segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

QUERIDA MÃE E RAINHA.

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  Ensina-me a caminhar na vida como Tu
e dá-me um coração capaz de um amor sem limites,
para que eu saiba fazer só a vontade do Pai
e mostrá-lo a todas as pessoas que me rodeiam
e que puseres no meu caminho.
Ajuda-me a viver animado pela fé prática na divina providência,
reconhecendo e aceitando as iniciativas do seu amor,
nas circunstâncias e acontecimentos da minha vida
diária.

Amém 

ORAÇÃO DE ENTREGA A MÃE DE DEUS.

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“Maria, minha mãe e minha Senhora, eu vos dou a minh’alma e o meu corpo, a minha vida e a minha morte e tudo o que virá. Deposito tudo em vossas mãos, ó minha mãe. Cobri-me com vosso manto virginal e concedei-me a graça da pureza do coração, de alma e de corpo. Defendei-me com vosso poder de todos os inimigos, especialmente daqueles que escondem a própria maldade sob a máscara da virtude… Fortificai a minh’alma e que o sofrimento não a desanime. Ó Mãe da graça, ensinai-me a viver em Deus. Amém.” “Ó Maria uma espada terrível atravessou a tua santa alma; exceto Deus ninguém conheceu a tua dor. A tua alma não se partiu; foi forte porque estava com Jesus. Doce mãe, une a ele a minh’alma, porque somente assim resistirei às provas e os meus sacrifícios de cada dia, unidos aos de Jesus, serão aceitos por Deus. Mãe dulcíssima, que a espada da dor jamais me despedasse. Ensina-me a vida interior. Amém.”

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Estudo revela: pessoas que choram são mais fortes



Estudo revela: pessoas que choram são mais fortes

Estudo revela: pessoas que choram são mais fortes

Nem todas as emoções são iguais nem encontram o mesmo grau de aceitação em nossa sociedade. A emoção mais aceita é a felicidade, basicamente porque é um sinal de segurança e êxito. Por isso vemos-nos obrigados a fingir felicidade, respondendo que estamos bem e sorrindo, mesmo que por dentro estejamos destroçados.
A tristeza, entretanto, está catalogada como uma emoção negativa, uma emoção que se deve esconder e que, inclusive, deveríamos nos envergonhar dela. As expressões de tristeza, como ombros caídos e olhar choroso, são considerados sinais de debilidade e insegurança.
É injusta uma sociedade que exige que sempre estejamos felizes e dispostos a ganhar o mundo. Porque não funcionamos assim. Frequentemente nos entristecemos. Estigmatizar a tristeza só serve para nos fazer sentir pior, para que pensemos que não somos suficientemente fortes para aguentar os problemas.
Entretanto, na realidade, as pessoas que expressam sua tristeza e choram têm maior equilíbrio emocional do que aquelas que reprimem as lágrimas e escondem seus sentimentos. Um provérbio irlandês diz que “As lágrimas derramadas são amargas, mas mais amargas são as que não se derramam”.
Por que as pessoas que choram são mais equilibradas emocionalmente?
1. Não reprimem suas emoções
Quando você se sente eufórico esconde o seu sorriso? Se escuta um som alto na sua casa a noite, você se assusta? Só as pessoas seguras de si mesmas, com Inteligência Emocional, são capazes de reconhecer suas emoções e expressá-las, mesmo que estas sejam consideradas “negativas”. É necessário muita coragem para nadar contra a corrente e expressar quem você realmente é ou como se sente nesse momento. Na verdade, o filósofo Sêneca afirmou que “não tem maior causa para chorar que não pode chorar”.
Manter a mente fria e reprimir as emoções têm um grande custo. Não só para nossa saúde psicológica, mas também para a saúde física. Numerosos estudos vinculam a repressão emocional com um maior risco de desenvolver enfermidades como, por exemplo, asma, hipertensão e patologias cardíacas. Curiosamente, um estudo realizado na Universidade de Stanford descobriu que as pessoas que costumam reprimir suas emoções agem ante a pressão e ao estresse de maneira exagerada.
2. Aproveitam as lágrimas para mudar a perspectiva
Você sabia que as lágrimas aliviam o estresse, a ansiedade, a dor e a frustração? As lágrimas não são somente a água para limpar a alma, mas também para limpamos os nossos olhos e permitir-nos ver a situação a partir de outra perspectiva. As lágrimas nos fortalecem e nos permitem crescer.
Cerca de 70% das pessoas pensam que chorar é reconfortante. E que o choro nos permite ver a situação numa perspectiva mais positiva. Quando terminamos de chorar, nossa mente se encontra mais clara. E em poucos minutos seremos capazes de analisar a situação a partir de outro ponto de vista. Isto se deve a que nossas emoções se equilibraram e nossa mente racional está preparada para entrar em ação.
3. O choro é terapêutico?
Sabia que o choro estimula a liberação de endorfinas em nosso cérebro? E que nos ajudam a aliviar a dor e também fomentam um estado de relaxamento e paz? É por isso que, depois de chorar, nos sentimos melhores e tranquilos. Na verdade, a pesquisa verificou que não é conveniente cortar o choro, mas deixar fluir porque a primeira fase só tem um efeito ativador, mas a segunda fase tem um efeito calmante que reduz a frequência cardíaca e respiratória. Às vezes, o choro é mais benéfico que o riso.
Um estudo realizado na Universidade da Flórida descobriu que o choro é profundamente terapêutico. Principalmente quando se une com um “remédio relacional”, ou seja, quando aproxima outras pessoas e estas nos consolam. Verificou-se também que o choro triste, esse que está destinado a criar novos vínculos depois de uma perda, tem um poder catártico.
4. Não se submetem às expectativas sociais
As pessoas que não têm medo de chorar se sentem mais livres, são capazes de expressar-se sem se verem pressas pelos convencionalismos sociais. Essas pessoas não têm medo de decepcionar os demais nem de mostrar a sua suposta “debilidade”, porque na verdade ela não existe.
As pessoas que choram são mais verdadeiras e não querem se ver maquiadas pelas expectativas sociais. Essa consciência as leva a serem mais livres e a levar uma vida segundo as suas próprias regras. Tais pessoas são verdadeiros “ativistas” que lutam por uma sociedade mais saudável emocionalmente e não se veem obrigadas a esconder o que sentem.
5. Conectam-se emocionalmente por intermédio das lágrimas
O choro é uma das expressões mais íntimas dos nossos sentimentos. Quando choramos na frente de alguém, é como se estivéssemos desnudando nossa alma. Por isso, as lágrimas ajudam a criar um conexão especial.
Quando a outra pessoa “aceita” a nossa tristeza, sem tentar fugir dela ou nos blindar com palavras de alento, essa pessoa simplesmente nos apoia e se mantém ao nosso lado; cria-se uma conexão única. Na verdade, uma das funções das lágrimas é precisamente a de pedir ajuda, mesmo que seja de maneira indireta, mostrando nossa impotência para que os demais nos cerquem e nos confortem.
Portanto, o choro e a tristeza não devem ser percebidos como um sinal de fraqueza, mas sinal de fortaleza interna. Não choramos porque somos fracos ou incapazes. Choramos porque estamos vivos e não nos envergonhamos de expressar nossos sentimentos.
Como dizia o poeta argentino Oliverio Girondo:
“Chorar a lágrima viva, chorar a choros. Chorá-lo todo, mas chorá-lo bem. Chorar de amor, de cansaço e de alegria.”


