quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

As principais escolhas femininas em cada área da vida

Passamos muito tempo da nossa vida nos identificando com coisas que, na verdade, não revelam quem somos
Com quais coisas ou pessoas eu me identifico?
O sentido da nossa vida sempre está relacionado a essa pergunta: “Por quais coisas eu seria capaz de dar a vida? Quando conseguimos responder essa pergunta, é porque já sabemos qual é o sentido maior da nossa existência neste mundo. Um sentido que gostaríamos de levar conosco por toda a eternidade.
As principais escolhas femininas em cada area da vida
Para isso, a mulher deve trabalhar fortemente na formação de sua vontade, pois esta é a faculdade da alma que lhe será particularmente útil na perseverança do bem e na sua vocação.
Portanto, é fundamental que tenhamos os olhos sempre voltados para Deus, pedindo a Ele ajuda para conseguirmos viver a partir de um centro maior e não viver mais na periferia da vida.
Com tantos apelos e distrações, neste mundo, é muito fácil que a mulher se perca de sua essência, ocupe-se e preocupe-se com coisas da periferia da vida, com coisas que fazem com ela gaste seu tempo e se consuma, mas que não dizem respeito a quem ela é. Muitas vezes, são escolham que nos roubam a essência e nos afastam de sua verdadeira vocação.
O mundo precisa da mulher na figura da mãe, da esposa, da profissional, da consagrada que faz de seu trabalho um dom de si mesma, que cria, gera e dá a vida a todos que cruzam seu caminho.
Por isso, em todos os momentos, todos os dias, em cada nova situação, devemos pedir a Deus um coração consciente.
A mulher é aquela que carrega dentro de si a capacidade de restaurar no mundo aquilo que é mais urgente e necessário: a consciência da humanidade sobre o dom precioso que é a vida. É ela a mediadora dos mistérios da eternidade que se encontra em cada ser humano.
A mulher está destinada a ofertar à família, à sociedade e à Igreja algo que lhe é próprio e característico, que só ela pode dar. Ela não poderá realizar sua vocação e seu chamado mais profundo se não reconhecer a importância de sua contribuição insubstituível todos os dias na criação da humanidade.
E qualquer tentativa de eliminar esse seu dom seria um desastre não só para o sexo feminino, mas, antes de tudo, para a humanidade. A mulher é um mito da criação divina, e sua missão, vocação, realização e todo o seu ser está fundado no ato de doar-se ao mundo num belo, fecundo e genuíno amor de mãe.
Meditando o mistério bíblico da mulher, condensado em Maria, todas as mulheres encontrem a si mesmas a plenitude de sua vocação.

Judith Dipp

Formada em Psicologia, Judith foi cofundadora da Comunidade de Aliança Mãe da Ternura e voluntária num Centro de Atendimento e Aconselhamento para Mulheres ( Montgomery County Counselling and Carreer Center), em Washington, nos Estados Unidos. Atualmente, é psicóloga da Escola Internacional Everest, do Lar Antônia e da Congregação dos Seminaristas Redentoristas, todos com sede em Curitiba (PR), cidade onde reside.
http://formacao.cancaonova.com/afetividade-e-sexualidade/afetividade-feminina/as-principais-escolhas-femininas-em-cada-area-da-vida/

Vocação do ser feminino

A vocação tem relação direta com o ‘ser’ e não com o ‘fazer’
A mulher deve entender sua realização como pessoa, sua dignidade e vocação a partir da imensa riqueza da feminilidade que ela recebeu no dia da criação e que herdou como expressão da imagem e semelhança de Deus.
Vocacao feminina

O Senhor, desde o início, teve uma ideia a nosso respeito. Desejar conhecer essa ideia é descobrir a nossa vocação. E para cumpri-la precisamos desenvolver nossa própria personalidade e identidade como ser feminino que somos. Portanto, vocação tem relação direta com o ‘ser’ e não com o ‘fazer’!
Nosso estado de vida, nossa profissão, nossas escolhas  e atividades devem ser um caminho de expressão do nosso ser. Nossa jornada, neste mundo, só atingirá seu fim último se, no dia em que estivermos diante de Deus e ao Lhe contarmos quem fomos, percebermos que nos aproximamos o máximo possível da ideia que Ele tinha a nosso respeito quando nos criou.
Chamada ao dom de si, à vida espiritual e a viver uma vida fundada na humildade e no segredo, a mulher é o sustento e o pilar da humanidade decaída.
Por isso, toda mulher precisa ser bem formada em sua identidade, com autenticidade para que possa realizar a missão para a qual é chamada, seja ela qual for. Sua vida no lar ao lado do marido e dos filhos, sua carreira profissional, uma vida consagrada… Tudo isso precisa ser bem construído e fecundo, cheio de sentido. Quer a mulher passe o dia dedicada aos filhos e ao marido, quer esteja entregue plenamente a outras tarefas, quer tenha renunciado ao casamento por outra razão mais nobre, cada uma em seu próprio caminho, deve ser fiel à vocação humana e divina, realizando, de fato, a plenitude da personalidade feminina.
Há uma espiritualidade própria da mulher, que consiste no centro de sua vocação, na resposta ao amor de Deus que a chama à santidade, na imitação da Santíssima Virgem, na união com Cristo de modo muito íntimo e pessoal.
O cultivo de certas virtudes muito caras à mulher também estão diretamente atreladas à sua vocação como a delicadeza, a generosidade, a temperança, o equilíbrio, a prudência e a firmeza.
A capacidade de silenciar, de realizar as coisas não para ser notada, mas simplesmente por amor, para edificar e construir. Estes devem ser os pilares do projeto de vida e da vocação de toda mulher.
O projeto central de nossa vida deve ser algo que possamos levar conosco depois da morte, para a eternidade, para continuar no céu!

Judith Dipp

Formada em Psicologia, Judith foi cofundadora da Comunidade de Aliança Mãe da Ternura e voluntária num Centro de Atendimento e Aconselhamento para Mulheres ( Montgomery County Counselling and Carreer Center), em Washington, nos Estados Unidos. Atualmente, é psicóloga da Escola Internacional Everest, do Lar Antônia e da Congregação dos Seminaristas Redentoristas, todos com sede em Curitiba (PR), cidade onde reside.
http://formacao.cancaonova.com/afetividade-e-sexualidade/afetividade-feminina/vocacao-do-ser-feminino/

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Amor visível

O amor de Deus tornou-se visível, tangível, palpável em um corpo humano, em um coração humano, na pessoa de Jesus de Nazaré. Deus se faz homem para que os seres humanos se confraternizem pelo amor. Em Jesus Cristo, revelaram-se os primórdios da bondade. Nele, Deus escolheu o ser humano e o colocou no centro da história. Em Jesus, Deus colocou-se ao lado dos pobres, fracos e marginalizados. Nele, o amor de Deus se fez o humano. 
Phil Bosmans.

Relacionamento

Como é o seu relacionamento com o seu vizinho? Converse com Le, ouça-o. Não crie polêmicas por coisas banais, coisas que algumas palavras podem resolver. Mantenha sempre um clima amistoso e cordial. Relacione-se bem com ele. Não erga jamais o muro da incompreensão. Faça bons vizinhos hasteando a bandeira do entendimento. Se não puder amá-lo, tolere-o. Opte pela boa convivência. Vive-se mais e melhor um clima harmonioso. Rivalizar é abrir a porta para entrar problemas. Releve diferenças. Crie laços e simpatia e afeição. A recíproca será verdadeira. Reflita, por fim, que na sociedade moderna vivemos cercados de estranhos, e que, invariavelmente, um dia acaba sendo parte da nossa família... 
Inácio Dantas.

