terça-feira, 30 de abril de 2013

Bons e maus pastores

Pai bondoso! A bondade e misericórdia divina dignaram-se revelar-me seus segredos, coisas que a língua humana não pode exprimir. E que ofuscam a inteligência. Minha capacidade de entender fica empobrecida e meu coração angustiado. A uma só voz clamam as minhas faculdades, desejosas de sair deste mundo imperfeito e ir para a meta final, na degustação da suma e eterna Trindade com os cidadãos do céu! Lá, rendem-se glórias e louvores a Deus, refugiem as virtudes, bem como o ardor e a caridade dos autênticos pastores e santos religiosos, que foram neste mundo lâmpadas autênticas no candelabro da santa Igreja, e iluminaram o mundo inteiro. Ó Pai, que diferença entre eles e os pastores de nosso dia! Sobre estes últimos lamentou-se Deus Pai, dizendo: “os pastores de hoje assemelham-se a mosquitos, afiei-os animais que despreocupados, pousam em alimentos doces, cheirosos, e logo depois saem e vão pôr-se em cima de objetos apodrecidos e asquerosos. Os ministros de hoje, postos a saborear a suavidade do sangue de Cristo, não lhe dão valor. Ao deixar o altar, guardam o corpo de Jesus e os demais sacramentos preciosos cheios de suavidade insubstituíveis fontes de vida para quem os recebe dignamente, mas logo despreocupados, caiem na impureza do corpo e do espirito. É uma maldade vergonhosa, não somente para mim, mas até os demônios sentem nojo de tão miserável pecado”.

Diálogo de Santa Catarina de Sena com Jesus


FONTE: espacojames.com.br

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Sobre Santa Catarina de Siena

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Santa Catarina de Sena - 29 de Abril

Neste dia, celebramos a vida de uma das mulheres que marcaram profundamente a história da Igreja: Santa Catarina de Sena. Reconhecida como Doutora da Igreja, era de uma enorme e pobre família de Sena, na Itália, onde nasceu em 1347.

Voltada à oração, ao silêncio e à penitência, não se consagrou em uma congregação, mas continuou, no seu cotidiano dos serviços domésticos, a servir a Cristo e Sua Igreja, já que tudo o que fazia, oferecia pela salvação das almas. Através de cartas às autoridades, embora analfabeta e de frágil constituição física, conseguia mover homens para a reconciliação e paz como um gigante.

Dotada de dons místicos, recebeu espiritual e realmente as chagas do Cristo; além de manter uma profunda comunhão com Deus Pai, por meio da qual teve origem sua obra: O Diálogo. Comungando também com a situação dos seus, ajudou-o em muito, socorrendo o povo italiano, que sofria com uma peste mortífera e com igual amor socorreu a Igreja que, com dois Papas, sofria cisão, até que Catarina, santamente, movimentou os céus e a terra, conseguindo banir toda confusão. Morreu no ano de 1380, repetindo: "Se morrer, sabeis que morro de paixão pela Igreja".

quinta-feira, 25 de abril de 2013

De "Eva" para "Ave"

Por Frei Francisco Bezerra, OFMConv.

Hoje o Pai soberano enviou-nos o verdadeiro José «para rever os seus irmãos e os rebanhos» (Gn 37,14). Ele é seguramente aquele José amado por seu pai «mais que todos os seus irmãos» (v. 3). [...] É ele, mais amado que todos, mais sábio que todos, mais magnífico que todos; foi realmente ele que Deus Pai enviou hoje. [...] «Quem enviarei Eu, diz Deus Pai, e quem irá por Mim?» (Is 6,8) O Filho responde: «Eis que Eu mesmo cuidarei das Minhas ovelhas e Me interessarei por elas» (Ez 34,11). Vindo do mais alto dos céus, Ele dirige-Se «para o vale de Hebron» (Gn 37,14).

Adão tinha escalado a montanha do orgulho; o Filho de Deus desce para o vale da humildade. Encontra hoje um vale para onde descer. Onde está Ele? Não em ti, Eva, mãe da nossa infelicidade, não em ti [...], mas na bem-aventurada Maria, que é este vale de Hebron devido à sua humildade e por causa da sua força. [...] Ela é forte porque participa na força d'Aquele sobre o qual está escrito: «O Senhor é forte e poderoso» (Sl 23,8). Ela é aquela mulher virtuosa, ardentemente desejada por Salomão, que dizia: «Uma mulher virtuosa, quem a poderá encontrar?» (Pr 31,10). [...]

Eva, se bem que criada no paraíso, sem corrupção, sem enfermidade nem dor, revelou-se fraca e doente. «Quem poderá encontrar a mulher virtuosa?» Poderemos encontrar na infelicidade cá em baixo o que não pudemos encontrar na felicidade do além? Poderemos encontrá-la neste vale de lágrimas, quando não a pudemos encontrar na beatitude do Paraíso? [...] Hoje, sim, hoje ela foi encontrada. Deus Pai encontrou esta mulher para a santificar; o Filho encontrou-a para nela habitar; o Espírito Santo encontrou-a para a iluminar. [...] O anjo encontrou-a para a saudar assim: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo». Ei-la, a mulher virtuosa. Nela, a seriedade, a humildade e a virgindade opõem-se à curiosidade, à vaidade, à voluptuosidade. «O anjo entrou nela», está escrito. Ela não estava virada para o exterior; estava no interior, no seu quarto secreto, onde rezava a seu Pai em segredo (Mt 6,6).


Sorrir diante do "fim do mundo"

Por Frei Francisco Bezerra, OFMConv.

A morte paira sobre nós a cada instante. Quase a podemos respirar. Muitos não se dão conta de que estamos sempre muito próximo do fim, que temos a morte por vizinha, íntima. Temem-se muitas coisas sem importância, ao mesmo tempo que se lida com a finitude como se ela fosse tão (im)possível quanto o premio máximo de uma qualquer lotaria nacional. Mas a morte é uma certeza, absoluta e pessoal. Nenhuma vida será devidamente vivida se o sujeito não sentir que este mundo, tal como é possível para nós agora, pode acabar... já.