Medalha Milagrosa: um sinal que surgiu numa enorme crise social, política e econômica


Medalha Milagrosa: um sinal que surgiu numa enorme crise social, política e econômica


Quando Nossa Senhora apareceu para a jovem noviça Catherine Labouré na capela das Filhas da Caridade, na Rue du Bac, em Paris, a cidade estava em crise. A Revolução de Julho de 1830 tinha destituído o monarca francês e deixado à deriva os trabalhadores, que, desempregados e furiosos, organizaram mais de 4.000 barricadas pela capital.
As três aparições testemunhadas por Catherine originaram a devoção popular pela Medalha Milagrosa.
Na segunda dessas aparições, Maria se revelou sobre um globo com raios de luz que irradiavam de suas mãos. Em torno de Maria, em forma oval, apareciam as palavras “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós“. Na visão de Catherine, o verso dessa imagem mostrava a letra “M”, encimada por uma cruz, e, abaixo, dois corações. O Sagrado Coração de Jesus estava coroado por espinhos; o Imaculado Coração de Maria estava cercado por rosas e trespassado por uma espada.
Catherine relatou que Nossa Senhora a tinha instruído a mandar fazer uma medalha baseada nessa visão, prometendo abundantes graças para todos os que a usassem com confiança. Dois anos depois, uma avassaladora epidemia de cólera arrancou a vida de mais de 20.000 parisienses. As irmãs distribuíram a medalha milagrosa e logo começaram a ser relatados vários casos de cura, bem como de proteção contra a doença.
A medalha de Maria também desatou alguns eventos surpreendentes. Oito anos após a epidemia, a capela da Rue du Bac voltou a receber aparições. A Mãe de Deus apareceu desta vez para a irmã Justine Busqueyburu, confiando a ela o Escapulário Verde do seu Coração Imaculado para a conversão dos pecadores, em particular dos que não têm fé.
Dois anos depois, o banqueiro francês Alphonse Ratisbonne, ateu, membro de uma destacada família judaica, se converteu ao catolicismo. Ratisbonne tinha visitado Roma usando por brincadeira a medalha milagrosa. Ao visitar a famosa igreja barroca de Sant’Andrea delle Fratte, em 20 de janeiro de 1842, recebeu ele próprio uma aparição de Maria. Ratisbonne se converteu ali mesmo.
Ele não conseguia explicar como tinha passado do lado direito da igreja para o altar lateral oposto… Tudo o que ele sabia era que, de repente, estava de joelhos perto daquele altar. No começo, conseguiu ver claramente a Rainha do Céu em todo o esplendor da sua beleza imaculada, mas não pôde continuar olhando para o brilho daquela luz. Por três vezes tentou olhar novamente para a Mãe de Misericórdia; por três vezes foi incapaz de levantar os olhos para além das mãos abençoadas de Maria, da qual fluía, em raios luminosos, uma torrente de graças“.
Alphonse Ratisbonne se tornou sacerdote jesuíta e fundou mais tarde a congregação religiosa dos Padres e Irmãs de Sião em Jerusalém.
Catherine Labouré morreu mais de trinta anos depois, ainda como freira de clausura no convento de Paris. Seus restos mortais foram encontrados incorruptos em 1933. Ela foi canonizada em 1947 pelo papa Pio XII.

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Explicação da Ave Maria por São Tomás de Aquino


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🔅Explicação da Ave Maria por São Tomás de Aquino🔅

São Tomás de Aquino, assim como muitos outros santos, tem uma devoção e amor muito grandes pela Virgem Maria. É ele mesmo quem diz: "A Bem-aventurada Virgem Maria é o modelo e o exemplo de todas as virtudes, e goza de uma intimidade com Deus maior do que as criaturas angélicas.".


Sua devoção mariana o levou a explicar com exímio a oração da Ave Maria, conforme veremos a seguir. [1]


PRÓLOGO

1. — A saudação angélica é dividida em três partes: A primeira, composta pelo Anjo: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres. (Lc 1, 28). A segunda é obra de Isabel, mãe de João Batista, que disse: "Bendito é o fruto do teu ventre". A terceira parte, a Igreja acrescentou: Maria.


O Anjo não disse: Ave Maria e sim, Ave, Cheia de graça. Mas este nome de Maria, efetivamente, se harmoniza com as palavras do Anjo, como veremos mais adiante.

AVE

2. — Na antiguidade, a aparição dos Anjos aos homens era um acontecimento de grande importância e os homens sentiam-se extremamente honrados em poder testemunhar sua veneração aos Anjos.


A Sagrada Escritura louva Abraão por ter dado hospitalidade aos Anjos e por tê-los reverenciado. Mas um Anjo se inclinar diante de uma criatura humana, nunca se tinha ouvido dizer antes que o Anjo tivesse saudado à Santíssima Virgem, reverenciando-a e dizendo: Ave.


3. — Se na antiguidade o homem reverenciava o Anjo e o Anjo não reverenciava o homem, é porque o Anjo é maior que o homem e o é por três diferentes razões: primeiramente, o Anjo é superior ao homem por sua natureza espiritual. Está escrito: Dos seres espirituais Deus fez seus Anjos. (Sl 103).


4. — O homem tem uma natureza corruptível e por isso Abraão dizia a Deus: (Gn 18, 27) Falarei a meu Senhor, eu que sou cinza e pó. Não convém que a criatura espiritual e incorruptível renda homenagem à criatura corruptível.


Em segundo lugar, o Anjo ultrapassa o homem por sua familiaridade com Deus. Com efeito, o Anjo pertence à família de Deus, mantendo-se a seus pés. Milhares de milhares de Anjos o serviam, e dez milhares de centenas de milhares mantinham-se em sua presença, está escrito em Daniel (7, 10).


Mas o homem é quase estranho a Deus, como um exilado longe de sua face pelo pecado, como diz o Salmista: "Fugindo, afastei-me de Deus." (Salmo 54:8). Convém, pois, ao homem honrar o Anjo por causa de sua proximidade com a majestade divina e de sua intimidade com ela.


Em terceiro lugar, o Anjo foi elevado acima do homem, pela plenitude do esplendor da graça divina que possui. Os Anjos participam da própria luz divina em mais perfeita plenitude. Pode-se enumerar os soldados de Deus, diz Jó (25, 3) e haverá algum sobre quem não se levante a sua luz? Por isso os Anjos aparecem sempre luminosos. Mas os homens participam também desta luz, porém com parcimônia e como num claro-escuro.


Por conseguinte, não convinha ao Anjo inclinar-se diante do homem, até, o dia em que apareceu urna criatura humana que sobrepujava os Anjos por sua plenitude de graças (cf n° 5 a 10), por sua familiaridade com Deus (cf. n° 10) e por sua dignidade.


Esta criatura humana foi a bem-aventurada Virgem Maria. Para reconhecer esta superioridade, o Anjo lhe testemunhou sua veneração por esta palavra: Ave.



CHEIA DE GRAÇAImagem relacionada

5. — Primeiramente, a bem-aventurada Virgem ultrapassou todos os Anjos por sua plenitude de graça, e para manifestar esta preeminência o Arcanjo Gabriel inclinou-se diante dela, dizendo: cheia de graça; o que quer dizer: a vós venero, porque me ultrapassais por vossa plenitude de graça.


