntas:
Eu sou como um deles? Também ouvimos outro nome: Judas. 30 moedas. Eu sou como Judas? Ouvimos ainda outros nomes: os discípulos que não entendiam nada, que cochilavam enquanto o Senhor sofria.

A minha vida está adormentada? Ou sou como os discípulos, que não entendiam o que significava trair Jesus? Como aquele discípulo que queria resolver tudo com a espada: eu sou como eles?
Eu sou como Judas, que finge amar e beija o Mestre para entregá-lo, para traí-lo? Eu sou um traidor? Eu sou como os líderes que, com pressa, fazem o tribunal e procuram falsos testemunhos: Eu sou como eles? E quando eu faço essas coisas, se eu as faço, acredito que com isso salvo o povo?
Francisco continua com as suas perguntas em meio a uma Praça silenciosa e reflexiva.

Eu sou como Pilatos que, quando vejo que a situação está difícil, eu lavo as minhas mãos e não sei assumir a minha responsabilidade e deixo condenar - ou condeno eu - as pessoas?
Eu sou como aquela multidão que não sabia bem se se encontravam em uma reunião religiosa, ou num processo ou em um circo, e escolhe Barrabás? Para eles é a mesma coisa: era mais divertido humilhar Jesus.

Eu sou como os soldados que batem no Senhor, cospem n’Ele, O insultam, se divertem com a humilhação do Senhor? 
Eu sou como o Cireneu, que voltava do trabalho, cansado, mas ele teve a boa vontade de ajudar o Senhor a carregar a cruz ? Eu sou como aqueles que passavam diante da Cruz de Jesus e zombavam d’Ele: “Mas ... tão corajoso! Desça da cruz, e nós vamos acreditar n’Ele”. O insulto a Jesus ... Eu sou como aquelas mulheres corajosas, e como a Mãe de Jesus, que estavam ali, sofrendo em silêncio?
Eu sou como José, o discípulo escondido, que leva o corpo de Jesus com amor, para sepultá-lo? 
Eu sou como essas duas Marias que permanecem na porta do sepulcro, chorando, rezando? 
Eu sou como esses líderes que no dia seguinte foram a Pilatos para dizer: “Mas, olha ele dizia que iria ressuscitar; que não seja mais um engano”, e bloqueiam a vida, bloqueando o sepulcro para defender a doutrina, para que a vida não venha para fora? Onde está meu coração?

E o Papa conclui: “A qual dessas pessoas eu me assemelho? Que esta pergunta nos acompanhe durante toda a semana.

Fonte: news.va

terça-feira, 8 de abril de 2014

Ladainha de Nossa Senhoras das Dores





LADAINHA DE NOSSA SENHORAS DAS DORES 










A todos os fiéis que recitarem esta Ladainha acrescentando o Credo, a Salva Rainha e três Ave-Marias (mais confissão e comunhão) ao Coração Doloroso de Maria, nas sextas-feiras do ano, o Santo Padre Pio VIII concede indulgência plenária.

Senhor, tende piedade de nós 

Jesus Cristo, tende piedade de nós 

Senhor, tende piedade de nós 

Jesus Cristo, ouvi-nos 

Jesus Cristo, atendei-nos 

Deus, Pai dos céus, tende piedade de nós 

Deus, Filho Redentor do mundo, tende piedade de nós 

Deus, Espírito Santo, tende piedade de nós 

Santíssima Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós 

Santa Maria, rogai por nós 

Santa mãe de Deus, 

Santa Virgem das Virgens, 

Mãe do Crucificado, 

Mãe dolorosa, 

Mãe lacrimosa, 

Mãe aflita, 

Mãe desamparada, 

Mãe desolada, 

Mãe privada do filho, 

Mãe transpassada pela espada, 

Mãe nas dores imersa, 

Mãe cheia de angustias, 

Mãe com o coração à cruz cravada, 

Mãe tristíssima, 

Fonte de lágrimas, 

Cúmulo de sofrimentos, 

Espelho de paciência, 

Rocha de constância, 

Âncora de confiança, 

Refúgio dos abandonados, 

Defesa dos oprimidos, 

Refúgio dos incrédulos, 

Alívio dos míseros, 

Cura dos languentes, 

Força dos débeis, 

Porto dos náufragos, 

Quiete nas tempestades, 

Recurso dos necessitados, 

Terror dos demônios, 

Tesouro dos fieis, 

Luz dos profetas, 

Guia dos apóstolos, 

Coroa dos mártires, 

Baluarte dos confessores, 

Pérola das virgens, 

Consolação das viúvas, 

Mãe dos órfãos, 

Letícia de todos os santos, 


Cordeiro de Deus que tirar os pecados do mundo, perdoai-nos Jesus. 

Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Jesus. 

Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Jesus. 

- Rogai por nós ó Virgem Dolorosíssima. 

- Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. 