Para compreendermos a nossa vida devemos olhar para o nosso passado, mas, se a queremos viver devemos também olhar para diante, talvez com um sorriso, para o amanhã, que será hoje, já daqui a pouco.

Por vezes, perdemo-nos em grandes análises sobre sequências hipotéticas de momentos do nosso passado, a nada, nem a ninguém, isso traz algo de bom, por várias ordens de razões: não altera o que aconteceu; não é sequer plausível que as sequências de eventos que supomos encadeadas se passassem tal como as imaginamos; perde-se tempo... e perde-se sempre tanto tempo em coisas sem importância nenhuma.

Não importa adivinhar o que teria acontecido se isto, ou se aquilo... isso só perturba a vida que realmente interessa: a de hoje. Valerá a pena ter mil passados se, para isso, não se tiver presente nem futuro nenhum?

A vida de cada um é única e irrepetível. Temos, neste mundo, obrigatoriamente um princípio e um fim. O que se passa, ou não se passa, para além desse fim, talvez não deva ser motivo de preocupação inteligente – na medida em que não é nesse mundo que vivemos agora – e cabe a cada mundo as suas próprias preocupações. Faz sentido ser feliz aqui, porque está ao nosso alcance lutar por isso. Apesar de todas as duras tristezas que por vezes nos chovem sobre dos ombros, há uma força que nos anima e nos faz resistir, que nos dá esperança e nos faz sorrir. A força da vida cuja essência é a simples busca da felicidade. Uma fé que nos ilumina o caminho.

Morreremos todos, um a um. Sem grandes cerimonias lógicas ou encenações. Naturalmente. Cumpre pois aproveitar a vida, mesmo quando chove... talvez nestas alturas de forma especial, celebrando os ombros fortes que temos, que somos e que mantemos erguidos apesar das pesadas penas da nossa circunstância. Os momentos mais difíceis, não se deve esperar que passem, deve-se, sim, caminhar para diante, com a certeza de que o nosso lugar não é à chuva.

Hoje, um sorriso. Gesto simples que permite que as alegrias mais fundas passem de um coração ao outro atravessando o ar deste mundo. Muitas vezes os homens escondem o seu sorriso, privando-se a si mesmos e aos outros de algo que faz... maravilhas. Por vezes é duro sorrir, mas o milagre da multiplicação da alegria funda vale todos os sacrifícios. O amor é o maior de todos os dons, capaz de se oferecer mesmo quando não o vemos ou sentimos. O verdadeiro dom, que só existe quando se dá. Capaz de se encontrar todo num simples sorriso.

Não percamos tempo em grande pensamentos sobre o que passou. Na verdade temos um, e um só, passado. Importa assumi-lo sem deixar as imaginações interpretar, justificar ou avaliar o que sucedeu. Estamos presentes, aqui, agora... teremos um número infinito de futuros possíveis e a morte como certeza absoluta. Não tem qualquer importância a posição onde o passado nos deixou ontem. Importa ser feliz, hoje.

Enquanto a morte não nos leva, devemos sorrir... ou por vontade ou por amor. Que a felicidade começa num sorriso. T


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Por que os bons sofrem?

São Maximiliano Maria Kolbe 
Anteontem, o senhor N.N. me pôs a seguinte pergunta:
“Normalmente, os bons sofrem, enquanto que, com frequência, os maus levam vida larga. Onde está a justiça?”.
“Deus é infinitamente justo, verdade?”
“Sim, claro”.
“De outro modo não seria Deus. Por conseguinte, Ele tem que recompensar toda obra boa e castigar toda obra má. Nenhuma obra, nenhuma palavra, nenhum pensamento escapará do seu juízo.
Atualmente, existe no mundo uma só pessoa, ainda que seja a pior de todas, que nunca faça algo bom?”.
“Claro que não”.
“Pois bem, ao menos alguma vez cada um cumpre bem seu próprio dever, ou mostra compaixão para com o próximo, ou consegue realizar alguma outra coisa boa. Se este homem viveu tão mal que, depois de sua morte, merece o inferno, quando Deus o recompensará por aquele pouco de bem que fez?… Quando?”
“No outro mundo”.
“Ali, porém, o espera só o inferno”.
“Então neste…”
“Ademais, existe acaso uma só pessoa, mesmo que seja a melhor de todas, que não tenha feito algum mal?”
“Tampouco existe uma pessoa assim”
“E é a verdade, já que ‘o justo cai sete vezes’ [Pr 24,16] ao dia. Por isso, se Deus quer abreviar-lhe o Purgatório ou conceder-lhe de imediato o Paraíso, quando terá lugar o ‘saldo da conta’?”
“Ah, deve ser precisamente assim!…”
“Deus manifesta um amor particular precisamente àqueles que castiga já neste mundo, pois no Purgatório só há um longo e pesado castigo, enquanto que, se aceitamos voluntariamente as cruzes neste mundo, mereceremos uma glória ainda maior no Paraíso. Daqui também o ditado: Deus ama àquele que faz sofrer”.
Não se deve invejar, pois, àquelas pessoas más que desfrutam de uma vida feliz; estes, antes, deveriam temer que isso possa ser já a recompensa pelo pouco de bem que realizaram.

Fonte: Rycerz Niepokalanej, II-1924, ps. 19-20 | Milícia da Imaculada Brasil

sábado, 20 de abril de 2013

EU não vos deixei órfãos!