6. — Diz-se também da Bem-aventurada Virgem que é cheia de graça, em três perspectivas: primeiro, sua alma possui toda a plenitude de graça. Deus dá a graça para fazer o bem e para evitar o mal. E sob esse duplo aspecto a Bem-aventurada Virgem possuía a graça perfeitissimamente, porque foi ela quem melhor evitou o pecado, depois de Cristo.



O pecado ou é original ou atual; mortal ou venial. A Virgem foi preservada do pecado original, desde o primeiro instante de sua concepção e permaneceu sempre isenta de pecado mortal ou venial. Também está escrito, no Cântico dos Cânticos: "Tu és formosa, amiga minha, e em ti não há mácula." (Cânticos 4:7).


«Com exceção da Santa Virgem, diz Santo Agostinho, em seu livro sobre a natureza e a graça; todos os santos e santas, em sua vida terrena, diante da pergunta: «estais sem pecados?» teriam gritado a uma só voz: «Se disséssemos: estamos sem pecado (cf. 1, Jo 1, 6), estaríamos enganando-nos a nós mesmos e a verdade não estaria conosco».


«A Virgem santa é a única exceção. Para honrar o Senhor, quando se trata a respeito do pecado, não se faça nunca referência à Virgem Santa. Sabemos que a ela foi dada uma abundância de graças maior, para triunfar completamente do pecado. Ela mereceu conceber Aquele que não foi manchado por nenhuma falta».


Mas o Cristo ultrapassou a Bem-aventurada Virgem. Sem dúvida, um e outro foram concebidos e nasceram sem pecado original. Mas Maria, contrariamente a seu Filho, lhe é submissa de direito. E se ela foi, de fato, totalmente preservada, foi por uma graça e um privilégio singular de Deus Todo Poderoso que é devido aos méritos de seu Filho, Jesus Cristo, Salvador do gênero humano. (N.T.).


7. — A Virgem realizou também as obras de todas as virtudes. Os outros santos se destacam por algumas virtudes, dentre tantas. Este foi humilde, aquele foi casto, aquele outro, misericordioso, por isto são apresentados como modelo para esta ou aquela determinada virtude; como, por exemplo, se apresenta São Nicolau, como modelo de misericórdia.


Mas a Bem-aventurada Virgem é o modelo e o exemplo de todas as virtudes. Nela achareis o modelo da humildade. Escutai suas palavras: (Lc 1, 38) Eis a escrava do Senhor. E mais (Lc 1, 48): O Senhor olhou a humildade de sua serva. Ela é também o modelo da castidade: ela mesma confessa que não conheceu homem (cf. Lc 1, 43). Como é fácil constatar, Maria é o modelo de todas as virtudes.


A Bem-aventurada Virgem é pois cheia de graça, tanto porque faz o bem, como porque evita o mal.


8. — Em segundo lugar, a plenitude de graça da Virgem Santa se manifesta no reflexo da graça de sua alma, sobre sua carne e todo o seu corpo.


Já é uma grande felicidade que os santos gozem de graça suficiente, para a santificação de suas almas. Mas a alma da Bem-aventurada Virgem Maria possui uma tal plenitude de graça, que esta graça de sua alma reflete sobre sua carne, que, por sua vez, concebe o Filho de Deus.


Porque o amor do Espírito Santo, nos diz Hugo de São Vitor, arde no coração da Virgem com um ardor singular, Ele opera em sua carne maravilhas tão grandes, que dela nasceu um Homem Deus, como avisa o Anjo à Virgem santa: (Lc 1, 35) Um Filho santo nascerá de ti e será chamado Filho de Deus.


9. — Em terceiro lugar, a Bem-aventurada Virgem é cheia de graça, a ponto de espalhar sua plenitude de graça sobre todos os homens.


Que cada santo possua graça suficiente para a salvação de muitos homens é coisa considerável. Mas se um santo fosse dotado de uma graça capaz de salvar toda a humanidade, ele gozaria de uma abundância de graça insuperável. Ora, essa plenitude de graça existe no Cristo e na Bem-aventurada Virgem.


Em todos os perigos, podemos obter o auxílio desta gloriosa Virgem. Canta o esposo, no Cântico dos Cânticos: (4, 4) Teu pescoço é como a torre de Davi, edificada com seus baluartes. Dela estão pendentes mil escudos, quer dizer, mil remédios contra os perigos.


Também em todas as ações virtuosas podemos beneficiar-nos de sua ajuda. Em mim há toda a esperança da vida e da virtude (Ecl 24, 25).

MARIA

10. — A Virgem, cheia de graça, ultrapassou os Anjos, por sua plenitude de graça. E por isto é chamada Maria, que quer dizer, «iluminada interiormente», donde se aplica a Maria o que disse Isaias: (58, 11) O Senhor encherá tua alma de esplendores. Também quer dizer: «iluminadora dos outros», em todo o universo; por isso, Maria é comparada, com razão, ao sol e à lua.


O SENHOR É CONVOSCO

11. — Em segundo lugar, a Virgem ultrapassa os Anjos em sua intimidade com o Senhor. O arcanjo Gabriel reconhece esta superioridade, quando lhe dirige estas palavras: O Senhor é convosco, isto é, venero-vos e confesso que estais mais próxima de Deus do que eu mesmo estou. O Senhor está, efetivamente, convosco.


O Senhor Pai está com Maria, pois Ele não se separa de maneira nenhuma de seu Filho e Maria possui este Filho, como nenhuma outra criatura, até mesmo angélica. Deus mandou dizer a Maria, pelo Arcanjo Gabriel (Lc 1, 35) Uma criança santa nascerá de ti e será chamada Filho de Deus.


O Senhor está com Maria, pois repousa em seu seio. Melhor do que a qualquer outra criatura se aplicam a Maria estas palavras de Isaias: (12, 6) Exulta e louva, casa de Sião, porque o Grande, o Santo de Israel está no meio de ti.


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O Senhor não habita da mesma maneira com a Bem-aventurada Virgem e com os Anjos. Deus está com Maria, como seu Filho; com os Anjos, Deus habita como Senhor.


O Espírito Santo está em Maria, como em seu templo, onde opera. O arcanjo lhe anunciou: (Lc 1, 35) O Espírito Santo virá sobre ti. Assim, pois, Maria concebeu por efeito do Espírito Santo e nós a chamamos «Templo do Senhor», «Santuário do Espírito Santo». (cf. liturgia das festas de Nossa Senhora).


Portanto, a Bem-aventurada Virgem goza de uma intimidade com Deus maior do que a criatura angélica.


Com ela está o Senhor Pai, o Senhor Filho, o Senhor Espírito Santo, a Santíssima Trindade inteira. Por isso canta a Igreja: «Sois digno trono de toda a Trindade». É esta então a palavra mais nobre, a mais expressiva, como louvor, que podemos dirigir à Virgem.

MARIA

12. — Portanto o Anjo reverenciou a Bem-aventurada Virgem, como mãe do Soberano Senhor e, assim, ela mesma como Soberana. O nome de Maria, em siríaco significa soberana, o que lhe convém perfeitamente.