ORAÇÃO: À vossa eficaz proteção recorremos, ó Virgem Dolorosíssima e bendita; livrai-nos de todos os perigos e salvai-nos pelos merecimentos de vosso Filho Jesus Cristo, Redentor nosso, triunfador do poder das trevas. Assim seja. 



http://precantur.blogspot.com.br/2012/09/ladainha-de-nossa-senhoras-das-dores.html 



Traços de humildade



1. O primeiro traço da humildade é o modesto conceito de si mesmo
Vemo-la em Maria, conforme fala a supracitada revelação. Embora se visse mais enriquecida de  graças que os outros todos, nunca ela se julgou acima de quem quer que fosse. Ao contrário, teve  sempre modesta opinião de si mesma. Este é o sentido que, no parecer de Roberto, abade, têm as 
palavras dos Cânticos: Tu feriste meu coração, minha irmã, tu feriste meu coração com uma madeixa de teu pescoço (4, 9). O humilde conceito de si mesma foi o encanto com que Maria prendeu o coração de Deus. Não podia, é claro, a Santíssima Virgem julgar-se uma pecadora. Pois, na frase de S. Teresa, a humildade é a verdade, e Maria tinha consciência de nunca haver ofendido a Deus. Não é também que deixasse de confessar a preferência com que Deus lhe concedera maiores favores do que às demais criaturas. Para humilhar-se ainda mais, reconhece o coração do humilde as singulares dádivas do Senhor. A nítida compreensão da infinita grandeza e dignidade de Deus, 
porém, aprofundava na Virgem o conhecimento da própria pequenez. Por isso, mais que ninguém, se humilhava, dizendo com a esposa dos Cânticos: Não olheis para o ser morena, porque o sol me mudou a cor (1, 5). O que, segundo S. Bernardino, significa: Comparando-me com Deus, me vejo toda escura. Segundo o mesmo Santo, jamais ela perdia de vista a grandeza de Deus e o seu próprio nada.
Vendo-se uma mendiga revestida de custosas vestes, que lhe foram dadas, não se envaidece, mas antes se humilha ao contemplá-las diante de seu benfeitor. Justamente essa presença fá-la recordar sua pobreza. Assim a Virgem quanto mais enriquecida se via, mais se humilhava. Lembrava-se, sem cessar, de que tudo aquilo era dom de Deus. Daí a sua palavra a S. Isabel de Turíngia: Creia-me, filha, sempre me tive pela última das criaturas e indigna das graças de Deus. Exatamente por isso, conforme S. Bernardino, nunca houve no mundo criatura tão sublimada como Maria, porque nunca 
ninguém a igualou em humildade.

Trecho de:
LIGÓRIO, Afonso Maria de. Glórias de Maria: com indicações de leituras e orações para dois 
meses marianos. Aparecida, SP: Editora Santuário, 1989, pag. 409-440

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Cardeal François – Xavier Nguyên Van Thuân

Servo de Deus 
Cardeal François – Xavier Nguyên Van Thuân 

ORAÇÃO 

Deus onipotente e eterno, 
Pai, Filho e Espírito Santo, 
dou-vos graças 
por ter dado à Igreja 
o testemunho heróico 
do Cardeal François –Xavier Nguyên Van Thuân. 
A experiência sofrida no cárcere, 
vivida em união com Cristo crucificado 
e sob a proteção materna de Maria, 
gerou um testemunho resplandecente, 
para a Igreja e o mundo, 
de união e perdão, 
de justiça e paz. 
A sua pessoa amável 
e o seu ministério episcopal 
irradiaram a luz da fé, 
o entusiasmo da esperança 
e o calor da caridade. 
Concedei-me agora, pela sua intercessão, 
segundo a Vossa vontade, 
a graça que eu imploro, 
na esperança de vê-lo, o quanto antes, 
elevado à honra dos altares. Amém. 

Com aprovação eclesiástica 
+ Giampaolo Crepaldi 
16 de setembro de 2007 

Quem receber graças ou milagres, favor informar à Postulação pela Causa de beatificação junto ao Pontifício 
Conselho “Justiça e Paz” – Palazzo San Calisto – 00120 Città del Vaticano. 
http://www.iustitiaetpax.va/content/dam/giustiziaepace/Vanthuan/Preghiera_Portogherse.pdf


Não há santo sem passado, nem pecador sem futuro


(Cardeal Van Thuan)
Coração de Jesus inocentíssimo,
Em vosso corpo desfigurado e ensanguentado eu me revejo a mim mesmo no deplorável estado em que se acha a minha alma, coberta de culpas e ferida pela justiça do Pai celeste.
Jesus, não tenho tido compaixão convosco e vos tenho ofendido.
Perdoai-me hoje e continuais a ter compaixão de minha alma.
Pelas vossas dores e no vosso amor encontrarei sempre refúgio, conforto e vida.
Amém.