Eu não vos deixei órfãos. A Minha Presença real
encontra-se na Santa Eucaristia. Comer a Minha
Carne e beber pela taça da Minha Paixão, é
deixar de-vos assimilar por Mim. Na Santa Missa, o
Sacerdote de Deus, pelas santas Palavras de seu Divino
Mestre, que ele mesmo pronuncia, assiste ao
maior Milagre vivo que se multiplica, em cada
minuto que passa, em todas as igrejas cristãs do
mundo inteiro. Noite e dia, a Bênção de Deus cobre
os Meus Santos Sacerdotes e os fiéis que participam
no Santo Sacrifício da Missa.
E mais ainda: a irradiação do Santíssimo Sacramento
que cobre a cidade ou aldeia em que se
encontra a igreja, fazendo beneficiar a comunidade
cristã, como aqueles que Me não conhecem ainda,
com o grande Amor de Deus que está sempre
Presente na Sua Igreja, para Glória de Deus e
Salvação do Mundo. Se os fiéis presentes na Santa
Missa pudessem compreender que no momento da
Consagração se produz uma tão maravilhosa mudança,
não deixariam nunca de estar presentes,

porque Deus tem necessidade de Seus filhos
consagrados para reconduzir a Ele todas as Ovelhas
desgarradas. Vós sois o Corpo de Cristo, o Corpo que
não pode ser diferente da Cabeça que é o próprio
Cristo. O Corpo do Filho do Homem encontra-se na
Igreja, mas particularmente na Eucaristia, vivo,
palpitante de Amor, manso, humilde, caritativo e
inocente, como na Sua Incarnação adorável. Como
nessa manjedoura em que Minha Santa Mãe colocou
o Seu pequenino Jesus do Presépio, depois de O ter
contemplado, adorado, estreitado ao Seu Coração
materno, depois de apresentado a São José, Seu Pai
Nutrício. E este, a partir deste momento, amou-O,
adorou-O, serviu-O como o teria feito Seu próprio
Pai que é Deus, o Eterno. Este Filho, que é a
Misericórdia Divina, que regressa em Sua Glória
para salvar o Mundo louco e cruel, revela-vos o
grande Mistério da Santa Eucaristia.


DEPOIS DO SEGREDO DE MARIA II

Versão portuguesa da Fraternidade Missionária de Cristo-Jovem


Que todo o nosso cuidado devemos entregar a Deus


Jesus: Filho, deixa-me fazer contigo o que quero; eu sei o que te convém.
Tu pensas como homem, e julgas em muitas coisas consoante te persuade o afeto humano.
A alma: Senhor, verdade é o que dizeis. Maior é vossa solicitude por mim, que todo o cuidado que eu comigo possa ter. Está em grande perigo de cair quem não entrega a vós todos os seus cuidados. Fazei de mim, Senhor, tudo o que quiserdes, contanto que permaneça em vós, reta e rme, a
minha vontade. Pois não pode deixar de ser bom tudo o que zerdes de mim. Se quereis que esteja nas trevas, bendito sejais; e se quereis que esteja na luz, sede também bendito. Se quereis que esteja consolado, sede bendito, e se quereis que esteja tribulado, sede igualmente para sempre
bendito.
Jesus: Filho, assim deves pensar, se desejas andar comigo. Tão pronto
deves estar para sofrer como para gozar; para a pobreza e indigência, como para a riqueza e abundância.A alma: Por ti Senhor, sofrerei de bom grado tudo que quiserdes que
me sobrevenha. De vossa mão quero aceitar, indiferentemente, o bem e o mal, as doçuras e as amarguras, as alegrias e as tristezas, e quero dar-vos graças por tudo que me suceder. Livrai-me de todo pecado, e não temerei nem morte nem inferno. Contanto que não me rejeiteis eternamente, não
me fará mal qualquer tribulação que me sobrevenha.

Imitação de Cristo

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Dimensões da maternidade de Maria

Tem-se afirmado com muita freqüência que o Evangelho mariano por excelência é o de São Lucas. Nele, com efeito, encontramos a maior parte das informações que possuímos sobre a infância e a vida oculta de Cristo. No entanto, parece que não falta razão aos que, sem diminuírem em nada o valor ímpar das passagens marianas de São Lucas, pensam que é o Evangelho de São
João que penetra com maior profundidade no mistério de Maria.
No Evangelho de João, não encontramos nenhuma referência – a não ser muito indireta – às primeiras etapas da vida de Cristo. Após elevar-se, no prólogo, até às alturas da contemplação do mistério de Deus feito homem, João passa logo em seguida a narrar episódios da vida pública do Senhor. Que nos diz acerca de Maria?
Se prestarmos atenção, perceberemos que as contadas referências que João faz à Virgem Santíssima não são, primordialmente, narrações de passagens da “vida de Maria”. João focaliza
Maria apenas em alguns momentos de grande significação em que Ela está presente na missão de Jesus. Descreve esses momentos – esses fatos – no estilo sóbrio e objetivo que caracteriza todos os
Evangelhos, mas a sua narração, sem dúvida alguma, vai além dos fatos: capta e transmite-nos uma “mensagem”.
Percebe-se, nesses textos do seu Evangelho, que João compreendeu – e quer fazer entender aos seus leitores – a importância atribuída por Deus à colaboração de Maria nas etapas mais decisivas da missão salvadora de Cristo. São aqueles três anos em que Jesus se volta – e é da maior relevância atentar para isto – de maneira direta e total para os homens necessitados de salvação:
anunciando-lhes que se completou o tempo e o Reino de Deus está próximo (Mc 1, 15), atraindo-os para a luz da Verdade e entregando-se na Cruz para o seu resgate.
Duas importantes cenas marianas emolduram, como intensos pontos de luz, o começo e o final da vida pública de Cristo no Evangelho de São João: o milagre das bodas de Caná, e as palavras dirigidas por Jesus a Maria e ao discípulo amado do alto da Cruz.
Antes de focalizarmos com algum vagar essas cenas, podemos adiantar que é a partir do início da vida pública que vemos desvendar-se com a maior clareza uma especial “dimensão” da maternidade de Maria. Até o fim da vida oculta, essa maternidade concentrava-se primordialmente – quase exclusivamente – no Filho, em Jesus. Mal começa a vida pública, porém, contemplamos
essa maternidade alargando-se, abrindo-se para os homens que Jesus veio salvar. Vai-se revelando assim mais plenamente a maternidade espiritual de Nossa Senhora em relação a todos e cada um dos homens
[NOTA DE REFERÊNCIA: Enc. Redemptoris Mater, n. 21;]. As duas passagens-chave de São João, antes citadas, projetam esclarecimentos decisivos sobre esta dimensão da maternidade de Nossa Senhora.