13. — Em terceiro lugar, a Virgem ultrapassou aos Anjos em pureza. Não só possuía em si mesma a pureza, como procurava a pureza para os outros. Ela foi puríssima de toda culpa, pois foi preservada do pecado original e não cometeu nenhum pecado mortal ou venial, como também foi livre de toda pena.


BENDITA SOIS VÓS ENTRE AS MULHERES

14. — Três maldições foram proferidas por Deus contra os homens, por causa do pecado original.


A primeira foi contra a mulher, que traria seu filho no sofrimento e daria à luz com dores. Mas a Bem-aventurada Virgem não está submetida a estas penas. Ela concebeu o Salvador sem corrupção, trouxe-o alegremente em seu seio e o teve na alegria. A Ela se aplica a palavra de Isaias: (35, 2) A terra germinará, exultará, cantará louvores.


15. — A segunda maldição foi pronunciada contra o homem (Gn 3, 9): Comerás o teu pão com o suor de teu rosto.


A Bem-aventurada Virgem foi isenta desta pena. Como diz o Apóstolo (1 Cor 7, 32-34): Fiquem livres de cuidados as virgens e se ocupem só com o Senhor.


A terceira maldição foi comum ao homem e à mulher. Em razão dela devem ambos tornar ao pó. A Bem-aventurada Virgem disto também foi preservada, pois foi, com o corpo, assunta aos céus. Cremos que, depois de morta, foi ressuscitada e elevada ao céu. Também se lhe aplicam muito apropriadamente as palavras do Salmo 131, 8: Levanta-te, Senhor, entra no teu repouso; tu e a arca da tua santificação.


MARIA

A Virgem foi pois isenta de toda maldição e bendita entre as mulheres. Ela é a única que suprime a maldição, traz a bênção e abre as portas do paraíso.


Também lhe convém, assim, o nome de Maria, que quer dizer, «Estrela do mar», Assim como os navegadores são conduzidos pela estrela do mar ao porto, assim, por Maria, são os cristãos conduzidos à Glória.

 BENDITO É O FRUTO DE VOSSO VENTRE

16. — O pecador procura nas criaturas aquilo que não pode achar, mas o justo o obtém. A riqueza dos pecadores está reservada para os justos, dizem os Provérbios (13, 22). Assim Eva procurou o fruto, sem achar nele a satisfação de seus desejos. A Bem-aventurada Virgem, ao contrário, achou em seu fruto tudo o que Eva desejou.


17. — Eva, com efeito, desejou de seu fruto três coisas: primeiro, a deificação de Adão e dela mesma e o conhecimento do bem e do mal, como lhe prometera falsamente o diabo: Sereis como deuses (Gn 3, 5), disse-lhes o mentiroso. O diabo mentiu, porque ele é mentiroso e o pai da mentira (cf. Jo 8, 44). E por ter comido do fruto, Eva, em vez de se tornar semelhante a Deus, tornou-se dessemelhante. Por seu pecado, afastou-se de Deus, sua salvação, e foi expulsa do paraíso.


A Bem-aventurada Virgem, ao contrário, achou sua deificação no fruto de suas entranhas. Por Cristo nos unimos a Deus e nos tornamos semelhantes a Ele. Diz-nos São João: (1 Jo 3, 2) Quando Deus se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque o veremos como Ele é.



18. — Em segundo lugar, Eva desejava o deleite (cf. Gn 3, 6), mas não o encontrou no fruto e imediatamente conheceu que estava nua e a dor entrou em sua vida.


No fruto da Virgem, ao contrário, encontramos a suavidade e a salvação. Quem come minha carne tem a vida eterna (Jo 6, 55).


19. — Enfim, o fruto de Eva era sedutor no aspecto, mas quão mais belo é o fruto da Virgem que os próprios Anjos desejam contemplar (cf. 1 Pe 1, 12). É o mais belo dos filhos dos homens (Sl 44, 3), porque é o esplendor da glória de seu Pai (Heb 1, 3) como diz São Paulo.


Portanto, Eva não pôde achar em seu fruto o que também nenhum pecador achará em seu pecado. Acharemos, no entanto, tudo o que desejamos no fruto da Virgem. Busquemo-lo.


20. — O fruto da Virgem Maria é bendito por Deus, que de tal forma encheu-o de graças que sua simples vinda já nos faz render homenagem a Deus. Bendito seja Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo, declara São Paulo (Ef 1, 3).


O fruto da Virgem é bendito pelos Anjos. O Apocalipse (7, 11) nos mostra os Anjos caindo com a face por terra e adorando o Cristo com seus cantos: O louvor, a glória, a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força ao nosso Deus pelos séculos dos séculos. Amém.


O fruto de Maria é também bendito pelos homens: Toda a língua confesse que o Senhor Jesus Cristo está na glória de Deus Pai, nos diz o Apóstolo (Fp 2, 11). E o Salmista (Sl 117, 26) o saúda assim: Bendito o que vem em nome do Senhor.


Assim, pois, a Virgem é bendita, porém, bem mais ainda, é o seu fruto.


___________

[1] http://www.paraclitus.com.br/2010/apologetica/explicacao-da-ave-maria-por-sao-tomas-de-aquino/


  

Porque confiar em Maria?

“Minha alma engrandece ao  Senhor, meu espirito exulta em Deus meu salvador”

Como filhos da  Santíssima Virgem, podemos fazer das palavras dEla as nossas. A nossa alma engrandece  ao  Senhor por nos dar uma  tão bondosa Mãe.
Porque amamoos  Maria?
Amamos porque Deus amou primeiro. Confiar em uma ‘criatura’ que Deus confiou, é acreditar na perfeição de um: Faça-se.  Maria confiou. Ela na sua pequenez, nos ensina que pode existir um sim perfeito, uma luta diária por amor, um silencio constante  preenchido pela presença de Cristo.

São Luís Maria Grignion de Montfort, no “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria”, nos fala sobre os Apóstolos dos Últimos Tempos, os verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, que seguirão as pegadas da sua pobreza, humildade, desprezo do mundo e caridade (cf. TVD 58-59). Sendo nós os apóstolos dos últimos tempos, temos o dever de levar esse amor, essa confiança a todas as gerações. Amamos porque lá na Cruz Jesus nos deixou a Mãe (João19, 26-27) sabendo que precisaríamos de alguém para nos ensinar a amar, a cuidar, a lutar e principalmente para mostrar o caminho do Céu.

“Por que recearmos – escreve São Bernardo – de nos aproximar de Maria? Somos fracos? Ela se mostra doce e suave aos mais pobres e miseráveis. A todos abre o seio da sua Misericórdia. Ao prisioneiro dá liberdade, ao doente, saúde, ao pecador, perdão, ao justo a graça. Ninguém se pode subtrair ao império da sua Misericórdia. Podemos desconfiar ainda, sem a ofender?”

Tratado da Verdadeira Devoção

sábado, 11 de fevereiro de 2017

A impressionante história de Nossa Senhora de Lourdes



No dia 11 de fevereiro de 1858, a Santíssima Virgem Maria aparecia à humilde Bernadette Soubirous, para pedir à Igreja oração e penitência pela conversão dos pecadores.

As mensagens de Nossa Senhora, saídas da gruta de Massabielle, nos arredores da cidade francesa de Lourdes, até hoje ecoam no coração dos fiéis que, maravilhados com o amor da Mãe que vem ao encontro de seu povo, peregrinam à França buscando alívio para o corpo e para a alma.

