quinta-feira, 27 de abril de 2017

Eis porque Deus por Nossa Senhora nos chama a esta missão...

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"Estas grandes almas, cheias de graça e de zelo, serão escolhidas em contraposição aos inimigos de Deus a borbulhar em todos os cantos, e elas serão especialmente devotas da Santíssima Virgem, esclarecidas por sua luz, alimentadas de seu leite, conduzidas por seu espírito, sustentadas por seu braço e guardadas sob sua proteção, de tal modo que combaterão com uma das mãos e edificarão, com a outra. Com a direita combaterão, derrubarão, esmagarão os hereges com suas heresias, os cismáticos com seus cismas, os idólatras com suas idolatrias, e os ímpios com suas impiedades; e com a esquerda edificarão o templo do verdadeiro Salomão e a cidade mística de Deus, isto é, a Santíssima Virgem que os Santos Padres chamam "o templo de Salomão" e "a cidade de Deus". Por suas palavras e por seu exemplo, arrastarão todo o mundo à verdadeira devoção e isto lhes há de atrair inimigos sem conta, mas também vitórias inumeráveis e glória para o único Deus." Tratado da 

Verdadeira Devoção - 

São Luís Maria Grignion de Monfort

quarta-feira, 26 de abril de 2017

A vocação de Santa Terezinha

Serei o Amor !!!

Em meu Amor pela Igreja

e ardor missionário

eu quisera ser

Apóstolo, Profeta e Mártir,

também Sacerdote, tudo escolher !...

No Corpo do Senhor, porém,

os membros nunca são iguais:

do todo procurando o bem,

nenhum é mais.



Corpo do Senhor, a Igreja,

deve ter um Coração:

pra que Santa ela seja,

eis o Amor - minha Vocação !

Dom melhor, o mais perfeito,

tudo abrange, tudo alcança...

Pulsa o Coração da Igreja em meu peito:

Serei o Amor !

Quisera percorrer a Terra

e anunciar o Cristo

a todos os Irmãos;

plantar a Cruz em todo canto,

dar a minha Vida

pela Salvação.

Mas a resposta eu encontrei

a este apaixonado Amor:

é a Caridade - eis a lei,

o Dom Maior !



O Amor alcança todo tempo,

está em toda parte,

é eterno o Amor !

E toda Vocação abrange,

nada se sustenta

sem o Dom maior.

Eu sei, enfim, minha Missão,

na Mãe Igreja, o meu lugar:

ser tudo, ser seu Coração,

somente amar !

http://carmeloesperanca.blogspot.com.br/2011/

NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA


Hino do Carmelo Nossa Senhora da Esperança


Quem vive na Esperança,
de uma Terra mais feliz
e de um Céu que não tem fim
precisa olhar para Maria
a Mãe de Deus, Mãe de Jesus.
Mulher de um Povo que esperou
por tantos anos no deserto
o Salvador de sua gente,
ela é modelo de Esperança,
mesmo que o fim seja uma Cruz.



Nossa Senhora da Esperança,
faça-me forte em minha crença
dê-me a Fé que tudo alcança
e um Amor que tudo vença.


Maria não ficou ociosa
pensando apenas no seu Filho,
mas deu ajuda a outra mãe,
e assim já duas esperavam,
a mãe do João e a de Jesus.
E bem depois, com São José,
olhando quieta no Presépio
o Salvador de sua gente,
ela é modelo de Esperança
mesmo que o fim seja uma Cruz.


As dores que o fim lhe trouxe
foram sofridas na Esperança,
foram vividas entre lágrimas,
foram seguidas passo a passo
junto do Filho, seu Jesus.
No alto do Calvário,
olhando com Amor de mãe
o Salvador de sua gente
ela é modelo de Esperança
mesmo que o fim seja uma Cruz.


Depois de ter acreditado
que a morte não seria o fim
Maria hoje está no Céu
onde também foi Coroada
pelo seu Filho, seu Jesus.
Assim como uma pomba branca
na imensidão voou seguindo
o Salvador de sua gente
ela é modelo de Esperança
mesmo que o fim seja uma Cruz.

http://carmeloesperanca.blogspot.com.br/2010/

sábado, 22 de abril de 2017

Prece a Nossa Senhora

V. Adjutorium nostrum in nomine Domini.
R. Qui fecit cælum et terram.

Nós vos pedimos pelo mesmo Cristo, nosso Senhor. Amém.