Pe. Francisco Faus - Maria a Mãe de Jesus

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Não subam sem que Deus os faça subir!


Pois, isto que digo - que não subam sem que Deus os faça subir - é linguagem de espírito; entender-me-á quem tiver alguma experiência - que eu não o sei dizer - se, tal como o digo, não se
entende. Na mística teologia de que comecei a falar, deixa de trabalhar o entendimento porque Deus o suspende, como depois mais hei-de declarar, se o souber e Ele me der para isto o Seu favor.
Presumir ou pensar de o suspendermos nós, é o que eu digo que não se faça, nem se deixe de discorrer com ele porque ficaremos numa pasmaceira e frios e não faremos uma nem outra coisa.
Quando o Senhor suspende o entendimento e o faz parar, dá-lhe com que se espante e se ocupe e, sem discorrer, entenda mais no espaço dum Credo do que nós podemos entender com todas as
nossas diligências da terra em muitos anos. Mas ocuparmos nós as potências da alma e pensarmos fazê-las estar quietas, é desatino.
E torno a dizer, ainda que não se entenda: não é de grande humildade. Embora não haja culpa, pena sim que haverá, pois será trabalho perdido, e fica a alma com um desgostozinho como quem vai a saltar e a seguram por detrás: parece-lhe já ter empregado sua força e encontra-se sem efetuar o que com ela queria fazer. No pouco lucro que lhe fica, verá - quem nisto quiser reparar - este pouquito de falta de humildade que digo. Porque isto tem de excelente esta virtude: não há obra que ela acompanhe que deixe a alma desgostada.Parece-me tê-lo dado a entender e, porventura, será só para mim. Abra o Senhor os olhos dos que o lerem com a experiência, e - por pouca que seja - logo o compreenderão.
Bastantes anos passei em que lia muita coisa e não entendia nada; e também muito tempo em que, embora mo desse Deus a entender, não sabia dizer palavra para o dar a compreender, e não me custava isto pouco trabalho. Quando Sua Majestade quer, num momento, ensina tudo de maneira que me espanto. Uma coisa posso dizer com verdade: embora falasse com muitas pessoas
espirituais que me queriam dar a entender o que o Senhor me dava para que o soubesse dizer, o certo é que era tanta a minha rudeza que, nem pouco nem muito, isso me aproveitava. Ou assim o quereria o Senhor - para que não tivesse ninguém a quem agradecer -, pois Sua Majestade foi sempre o meu mestre. Seja por tudo bendito, que grande confusão é para mim poder dizer isto com verdade. Sem o querer, nem pedir (pois nisto não tenho sido nada curiosa - e teria sido virtude sê-lo senão em outras vaidades), deu-me Deus num momento a graça de compreender tudo com toda a claridade e de o saber dizer, de maneira que se espantavam meus confessores e eu mais do que eles, porque entendia melhor a minha rudeza. Isto é de há pouco e, assim, o que o Senhor não me ensina, não procuro saber, se não for coisa que toque à minha consciência.

 O Livro da Vida - Santa Tereza de Jesus - Autobiografia Capítulo XII

domingo, 14 de abril de 2013

Imagem da dor


Mas quem poderá explicar se a recordação se faz por meio de imagens ou não?
Por exemplo: se digo pedra, ou digo sol, sem que tais objetos estejam presentes a meus sentidos, certamente tenho suas imagens na memória, à minha disposição.
Evoco uma dor do corpo, que está ausente de mim, já que nada me dói. Contudo, se a imagem da dor não estivesse em minha memória, não saberia o que dizia, e ao raciocinar não a distinguiria do prazer.
Falo de saúde do corpo, estando são; neste caso, está em mim o próprio objeto. No entanto, se sua imagem não estivesse em minha memória, de modo algum lembraria o significado dessa palavra. Os doentes, ouvindo falar de saúde, não saberiam do que se trata, não fosse o poder da memória a conservar a imagem da ausência da realidade.
Falo dos números com que calculamos, e eles se apresentam na memória, não suas imagens, mas os próprios números.
Evoco a imagem do sol, e esta se apresenta à minha memória; e não evoco a imagem de uma imagem, mas a própria imagem, disponível à recordação.
Falo em memória, e reconheço o que falo, mas de onde o sei, senão da própria memória?
Estará ela presente a si própria por sua imagem, e não por si mesma?

SANTO AGOSTINHO DE HIPONA - Confissões

quinta-feira, 11 de abril de 2013

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DESATADORA DOS NÓS


Virgem Maria, Mãe do belo amor,
Mãe que jamais deixa de vir
em socorro a um filho aflito,
Mãe cujas mãos não param nunca
de servir seus amados filhos,
pois são movidas pelo amor divino
e a imensa misericórdia
que existem em teu coração,
volta o teu olhar compassivo sobre mim
e vê o emaranhado de nós
que há em minha vida.
Tu bem conheces o meu desespero,
a minha dor e o quanto estou amarrado
por causa destes nós.
Maria, Mãe que Deus
encarregou de desatar os nós
da vida dos seus filhos,
confio hoje a fita da minha vida em tuas mãos.
Ninguém, nem mesmo o maligno
poderá tirá-la do teu precioso amparo.
Em tuas mãos não há nó
que não poderá ser desfeito.
Mãe poderosa, por tua graça
e teu poder intercessor
junto a Teu Filho e Meu Libertador, Jesus,
recebe hoje em tuas mãos este nó.........
Peço-te que o desates para a glória de Deus,
e por todo o sempre.
Vós sois a minha esperança.
Ó Senhora minha,
sois a minha única consolação dada por Deus,
a fortaleza das minhas débeis forças,
a riqueza das minhas misérias, a liberdade,
com Cristo, das minhas cadeias.
Ouve minha súplica.
Guarda-me, guia-me,
protege-me, ó seguro refúgio!
Maria, Desatadora dos Nós, roga por mim.