No dia 11 de fevereiro de 1858, a Santíssima Virgem Maria aparecia à humilde Bernadette Soubirous, para pedir à Igreja oração e penitência pela conversão dos pecadores. As mensagens de Nossa Senhora, saídas da gruta de Massabielle, nos arredores da cidade francesa de Lourdes, até hoje ecoam no coração dos fiéis que, maravilhados com o amor da Mãe que veio ao encontro de Santa Isabel e vem, agora, ao encontro de seu povo, peregrinam à França buscando alívio para o corpo e para a alma.

A quem deseja conhecer mais profundamente a história das aparições de Lourdes, é recomendado o ótimo livro do sacerdote René Laurentin, um dos mariólogos mais respeitados do mundo, perito no Concílio Vaticano II, Lourdes, relato auténtico de las apariciones, disponível abaixo para download. Essa obra é a narrativa condensada de uma apaixonada pesquisa do padre Laurentin sobre Nossa Senhora de Lourdes. Depois de recolher informações em documentos, testemunhos, artigos de jornal e interrogatórios, o sacerdote escreveu fartos seis volumes sobre as aparições, uma autêntica "biblioteca" sobre o acontecimento. Neste texto disponibilizado aos leitores do site, o padre Laurentin relata, de forma graciosa, como as aparições de uma "bela Senhora" agitaram a vida de Lourdes: além das narrativas da própria vidente, são compiladas as impressões de outras pessoas, ilustrando "em que condições estupendas, apesar de zombarias, de dúvidas e de oposições, a voz daquela menina, mensageira da Imaculada, se impôs ao mundo"[1].

No final de seu livro, René Laurentin evoca quatro pontos principais da mensagem de Nossa Senhora de Lourdes, a saber: a pobreza, a oração, a penitência e a Imaculada Conceição.

Antes de tudo, a pobreza. A eleição de Bernadette Soubirous para receber as aparições da Virgem Santíssima é mais uma amostra da predileção de Deus pelos mais pobres. Como sugere o Papa Leão XIII, oferecendo exemplos bíblicos[2], "é para as classes desafortunadas que o coração de Deus parece inclinar-se mais"[3].

Bernadette era pobre em tudo: social, intelectual e até fisicamente falando. A história de sua família começa com as dificuldades de seu pai em sustentá-la. Em um acidente no moinho, o pai de Bernadette, perde a visão de um dos olhos e já não é capaz de produzir farinha de boa qualidade. Não bastando isso, a crescente industrialização aprimora o processo de produção de farinha, tornando o instrumento da família Soubirous obsoleto e insuficiente. Por fim, uma seca de dois anos faz com que o trigo diminua e insta Francisco Soubirous a vender o seu trabalho braçal para girar os moinhos de outrem. O preço de seu trabalho chega a valer menos que o de um animal, que, por possuir mais músculos, consegue girar o engenho com mais força. Episódios trágicos seguem-se, um após o outro, e chegam a desabrigar a família, que se vê obrigada a morar favor na casa de um parente. Eles vão, então, para um pequeno espaço, apelidado de "cárcere" (" le cachot", em francês).

Ali, vivendo todas as dificuldades de uma vida humilde, Bernadette contrai uma cólera – doença epidêmica, à época – e, talvez vítima dos desajustados métodos para o tratamento da doença, acaba contraindo uma asma, que não a abandonará até a sua morte.

Bernadette também era analfabeta. Um ano antes das aparições, vivendo na casa de sua ama-seca, esta tentou ensinar-lhe o Catecismo, mas teve muitas dificuldades, pois Bernadette só sabia falar o dialeto. Constantemente maltratada por sua ama, ela voltou para a casa de seus pais.

E foi saindo dali, em fevereiro de 1858, que a Virgem Santíssima lhe apareceu. Estando ela em casa, no cachot, a lenha acaba. Então, ela, sua irmã mais nova e uma amiga vão buscar um pouco de lenha. Chegando perto do córrego, as duas meninas atravessam-no, mas Bernadette, temendo entrar na água fria, por causa de sua asma, fica. Ao tirar as suas meias, para atravessar o riacho, ela percebe uma rajada de vento sobrenatural e, quando olha para a gruta, do outro lado, vê uma jovem, vestida de branco, com uma faixa azul, um rosário e duas rosas douradas nos pés. Instintivamente ela se ajoelha e tenta fazer o sinal da cruz, mas seu braço está como que morto. A Virgem, então, faz o sinal da cruz. Ela imita-a e põe-se a rezar o Terço, "desfiando ela mesma as contas. Esta gruta tornou-se, assim, a sede de uma admirável escola de oração, onde Maria ensina a todos a contemplar com um fervoroso amor o rosto de Cristo"[4].

O Papa Bento XVI, comentando o relato dessa primeira aparição em Lourdes, ressalta o fato de Nossa Senhora saudar Bernadette com o sinal da cruz:
"É significativo que, na primeira aparição a Bernadette, Maria inicie o seu encontro com o sinal da Cruz. Mais do que um simples sinal, é uma iniciação aos mistérios da fé que Bernadete recebe de Maria. O sinal da Cruz é de alguma forma a síntese da nossa fé, porque nos diz quanto Deus nos amou; diz-nos que, no mundo, há um amor mais forte do que a morte, mais forte do que as nossas fraquezas e os nossos pecados. A força do amor é maior do que o mal que nos ameaça. É este mistério da universalidade do amor de Deus pelos homens que Maria veio revelar aqui, em Lourdes. Ela convida todos os homens de boa vontade, todos aqueles que sofrem no coração ou no corpo, a levantar os olhos para a Cruz de Jesus a fim de encontrar nela a fonte da vida, a fonte da salvação."[5] 


De fato, Bernadete sai daquele primeiro encontro revigorada, tal foi o amor no qual esteve imersa durante a visita da Santíssima Virgem. Justo ela, " la friolera", não sentia fria a água do riacho; ela, a mais fraca de todas, conseguia carregar os feixes de lenha para casa, sem ofegar e sem dificuldades. E ardia nela o desejo de rever a Senhora.

É interessante: a mensagem de Lourdes dá ênfase à pobreza, mas também fala da oração. Durante várias aparições, nada aconteceu entre Nossa Senhora e Bernadette senão, pura e simplesmente, oração. Enquanto ela se detinha de joelhos, em oração, abstraída de tudo o que estava ao redor, os médicos examinavam o seu pulso; e ele estava absolutamente normal. Até velas colocaram, queimando a pele de Bernadette, mas ela não reagia, compenetrada que estava diante da Virgem, rezando.

Em Lourdes, "Maria vem recordar-nos que a oração, intensa e humilde, confidente e perseverante, deve ter um lugar central na nossa vida cristã. A oração é indispensável para acolher a força de Cristo"[6]. Como diz Santa Teresa de Ávila, a oração é a porta do castelo de nossa alma. Trata-se de uma atitude indispensável a quem está disposto a amar generosamente ao Senhor.