Frei João José Pedreira de Castro, OFM.

sábado, 5 de abril de 2014

As Sete Dores de Maria Santíssima

  
   Em revelações à Santa Brígida, Nossa Senhora prometeu conceder Sete Graças a quem rezar, todos os dias, Sete Ave-Marias em honra das suas Dores e Lágrimas.
Com aprovação Eclesiástica

Eis as Promessas:
  • Porei a paz em suas Famílias.
  • Serão iluminados sobre os Divinos Mistérios.
  • Consolá-los-ei em suas penas e acompanhá-los-ei nas suas aflições.
  • Conceder-lhes-ei tudo o que me peçam contanto que não se oponha à vontade adorável do Meu Divino Filho e à santificação das suas almas.
  • Defendê-los-ei nos combates espirituais contra o inimigo infernal e protegê-los-ei em todos os instantes da vida.
  • Obtive do Meu Filho que, os que propaguem esta devoção (às minhas lágrimas e Dores) sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois ser-lhes-ão apagados todos os seus pecados e o Meu Filho e Eu seremos a sua eterna consolação e alegria.

Oração Inicial:
Virgem dolorosíssima, seríamos ingratos, se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas dores, vosso Divino Filho tem vinculado à devoção de vossas dores, particulares graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Alcançai-nos, Senhora, de vosso Divino Filho, pelos Méritos de vossas Dores e lágrimas, a graça .....
Creio, Pai-Nosso, Ave-Maria em honra a Santíssima Trindade.

1ª Dor:
Pela dor que sofrestes ao ouvir a profecia de Simeão, de que uma espada transpassaria o vosso Coração, Mãe de Deus, ouvi a nossa prece!
Ave Maria...

2ª Dor:
Pela dor que sofrestes quando fugistes para o Egito, apertando ao peito virginal o Menino Jesus, para salvar das fúrias do ímpio Herodes, Virgem Imaculada, ouvi a nossa prece!
Ave Maria...

3ª Dor:
Pela dor que sofrestes quando da perda do Menino Jesus por três dias, Santíssima Senhora, ouvi a nossa prece!
Ave Maria...

4ª Dor:
Pela dor que sofrestes quando viste o querido Jesus com a Cruz ao ombro, a caminho do calvário, virgem Mãe das Dores, ouvi a nossa prece!
Ave Maria ....

5ª Dor:
Pela dor que sofrestes quando assististes à morte de Jesus, crucificado entre dois ladrões, Mãe da Divina graça, ouvi a nossa prece!
Ave Maria ....

6ª Dor:
Pela dor que sofrestes quando recebestes em vossos braços o corpo inanimado de Jesus, descido da Cruz, Mãe dos Pecadores, ouvi a nossa prece!
Ave Maria...

7ªDor:
Pela dor que sofrestes quando o Corpo de Jesus foi depositado no sepulcro, ficando vós, na mais triste solidão, Senhora de todos os povos, ouvi a nossa prece!
Ave Maria ....

Oração Final:
Daí-nos Senhora, a graça de compreender o oceano de angústias que fizeram de vós a “Mãe das Dores”, para que possamos participar de vossos sofrimentos e vos consolemos pelo nosso amor e nossa fidelidade. Choramos convosco, ó Rainha dos mártires, na esperança de ter a felicidade de um dia nos alegrarmos convosco no céu.
Amém.


 O Terço das Sete Dores da Virgem Maria.

    

Início:
D- Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
R- Amém!
D- Nós vos louvamos, Senhor, e vos bendizemos!
R- Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação.
D- Nós contemplamos vossas Dores, ó mãe de Deus!
R- E vos seguimos no caminho da fé!

Oração Inicial:
Virgem Dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores, particulares graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Alcançai-nos Senhora, de Vosso Divino Filho, pelos méritos de Vossas Dores e lágrimas, a seguinte graça...(pedir a graça)

1ª Dor - Profecia de Simeão
Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,34-35).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

2ª Dor - Fuga para o Egito
O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito (Mt 2,13-14).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

3ª Dor - Maria procura Jesus em Jerusalém
Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele (Lc 2,43b-45).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

4ª Dor - Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário
Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23,26-27).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

5ª Dor - Maria ao pé da Cruz de Jesus
Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe! (Jo 19,15-27a).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

6ª Dor - Maria recebe Jesus descido da Cruz
Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio José de Arimatéia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15,42).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

7ª Dor - Maria deposita Jesus no Sepulcro
Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19,40-42a).
1 Pai Nosso; 7 Ave Marias

    
     No livro Glórias de Maria, Santo Afonso Maria de Ligório nos conta as graças prometidas por Nosso Senhor Jesus Cristo aos devotos de Nossa Senhora das Dores.

Eis as Promessas:
  • 1ª) Esses devotos terão a graça de fazer verdadeira penitência por todos os seus pecados antes da morte;
  • 2ª) Jesus lhes imprimirá no coração a memória de sua Paixão dando-lhes depois um prêmio especial no céu;
  • 3ª) Ele guardá-los-á em todas as tribulações em que se acharem, especialmente na hora da morte;
  • 4ª) Por fim os deixará nas mãos de sua Mãe para que deles disponha a seu agrado, e lhes obtenha todos e quaisquer favores.