FONTE: Internet. pesquisa feita no google

terça-feira, 9 de abril de 2013

Ato de Fé e Adoração



Creio, oh Jesus, com minha mais viva fé, que estais
realmente presente, aqui, diante de mim, sob as espécies
Eucarísticas; Vós, o Verbo eterno do Pai, gerado
desde todos os séculos e encarnado nas entranhas da
Virgem Mãe, Jesus Cristo Redentor e Rei. Creio, realmente,
que estais presente na verdade inefável de
Vossa Divindade e de Vossa Humanidade.
Jesus, sois o mesmo de Belém, o divino Menino que
aceitou por mim o aniquilamento, a pobreza e a perseguição.
Sois o Jesus de Nazaré, que por meu amor
abraçou o ocultamento, as fadigas e a obediência. Sois
o Divino Mestre, aquele que veio para ensinar-me as
doces verdades da fé, trazendo o grande mandamento
do amor: Vosso Mandamento. Sois o Salvador Misericordioso,
que Vos inclinais sobre todas as minhas
misérias com infinita compreensão e comovedora bondade,
sempre pronto a perdoar, a curar, a renovar.
Sois a Vítima Santa, imolada para a glória do Pai e
pelo bem de todas as almas. Sois o Jesus que por mim
suou sangue no Horto do Getsêmani; sois quem por
mim sofreu a condenação de tribunais humanos, a
dolorosíssima flagelação, a cruel e humilhante coroação
de espinhos, o martírio cruel da crucifixão. Sois
quem quis agonizar por mim. Sois Jesus Ressuscitado,
o vencedor da morte, do pecado e do inferno. Quem
está desejoso de me comunicar os tesouros da vida
divina que possuís em toda plenitude.


Apostolado da Nova Evangelização

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Sobre a Oração

Daniel 6 v11: “Ouvindo essa notícia, Daniel entrou em sua casa, a qual tinha no quarto de cima janelas que davam para o lado de Jerusalém. Três vezes ao dia, ajoelhado, como antes, continuou a orar e a louvar a Deus.”
A vida de Daniel é um exemplo para nós de comprometimento com a oração independente de qualquer circunstância.
A oração na origem da palavra corresponde a uma fala, discurso, sentença ou elocução, mas no sentido religioso é uma expressão da alma humana com o Divino.Vamos entender a oração como um caminho que nos leva até a presença de Deus, uma relação viva e pessoal com o Deus vivo e verdadeiro, um momento onde falamos com Ele e ouvimos sua voz através do Espírito Santo, um lugar de profunda intimidade.
Devemos dedicar um tempo do nosso dia a oração, sem ela não há como estar perto de Deus, as vezes com o excesso de compromissos como trabalho, escola, família, e até com o serviço na casa de Deus, esquecemos de nos colocar em oração e perdemos a comunhão com Deus sem perceber. Marcos 1v35: “ De manha, tendo-se levantado muito antes do amanhecer, ele saiu e foi para um lugar deserto, e ali se pôs em oração.” Mateus 14v23: “Feito isso, subiu á montanha para orar na solidão.E chegando a noite, estava lá sozinho.” Lucas 6v12: “Jesus retirou-se a uma montanha para rezar, e passou aí toda a noite orando a Deus.” O próprio Cristo nos mostrou a importância de se manter em comunhão com Deus através de uma vida de oração, Ele orava de manha, a tarde, e passava noites inteiras em oração.
O Senhor Jesus espera de nós uma atitude semelhante, uma vida de comunhão com Ele, nas orações, e claro na palavra de Deus. O apóstolo Paulo também nos adverte: “Orai sem cessar”(I Tes 5v17), “Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando as mãos puras, superando todo ódio e ressentimento”(I Tim 2v8), “Orai em toda circunstância, pelo Espírito...”(Efe 6v18), dessa forma vemos como a oração é importante para o cristão.
Ainda que devido a compromissos que realmente não podem ser deixados e que nos impedem talves de ficarmos 24h de joelhos, orando, isso não significa que não podemos permanecer em oração, Jesus não ficava de joelhos o tempo todo, mas usufruia de uma comunhão contínua com o Pai, e nós também devemos buscar essa comunhão que nos é dada pelo Espírito Santo. É possível estar em comunhão com Deus no serviço, na escola, com os filhos, com a esposa, tudo isso através do Espírito Santo, sem se esquecer é claro de buscar sempre momentos de intimidade, a sós com Deus!
Você deve estar se perguntando, qual a maneira certa de orar? Talvez não exista um padrão, mas Jesus nos ensina muito a respeito.
Temos que ter fé nas nossas orações(Mc 11v24), orar clamando o nome de Jesus(Jo 14v13-14), nas nossas orações devemos buscar a vontade de Deus que muitas vezes encontramos na palavra(a bíblia), precisamos também ser perseverantes na oração(Mt 7v7-8, Colo 4v2). Jesus também nos ensina dizendo que temos que nos desligar desse mundo quando estivermos em oração e focarmos Nele para sermos atendidos(Mt 5v6).
Não esqueça a bíblia, ela é a palavra de Deus e faz parte da nossa oração. Antes mesmo de começar a orar e até mesmo durante suas orações, tenha a Palavra em mãos e medite-a, Deus vai falar com você! O Senhor disse a Josue no cap1v8 “Traze sempre na boca (as palavras) deste livro da lei; medita-o dia e noite, cuidando de fazer tudo o que nele está escrito.”
A oração nos coloca sob o controle de Deus, se não oramos corremos o risco de perder o controle da nossa vida para as nossas vontades, para as nossas concupiscências, nossas paixões, e deixamos de viver da melhor forma, que é debaixo da vontade de Deus. 
Para você adentrar mais ainda nos mistério da oração, veja o que diz o Catecismo da Igreja: “A humildade é o fundamento da oração. “Nem sabemos o que seja conveniente pedir”(Rm 8,26). A humildade é a disposisão para receber gratuitamente o dom da oração; o homem é um mendigo de Deus” (CIC 2559).
“Se conhecesses o dom de Deus!” (Jo 4,10). A maravilha da oração se revela justamente aí, á beira dos poços aonde vamos procurar nossa água; é aí que Cristo vem ao encontro de todo ser humano, é o primeiro a nos procurar, e é Ele que pede de beber. Jesus tem sede, seu pedido vem das profundezas do Deus que nos deseja. A oração, quer saibamos ou não, é o encontro entre a sede de Deus e a nossa. Deus tem sede de que tenhamos sede dele.(CIC 2561).