Graciosíssima Virgem Maria, Vós que quisestes esmagar a cabeça da serpente, protegei-nos da vingança do maligno. Nós Vos oferecemos nossas orações, sofrimentos e boas obras para que Vós possais purificá-los, santificá-los e apresentá-los ao Vosso Filho como um sacrifício perfeito. Que esta oferenda seja dada para que os demônios que influenciam ou procuram influenciar os membros da Resistência Católica não saibam a fonte de sua expulsão e cegueira. Cegai-os para que não conheçam nossas boas obras. Cegai-os, para que não saibam em quem se vingar. Cegai-os, para que possam receber a justa sentença por suas obras. Cobri-nos com o Preciosíssimo Sangue de Vosso Filho, para que possamos gozar da proteção que mana de Sua Paixão e Morte. Nós Vos pedimos pelo mesmo Cristo, nosso Senhor. Amém.

O OFÍCIO PARVO DE NOSSA SENHORA


“Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós e por todos quantos a vós não recorrem, de modo especial pelos inimigos da Santa Igreja e por aqueles que a vós estão recomendados”. São Maximiliano Maria Kolbe.

Os ofícios religiosos são orações e súplicas dirigidas a Deus, diretamente ou pela intercessão dos Santos. Foram inúmeras, ao longo da história da salvação humana, as orações feitas pelos cristãos em busca dos favores divinos, tão necessários para o bem das almas e para se manterem livres e seguros dos perigos deste mundo e das ciladas do mal. Nosso Senhor Jesus Cristo e os apóstolos praticaram a vida de oração(Cf. Mc 14,34-38) e a recomendaram para nos mantermos unidos a Deus e aos Seus propósitos sempiternos. “Propôs-lhes Jesus uma parábola para mostrar que é necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo” (Lc 18,1). “Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos”(Ef 6,18). “Orai sem cessar” (1Tess 5,17). E entre as práticas mais comuns estão os Ofícios Divinos, que são praticados pelos religiosos consagrados, nos coros, e pelos leigos, nas ordens terceiras e nas associações piedosas ou populares, como os Apostolados da Oração ou as Confrarias e Arquiconfrarias. 


A palavra “ofício” vem de “opus” que em latim significa “obra”. Devemos reservar um momento para parar em meio a toda a agitação da vida e recordar que a Obra é de Deus. Trata-se da oração quotidiana em diversos momentos do dia, através de Salmos e cânticos, da leitura de passagens bíblicas e da elevação de preces a Deus. Com essa oração, a Igreja procura cumprir o mandato que recebeu de Cristo, de rezar incessantemente, louvando a Deus e pedindo-Lhe por Si e por todos os homens.

São chamadas de “parvas” as versões simples ou simplificadas das orações e liturgias, uma vez que vem de “parvus”, que em latim significa justamente “pequeno”. Portanto, o “Ofício Parvo de Nossa Senhora”, também conhecido como o “Pequeno Ofício de Nossa Senhora”, é uma forma mais breve do “Ofício Comum de Nossa Senhora”. 


Aviso: há inúmeros ofícios dedicados a Nossa Senhora, e é preciso ter cuidado porque alguns deles foram parar no Index. Nem tudo que reluz é ouro! 

Dentre todos os santos, a Virgem Maria sempre foi e sempre será o modelo perfeito de dedicação, confiança, entrega e união com Deus, por meio da encarnação do Verbo divino, Jesus Cristo, que se fez Carne em seu ventre santo e habitou entre nós para nos dar a salvação eterna, pela Redenção. Por isso, os cristãos sempre recorrem à Sua intercessão na certeza de que Àquela por quem nos veio o Salvador se encontra em Sua glória e pedirá a Deus, Uno e Trino, que sejamos atendidos em todas as nossas necessidades. Para isto, se reza com frequência o Ofício que lhe é dedicado.