A terceira mensagem de Lourdes é a penitência. Na oitava aparição, Bernadette, que sempre parecia tão tranquila, ficou triste, sombria. "Esse dia Aqueró tinha pronunciado uma palavra nova. 'Penitência!' E disse: 'Rogai a Deus pela conversão dos pecadores!' Logo lhe pedira que 'se ajoelhasse e beijasse o solo como penitência pelos pecadores'."[7]

Nesse ponto, todas as aparições marianas encaixam-se. Todas, sem exceção, pedem à humanidade que faça penitência, que se mortifique. Infelizmente, nem sempre esse pedido de Nossa Senhora é levado a sério. Muitas pessoas – chamadas "aparicionistas" – costumam colecionar informações sobre aparições, preocupam-se exageradamente com previsões do futuro, mas se esquecem de fazer penitência. As mesmas "Martas", agitadas, que ficam procurando novidades, que são capazes de ir ao outro lado do mundo para procurar a previsão de Maria Santíssima para a próxima semana, deveriam fazer um exame de consciência: Estamos realmente praticando mortificações? As realidades antevistas por Nossa Senhora para o futuro são sempre condicionais: acontecerão, se não se fizer penitência. Então, estamos realmente empenhados em acolher as palavras da Virgem Maria? Penitenciar-se pela conversão dos pecadores é, de fato, muito mais eficaz do que se preocupar orgulhosamente com as realidades futuras, como que em uma "vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e (...) sobre os homens"[8].

Na terceira aparição a Santa Bernadette, Nossa Senhora fará uma promessa importantíssima, cujo conteúdo deve ser levado muito a sério por todos os católicos: " Non proumeti pas deb hé urousa en este mounde, mès en aoute – Não prometo fazer-lhe feliz neste mundo, mas no outro"[9].

Essas palavras ajudam a desfazer em nós qualquer ilusão de felicidade ou conforto neste mundo. E insuflam-nos um ânimo para verdadeiramente fazermos penitência. Afinal, não é possível amar neste mundo, com a nossa carne manchada pelo pecado, sem passar pela senda da mortificação. Há uma lei dentro de nós que diz: "foge da dor, busca o prazer". E os cristãos precisam lutar contra essa lei, se querem amar generosamente. Quem quer amar de verdade não pode fazer o juramento de não sofrer. Se formos parar para pensar, as pessoas que realmente nos amam são aquelas que sofreram por nós. Isso acontece porque o amor é uma aliança de sangue, que diz: "Eu derramo o meu sangue, mas não desisto de você". Na Igreja, que é a comunhão dos santos[10], os efeitos de nossa penitência atingem membros que até nos podem ser desconhecidos. O sofrimento dos santos pode salvar a vida eterna de muitas pessoas.

Na nona aparição, Nossa Senhora manda Bernadette escavar o chão e ali, na gruta de Massabielle, surge uma fonte de água. Trata-se de um convite aos fiéis para renovarem o seu batismo e, ao mesmo tempo, de uma oportunidade para comprovar a veracidade das aparições: são muitíssimos os milagres operados por Deus nas águas de Lourdes, milagres rigorosamente avaliados e amplamente respaldados pela ciência. Em um desses eventos extraordinários, uma mulher tuberculosa, com os pulmões completamente prejudicados, esquelética, já no último grau da doença, tendo passado por vários hospitais especializados, encontrou sua última esperança em Lourdes: ela foi miraculosamente curada, depois de ser imersa na água fria da gruta de Massabielle.

O primeiro milagre da gruta aconteceu pouco depois da décima segunda aparição: uma mulher, de nome Catherine Latapie, que teve "um ombro deslocado, o punho quebrado e os dedos retorcidos"[11] por conta de um acidente, decide ir à fonte, às 3h da madrugada, em busca da cura. Após imergir o braço na água, o membro fica curado e ela vai para casa, para dar à luz o seu filho – que, no futuro, se tornaria padre.

Outro ponto foco da mensagem de Lourdes foi a Imaculada Concepção da Virgem Maria. O Papa que reinava à época das aparições, o beato Pio IX, tinha um método de evangelização bastante ousado: diante da resistência anticlerical vindo principalmente de uma França afetada pela Revolução de 1789, ele decide, com coragem, proclamar os dogmas da Imaculada Conceição e da infalibilidade papal. Na condução de uma Igreja internamente desunida e externamente atacada por todos os lados, o Santo Padre escolhe um remédio de bravura: ser exageradamente católico, reforçar ainda mais a fé cristã, dando ênfase a Nossa Senhora e ao Papa.

De fato, o dogma da Imaculada Conceição de Maria – segundo o qual "a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, (...) foi preservada imune de toda mancha da culpa original"[12] – foi proclamado no ano de 1854, quatro anos antes de a Virgem aparecer na cidade de Lourdes. Tal proximidade entre os dois acontecimentos fez com que São Pio X dissesse: "Apenas Pio IX definira de fé católica que desde a origem Maria foi isenta de pecado, a própria Virgem começava a operar maravilhas em Lourdes"[13].

No entanto, a pequena Bernadette, que não sabia nem que a "bela Senhora" que tinha visto na gruta era a Virgem Maria, muito menos sabia que o dogma da Imaculada Conceição havia sido proclamado por Pio IX.

Então, no dia 25 de março de 1858, festa da Anunciação, Nossa Senhora apareceu-lhe e disse: "Que soy era Immaculada Councepciou – Eu sou a Imaculada Conceição"[14]. Bernadette, que nunca tinha ouvido aquela expressão, saiu da gruta, repetindo para si mesma aquela frase, para contá-la ao padre, que tinha pedido uma comprovação da veracidade das aparições. O sacerdote ficou perplexo, pois conhecia aquela menina, que não tinha feito a primeira Comunhão e, portanto, não sabia o que era a Imaculada Conceição. A partir desse momento, o crédito das aparições aumentou: a Santíssima Virgem acabava de confirmar o método pastoral de Pio IX. Contra os lobos que devoram o rebanho, a solução não é uma conversa tímida e covarde, mas uma paulada na moleira.

Ao mesmo tempo, a realidade da Imaculada Conceição é algo que nos poderia deixar um pouco perplexos. Por que, de tantos títulos, Nossa Senhora decide manifestar-se como "imaculada", "sem pecados"? Não seria isso desestimulante para nós, tão cheios de pecados e defeitos? Na verdade, não. Maria aparece com toda a sua pureza e santidade para dar ao homem uma notícia: é possível ser santo e amar a Deus perfeitamente, com amor sobrenatural! Os santos "de sétima morada" confiaram na graça de Deus e viveram assim, de forma extraordinária. Além disso, explicava o Papa Bento XVI, em visita a Lourdes:
"Este privilégio concedido a Maria, que A distingue da nossa condição comum, não A afasta antes, pelo contrário, aproxima de nós. Enquanto o pecado divide e nos afasta uns dos outros, a pureza de Maria torna-A infinitamente próxima dos nossos corações, atenta a cada um de nós e solícita do nosso verdadeiro bem. Podeis constatá-lo tanto aqui em Lourdes como em todos os santuários marianos: multidões imensas acorrem aos pés de Maria para Lhe confiar aquilo que cada um tem de mais íntimo, aquilo que cada um tem particularmente a peito. (...) Diante de Maria, precisamente em virtude da sua pureza, o homem não hesita em mostrar-se na sua debilidade, em manifestar as suas interrogações e as suas dúvidas, em formular as suas esperanças e os seus desejos mais secretos. O amor materno da Virgem Maria desarma toda a forma de orgulho; torna o homem capaz de se olhar como é, e inspira-lhe o desejo de se converter para dar glória a Deus."[15] 


Quando as aparições terminaram, a família Soubirous conseguiu melhorar um pouco de vida, mas apenas através do seu trabalho. Repugnava-lhe pensar em ganhar dinheiro à custa da fama das aparições.