Quero te convidar a mergulhar a partir de hoje em uma vida de constante oração, você conhecerá a Deus na intimidade, e será repleto da presença Dele em sua vida!
Que Deus te abençoe infinitamente!
Isaías 55v6 “Buscai a Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto.” 



http://www.missaoelyon.com.br/formacao2.asp?codnot=100006

domingo, 7 de abril de 2013

Ó morte onde está tua vitória?


Ó morte, onde está tua vitória?
Cristo ressurgiu, honra e glória!
Não temos medo de nada
Cristo ressuscitou!
A morte foi derrotada
Cristo ressuscitou!
As trevas foram vencidas
Cristo ressuscitou!
Cadeias foram rompidas
Cristo ressuscitou!
Surgiu a grande esperança!
Cristo ressuscitou!
Razão de nossa confiança!
Cristo ressuscitou!
Justiça, paz e verdade!
Cristo ressuscitou!
Constroem a fraternidade.
Cristo ressuscitou!
Na dor nós temos alívio
Cristo ressuscitou!
Conosco faz seu convívio!
Cristo ressuscitou!

Canto da comunhão
(CD: Liturgia XV, faixa 5)

sábado, 6 de abril de 2013

Como se vestir para ir a santa missa?



Como se vestir para ir à Santa Missa? Muitos hoje se perguntam qual é a melhor forma de se vestirem para participar do Santo Sacrifício da Missa. Alguns procuram responder à estes afirmando que "tanto faz, pois o que importa é o coração". Mas o que dizem os documentos oficiais da nossa Santa Mãe Igreja à respeito disso? O Catecismo da Igreja Católica (n. 1387) afirma, sobre o momento da Sagrada Comunhão: "A atitude corporal - gestos, roupa - há de traduzir o respeito, a solenidade, a alegria deste momento em que Cristo se torna nosso hóspede." Para compreender o porquê o Catecismo afirma isto à respeito das vestes, é importante compreender o que é a Santa Missa: ela é a renovação do Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, que sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem, pagou pelos nossos pecados na cruz. Tal Sacrifício se torna presente na Santa Missa no momento em que o pão e vinho tornam-se verdadeiramente o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor (Catecismo da Igreja Católica, 1373-1381). O Santo Sacrifício da Missa é incruento (ou seja, sem sofrimento nem derramamento de sangue), ou seja, é o mesmo e único Sacrifício do Calvário, tornando-se verdadeiramente presente na Santa Missa para que possamos receber os seus frutos e nos alimentar da Carne e do Sangue de Nosso Senhor. Por isso o Sagrado Magistério nos ensina que "o sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício." (Catecismo da Igreja Católica, 1367) É preciso evitar, então, primeiramente as roupas que expõe o corpo de forma escandalosa, como decotes profundos, shorts curtos ou blusas que mostrem a barriga. Mas convém que se evite também tudo o que contraria, como afirma o Catecismo, a alegria, a solenidade e o respeito - isto é, banaliza o momento sagrado. O bom senso nos mostra, por exemplo, que partindo do princípio da solenidade, é melhor que se use uma calça do que uma bermuda. Ora, na nossa cultura, não se vai a um encontro social solene usando uma bermuda! O bom senso nos mostra também que, partindo do princípio do respeito e da não-banalização do sagrado, é melhor que se evite roupas que chamam atenção para o corpo ou para elementos não relacionados com a Sagrada Liturgia. É melhor que uma mulher, por exemplo, utilize uma blusa com mangas do que uma blusa de alcinha; é melhor que utilize uma calça discreta, saia ou vestido do que uma calça estilo "mulher-gato" (isto é, apertadíssima); também é melhor que se utilize, por exemplo, uma camisa ou camiseta discreta do que uma camiseta do Internacional ou do Grêmio. A questão se reveste de uma seriedade ainda maior quando se trata daqueles que exercem funções litúrgicas, tais como os leitores e músicos. Pois estes, além de normalmente estarem mais expostos ao público que os demais, acabam por serem também modelos. É de acordo com este senso que até a pouco tempo atrás era comum se utilizar a expressão popular "roupa de Missa" ou "roupa de Domingo" como sinônimo da melhor roupa que se tinha. Quanto bem faria aos católicos se esta expressão fosse restaurada! Quanto aos que afirmam que "o que importa é o coração", vale lembrar que aqui não cabe a aplicação deste princípio, pois isso implicaria colocar-se em contraposição com grandes parte das normas litúrgicas da Santa Igreja, bem como com os diversos sinais e símbolos litúrgicos (paramentos, velas, incenso, gestos do corpo, etc), que partem da necessidade de se manifestar com sinais externos a fé católica à respeito que acontece no Santo Sacrifício da Missa, bem como manifestar externamente a honra devida a Deus. A atitude interna é fundamental, mas desprezar as atitudes externas é um erro. A este respeito, escreveu o saudoso Papa João Paulo II: "De modo particular torna-se necessário cultivar, tanto na celebração da Missa como no culto eucarístico fora dela, uma consciência viva da Presença Real de Cristo, tendo o cuidado de testemunhá-la com o tom da voz, os gestos, os movimentos, o comportamento no seu todo. (...) Numa palavra, é necessário que todo o modo de tratar a Eucaristia por parte dos ministros e dos fiéis seja caracterizado por um respeito extremo." (Mane Nobiscum Domine, 18) Concluímos com as palavras de São Josemaria Escrivá em uma de suas fantásticas homilias, recordando seus tempos de infância: "Lembro-me de como as pessoas se preparavam para comungar: havia esmero em arrumar bem a alma e o corpo. As melhores roupas, o cabelo bem penteado, o corpo fisicamente limpo, talvez até com um pouco de perfume. Eram delicadezas próprias de gente enamorada, de almas finas e retas, que sabiam pagar Amor com amor." Afirma ainda: "Quando na terra se recebem pessoas investidas em autoridade, preparam-se luzes, música e vestes de gala. Para hospedarmos Cristo na nossa alma, de que maneira não devemos preparar-nos?"
 ("Homilias sobre a Eucaristia", Ed. Quadrante)
http://www.reinodavirgem.com.br/liturgia/comovestir.html