Hoje é dia de engrandecermos o nome do Senhor

Hoje é a noite feliz e abençoada de engrandecermos o nome do Senhor! Não tem sentido celebrar o Natal sem ter na boca a unção do Espírito de Deus para cantar os louvores do Senhor.
Zacarias, o pai de João, repleto do Espírito Santo, profetizou, dizendo: ‘Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo’” (Lucas 1, 67- 68).
A boca de Zacarias é ungida pela unção do Espírito Santo de Deus. E a boca que é ungida pela unção do Espírito louva, canta, enaltece, engrandece e bendiz o nome do Senhor Nosso Deus. A boca de Zacarias é ungida, santa e cheia da graça divina, por isso ele reconhece as grandezas de Deus em sua vida.
Vale mais uma vez recordar que Zacarias ficou por um bom tempo mudo, sem poder falar, sem poder dizer nada. E ali recolhido no seu silêncio foi para dentro do seu interior, do seu coração e pôde reconhecer quão grande é o Senhor Nosso Deus, que o Seu nome seja bendito, seja exaltado e glorificado entre nós.
Hoje é dia de cantarmos para Deus! Hoje é a noite feliz e abençoada de engrandecermos o nome do Senhor! Não tem sentido celebrar o Natal, vivê-lo, sem ter na boca a unção do Espírito de Deus para cantar os louvores do Senhor.
Que nesta noite você não se embriague do vinho, da bebida. Que nesta noite você, simplesmente, não coma todas as coisas que você e todos de sua casa prepararam sem primeiro cantar os louvores do Senhor. O sentido desta noite é o reconhecimento, é a ação de graças, é o louvor, porque Deus tem sido muito bom para conosco!
Para isso não importa como estejamos vivendo ou esteja hoje a nossa vida, ainda que tenhamos ou estejamos passando por essas ou por aquelas dificuldades. Foi em meio às dificuldades de uma noite fria, de uma noite sem acolhimento, que Maria trouxe e nos deu o maior dos presentes: Jesus, o Filho eterno de Deus. Deus quer estar presente e ser o maior presente da nossa vida quando nós abrimos o nosso coração para reconhecê-Lo!
Hoje peço realmente a Deus a unção para os nossos corações, para a nossa casa, para a nossa família. Peço, realmente, que o Espírito de Deus, Aquele mesmo que entrou no ventre de Maria e fez de lá o lugar da morada de Deus, esteja hoje na sua casa, na sua família, no seu lar! Que Ele esteja com você onde quer que você esteja, para que, assim como Zacarias, você possa deixar irromper um hino de louvor, de ação de graças e de reconhecimento de seu interior porque Deus tem sido muito bom para conosco!
Uma noite feliz e abençoada para você, sua casa e sua família!
Deus abençoe você!
http://letras.mus.br/eliana-ribeiro/783549/

sábado, 20 de dezembro de 2014

Você valeu a pena, meu amor

Carta ao meu bebê que foi para o céu

Carta ao meu bebê que foi para o céu

Muitas mulheres grávidas recebem a terrível notícia de que seu filho virá com alguma má-formação ou problema de saúde. O que fazer? A saída é o aborto? Seria uma “injustiça” seguir adiante com a gravidez, como dizem muitos profissionais de saúde?
 
Quando disseram a Alfonso e Susi, um casal espanhol, que seu pequeno Ismael nasceria com uma cardiopatia grave e não sobreviveria, o choque foi imenso. Mas aceitaram isso como vontade de Deus e seguiram em frente com a gravidez, apesar das fortes pressões para que abortassem. Finalmente, Ismael veio ao mundo no dia 8 de dezembro, foi batizado e, depois de dois dias, morreu tranquilo, junto ao coração da sua mãe.
 
Ela lhe escreveu uma carta:
 
Meu pequeno grande anjo, Ismael:
 
Sua passagem pelas nossas vidas foi uma brisa suave. Fui muito sortuda ao carregar você durante estes 7 meses no meu interior, sofrer por e com você, pedir a Deus para não ter de me despedir nunca de você. Amá-lo sem me importar com como você seria, acompanhá-lo sabendo que seria muito difícil perdê-lo.
 
Você nasceu no dia da Imaculada e foi embora com Nossa Senhora do Loreto. Agora que já não o sinto dentro de mim nem posso voltar a pegá-lo no colo, nem beijá-lo... a dor e o vazio do meu coração são imensos. Mas eu voltaria a passar por tudo isso novamente: conhecê-lo, amá-lo, esperar sem esperança, tê-lo em meus braços e banhar seu pequeno rosto com minhas lágrimas.
 
Você foi uma bênção para nós; deu-nos uma lição de amor, de simplicidade, de humildade, de luta pela vida e de entrega.
 
Quando, ao pegá-lo em meus braços, você abriu seus pequenos olhos e me olhou, já me demonstrou que tudo valeu a pena. A dor que sinto agora é muito forte, mas o amor que tenho por você é maior. Sinto que sou a mãe mais sortuda do mundo por ter podido ter um filho como você.
 
Como você foi grande e pequeno ao mesmo tempo! Você sempre estará no nosso coração. Meu maior consolo é saber que um dia voltarei a estar com você e que dessa vez será para sempre.
 
Eu te amo, meu filho!
 
Quantos frutos sua curta vida já deu, meu amor!
 
Dou graças a Deus por ter pensado em mim para carregar este anjo em meu ventre. Reze por nós, meu filho, para que ninguém jamais tire do meu coração este selo que você deixou.

http://www.aleteia.org/pt/saude/artigo/voce-valeu-a-pena-meu-amor-5859011672932352?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-19/12/2014

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Nossa Senhora do Ó - Festa católica de origem espanhola

Festa católica de origem claramente espanhola, a festa de hoje é conhecida na liturgia com o nome de “Expectação do parto de Nossa Senhora”, e entre o povo com o título de “Nossa Senhora do Ó”. Os dois nomes têm o mesmo significado e objetivo: os anelos santos da Mãe de Deus por ver o seu Filho nascido. Anelos de milhares e milhares de gerações que suspiraram pela vinda do Salvador do mundo, desde Adão e Eva, e que se recolhem e concentram no Coração de Maria, como no mais puro e limpo dos espelhos. A Expectação (expectativa) do parto não é simplesmente a ansiedade, natural na mãe jovem que espera o seu primogênito; é o desejo inspirado e sobrenatural da “bendita entre as mulheres”, que foi escolhida para Mãe Virgem do Redentor dos homens, para corredentora da humanidade. Ao esperar o seu Filho, Nossa Senhora ultrapassa os ímpetos afetivos de uma mãe comum e eleva-se ao plano universal da Economia Divina da Salvação do mundo.
As antífonas maiores que põe a Igreja nos lábios dos seus sacerdotes desde hoje até a Véspera do Natal e começam sempre pela interjeição exclamativa Ó (“Ó Sabedoria… vinde ensinar-nos o caminho da salvação”; “Ó rebento da Raiz de Jessé… vinde libertar-nos, não tardeis mais”; “Ó Emanuel…, vinde salvar-nos, Senhor nosso Deus”), como expoente altíssimo do fervor e ardentes desejos da Igreja, que suspira pela vinda de Jesus, inspiraram ao povo espanhol a formosa invocação de “Nossa Senhora do Ó”. É ideia grande e inspirada: a Mãe de Deus, posta à frente da imensa caravana da humanidade, peregrina pelo deserto da vida, que levanta os braços suplicantes e abre o coração enternecido, para pedir ao céu que lhe envie o Justo, o Redentor.
A festa de Nossa Senhora do Ó foi instituída no século VI pelo décimo Concílio de Toledo, ilustre na História da Igreja pela dolorosa, humilde, edificante e pública confissão de Potâmio, Bispo bracarense, pela leitura do testamento de São Martinho de Dume e pela presença simultânea de três santos de origem espanhola: Santo Eugênio III de Toledo, São Frutuoso de Braga e o então abade agaliense Santo Ildefonso.
Primeiro comemorava-se hoje a Anunciação de Nossa Senhora e Encarnação do Verbo. Santo Ildefonso estabeleceu-a definitivamente e deu-lhe o título de “Expectação do parto”. Assim ficou sendo na Hispânia e passou a muitas Igrejas da França, etc. Ainda hoje é celebrada na Arquidiocese de Braga.
Nossa Senhora do Ó, rogai por nós!