Segundo a tradição, as orações que viriam a ser o Oficio Parvo de Nossa Senhora foram prescritas pelo Papa São Zacarias ao mosteiro beneditino de Montecassino, em 752, provavelmente para ser rezado em conexão com as Missas votivas de Nossa Senhora no sábado.

São Pedro Damião, Doutor da Igreja, voltou a rezar o ofício 300 anos mais tarde, e por achá-lo útil e proveitoso o revisou e recomendou. A princípio, foi adotado também por outras duas comunidades religiosas: os cistercienses e os camaldulenses, e posteriormente pelo clero secular também. As congregações femininas e as ordens terceiras por diversas vezes fizeram obrigatória para seus membros a recitação do Ofício Parvo.

Com o tempo o Ofício apresentou versões diversas nas diferentes comunidades e regiões em que era utilizado. Coube a Papa São Pio V unificá-lo e padronizá-lo para uso de todos, encarregando, para tanto, o Cardeal de Milão, São Carlos Borromeu, de dar-lhe a forma atual. O Ofício, então, se tornou popular também entre os leigos.

São elementos do Ofício Parvo de Nossa Senhora: textos bíblicos com maior ou menor referência ao mistério de Maria, com salmos e antífonas apropriadas, reponsórios, intercessões e oração, toda de um caráter mariano, pois é em Maria que está toda a ênfase do Ofício, sempre ligada, porém, ao mistério de Cristo e ao plano de Deus para a salvação e santificação da Humanidade. Maria é sempre retratada com parte da História da Salvação, como o fruto admirável do Poder Divino, como a Mãe do Redentor, ou como a Imagem da Igreja.

A quem recita o Ofício Parvo a Igreja concedeu várias indulgências, e a Santíssima Virgem tem mostrado muitas vezes quanto lhe é agradável essa devoção. A concessão de indulgências é uma forma de incentivar os fiéis a prestar um especial culto à Bem-aventurada e Sempre Virgem Maria. No Enchiridion Indulgentiarum, há a lista delas, entre as quais, 

“g) o Ofício Breve (também chamado Pequeno Ofício ou Ofício Parvo) de Nossa Senhora”.

Para se lucrar as indulgencias do Privilégio Sabatino do Escapulário Marrom de Nossa Senhora do Carmo, entre outras coisas, é necessário “rezar todos os dias o Ofício Parvo de Nossa Senhora do Carmo” (Catecismo de Nossa Senhora, n. 93).   


Giulia d'Amore

Fontes: 

  1. Wikipédia.
  2. Novas Horas Marianas ou Officio Menor da SS. Virgem Maria Nossa Senhora.
  3. Frei Fernando.
  4. Domestica Ecclesia.
  5. Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, tradução do padre Geraldo Pires, CSSR, 17ª edição, Editora Santuário, Aparecida, SP; págs. 448-450.
  6. Pale Ideas

Para comprar o Ofício Parvo, recomendo este site: Livraria Santa Cruz. Para ler online: Novas Horas Marianas ou Officio Menor da SS. Virgem Maria Nossa Senhora.  

Para comprar o Escapulário: http://edicoescristorei.wixsite.com/editoramcr/escapularios



sexta-feira, 21 de abril de 2017

Imitando as virtude de Maria

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Imitando as virtudes de Maria - Parte 1


Profunda humildade


Maria sabia reconhecer-se como humilde serva, sentia-se nada diante do Senhor, sem vaidade nenhuma oferecia ao Senhor os louvores que recebia e não havia nada em seu coração que centrasse nela própria. Ela era simples, todos seus atos eram feitos no silêncio e no escondimento. A humildade de Maria é a principal virtude que esmaga a cabeça do demônio. Nossa Senhora nunca se esqueceu de que tudo nela era dom de Deus. Ela se alegrava em servir ao próximo e se colocava sempre em último lugar.

Devemos buscar a humildade, pensando sempre que se temos qualidades e potenciais tudo devemos a Deus, tudo isso é dom de Deus. Compreendamos que o homem sem Deus não é nada e nada possui. Nunca se deixar levar pelo orgulho, pela vaidade e soberba. Ser modestos, comedidos, sem vaidade, sempre dispostos a servir aos outros, ter simplicidade na maneira de se apresentar e quando receber um elogio dar os créditos a Deus. A humildade se opõe à soberba. “Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva…” (Luc. 1,48) “Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes.” (Luc. 1,52).