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Se você quer ser respeitada, respeite-se

http://materdei1.blogspot.com.br/2012/01/se-voce-quer-ser-respeitada-respeite-se.html
Seja uma mulher decente, não se vista, dê olhares ou se comporte como uma
v.... para depois não vir com chavões prontos dizendo que "todos os homens te tratam como um objeto". Não se pode cobrar respeito quando não há nem o respeito próprio.


Não provoque. A psiques masculina e feminina são diferentes, não é questão de tara, mas algo natural da constituição física e psicológica dos dois, uma situação que para mulher é normal para um homem pode ser atrativa.

Usando uma comparação - um tanto grosseira, mas muito válida - que li certa vez, poderíamos dizer que a mulher "esquenta" como um ferro de passar roupas, aos poucos, enquanto que o homem poderíamos comparar a uma lâmpada que se acende ao comando automático do interruptor. Não provoque a libido de um homem, a maioria das situações em que há falta de respeito – principalmente com palavras - a explosão começou com um estopim aceso por você.

Mas acima de questões físicas ou psicológicas existe aquela para qual devemos olhar primeiro, o ser humano é imagem e semelhança de Deus, seu corpo deve ser respeitado e o primeiro a respeitá-lo deve ser seu próprio dono, se ele mesmo não o faz fica difícil que os outros o respeitem.

As vezes saímos na rua e os lugares parecem mais açougues a céu aberto de tanta carne exposta, só com a graça de Deus conseguimos vencer as tentações da concupiscência dos olhos, e como veremos nas palavras abaixo, todo aquele que é causa de queda para os outros será cobrado por isso.

Enquanto escrevia essas palavras li essa frase na internet:"Você precisa ser mulher pra levar os homens pra Deus e não pra levá-los pro inferno" (Fernanda Soares),[1] ela mostra uma realidade mais triste ainda, quando mulheres cristãs, que freqüentam as igrejas dão esse mau exemplo, pra isso deixarei as palavras de um santo, o mais sábio de todos:

"Se a mulher casada se enfeita para agradar ao marido, pode fazê-lo sem pecado. Mas as que não têm marido nem os querem ter e vivem em celibato, não podem, sem pecado, querer agradar aos olhos dos homens para lhes excitar a concupiscência, porque isso seria incentivá-los a pecar. Se, pois, se enfeitarem com essa intenção de provocar os outros à concupiscência, pecam mortalmente. Se o fizerem, porém, por leviandade, ou mesmo por um desejo vaidoso de aparecer, nem sempre será pecado mortal, mas às vezes venial. Diga-se o mesmo, aliás, a respeito dos homens."
(Santo Tomás de Aquino) [2]

As palavras de Santo Tomás não deixam nenhuma dúvida de qual a vontade de Deus com relação ao pudor, seja para as mulheres quanto para os homens, mas as mulheres tem um papel especial nisso tudo, e para exemplificar uso as palavras da escritora Alice Von Hildebrand: “A mulher é, de um modo muito particular, a guardiã da pureza, e no mundo no qual vivemos, o mundo das perversões e desastres sexuais, talvez possamos dizer que isso ocorre porque as mulheres falharam em sua missão em defesa da pureza.” [3]

Homens e mulheres tem missões especais que Deus escolheu, o que não exime o outro de também batalhar, mas a mulher tem a especial missão de ser a guardiã da pureza, poder-se-ia escrever uma Suma de argumentos sobre isso, mas podemos resumir em um só:
Maria. Ela é mulher, puríssima, castíssima e Imaculada, a grande guardiã do pudor e da modéstia, exemplo e molde para todos, e principalmente para as mulheres.

Lembremos da Canção de Fátima: “Vesti com modéstia, com muito pudor, olhai como veste, a Mãe do Senhor.” [4] que Ela nos guie a Deus, nos mostre sua vontade, mostre-nos o valor sagrado que a missão de cada um tem, especialmente dê à graça as mulheres para que se vistam como mulheres, parem de se espelhar em exemplos da mídia que as tratam como objetos, e que com isso também ajude a nós homens a vencermos as tentações.

Tiago Martins da Silva

Fontes: (Clique sobre o número)

[1] Fernanda Soares, pregadora da Comunidade Canção Nova.
[2] São Tomás de Aquino, Suma Teológica. II-II, q.169, a.2.
[3] Drª Alice Von Hildebrand, “A Missão Religiosa da Mulher”.
[4] Canção “a 13 de Maio”.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Sentido teológico da virgindade de Maria

Desde a perspectiva neotestamentária a virgindade comporta a entrega total da pessoa, alma e corpo, mente e coração a Jesus Cristo.
É um dom dado por Deus, não imposto, que supõe uma chamada e uma eleição prévia, que consagra a pessoa ao serviço de Deus.
Esta doação completa da pessoa traz consigo os seguintes aspectos:
*Virgindade do corpo
: a doação afeta a corporalidade. Esta integridade inviolada é elemento material da virgindade. Tal integridade é essencial e imprescindível ao fato mesmo da virgindade.
*Virgindade da alma:
há uma consciente e livre decisão de pertencer exclusivamente a Deus e por para longe tudo aquilo que atente contra a castidade perfeita. Pressupõe não somente a integridade total da mulher – como mera realidade biológica -, mas a vontade de conservar sempre tal integridade. Há uma firme e irrevogável vontade de consagrar a
Deus sua virgindade. Esta entrega do coração indiviso constitui o
elemento formal e intencional da virgindade. Tem-se por motivo uma razão sobrenatural – propter regnum caelorum – então adquire um sentido transcendente e sobrenatural.
Baseado nos aspectos que pertencem ao conceito
neotestamentário de virgindade, a Igreja ensina como verdade revelada sobre a virgindade de Maria o seguinte:
*a absoluta e perpétua integridade corporal da Virgem;
*sua virgindade de alma, ou seja, a plena e exclusiva união de sua alma com Deus.
Este dogma da fé católica supõe:
► 
que Maria concebeu milagrosa e virginalmente pelo poder onipotente de Deus, por isso Jesus não teve pai humano;
► 
que deu à luz sem perder sua virgindade no nascimento de seu Filho;
► 
Que Maria, depois do nascimento de Cristo, permaneceu virgem
durante toda sua vida terrestre.