Bernadette, que então vivia uma vida de doação aos mais pobres, entrou, com 22 anos, no convento de Nevers, onde passou o resto de sua vida. Tratada com severidade pela mestra de noviças – madre Thérèse Vauzou –, Bernadette viveu, com amor, o recolhimento e a humilhação. Vítima de uma tuberculose, nasceu para o Céu com 35 anos. Trinta anos após a sua morte, exumaram o seu corpo e ele estava incorrupto. O seu crucifixo estava corroído, o terço, oxidado – ou seja, havia umidade –, mas, ela mesma estava intacta. Após a enterrarem e exumarem de novo, o seu corpo continuou intacto. Finalmente, hoje o seu corpo está exposto na igreja de Saint Gildard, em Nevers.

Bernadette Soubirous é a grande pobre de Deus, escolhida para uma vida de profunda humildade. Não se pode ser santo sem ser humilde, sem se recordar pequeno e miserável diante do Senhor. Por isso, a grandeza de Lourdes está justamente na escolha dos pobres.

"Não prometo fazer-lhe feliz neste mundo, mas no outro". Com os olhos voltados para o alto, imitemos esta grande serva de Deus e busquemos amá-Lo com cada vez mais generosidade. A vida de Bernadette pode não ter sido rodeada de grandes glórias, mas como não invejá-la, agora, que ela goza da verdadeira vida, no Céu?

Livro recomendado

Referências bibliográficas
Cf. Mt 5, 3; 11, 18
Ibidem
Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 2116
Idem, p. 126
Cf. Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 946
Papa Pio IX, Bula Ineffabilis Deus, 8 de dezembro de 1854. Cf. Denzinger-Hünermann, n. 2803
Papa Pio X, Carta encíclica Ad diem illum, 2 de fevereiro de 1904. No link, em inglês: "...no sooner had Pius IX, proclaimed as a dogma of Catholic faith the exemption of Mary from the original stain, than the Virgin herself began in Lourdes those wonderful manifestations..."

https://padrepauloricardo.org/episodios/a-impressionante-historia-de-nossa-senhora-de-lourdes

Cardeal Odilo Pedro Scherer fala sobre a Imagem de Nossa Senhora Aparecida no Carnaval


Resultado de imagem para nossa senhora no carnaval
Sou muito devoto da Mãe de Jesus, Nossa Senhora, invocada com carinho sob muitos títulos. Desde criança, aprendi a rezar o terço, a cantar à “Mãezinha do Céu” e a me consagrar a ela todos os dias. Com o povo católico, alegro-me pela comemoração dos 300 anos do achado da imagem sagrada da Mãe Aparecida e escrevi, recentemente, uma carta pastoral à Arquidiocese de São Paulo, com o título “Viva a Mãe de Deus e nossa”, sobre o lugar de Maria no coração de Deus, de Jesus Cristo e da Igreja, não podendo estar ausente do coração dos cristãos. E fico triste cada vez que se desrespeita a Mãe de Jesus; é como se fosse destratada minha própria mãe.

Desejo, pois, desfazer dúvidas e temores a respeito da “homenagem a Nossa Senhora Aparecida” que a escola de samba “Unidos de Vila Maria” vai fazer no carnaval de 2017, em São Paulo. No dia 25 de março de 2015, fui procurado pelos representantes da citada escola de samba. Em vista do 3º centenário do encontro da imagem sagrada nas águas do rio Paraíba do Sul, achavam que seria a ocasião propícia para apresentar o tema de Aparecida num enredo do carnaval de 2017, como um tributo a Nossa Senhora Aparecida. Indaguei sobre o formato da proposta que apresentavam e, desde logo, procurei verificar se era algo sério, que não desrespeitasse minimamente a Mãe de Jesus, ou debochasse da fé do povo católico. Obtive todas a explicações que desejava e lhes informei que era necessário refletir e que a “autorização” pedida não dependia apenas do arcebispo de São Paulo. Eles, desde logo, se dispuseram a aceitar todas as orientações de nossa parte. Mais ainda: pediram uma supervisão, da parte da Igreja, para os preparativos da homenagem.
A questão foi levada ao conhecimento do Conselho Pro-Santuário Nacional de Aparecida, encarregado de acompanhar, em nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a vida pastoral e administrativa do Santuário. Participam do Conselho, além do Arcebispo de Aparecida e do Presidente da CNBB, vários outros arcebispos do Brasil e também o Reitor da Basílica. O pedido da “Vila Maria” foi exposto na reunião de 27 de março de 2015. Levantaram-se várias questões e foram pedidos esclarecimentos, em vista de uma resposta à Escola Unidos de Vila Maria.
O Conselho, por unanimidade, deu parecer favorável à iniciativa, mas recomendou que fossem observados alguns critérios: 1. Respeito à imagem de Nossa Senhora Aparecida, à fé e à religiosidade do povo católico; 2. Fidelidade aos fatos históricos; 3. Apresentação da genuína piedade mariana católica, sem sincretismos; 4. Decoro no desfile da escola, sem exposição de nudez; 5. Supervisão dos preparativos pelo Santuário de Aparecida e pela Arquidiocese de São Paulo.
A agremiação aceitou sem reservas todos esses critérios. Os Diretores da “Unidos de Vila Maria” asseguraram que também eles são devotos de Nossa Senhora Aparecida e, longe de desrespeitarem a Mãe de Deus, eles lhe queriam tributar uma singela homenagem, em nome de todos os brasileiros. O Reitor do Santuário Nacional e representantes da Arquidiocese de São Paulo acompanharam a elaboração da proposta do desfile. Antes da confecção das alegorias, os projetos e a letra do samba-enredo foram mostrados e receberam sugestões. Por isso, até o presente, não há motivos para pensar que a imagem de Maria seja profanada, nem que seja desrespeitada a fé dos católicos. Na sede da “Unidos de Vila Maria” há um nicho com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, sempre com flores, e as pessoas rezam diante dela.
A apresentação consistirá numa série de alegorias, música e danças, narrando o encontro da imagem, o contexto histórico e social da época, as primeiras devoções e milagres, a relação da Princesa Isabel com Aparecida, oferecendo o manto e a coroa, a construção das duas basílicas, as romarias e o significado cultural da devoção a Nossa Senhora Aparecida. Trata-se de algo mais amplo do que uma homenagem religiosa.
Para alguns, a iniciativa pode parecer chocante, pois o carnaval e o sambódromo não seriam os locais mais adequados para homenagear Nossa Senhora. Até pode ser, pois tudo depende da intenção e da forma como as coisas são feitas. No caso em questão, a intenção é boa e a forma também. O lugar seria impróprio para honrar a puríssima Virgem Maria? Mas será que Maria não gostaria de chegar lá, onde mais se faz necessária a sua presença?
Pensemos bem: não rezamos a Santa Missa em praças, estádios e ginásios de esporte, onde tantas coisas pouco decorosas acontecem e são ditas? Não levamos nós o Santíssimo Sacramento para as praças e avenidas, onde acontecem injustiças e violência e prostituição? Para as cracolândias e outros locais, onde se profana a dignidade humana e o santo nome de Deus? Não foi para os pecadores que Jesus veio ao mundo? E sua Mãe Santíssima não iria com Ele a esses locais? E Jesus não entrou na casa de publicanos e pecadores, escandalizando fariseus e mestres da Lei? E não permitiu que uma mulher, conhecida de todos como pecadora, banhasse seus pés com as lágrimas, os beijasse e ungisse com perfume? E os católicos não poderiam honrar o nome de Deus, professar sua fé e prestar homenagem a Nossa Senhora também no sambódromo?