FONTE: www.veritatis.com.br/doutrina/meditacoes/1088-virtudes-de-maria

quarta-feira, 12 de abril de 2017

“Ave Maria! Mar e céu descansam


“Ave Maria! Mar e céu descansam. De todas as torres reverbera o som dos sinos. Ave Maria! Deixem os seus afazeres terrenos, rezem para a Virgem, para o Filho da Virgem. Mesmo o exército celeste neste instante se ajoelha, portanto lírios perante o trono do Pai e através das nuvens rosadas descem santas, e solenemente à Terra as canções dos espíritos. 
Oh cerimônia sagrada! Que todos os corações atravessam maravilhosamente com suave orvalho. Oh fé santa! Que em direção ao Céu sobe nas asas brancas da oração! A dor se dissolve em doces lágrimas enquanto o júbilo de alegria soa mais suave. Ave Maria! Quando o sino soa a Terra e o Céu sorriem reconciliados docemente”.

Canto Mariano tradicional da Alemanha

O segredo de Maria nos aprofunda no amor de Deus

O segredo de Maria de nada nos serviria se não o conseguíssemos transpor para nossa vida

Para que uma pessoa exponha seus segredos, é necessário haver certo grau de intimidade com outra. Mesmo que haja laços de parentesco entre elas, é necessário haver intimidade. Assim também acontece entre mãe e filho. Ao pedirmos que Nossa Senhora nos revele, exponha os seus segredos, faz-se necessário que nos coloquemos de pés descalços ou, porque não, de joelhos, como quem pede: “Revela-nos, mostra-nos teu coração!” Só assim estaremos aptos a receber, ou melhor, compartilhar do seu segredo.

Foto: Arquivo/cancaonova.com

Segredo de Maria

Esvaziemo-nos. Façamos silêncio. Aquele silêncio que pairava no mundo em suas origens e que pairou no ventre de Maria. Façamos silêncio. Falemos com nossa alma: Silencia alma minha! Cala ruído de minhas vontades! Silêncio, mundo que me atrai! Alguém que amo vai me contar um precioso segredo. Este, se não mudar o mundo, com certeza mudará o meu mundo, se eu permitir. Mãe, conta-me teu segredo.
É no abismo do bem querer de Deus que começa o segredo de Maria. O que isso significa? Nosso ponto de partida encontra-se no relato do anúncio do Anjo Gabriel (Lc 1,26-38). Nessa passagem, percebemos que a iniciativa da oração sempre parte de Deus. Ele é, de certo modo, o mendigo de Amor, pois se encontra a bater à porta de nosso coração. Em uma constante atitude de espera, de súplica, está sempre pronto a ir ao nosso encontro e convidar-nos para o banquete. Não importa o estado em que nossa alma se encontra nem por quais caminhos tortuosos tenhamos andado. Ele está sempre a nos esperar, disposto a nos enlaçar em seu abraço de Pai.

Ternura do amor de Deus

O segredo de Maria consiste em deixar-se constantemente abraçar e em ser alcançada por esse amor. Consiste, ainda, em permitir que as torrentes da infinita ternura de Deus a surpreenda, como em inúmeras vezes na sua história. Por isso, as gerações a conhecem como a Bem-amada, Bem-aventurada, a Imaculada Maria.
Precisamos redescobrir em nós, em nossa vida, que somos bem amados. A verdadeira oração consiste em, antes mesmo de amar, sentirmo-nos amados. Mais que sentir, sabermos-nos amados, reconhecermo-nos amados. Na Primeira Carta de São João (I Jo 4, 10) está escrito: “Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele quem nos amou e enviou-nos o seu Filho”. A experiência inicial e incondicional para qualquer chamado autêntico e essencial é a de ser amado. Sou amado e por isso respondo com amor.
Ao mergulharmos ainda mais no segredo de Maria, a profundidade a que chegaremos somente o Espírito Santo poderá medir. Pensemos que outra característica da iniciativa divina é a liberdade. Deus escolhe quem quer. Ele é livre, ama sendo livre e liberta, porque ama. Nesse âmbito, olhemos para a Imaculada Conceição.
Deus quis fazer Maria sem mancha de pecado, porque Ele é livre. Esse amor a libertou uma vez e para sempre, tornou-a sem mancha, purificou-a e a fez participante por primeiro dos méritos de Seu Filho. Eis que Seu amor profundo cria a Arca da Nova Aliança. Quis deixar-nos marcados não mais pela lembrança daquela humanidade que desejou ser como Deus, e sim, pela mulher que soube encantá-Lo ao se fazer escrava para fazer a vontade do Pai e se tornar a mãe de Salvador. Esse mesmo Deus, em sua liberdade, escolheu você para ser filho de Maria, para ser seu bem amado!