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Melodia do Martírio

https://www.youtube.com/watch?v=WR7VxtUTEbQ

Gratidão

A gratidão contribui para caminhar ao encontro da paz e da alegria, ajuda a abrir as portas do coração para acolher e hospedar a felicidade.Temos tanto que agradecer e nada de que nos queixar. Várias vezes fazemos o contrário, isto é pouco ou nada agradecemos e de tudo nos queixamos. Ver, valorizar e agradecer tudo o que temos e não ficar lamentando o que nos falta ou o que perdemos. Fazer com gratidão tudo o que estiver ao nosso alcance sem lamentar o que está fora das nossas possibilidades.
 Frei Anselmo Fracasso, OFM.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O sacrifício escondido de uma mãe

madre“‘Padre, estou grávida; o senhor poderia abençoar a minha barriga?’: muitas vezes me pedem esta oração  de uma maneira que parece mais uma doce exigência. Fecho os olhos e minha mente é invadida pela lembrança de tantas cenas semelhantes. As duas mãos da mãe tocam a barriga, como se estivesse medindo a largura do bebê, que geralmente já tem nome”, recordou com carinho o bispo Jorge Lozano.
 
“Essa vida que cresce e palpita com seu próprio coração durante 9 meses. Uma vida que sente, se alegra, sofre. Esses meses de gestação são mais que uma simples troca de alimentos. Há sentimentos, música, carinho, vozes que vão sendo reconhecidas como familiares”, sublinhou o prelado, em sua coluna semanal.
 
O bispo destacou que também é um tempo de oração e de comunicação da fé. Quando a mulher grávida reza, seu filho também se aproxima de Deus. Com cada bênção, ela vai se preparando para o momento do parto e do batismo, que fará do bebê um filho de Deus.
 
Em muitas comunidades, existe a belíssima proposta de bênção das grávidas, uma vez por mês, um rito que leva a comunidade a acompanhar a gravidez com sua oração.
 
Desses 9 meses de comunicação, surge também um conhecimento profundo. A mãe que deu à luz entende, melhor que ninguém, a linguagem não verbal do choro, do olhar, do sorriso, lembrou o bispo.
 
E acrescentou que, como essa troca não é somente química, vão sendo criados laços de outro tipo: afetivos e espirituais. Por isso, na adoção, complementa-se com carinho o que não se deu organicamente. Ser mãe do coração é uma vocação.
 
“O contato pele a pele, alimentar-se no peito, são experiências de proteção, cuidado, ternura. Esse toque de feminilidade nas primeiras etapas da vida é fundamental para o desenvolvimento saudável psicológico e afetivo. A Bíblia usa estas imagens para nos ensinar sobre o amor de Deus”, comentou.
 
Dom Jorge sugeriu, além disso, dirigir o olhar a Maria, ajudados pelas palavras do Papa Francisco na exortação “A alegria do Evangelho”: “Maria é aquela que sabe transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura. (...) Como Mãe de todos, é sinal de esperança para os povos que sofrem as dores do parto até que germine a justiça. Ela é a missionária que se aproxima de nós, para nos acompanhar ao longo da vida, abrindo os corações à fé com o seu afeto materno” (n. 286).
 
“Bendigamos todas as mães e agradeçamos a Deus por tanto sacrifício escondido”, concluiu.

 
(Artigo publicado originalmente por AICA)

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Quando a Virgem Maria aparece para os seus filhos


Das quinze aparições da Virgem Maria oficialmente confirmadas pela Santa Sé no mundo todo, um terço aconteceu na França.

A história das aparições marianas na França começa em 1208. Até a última aparição, em 1871, Maria apareceu para um frade espanhol no sul do território francês, para uma pastora adolescente nos Alpes, para duas freiras de clausura em Paris, para dois jovens pastores também nos Alpes, para uma humilde menina no sopé dos Pirineus e para um grupo de camponeses no trajeto do exército prussiano.

1209: A aparição do rosário

Nossa Senhora apareceu pela primeira vez na França para o fundador dos religiosos dominicanos, São Domingos de Gusmão, no ano de 1208. Foi na igreja de Prouille, no Languedoc, local considerado o "berço dos dominicanos".

Diz a lenda que São Domingos recebeu ali o rosário, que se tornou a “ferramenta” dos dominicanos na luta contra a heresia albigense na região.

1664: As visões de uma pastora adolescente

Maria só voltou a aparecer, de maneira reconhecida pela Igreja, 450 anos depois. Foi na pequena vila alpina de Laus, em maio de 1664. Enquanto cuidava das ovelhas e rezava o terço, a jovem pastora Benoîte Rencurel, de 17 anos, viu uma senhora vestida de um branco deslumbrante, com uma criança no colo. Quando Benoîte lhe ofereceu humildemente um pedaço duro de pão, a Senhora "sorriu silenciosamente e desapareceu em uma caverna".

Durante os meses seguintes, a Senhora apareceu para Benoîte todos os dias. Sua mensagem era a de "orar continuamente pelos pecadores". Ela revelou seu nome como "Maria, reconciliadora e refúgio dos pecadores" e instruiu Benoîte a ir até a antiga capela de Notre Dame du Bon Rencontre ("Nossa Senhora do Bom Encontro"), onde um suave perfume emanaria do óleo da lâmpada do santuário. Este óleo, disse a Senhora, faria milagres para as pessoas que fossem ungidas com fé.

Em 1665, a diocese onde Benoîte vivia reconheceu as aparições. Foi iniciada então a construção de uma pequena capela para a adoração eucarística e para receber os penitentes. Quatro anos depois, Benoîte começou a receber aparições do Cristo Sofredor: durante dez anos, estas aparições lhe disseram que ela se tornaria uma alma-vítima, participando da Paixão de Cristo. Ao longo das duas décadas seguintes, ela sofreu várias doenças e morreu aos 71 anos, visitada continuamente por Nossa Senhora.

Em maio de 2008, a Santa Sé anunciou o reconhecimento oficial dessas aparições. O santuário de Laus está hoje sob os cuidados da Comunidade de São João, que se dedica ao sacramento da confissão. O processo de canonização de Benoîte também já foi aberto.

1830: A medalha milagrosa e Paris em chamas

Cerca de 120 anos depois, Nossa Senhora apareceu para a jovem noviça Catherine Labouré na capela das Filhas da Caridade, na Rue de Bac, em Paris. O ano de 1830 foi perigoso para a França. Paris estava em crise. A Revolução de Julho tinha destituído o monarca e deixado à deriva os trabalhadores desempregados e furiosos, que organizaram mais de 4.000 barricadas pela cidade.