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
Artigo publicado no Jornal O SÃO PAULO edição 3137 - De 8/2/2017 a 14/2/2017

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

A Imagem de Nossa Senhora no carnaval, o que pensar disto?

Comentário do Padre Rodrigo Maria acerca da notícia de que uma escola de samba recebeu a bênção da Igreja para fazer um desfile exaltando os 300 de Nossa Senhora Aparecida durante os desfiles de carnaval.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Seis segredos para um Rosário melhor.


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Falta-nos tempo, ficamos entediados, é muito repetitivo, ficamos distraídos... Eu superei a maior parte dessas desculpas. E você também pode!  O poder e a importância do Rosário


Oitocentos anos atrás, S. Domingos popularizou a recitação do Rosário e usou essa grande arma para derrotar a heresia albigense. Em 1571, a Europa foi ameaçada pelas forças muçulmanas do Império Otomano; Papa São Pio V pediu aos fiéis para rezar o Rosário e, contra grandes probabilidades, as forças cristãs prevaleceram na batalha de Lepanto, salvando a Europa. Mais recentemente, em 1917, como a Primeira Guerra Mundial recrudescesse e o mal do comunismo se espalhasse pelo mundo, a própria Nossa Senhora apareceu em Fátima e pediu que rezássemos o terço todos os dias para obter a paz no mundo.

Madonna do Rosário por Caravaggio. S. Domingos (à esquerda) está distribuindo Rosários para o povo.
Nossa negligência

Apesar do óbvio poder do Rosário, muitos de nós o negligenciamos. Arranjamos desculpas: Falta-nos tempo. Ficamos entediados. É muito repetitivo. Não temos certeza se estamos a rezá-lo direito. Ficamos distraídos.

Eu sei dessas desculpas porque eu mesmo delas me servia. Felizmente, eu agora superei a maior parte dessas desculpas. E você também pode.

S. Luis de Montfort e O Segredo do Rosário

Há dois anos, na festa de S. Luis de Montfort (28 de abril), eu fui inspirado a pegar seu livro, O Segredo do Rosário [e aqui, em português], há muito tempo negligenciado na minha estante. 
Que livrinho esplêndido! Enquanto eu o lia, frequentemente me perguntava: “Por que ninguém me ensinou essas coisas?” Ou “Como pude me esquecer disso?” Desde que S. Luis é um mestre muito melhor do que eu, pretendo compartilhar apenas alguns dos “segredos” deste santo aqui. Por favor, leia o resto você mesmo.                        
[21:46, 9/2/2017] Milla Aveiro - Portugal: Segredo # 1 – O Rosário definido

Eu não posso melhorar parágrafo de abertura de S. Lois, por isso aqui vai:

O Rosário compreende duas coisas: a oração mental e a oração vocal. A oração mental do Santo Rosário não é mais que a meditação dos principais mistérios da vida, da morte e da glória de Jesus Cristo e de Sua Santíssima Mãe. A oração vocal consiste em dizer quinze dezenas de Ave-marias precedidas por um Pai-nosso enquanto que se meditam e se contemplam as quinze virtudes principais que Jesus e Maria praticaram nos quinze mistérios do Santo Rosário.

Segredo # 2 – O Saltério de Jesus e Maria

As 150 Ave Marias do Rosário correspondem aos 150 salmos no Saltério. Devido a isso, o Rosário é considerado o Saltério de Jesus e Maria. S. Luis mesmo proclama corajosamente que o Rosário é mais valioso do que o Saltério real, uma vez que os salmos somente prefiguram Cristo; considerando que as orações do Rosário — o Pai Nosso e Ave Maria — e os seus quinze mistérios estão centrados em Cristo.

Segredo # 3 – As Folhas, os Espinhos, e a Flor

Por que é chamado Rosário? Os Mistérios Gozosos são as folhas verdes da rosa; os mistérios dolorosos, os espinhos; os mistérios gloriosos, a flor. Com cada Ave-Maria, damos a Maria uma rosa branca; com cada Pai Nosso, uma rosa vermelha. Assim, na oração do Rosário completo (15 dezenas), damos a Maria 153 rosas brancas e 16 vermelhas. Um buquê completo para a nossa Mãe Santíssima!

Segredo # 4 – Conversão dos pecadores

Você deseja converter os pecadores? Pregue o Rosário. Reze o Rosário. Isso irá mudar corações. É simples assim.

Segredo # 5 – Vá de leve

Se você lutou com o Rosário, vá de leve. Ao invés de correr por cinco dezenas de uma só vez, considere rezar uma dezena devagar e bem rezada. Quando você começa uma nova dezena, pause e visualize o mistério antes de iniciar o Pai Nosso.                        
[21:46, 9/2/2017] Milla Aveiro - Portugal: A ajuda visual da arte sacra pode ajudar.

Outra técnica a considerar é fazer uma pausa devotamente no nome de Jesus em cada Ave-Maria; você também pode adicionar uma breve frase que descreva Jesus naquele mistério particular. Assim, por exemplo, se você está recitando o Segundo Mistério Doloroso, a flagelação, você reza: “. . . e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus, açoitado pelos nossos pecados. Santa Maria, Mãe de Deus. . . “

Segredo 6 A confraria do Rosário  S. Luis recomenda a adesão à Confraria do Rosário, que é uma sociedade de pessoas que concordam em rezar regularmente o Rosário. Filiação ordinária significa rezar todas as quinze dezenas a cada semana. Associação perpétua significa rezar todas as quinze dezenas, uma vez por ano. Outros concordam em rezar um Rosário completo de quinze dezenas todos os dias.  Ao juntar-se, você começa a partilhar as orações de inúmeros outros membros da Confraria em todo o mundo, mesmo após a morte.  Para mim, a noção de filiação ordinária na Confraria — apenas quinze dezenas a cada semana, foi muito encorajadora. Isso equivale a cerca de duas dezenas por dia. Quem não tem tempo para rezar uma dezena aqui ou uma dezena lá? Recitando uma dezena em um determinado momento pode ser também uma ótima maneira para famílias com crianças pequenas começarem.

Resoluções  Se você tem negligenciado o Rosário, o livro de S. Luís de Montfort O Segredo do Rosário pode ser exatamente o que você precisa para renovar o seu compromisso com esta devoção. E no mês de maio, que é dedicado à Virgem Maria, é um momento perfeito para começar.  Então, vamos tomar algumas resoluções: (1) Participe da Confraria do Rosário. (2) Gaste dez minutos em oração todas as noites, durante o mês de maio, lendo também O Segredo do Rosário (3) Comprometa-se a rezar pelo menos uma dezena do Rosário todos os dias durante o mês de maio.

Fonte: WhatsApp