Transpor as dificuldades

O segredo de Maria de nada nos serviria se não o conseguíssemos transpor para nossa vida. Podemos encontrar a presença do amor de Deus nos acontecimentos simples do dia a dia, seja ao receber uma palavra de conforto de um irmão ou a sua oração por nós. São pequenos mimos de um Deus que ama. Muitas vezes, isso acontece não só naquilo que nós desejamos, mas em coisas que nós nem sabíamos que precisávamos. Acontece em dificuldades por vezes nem conhecidas ou em realidades que já conhecemos, mas diante das quais não teríamos coragem de seguir em frente devido às renúncias que nos seriam exigidas. É preciso amar muito para renunciar, para aceitar a correção e para ter a coragem de corrigir, de educar a alma. Deus nos envia provações, porque nos ama.
Às vezes, estamos esperando espetáculos do Senhor. Maria sabia o segredo: Deus é maravilhoso, não mágico. É poderoso, não é fantasia. Ele se revela em gestos constantes de amor, presentes e inesperados. A vontade de recomeçar que temos é Deus amando! É como o amanhecer que renasce todos os dias! Não importa o tamanho da dificuldade que temos em rezar, Deus está nos amando de novo. Eu sou seu bem-amado, sua bem-amada. Ele está tomando a iniciativa. É o silencio da luz que ressurge rompendo as trevas, não importando o quanto dure a noite.

http://formacao.cancaonova.com/nossa-senhora/o-segredo-de-maria-nos-aprofunda-no-amor-de-deus/

Somente a consciência do amor incondicional nos torna capazes de amar

A verdade que nos liberta para o amor: o conhecimento do amor do Pai

“Se alguém guardar minha palavra, jamais provará a morte” (Jo 8,51). Jesus, com sua vida, honra o Pai. Busca a glória do Pai e não a sua, por isso Ele “honra o Pai”, guarda a palavra do Pai” e “está em comunhão com o Pai”. A verdade que nos faz livres é a verdade de nossa condição de filhos e filhas vivida no amor. A relação filial com Deus, único Absoluto, nos desliga do domínio do prazer e do dever, tornando-nos capazes de agir de acordo com o Amor que conhecemos e que nos conhece pessoalmente. O princípio da liberdade é o amor, que nos torna aquilo que somos: semelhantes a Deus. A liberdade cristã consiste em amar como e porque somos amados, colocando-nos a serviço dos irmãos e irmãs (Gl 5,13).
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Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Somos filhos e filhas amados, muito amados – tanto que Deus enviou o Seu Filho e este deu Sua vida por nós! Isto é amor. Nós somos chamados a entrar neste amor. Entrar nele é viver e ir melhorando nossa vida. O que não podemos fazer é condenar um dos filhos de Deus, por quem Cristo deu sua vida na cruz, quando este erra e peca. Há o perdão. Nada de excluir alguém por ter errado. É a hora de amar. Por isso, Jesus disse: “quem não tiver pecado, atire a primeira pedra” (Jo 8,7).
O ser humano precisa ser aceito para poder viver. Vivemos ou morremos à medida que somos aceitos ou não pelo outro. Até não conhecer um amor incondicionado, vamos à cata nem que seja de migalhas. A moldura do amor, a imagem perfeita dele nós encontramos no Filho. Aqui ele é total, livre e gratuito. Nós não amamos na intensidade de Deus. Amamos na nossa intensidade, que pode ser total. Nosso total é menor que o total de Deus. Mas Deus nos pede o nosso total. Podemos nos entregar e amar com nosso modo e capacidade e quantidade. Aqui não podemos economizar.