As três aparições testemunhadas por Catherine originaram a devoção popular pela medalha milagrosa. Na segunda dessas aparições, Maria se revelou sobre um globo com raios de luz que irradiavam de suas mãos. Em torno de Maria, em forma oval, apareciam as palavras "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós". Na visão de Catherine, o verso dessa imagem mostrava a letra "M", encimada por uma cruz, e, abaixo, dois corações. O Sagrado Coração de Jesus estava coroado por espinhos; o Imaculado Coração de Maria estava cercado por rosas e trespassado por uma espada.

http://www.aleteia.org/pt/religiao/artigo/quando-a-virgem-maria-aparece-para-os-seus-filhos-5804271576547328?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-30/11/2014

Novena ao Imaculado Coração de Maria

1
NOVENA À IMACULADA CONCEIÇÃO
(com São Josemaria Escrivá)
Introdução
A solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora é uma das principais festas anuais
dedicadas à Virgem Santíssima. Era celebrada já no século onze. Revestiu-se de especial
solenidade desde que, em 8 de dezembro da 1854, o Papa Pio IX proclamou o dogma da
Imaculada Conceição: «A Santíssima Virgem Maria, no primeiro instante da sua Concepção foi,
por graça singular e privilégio do Deus onipotente, e em previsão dos méritos de Cristo,
preservada imune de toda mancha de culpa original» (Bula Ineffabilis Deus).
Esta Novena tem como finalidade facilitar uma preparação para a solenidade da Imaculada
Conceição. Está previsto que comece no dia 29 ou 30 de novembro, e termine no dia da festa, 8 de
dezembro ou na sua vigília.
A Novena consta de duas partes: 1) Pontos de meditação; 2) Oração.
 Pode ser praticada individualmente ou em grupo. Com toda a liberdade, podem-se utilizar todos
os pontos de meditação incluídos na Novena ou somente alguns. Quando não for possível dispor
de nove dias, podem-se escolher apenas alguns: por exemplo, para fazer um tríduo.
Com pequenas adaptações, esta Novena pode ser utilizada como preparação para a festa de
Nossa Senhora da Conceição Aparecida e para qualquer outra festa de Nossa Senhora.
Pe. Francisco Faus
 ***
 NOVENA
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PRIMEIRO DIA – MARIA E A FÉ
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Meditar com São Josemaria
Foi maravilhoso aquele ato de fé de Santa Maria: «Eis a escrava do Senhor. Façase
em mim segundo a tua palavra» (Lc 1,38)... Se a nossa fé for débil, recorramos a Maria.
Conta São João que, devido ao milagre das bodas de Caná, que Cristo realizou a pedido de
sua Mãe, «os seus discípulos creram nEle» (Jo 2,11). A nossa Mãe intercede sempre diante
do seu Filho para que nos atenda e se nos revele de tal modo que possamos confessar:
«Tu és o Filho de Deus» [Amigos de Deus, nn. 284-285].
«Bem-aventurada és tu porque acreditaste», diz Isabel à nossa Mãe ... Maria leva
a alegria ao lar de sua prima, porque “leva” Cristo [Sulco, n. 566]. 2
«Santa Maria, Sede da Sabedoria». - Invoca com frequência deste modo a Nossa
Mãe, para que ela cumule os seus filhos da Verdade que Cristo nos trouxe [Sulco, n 607].
Invoca a Santíssima Virgem; não deixes de pedir-lhe que se mostre sempre tua
Mãe e que te alcance, com a graça do seu Filho, luz de boa doutrina na inteligência, e
amor e pureza no coração [Forja n. 986].
Mãe nossa, tu, que trouxeste à terra Jesus, por quem nos é revelado o amor do
nosso Pai-Deus, ajuda-nos a reconhecê-lo no meio das ocupações de cada dia; remove a
nossa inteligência e a nossa vontade, para que saibamos escutar a voz de Deus, o impulso
da graça [É Cristo que passa, n. 174]
Oração
 Minha Mãe Imaculada, Mestra de Fé! Ao começar esta Novena, peço-te que
intercedas diante de teu Filho Jesus para que me conceda a graça de crer mais e melhor.
Que eu veja a Verdade divina contida na Palavra de Deus e nos ensinamentos da Santa
Igreja; que eu contemple o mundo, a vida, os acontecimentos, as pessoas..., com os olhos
de Cristo, com a luz do Espírito Santo. Ajuda-me a viver de fé!
Lembro-me do que São João conta no seu Evangelho: nas Bodas de Caná – onde
este apóstolo estava tão perto de ti –, Jesus fez por tua intercessão maternal o seu
primeiro milagre «e os seus discípulos creram nele» (Jo 2,11). Com certeza, a alegria de
crer fez com que neles aumentasse o amor a Jesus. É justamente isto o que eu anseio: ter
mais fé, para ter mais amor. Era isso o que pedia São Paulo: «Que Cristo viva pela fé nos
vossos corações, arraigados e consolidados no amor»! (Ef 3,17).
Que eu compreenda cada vez melhor, Mãe, esta verdade: «Não é Cristo uma
figura que passou. Não é uma recordação que se perde na história. Vive! “Jesus Cristo
ontem e hoje e sempre!”...» (Caminho, n. 584).
Peço-te que a minha fé seja sempre ardente, cheia de segurança, de certeza
inabalável, mesmo nos momentos de «noite escura» da alma. Sim, Mãe, ainda que
alguma vez a minha fé fraqueje – porque não veja claro, ou porque sinta medo, ou
porque me custe perseverar no caminho da vocação cristã –, fica tu ao meu lado para
dar-me a certeza de que, se peço a Deus o dom da fé, por tua intercessão a luz voltará a
brilhar na minha alma.
Mestra de fé, sei que contigo nunca ficarei na escuridão; tu não permitirás que eu
seja daqueles que «passam pela vida como por um túnel, e não compreendem o
esplendor e a segurança e o calor do sol da fé» (Caminho, n. 575).
Confio em que, por tua proteção e pela graça de teu Filho, apesar das minhas
misérias, vou ser capaz de transmitir aos outros «a única chama capaz de iluminar os 3
caminhos terrenos das almas, o único fulgor em que nunca se poderão dar escuridões,
penumbras ou sombras», ciente de que da minha fé «depende que muitos não
permaneçam em trevas, mas andem por caminhos que levam até a vida eterna» (Forja, n.
1).
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SEGUNDO DIA – MARIA E A ESPERANÇA
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Meditar com São Josemaria
Porque Maria é Mãe, a sua devoção nos ensina a ser filhos: a amar deveras, sem
medida; a ser simples...; a estar alegres, sabendo que nada pode destruir a nossa
esperança. [É Cristo que passa, n. 143].
Mestra de esperança, Maria proclama que a «chamarão bem-aventurada todas as
gerações » (Lc I, 48)... Como contrasta a esperança de Nossa Senhora com a nossa
impaciência! ... Somos muitas vezes incapazes de perseverar no esforço, de manter a
esperança. Porque nos falta a fé. [Amigos de Deus, n. 286].
Mãe! - Chama-a bem alto, bem alto. - Ela, tua Mãe Santa Maria, te escuta, te vê
em perigo talvez, e te oferece, com a graça de seu Filho, o consolo de seu regaço, a
ternura de suas carícias. E te encontrarás reconfortado para a nova luta [Caminho, n.
516].
Maria subiu aos céus em corpo e alma, os anjos se alvoroçam! ... A fé nos confirma
que aqui em baixo, na vida presente, estamos em tempo de peregrinação, de viagem...