ESCOLA TEOLÓGICA PARA LEIGOS DA
ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE
APOSTILHAS de MARIOLOGIA
Professor Pe. José Josivan Bezerra de Sales
Recife,
Professor Pe. José Josivan Bezerra de Sales
Recife, 2007

A maternidade divina na Sagrada Escritura.


Na Sagrada Escritura não se afirma explicita e formalmente que
Santa Maria é a Mãe de Deus,
Theotokos ou Deigenitrix. Ela é chamada
mãe de Jesus ou mãe do Senhor. Ao mesmo tempo, se diz que Jesus é o
Filho de Deus, o Verbo Eterno do Pai. Disto infere-se que Santa Maria
deve ser venerada verdadeira e propriamente com o título de
Theotokos
, de Mãe de Deus, pois seu Filho é o Logos, Unigênito do Paie, portanto, Deus verdadeiro.

Lc 1, 35
Filho de Deus que nasceu de Maria
“Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do
Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que
nascer de ti será chamado Filho de Deus.”
*Trata-se aqui de uma autêntica maternidade que
tem sua origem em
uma intervenção extraordinária de Deus;
*A esta maternidade Maria contribui com sua aceitação consciente e
livre. Trata-se de um consentimento que procede da fé, da caridade e
da obediência, implicando assim a santidade pessoal de Santa Maria e
sua entrega à obra da Redenção.
Este livre consentimento faz parteintegral do conceito adequado de sua maternidade divina.

Gl 4, 4-6
“Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que
nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei, a fim de remir os
que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção. A prova de
que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu
Filho, que clama: Aba, Pai!”
*Fica claro que a ação geradora é em relação ao Verbo.

Rm 9, 5
“...e os patriarcas; deles descende Cristo, segundo a carne, o qual é,
sobre todas as coisas, Deus bendito para sempre. Amém”.
*Essa doxologia afirma que Cristo, descendente segundo a carne dos
israelitas, é Deus. Por isso, a mulher da que Jesus procede na carne –
ou seja, Maria – é Mãe de Deus.


Mt 1, 21
“Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele
salvará o seu povo de seus pecados”.
*A expressão
seu povo é muito forte. O Novo Testamento, herdando a
linguagem do Antigo, aplica esta expressão unicamente ao Senhor, que
havia escolhido a Israel como Seu povo (possessivo forte).
*Portanto, é atribuído de forma direta a Jesus o caráter divino, pois na
Nova Aliança o povo de Israel será tanto d’Ele como de seu Pai.
*Esta tese é reforçada com o objeto da salvação:
de seus pecados;
palavras que reiteram indiretamente a divindade de Jesus Cristo, pois,
no mundo religioso judeu, esse poder somente corresponde a Deus;
motivo pelo qual acusam de blasfemo a Jesus, quando em nome próprio
perdoa os pecados.
Lc 1, 43
“Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?”
* A palavra Senhor (
Kyrios) se aplica a Deus e não somente ao Messias.

ESCOLA TEOLÓGICA PARA LEIGOS DA
ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE
APOSTILHAS de MARIOLOGIA
Professor Pe. José Josivan Bezerra de Sales
Recife, 2007

terça-feira, 2 de abril de 2013

Oração para obter um filial amor a Maria



Ó Rainha, que, por vossa amabilidade e por favores, prendeis os corações de vossos servos, arrebate também meu coração que vos deseja amar ardentemente. Ó Mãe santíssima, pela pureza, santidade e beleza de vossa alma movestes o próprio Deus a amar-vos e a descer do céu a vosso seio virginal; e eu deveria viver sem vos amar? Não, dir-vos-ei com São João Berchmans, vosso dileto filho: Não descansarei enquanto não tiver alcançado um amor terno e filial para com minha Mãe Maria.
Não descansarei enquanto não tiver alcançado um amor, mas um amor constante e ardente para convosco, terna Mãe, que tão ternamente me amastes quando eu com ingratidão vos voltava as costas.
Que seria de mim, ó Maria, se me não tivésseis amado e tão misericordiosa não tivésseis sido para mim? Já que me amastes quando eu vos não amava, quanto mais não posso esperar de vossa bondade agora que vos amo! Sim boa Mãe, amo-vos e quisera ter língua que vos louvasse por mil outras, para anunciar a todos os homens vossa grandeza, vossa santidade, vossa misericórdia e amor para com vossos devotos servos. Se possuísse riquezas, empregaria todas em honra vossa, se tivesse súditos inflamaria todos de amor para convosco. Sim, quisera por Vós sacrificar minha própria vida. Amo-vos pois, minha terna Mãe; mas temo não vos amar como devo, pois que ouço dizer: “o amor iguala os amantes” e tão desigual sou eu a vós!
Vós tão pura e eu tão impuro, vós tão humilde e eu tão soberbo, vós tão santa e eu tão cheio de pecados! É por isso que me haveis de socorrer, ó Maria; deveis fazer-me semelhante a Vós porque me amais. Tendes o poder de transformar os corações, tomai pois o meu e transforme-o.
Fazei que o mundo veja vosso poder para com aqueles que vos amam.
Tornai-me santo e digno filho vosso. Amém.