Só quem tem consciência de ser amado sem condições é capaz de amar a si próprio e aos outros. O amor dá consciência de valor, autoestima, e essa nos torna capazes de reconhecer o valor dos outros e do Outro. O princípio da nossa liberdade é a verdade de Jesus, o Filho amado, que, amando-nos, nos revela nossa identidade de filhos e filhas amados pelo Pai.
Esta é a verdade que nos liberta para o amor: o conhecimento do amor do Pai, prático, vivido, que não é uma ideia, mas uma pessoa, Jesus! Olhemos sempre de novo para Jesus! “Felipe, quem me vê vê o Pai” (Jo 14,9).

Fonte: Facebook – Bispo de Lorena – Dom João Inácio Müller,ofm

A fé e a vontade de viver me ajudaram na luta contra o câncer

Tatiana Aquino testemunha sua luta contra o câncer

Aos 22 anos, em novembro de 2002, fui diagnosticada com um tumor no braço esquerdo, cujo nome era Rabdomiosarcoma Embrionário, um câncer raro em adultos. Nessa época, eu cursava o 3º ano de Nutrição, em Campinas (SP), e só restava mais um ano para eu me formar.
Saber que eu estava com câncer foi um choque, pois não tenho histórico familiar, era muito nova e tinha uma vida inteira pela frente, mas tentei encarar da melhor maneira possível. No entanto, no dia em que fui ao médico para saber mais informações a respeito desse tumor, ele me disse que, com o tratamento, eu não poderia ter filhos. Nessa hora, meu mundo desabou, senti-me impotente e não tive forças nem mesmo para sair do lugar. Eu já namorava o Lucas e tudo o que vinha à minha cabeça era que, provavelmente, esse fator atrapalharia nosso futuro juntos. Mas, aos poucos, fui me acalmando e entregando toda a minha vida nas mãos de Deus e de Nossa Senhora.
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Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com
Sempre quis saber a verdade sobre tudo o que ia acontecer comigo, sempre pedi para os médicos que me acompanhavam que eles fossem sinceros e me contassem tudo o que ia acontecer ao iniciar o tratamento de quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Assim foi feito. Antes de cada tratamento, eu era informada de todos os sintomas, e assim podia me preparar para receber cada um deles. Confesso que não foi nada fácil, pois, além de enjoos, vômitos, falta de apetite e dores, a queda de cabelo mexeu bastante comigo. Foi uma fase difícil, com um pouco de revolta e indignação, mas com muita fé e esperança. Depois de um ano de tratamento intenso, fui curada e pude seguir minha vida normalmente. A cada dois anos, eu repetia todos os exames necessários para saber como estava minha saúde.
Terminei a faculdade em 2004 e me casei em 2006. Fui abençoada por Deus com duas filhas lindas: Isabela (2010) e Gabriela (2012).
Em 2014, 12 anos depois do primeiro diagnóstico, fomos pegos de surpresa por uma recidiva do tumor, ainda no braço esquerdo. Mais uma vez, todos os medos e inseguranças vieram à tona e com maior intensidade. Havia apenas dois anos que minha sogra, Maria Zila, tinha falecido por complicações dessa doença que apavora muito as pessoas. Estávamos muito sensibilizados e ainda de luto, mas ela foi uma inspiração para mim. Mulher forte, guerreira, que tinha como principal motivo para seguir em frente seu esposo, filhos e netos; por isso não entregou os pontos facilmente. Então, mais uma vez, entreguei-me a Deus e a Nossa Senhora, clamando por misericórdia. Em nenhum momento, pedia que Deus tivesse misericórdia de mim, mas sim das minhas filhas, que eram tão pequenas e dependiam muito de mim.

Com fé, venci todos os meus medos e enfrentei mais essa batalha, fazendo uma cirurgia que durou mais de 12 horas. Foram quatro meses de quimioterapia e um mês de radioterapia, que terminou em dezembro de 2014. Depois desse tratamento, eu precisava fazer o controle da doença a cada três meses. Em março de 2015, fomos mais uma vez surpreendidos por mais uma recidiva. O tumor ainda estava ali no braço, mas estava descendo, o que era menos pior, apesar da sua agressividade.