Mas a nossa Mãe nos precedeu e nos indica já o termo do caminho: repete-nos que é
possível lá chegar, e que lá chegaremos, se formos fiéis. [É Cristo que passa, n. 177].
Peçamos a Santa Maria, «Spes nostra» [esperança nossa], que nos inflame na
aspiração santa de morarmos todos juntos na casa do Pai. Nada nos poderá preocupar, se
decidirmos ancorar o coração no desejo da verdadeira Pátria: o Senhor nos conduzirá com
a sua graça e levará a barca, com bom vento, a tão claras ribeiras [Amigos de Deus, n.
221].
Oração
 Minha Mãe Imaculada, Mestra de Esperança! Recorro à tua intercessão, cheio de
confiança filial, pedindo-te que me alcances a graça de viver «alegre na esperança» em 4
todas as circunstâncias da vida (cf. Rm 12,12): quando as coisas espirituais e materiais
correm bem; quando parece que os esforços são estéreis; quando a luta é suave e
quando é árdua; quando tudo dá certo e quando tudo aparentemente é um fracasso.
 Ajuda-me a ter a virtude teologal da esperança – apoiada no amor onipotente e
misericordioso de Deus – «como âncora da alma, firme e sólida» (Hebr 6,19), fixada no
céu, onde reina eternamente teu Filho Jesus, «sempre vivo para interceder por nós»
(Hebr 7,25).
 Faz com que, mesmo nos momentos de maior cerração e tormenta, não deixe de
ouvir a voz cálida e segura de Cristo que me diz: «Não temas, crê somente!» (Lc 8,50), «eu
estou convosco todos os dias» (Mt 28,20).
 E que, assim, com essa esperança, possa repetir com São Paulo: «Sabemos que
tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus... Se Deus é por nós, quem será
contra nós? Deus, que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós,
como não nos dará com ele todas as coisas?... Quem acusará os escolhidos de Deus?
Cristo Jesus, que morreu, mais ainda, que ressuscitou e está à direita de Deus,
intercedendo por nós?» (Rm 8,28 e 31-34).
 Tu, Mãe, és Medianeira de todas as graças, e só de graça de Deus é que eu
preciso. A virtude da esperança me dará a certeza de que, para vencer nas lutas por
alcançar a santidade e cumprir a minha missão, com teu auxílio, «não me faltará graça
alguma» (cf. 1 Cor 1,7). E que, até nos piores momentos, Jesus me falará, como a São
Paulo: «Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha
força» (2 Cor, 12,9).
 Mãe, «porta do Céu», confio também plenamente em que, por tua intercessão,
um dia poderei alcançar a graça da perseverança final e chegar assim ao abraço eterno de
Deus no Céu. «Como será maravilhoso quando o nosso Pai nos disser: “Servo bom e fiel,
porque foste fiel nas pequenas coisas, eu te confiarei as grandes: entra na alegria do teu
Senhor” (Mt 25,21)» (Amigos de Deus, n. 221).
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TERCEIRO DIA – MARIA E O AMOR A DEUS
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Meditar com São Josemaria
 [Do amor a Deus] a Escritura canta com palavras ardentes: «As águas copiosas
não puderam extinguir o amor nem os rios arrastá-lo» (Cant 8,7). Foi este amor que
cumulou sempre o Coração de Santa Maria, até enriquecê-la com entranhas de Mãe para 5
com a humanidade inteira. Na Virgem, o amor a Deus confunde-se também com a
solicitude por todos os seus filhos [Amigos de Deus, n. 237].
É isso o que explica a vida de Maria: o seu amor. Um amor levado até ao extremo,
até ao esquecimento completo de si mesma, feliz de estar onde Deus a quer, cumprindo
com esmero a vontade divina. Isso é o que faz com que o menor de seus gestos não seja
nunca banal, mas cheio de conteúdo. Maria, nossa Mãe, é para nós exemplo e caminho.
Temos que procurar ser como Ela, nas circunstâncias concretas em que Deus quis que
vivêssemos [É Cristo que passa, n. 148].
Coração Dulcíssimo de Maria, dá força e segurança ao nosso caminho na terra: sê
tu mesma o nosso caminho, porque tu conheces as vias e os atalhos certos que, por meio
do teu amor, levam ao amor de Jesus Cristo [É Cristo que passa, n. 178].
O amor à nossa Mãe será sopro que atice em fogo vivo as brasas de virtude que
estão ocultas sob o rescaldo da tua tibieza [Caminho, n. 492].
Doce Mãe..., Maria, doce Senhora: que o Amor não seja em nós falso incêndio de
fogos fátuos...; que seja verdadeiro incêndio voraz, que ateie e queime tudo quanto toque
[Forja, n. 57].
Oração
 Minha Mãe Imaculada, Mestra de Amor a Deus! Tu, que viveste sempre envolta
pelo mistério do Amor inefável da Trindade, mantém acesa em mim a certeza de que
«Deus é Amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele» (1 Jo 4,16).
 Faz, minha Mãe, com que eu tenha sempre presente o que escrevia São Paulo: «O
amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado»
(Rm 5,5); e que entenda o que essa verdade significa. Concretamente, que veja:
– que, se tenho o Espírito Santo dentro da alma em graça, Deus me comunicará a
força, a capacidade sobrenatural de amá-Lo – apesar de todas as minhas fraquezas e
erros –, «com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças»
(Mc 12,30).
– lembra-me, além disso, que «Deus nos amou primeiro» (1 Jo 4,19), e que Ele se
adiantou e continua a adiantar-se sempre a amar-nos, ainda que nós não tenhamos feito
nada de bom: «Quando nós ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós» (Rm 5,8).
Mãe, que eu nunca esqueça que o amor de Deus já me foi dado e está sendo
oferecido a toda hora, também quando eu o recuso e o ofendo com o pecado. Faz com
que eu me lembre sempre de que o retrato de Deus é a figura do pai do filho pródigo: um 6
coração aberto, uma porta aberta, uns braços estendidos, um generosidade ilimitada
para acolher, abraçar e cumular de dons o filho que volta arrependido (Lc 15,20-24).
Faz, minha Mãe, que eu entenda que este amor que perdoa está sempre à minha
espera no Sacramento da Reconciliação, na Confissão, pronto para me encher de paz e
fortalecer a minha alma. Que essa paz de Deus inflame em mim o desejo de participar
mais e melhor na «loucura de Amor da Sagrada Eucaristia» (Caminho, n. 432).
Assim, «como filho muito amado» (cf.. Ef 5,1-2), poderei realizar cada vez com
maior perfeição os meus deveres cotidianos – familiares, profissionais, sociais –, que são a
trilha do amor e da santidade que Deus preparou para mim.
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QUARTO DIA – MARIA E O AMOR AO PRÓXIMO
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Meditar com São Josemaria
Se caminhamos pela mão da Santíssima Virgem, Ela fará com que nos sintamos
irmãos de todos os homens: porque somos todos filhos desse Deus de quem Ela é Filha,
Esposa e Mãe. – Os problemas dos outros devem ser problemas nossos... –Maria, Mãe de
Jesus nos ajudará a reconhecer Jesus que passa ao nosso lado, que se nos torna presente
nas necessidades dos nossos irmãos, os homens [É Cristo que passa, n. 145].
Mãe compassiva, trono da graça: nós te pedimos que saibamos compor na nossa
vida e na vida dos que nos rodeiam, verso a verso, o poema singelo da caridade, «como
um rio de paz» (Is 48, 18). Pois tu és um mar de inesgotável misericórdia [É Cristo que
passa, n. 187].
Se nos identificarmos com Maria, se imitarmos as suas virtudes, poderemos
conseguir que Cristo nasça, pela graça, na alma de muitos que se identificarão com Ele
pela ação do Espírito Santo. Se imitarmos Maria, participaremos de algum modo na sua
maternidade espiritual [Amigos de Deus, n. 281].
Santa Maria, «Rainha dos Apóstolos», rainha de todos os que suspiram por dar a
conhecer o amor de teu Filho: tu, que entendes tão bem as nossas misérias, pede perdão
por nossa vida: ... pela luz que deixou de iluminar; pelo sal que se tornou insípido. Mãe de
Deus, Onipotência Suplicante: traze-nos, junto com o perdão, a força para vivermos
verdadeiramente de fé e de amor, para podermos levar aos outros a fé de Cristo [É Cristo
que passa, n. 175].
Oração 7
 Minha mãe Imaculada, Mestra de caridade, de amor ao próximo! Como gostaria
de ter um coração semelhante ao teu! O Anjo Gabriel te anuncia que serás a Mãe de
Deus; no meio da Anunciação, ele te faz saber de passagem que a tua prima Isabel, já
idosa, vai ter um filho, e basta tu saberes disso para esquecer-te de ti mesma e correr
«com pressa» à casa da prima para ajudá-la (cf. Lc 1, 39 ss).
 Eu te peço que me alcances de teu Filho a graça da caridade: de amar, de dar-me,
de servir sempre os outros. Concede-me a graça do esquecimento próprio, para que eu
seja capaz de dedicar-me generosamente aos demais, sem cálculos mesquinhos, sem
pedir nada em troca. Faz com que me convença de que «mais do que em “dar”, a
caridade está em “compreender”» (Caminho, n. 463), e que me esforce «por perdoar
sempre os que me ofendem, desde o primeiro instante», lembrando-me de que «mais me
tem perdoado Deus a mim» (Caminho, n. 452).
 Ajuda-me, Mãe de misericórdia, a viver como nos pede São Paulo: «Como
escolhidos de Deus, santos e amados, revesti-vos de entranhada misericórdia, de
bondade, humildade, doçura e paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos
mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra alguém. Como o Senhor vos perdoou,
assim perdoai também vós» (Col 3,12-13).
Que eu esteja disposto a rezar e a praticar as obras de misericórdia, para auxiliar,
material e espiritualmente, os que sofrem, os abandonados, os pobres, os doentes, os
aflitos, os que ignoram e erram, os que se sentem sós... , a começar por aqueles que
convivem e trabalham comigo. E que não me esqueça de que «um homem e uma
sociedade que não reajam perante as tribulações ou as injustiças, e não se esforcem por
aliviá-las, não são nem homem nem sociedade à medida do amor do Coração de Cristo»
(É Cristo que passa, n. 167).
Ajuda-me também a fazer um exame de consciência sobre o meu apostolado,
aplicando à minha vida estas palavras: «Tens de procurar que haja, no meio do mundo,
muitas almas que amem a Deus de todo o coração. É hora de fazer contas: quantas
ajudaste tu a descobrir esse Amor?» (Forja, n. 898).
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QUINTO DIA – MARIA E A HUMILDADE
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Meditar com São Josemaria8
«Porque viu a baixeza da sua escrava...» – Cada dia me persuado mais de que a
humildade autêntica é a base sobrenatural de todas as virtudes! – Fala com Nossa
Senhora, para que Ela nos vá adestrando em caminhar por essa senda [Sulco, n. 289].
Que humildade, a de minha Mãe Santa Maria! - Não a vereis entre as palmas de
Jerusalém, nem – afora as primícias de Caná – à hora dos grandes milagres. – Mas não
foge ao desprezo do Gólgota; ali está «junto à cruz de Jesus», sua Mãe [Caminho, n. 507].
Tens de sentir a necessidade de te veres pequeno, desprovido de tudo, fraco. Então
lançar-te-ás no regaço da nossa Mãe do Céu, com jaculatórias, com olhares de afeto, com
práticas de piedade mariana... – Ela te protegerá [Forja, n. 354].
Minha Mãe! As mães da terra olham com maior predileção para o filho mais fraco,
para o mais doente, para o mais curto de cabeça, para o pobre aleijado... – Senhora! Eu
sei que tu és mais Mãe que todas as mães juntas... – E como eu sou teu filho... E como sou
fraco, e doente... e aleijado... e feio... [Forja, n. 234].
Não estás só ... Não sentes na tua mão, pobre criança, a mão da tua Mãe, é
verdade. – Mas...não tens visto as mães da terra, de braços estendidos, seguirem os seus
meninos quando se aventuram, temerosos, a dar os primeiros passos sem ajuda de
ninguém? – Não estás só; Maria está junto de ti [Caminho, n. 900].
Ser criança exige abandonar-se como se abandonam as crianças, crer, como creem
as crianças, pedir como pedem as crianças. – São coisas que aprendemos no trato com
Maria [É Cristo que passa, n. 143].
Oração
 Minha Mãe Imaculada, Serva humilde do Senhor! Escuto teu Filho, que diz:
«Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração» (Mt 11,29); ouço-o também
repetir várias vezes: «Todo aquele que se exaltar será humilhado, e todo aquele que se
humilhar será exaltado» (Lc 14,11); e leio na Bíblia, tanto no Antigo como no Novo
Testamento, que «Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes» (Prov
3,34; Tg 4,6; 1 Pdr 5,5)... Leio, ouço, sei disso... mas, como me custa assimilá-lo!
 Desejaria muito alcançar a humildade, apesar de que tantas vezes falho, deixandome
dominar pelo orgulho, o amor próprio ferido, a vaidade...
 Por isso recorro a ti, minha Mãe. Teu exemplo me enamora e me incentiva. Que
alegria ouvir as palavras do teu cântico de louvor a Deus, o Magnificat: «...Meu espírito
exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque Ele olhou para a humilde condição da
sua serva... Desconcertou os corações dos soberbos ... e exaltou os humildes!» (Lc 1, 46
ss). 9
 A ti, «Mãe do meu Senhor» (Lc 1,43), a mais humilde de todas as criaturas,
suplico-te que rogues por mim, para que Deus me conceda a graça de ser humilde. Livrame
da soberba de me considerar superior aos outros, de desprezar os demais, de querer
dominá-los; e de ceder à inveja ou ao desânimo por vê-los melhores do que eu. Preservame
especialmente da cegueira da ingratidão de me atribuir méritos e valores que não
existiriam sem a ajuda divina, sem a graça do Espírito Santo (cf. Jo 15,5).
Faz, minha Mãe, que não me sinta humilhado pelas minhas próprias limitações e
misérias; que não fique afundado na vergonha dos fracassos, mas confie em que basta o
arrependimento das faltas e a boa vontade de lutar para poder dizer com São Paulo:
«Tudo posso naquele que me dá forças» (Fil 4,13).
 Eu sei que a humildade mais alegre e eficaz é o espírito de infância espiritual, que
teu Filho nos ensinou: «Aquele que se fizer humilde como esta criança será o maior no
Reino dos Céus» (Mt 18,4). E ... será que existe melhor caminho para nos tornarmos
crianças do que saber-nos teus filhos e deixar-nos cuidar por ti?