Nesse momento, achei que já ia haver a amputação, mas os médicos ainda queriam tentar mais uma vez, com um tratamento que não é novo, porém, no Brasil, vem sendo feito há pouco tempo: a químio perfusão; resumidamente falando, é uma químio local feita em centro cirúrgico, permitindo que entre uma grande concentração de medicamento pelo sangue, atacando diretamente o tumor e não passando para o resto do corpo, pois essa concentração de medicamento seria muito tóxica e poderia até levar a uma parada cardíaca. Graças a Deus, consegui fazer essa químio em junho de 2015. Esperei mais três meses para fazer um novo exame.
Infelizmente, foram três meses de dor e sofrimento, pois meu braço ficou muito inchado e o edema fazia uma pressão muito grande. Eu tinha choques constantes por todo o braço e um formigamento que não tinha fim. Tive de aumentar muito todas as doses de medicação, entre elas a morfina. Enfim, o dia do exame chegou. Eu precisava ter 100% de necrose tumoral, mas, graças a Deus, só tive 90%. Muitos devem estar pensando: “Mas como ‘graças a Deus?!'”. Sim, graças a Deus, chegou a hora de cortar o mal pela raiz! Fazer a amputação não era só acabar com o câncer, mas, para mim, significava ter qualidade de vida, principalmente poder pegar minhas filhas no colo de novo e dar um abraço bem forte e demorado nelas, coisa que eu não podia fazer, pois o braço ficava em uma tipoia o tempo todo, e doía ainda mais se encostasse nele.

A amputação foi feita no fim de outubro de 2015 e foi um sucesso! No começo, foi mais traumático, pois tinha que me adaptar com a falta do braço, fisicamente falando. Mas não conseguia me adaptar com a dor fantasma, ou seja, para mim o braço continuava no mesmo lugar, posição e com as mesmas dores que eu sentia antes da amputação. Pouco a pouco, fui vencendo todas as etapas. Hoje, posso dizer que as dores reduziram bastante e já estou até fazendo o desmame das medicações que eu tomava. Faço tudo que fazia antes, dirijo, cozinho e cuido das minhas filhas, que conseguiram passar por tudo isso sem traumas, sabendo lidar muito bem com a situação e, principalmente, aceitando as novas condições em que eu me encontro: amputada.
Hoje, eu só tenho a agradecer, primeiramente a Deus e Nossa Senhora; agradecer ao meu marido, Lucas, e minhas filhas pela paciência, amor e carinho comigo. Agradecer a toda minha família pelo apoio, pois sempre estiveram do meu lado em todos os momentos; agradecer aos meu amigos próximos e não próximos, que torceram por mim; agradecer por todas as orações feitas para que eu ficasse curada.
Tudo o que eu passei foi um grande aprendizado de paciência, perseverança, união, amor e, principalmente, fé. Tenho certeza que me tornei uma pessoa melhor e mais humana.
Para você que está lendo este depoimento, não desista de lutar por sua família, seus filhos, amigos e por você mesmo. A hora de todos nós vai chegar um dia, mas não precisamos nos entregar na primeira dificuldade, seja ela qual for. Temos de erguer a cabeça e nos entregarmos nas mãos de Deus, pois só Ele sabe o que é melhor para nós e também o quanto conseguimos aguentar esse sofrimento.
Confie também nos médicos que estão acompanhando você, pois não tenho dúvidas de que Deus também vai estar agindo por meio deles. Além disso, o que me ajudou muito e foi fundamental na minha recuperação, foi o cuidado com a minha saúde mental. Fiz terapia quando achei necessário e nunca deixei a tristeza falar mais alto. Assim, consegui vencer, dia após dia, todos os meus medos, fraquezas e inseguranças com fé e esperança.
Hoje, considero-me uma pessoa feliz, pois estou ao lado daqueles que amo e que me fazem bem, independente de qualquer deficiência física, que para mim é só um detalhe.

Vanda Tatiana Romani Aquino