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SEXTO DIA – MARIA E A ORAÇÃO
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Meditar com São Josemaria
Como enamora a cena da Anunciação! Maria está recolhida em oração..., aplica os
seus cinco sentidos e todas as suas potências na conversa com Deus. Na oração conhece a
Vontade divina; e com a oração converte-a em vida da sua vida! Não esqueças o exemplo
de Nossa Senhora! [Sulco, n. 481].
Nossa Senhora ouve com atenção o que Deus quer, pondera o que não entende,
pergunta o que não sabe. Depois entrega-se por completo ao cumprimento da vontade
divina: «Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38) [É
Cristo que passa, n. 173].
Os discípulos, cheios de fé pelo triunfo de Cristo ressuscitado, e ansiosos ante a
promessa do Espírito Santo, querem sentir-se unidos, e vamos encontrá-los «com Maria, a
Mãe de Jesus» (At 1,14). A oração dos discípulos acompanha a oração de Maria; era a
oração de uma família unida [É Cristo que passa, n. 141].
Sempre que te vejas com o coração seco, sem saber o que dizer, recorre com
confiança à Virgem Santíssima. Dize-lhe: Minha Mãe Imaculada intercedei por mim.– Se a 10
invocares com fé, Ela te fará saborear – no meio dessa secura – a proximidade de Deus
[Sulco, n. 695].
Maria, Mestra de oração. - Olha como pede a seu Filho em Caná. E como insiste,
sem desanimar, com perseverança. - E como consegue. – Aprende [Caminho, n. 502].
Oração
 Minha Mãe Imaculada, Mestra de oração! Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho,
Esposa de Deus Espírito Santo! Não existiu ninguém no mundo que tenha tido um trato
de intimidade com a Santíssima Trindade maior do que o teu.
Mesmo nos momentos mais duros da vida, em que uma espada de dor te
atravessava a alma (cf. Lc 2,35) – ao dares a luz num estábulo, ao veres o filhinho
perseguido de morte por Herodes, ao assistires à agonia de Jesus na Cruz –, o teu diálogo
com Deus foi uma oração de entrega amorosa, que te inundou a alma de fortaleza, de luz
e de paz: «Maria guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração» (Lc 2,19).
 Suplico-te, Mãe, que me dês um grande amor à oração: que me ajudes a rezar
com piedade e atenção as orações litúrgicas, o terço e as outras orações e devoções do
cristão; e a dedicar todos os dias um tempo determinado à leitura da Bíblia, à meditação,
à conversa espontânea com Deus, contigo, com São José, com os Santos Anjos...
Faz com que a minha oração seja «a autêntica oração dos filhos de Deus, não o
palavreado dos hipócritas» (Amigos de Deus, n. 243); que seja realmente uma «hora de
intimidades santas e de resoluções firmes» (Sulco, n. 457).
Peço-te que me leves a tornar-me «amigo» do teu Filho Jesus – «Eu vos chamei
amigos» (Jo 15,15) –, especialmente quando o recebo na Comunhão ou quando converso
com Ele junto do Sacrário. Que entenda a lógica cristã destas palavras: «Procuras a
companhia de amigos que, com a sua conversa e afeto, com o seu convívio, te tornem
mais grato o desterro deste mundo..., embora os amigos às vezes atraiçoem. - Mas...
como não frequentas cada dia com maior intensidade a companhia, a conversa com o
Grande Amigo, que nunca atraiçoa?» (Caminho, n. 88).
 Ajuda-me, enfim, a levar a sério estas palavras de Jesus: «É necessário orar
sempre sem nunca desistir» (Lc 18,1); e estas outras: «Pedi e vos será dado; procurai e
encontrareis; batei e vos abrirão... O Pai do céu dará o Espírito Santo aos que lhe
pedirem» (Lc 11, 9.13).
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SÉTIMO DIA – MARIA E A CRUZ DE CADA DIA
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Meditar com São Josemaria 11
Maria, Mestra do sacrifício escondido e silencioso! - Vede-a, quase sempre oculta,
colaborando com o Filho: sabe e cala [Caminho, n. 509].
Não há dúvida de que, durante a sua vida terrena, Maria não foi poupada nem à
experiência da dor, nem ao cansaço do trabalho, nem ao claro-escuro da fé ... O seu fiat,
“faça-se”, não se manifestou em ações aparatosas, mas no sacrifício escondido e
silencioso de cada dia. – Ao meditarmos nestas verdades ..., percebemos que o valor
sobrenatural da nossa vida não depende de que se tornem realidade as grandes façanhas
que às vezes forjamos com a imaginação, mas da aceitação fiel da vontade divina, de uma
disposição generosa em face dos pequenos sacrifícios diários [É Cristo que passa, n. 172].
Diz que já não queres decepcionar mais o Senhor... É o momento de acudires à tua
Mãe bendita do Céu...; e procura depois fazer propósitos concretos...: o amor se
demonstra de modo especial em ninharias; ordinariamente, os sacrifícios que o Senhor
nos pede, os mais árduos, são minúsculos, mas tão contínuos e valiosos como o bater do
coração.
Quantas mães conheceste tu como protagonistas de um ato heroico,
extraordinário? Poucas, muito poucas. E, no entanto, mães heroicas, verdadeiramente
heroicas, que não aparecem como figuras de nada espetacular, que nunca serão notícia –
como se diz – tu e eu conhecemos muitas: vivem negando-se a todas as horas, cerceando
com alegria os seus próprios gestos e inclinações, o seu tempo, as suas possibilidades de
afirmação ou de êxito, para atapetar de felicidade os dias de seus filhos [Amigos de Deus,
n. 134].
Oração
 Minha Mãe Imaculada, Mestra do sacrifício escondido e silencioso, peço-te que
me ajudes a imitar-te; que eu saiba fazer – como tu –, das ocupações e circunstâncias da
vida cotidiana, uma constelação de atos de amor a Deus e ao próximo, vivificados pela
chama do sacrifício.
 Que eu saiba acolher com fé e sem medo o convite de Jesus: «Se alguém quer vir
após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz cada dia, e siga-me» (Lc 9,23); e que
compreenda que abraçar generosamente a Cruz de Cristo, dando-me a Deus e aos outros
no dia-a-dia, é encontrar o amor e a alegria.
Abre-me, Mãe, as portas do coração para corresponder a este apelo: «Quando
vires uma pobre Cruz de madeira, só, desprezível e sem valor... e sem Crucificado, não
esqueças que essa Cruz é a tua Cruz: a de cada dia, a escondida, sem brilho e sem
consolação..., que está esperando o Crucificado que lhe falta. E esse Crucificado tens que
ser tu» (Caminho, n. 178). 12
 A Cruz de cada dia! Mãe, ajuda-me a ver onde está realmente essa Cruz “vulgar”,
que Jesus me convida a tomar todos os dias: No cumprimento exato dos horários que
marquei para aproveitar bem o tempo; na pontualidade na hora de me levantar, e
também na hora de enfrentar com fortaleza e sem delongas uma tarefa mais árdua; na
fidelidade aos planos de oração e de outras práticas espirituais; na renúncia elegante a
gostos ou caprichos pessoais (em relação aos planos, descansos, comidas...) sobretudo se
desagradam aos outros... (cf. Amigos de Deus, n. 138)
Dá-me mais luzes, para que eu descubra também a Cruz de cada dia na caridade
delicada ao tratar com os demais, especialmente se estão doentes ou passam por um
período de sofrimento; na paciência para tolerar as indelicadezas alheias; na decisão de
enfrentar com bom humor as pequenas contrariedades de cada dia, e de não dar
importância aos pormenores desagradáveis dos que convivem comigo; no esforço por
sorrir quando estou cansado ou preocupado; na coragem de corrigir a quem precisa ser
ajudado, na tenacidade para terminar os trabalhos começados, até colocar a “última
pedra”..., tendo o cuidando de colocar todas as “pedras” intermediárias entre a primeira
a e a última...(cf. Amigos de Deus, n. 138 e Caminho, n. 173).
 Quereria aproveitar melhor essas oportunidades de imitar Jesus e a ti, de servir e
de ir dando cotidianamente a vida pelo bem dos outros (cf. Mt 20,28). Sei que se fizer
assim, aconteça o que acontecer, experimentarei junto de ti, Mãe, esta grande verdade:
«O caminho do Amor chama-se Sacrifício» (Forja, n. 768).
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OITAVO DIA – MARIA E A SANTA PUREZA
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Meditar com São Josemaria
[Façamos] a nossa oração ao nosso Pai, pedindo-lhe que nos conceda a graça de
vivermos essa afirmação gozosa que é a virtude cristã da castidade. Pedimo-lo por
intercessão de Santa Maria, que é a pureza imaculada [Amigos de Deus, n. 189].
Todos os pecados da tua alma parecem ter-se posto de pé. - Não desanimes. - Pelo
contrário, chama por tua Mãe, Santa Maria, com fé e abandono de criança. Ela trará o
sossego à tua alma [Amigos de Deus, n. 189].
A Virgem Santa Maria, Mãe do Amor Formoso, aquietará o teu coração, quando te
fizer sentir que é de carne, se recorres a Ela com confiança [Caminho, n. 504]. 13
Não se pode ter uma vida limpa sem a ajuda divina. Deus quer a nossa humildade,
quer que Lhe peçamos a sua ajuda, através da nossa Mãe e sua Mãe. –Tens que dizer a
Nossa Senhora, agora mesmo, na solidão acompanhada do teu coração... : - Minha Mãe,
este meu pobre coração rebela-se algumas vezes... Mas se tu me ajudas... – E Ela te
ajudará... [Forja, n. 315].
Permite-me um conselho, para que o ponhas em prática diariamente. Quando o
coração te fizer notar as suas baixas tendências, reza devagar à Virgem Imaculada: Olhame
com compaixão, não me deixes, minha Mãe! - E aconselha-o assim a outros [Sulco, n.
849].
Não sejas tão cego ou tão estouvado que deixes de rezar a Maria Imaculada ao
menos uma jaculatória sempre que passes junto de lugares onde sabes que se ofende a
Cristo [Caminho, n. 269].
Oração
 Minha Mãe Imaculada, Mãe castíssima! Quero aclamar-te, com a Igreja, como a
«Mãe do Amor Formoso», daquele amor que sabe querer bem, dar-se e fazer os outros
felizes; ao mesmo tempo que mantém a alma e o coração livres do hedonismo, que só
procura o prazer egoísta e as experiências passageiras.
 Faz com que nunca coloquemos a idolatria do prazer acima do amor a Deus –e aos
seus mandamentos –, nem acima do amor e do respeito à dignidade dos outros, filhos de
Deus, criados –no corpo e na alma – à imagem de Deus (Gên 1,26).
 Peço-te que alcances, para muitos, a graça de compreender que a santa pureza
não é uma limitação nem uma repressão, mas que «a castidade – a de cada um no seu
estado: solteiro, casado, viúvo, sacerdote – é uma triunfante afirmação do amor» (Sulco,
n. 831).
Que todos sintamos como dirigidas a nós estas palavras: «A tua castidade não
pode limitar-se a evitar a queda, a ocasião... Não pode ser de maneira nenhuma uma
negação fria e matemática. – Já percebeste que a castidade é uma virtude e que, como
tal, deve crescer e aperfeiçoar-se?» (Forja, n. 91). E que entendamos que esta virtude é
«afirmação decidida de uma vontade enamorada: é uma virtude que mantém a
juventude do amor, em qualquer estado de vida» (É Cristo que passa, n. 25).
 Mãe puríssima, eu sei que, como diz uma antiga canção, «convém guardar a coisa
preciosa». Tu me ajudarás a guardar a santa pureza, sempre nos ajudas! Faz com que
nunca me esqueça de que pureza é delicadeza: delicadeza para guardar os olhos e as
fantasias; delicadeza para evitar conversas, publicações ou programas imundos que
ofendem a Deus; e delicadeza para não brincar levianamente com as tentações. 14
Que eu me convença de que a castidade – com o auxílio da graça de Deus – pode
ser vivida, quando é fortalecida pela oração humilde (“Mãe puríssima, rogai por mim!”),
pela recepção frequente da Eucaristia, pelas pequenas mortificações da gula, da
curiosidade, da imaginação, da moleza; e pelo recurso pronto e sincero à Confissão,
sempre que houver alguma queda.
 Então, Virgem Santa, com a tua intercessão materna, viveremos essa virtude não
como uma «renúncia, mas como uma afirmação gozosa, uma entrega livre e alegre»
(Amigos de Deus, n. 182).
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NONO DIA – MARIA E O SANTO ROSÁRIO
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Meditar com São Josemaria
O “princípio do caminho”, que tem por fim a completa loucura por Jesus, é um
confiado amor a Maria Santíssima. – Queres amar a Virgem? – Pois então conversa com
Ela! – Como? – Rezando “bem” o Rosário de Nossa Senhora [Santo Rosário, prólogo].
Mas no Rosário... dizemos sempre o mesmo! – Sempre o mesmo? E não dizem
sempre a mesma coisa os que se amam? (Id.)... Eu entendo que cada Ave-Maria, cada
saudação à Santíssima Virgem, é um novo palpitar de um coração enamorado [Forja, n.
615].
Bendita monotonia das Ave-marias, que purifica a monotonia dos teus pecados!
[Sulco, n. 475].
Não se pronuncia o terço somente com os lábios, mastigando uma após outra as
Ave-marias. Assim mussitam as beatas e os beatos. - Para um cristão, a oração vocal há
de enraizar-se no coração, de modo que, durante a recitação do terço, a mente possa
adentrar-se na contemplação de cada um dos mistérios [Sulco, n. 477].
Vou dar-te um conselho prático... : demora-te por uns segundos – três ou quatro –
num silêncio de meditação, considerando o respectivo mistério do Rosário, antes de
recitares o Pai-nosso e as Ave-marias de cada dezena [Santo Rosário, nota introdutória].
Se rezas o terço todos os dias, com espírito de fé e de amor, a Senhora se
encarregará de levar-te muito longe pelo caminho do seu Filho [Sulco, n. 691].
O Santo Rosário é arma poderosa. Emprega-a com confiança e te maravilharás do
resultado [Caminho, n. 558]. 15
Oração
 Minha Mãe Imaculada, Rainha do Santíssimo Rosário! Como me alegra repetir,
em cada Ave-Maria, as primeiras palavras que o próprio Deus te dirigiu através do Anjo
Gabriel: «Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo!», e acrescentar a elas o louvor que tua
prima Isabel, inspirada pelo Espírito Santo, te dirigiu no dia da Visitação: «Bendita és tu
entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre» (Lc 1,28.42).
 Sei que tu, minha Mãe Imaculada, amas o Rosário e sorris quando nós, teus filhos,
oramos e conversamos contigo mediante esta bela oração. Assim o mostraste quando
vieste visitar-nos em Lourdes, e depois em Fátima. «Rezem o terço todos os dias», dizias
aos três pastorzinhos.
 Quero honrar-te vivendo essa tua devoção preferida cada dia com mais amor:
meditando os mistérios, prestando atenção às palavras, e pondo em tuas mãos, em cada
dezena, uma súplica confiante: “Ofereço este mistério por esta ou aquela outra
intenção”. E se algumas vezes me distrair involuntariamente, sei que continuarás a sorrirme,
como a mãe que conversa com a criança que, ao mesmo tempo, a ouve e se distrai:
procurarei então retificar e continuar a rezar com mais afinco.
 Peço-te que tornes eficazes as minhas palavras quando eu aconselhar outras
pessoas a rezarem o Terço, ou as convidar a rezá-lo juntos. Faz com que os católicos não
nos esqueçamos de que, desde há séculos, quase todos os Papas têm dedicado um ou
vários documentos ao Santo Rosário, exortando os fiéis a praticarem esta devoção,
preferentemente em família.
 Agora que a Novena chega ao final, penso que este propósito pode ser a melhor
oferenda na tua grande festa: amar muito e difundir com entusiasmo o Santo Rosário.
 Termino a Novena, minha Mãe, com a oração litúrgica da solenidade da tua
Imaculada Conceição: Ó Deus, que preparastes uma digna habitação para o vosso Filho
pela Imaculada Conceição da Virgem Maria, preservando-a de todo pecado em previsão
dos méritos de Cristo, concedei-nos chegar até vós purificados também de toda culpa por
sua materna intercessão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do
Espírito Santo (Missal Romano, 8 de dezembro).
Com autorização eclesiástica [ou colocar no começo]
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