sábado, 20 de janeiro de 2018

Coisas que você não deve fazer na Missa e talvez não saiba

Pequenos detalhes que fazem a diferença e unem a Igreja

  1. Não chegar atrasado. Lembre-se de que Deus está esperando você para enchê-lo com o seu amor, dar o seu perdão e um abraço, falar ao seu ouvido, e dizer o que o você precisa ouvir. Ele separou um lugar na mesa para você. Não o deixe esperando;
  2. Não usar roupas provocantes. Não use vestuário que possa chamar a atenção ou provocar (decote, minissaia e shorts);
  3. Não entre na igreja sem saudar o Senhor. Ao chegar, faça o sinal da cruz. Ele está lá, feliz por ver você. Agradeça-o, pois ele o convidou;
  4. Não tenha preguiça de fazer a reverência ou a genuflexão. Se você passar em frente ao altar, que representa Cristo, faça a reverência. Se passar pelo Sacrário, onde está Cristo, faça a genuflexão (tocar o chão com o joelho);
  5. Não masque chiclete nem coma ou beba. Só é permitida água e em caso de necessidade e por questão de saúde;
  6. Não cruze as pernas. O ato de cruzar as pernas é considerado pouco respeitoso. O seu corpo deve expressar a sua devoção;
  7. A mesma pessoa não deve fazer a Leitura e o Salmo. Se você vir um só leitor ou leitora, ofereça-se para ler, pois as Leituras e o Salmo devem ser proclamados por leitores diferentes (dois no meio da semana e três aos domingos ou dias festivos, quando há a Segunda Leitura);
  8. Não adicione frases quando for fazer as Leituras e o Salmo. Não leia as letrinhas vermelhas nem diga: “Primeira Leitura” ou “Salmo Responsorial”;
  9. Nunca recite o Aleluia antecipadamente. Não se adiante para dizer “Aleluia, Aleluia”. Espere alguns segundos, pois, certamente, alguém o cantará. Se nem o padre nem ninguém cantar, omita-o, mas nunca o recite;
  10. Não faça o sinal da cruz na proclamação do Evangelho. Você só deve fazer três cruzes pequenas: uma na fronte, outra nos lábios e a última no peito;
  11. Não responda no plural quando Credo é feito em forma de perguntas. Quem preside a Missa pode perguntar: “Creem em Deus Pai Todo Poderoso?” Neste caso, não responda “sim, cremos”, pois a fé é pessoal. Responda: “sim, creio”.
  12. Não recolha a oferta durante a Oração Universal. A oferta deve ser recolhida durante a apresentação dos dons, quando todos estão sentados e o padre agradece a Deus pelo pão e o vinho e purifica as mãos;
  13. Não se levante durante a apresentação dos dons. Às vezes, alguém se levanta e, por impulso, outros também ficam de pé. Talvez, ao ver o padre levantar o cálice e a hóstia, as pessoas pensam que já é a Consagração. Mas não é;
  14. Não se ajoelhe logo depois do “Santo”. É preciso esperar que o padre peça que o Espírito Santo transforme o pão e o vinho em Corpo e Sangue de Cristo. É neste momento que se deve ajoelhar-se (se houver sino, ajoelhe-se quando ele soar);
  15. Não ficar sentado durante a Consagração. Se você não consegue se ajoelhar, fique de pé, mas nunca se sente, a menos que seja por alguma doença. É falta de respeito com Cristo, que se faz presente no altar;
  16. Não dizer nada em voz alta durante a Consagração. Tem gente que, durante a Consagração, diz em voz alta: “Meu Senhor, Meu Deus”. Mas isso distrai quem está fazendo uma oração pessoal em silêncio;
  17. Não diga em voz alta: “Por Cristo, com Cristo, em Cristo…”. Só quem deve dizer isso é quem preside a Missa;
  18. Não saia do seu lugar para ir dar a Paz. Você só deve cumprimentar quem está perto de você, não outras pessoas, em outros bancos. Tampouco deve aproveitar para ir felicitar alguém ou dar pêsames;
  19. Se você não estiver preparado, não comungue. Você deve ter guardado o jejum eucarístico (não ter comido nem bebido nada uma hora antes de comungar) e não ter pecado grave;
  20. Não fazer somente uma fila de Comunhão (a do padre). Jesus está presente na Hóstia Consagrada, não importa se é a hóstia segurada pelo padre ou por um Ministro Extraordinário da Eucaristia, que é uma pessoa preparada e autorizada pela Igreja para distribuir a Comunhão na Missa e levá-la aos idosos e enfermos;
  21. Depois de comungar, não converse com os outros. Volte ao seu lugar e fale com o Senhor. Se você não comungou, faça uma comunhão espiritual e converse com Ele;
  22. Quando terminar a distribuição da Comunhão, não continuar cantando. O canto da Comunhão deve terminar quando a última pessoa receber a hóstia, para que haja um silêncio sagrado, em que cada pessoa entra em diálogo com Deus;
  23. Desligue o celular. Não fique mandando mensagens ou falando ao celular durante a Missa, pois isso distrai você e os outros. Dedique sua atenção ao Senhor, que está dedicando a atenção Dele a você;
  24. Não perca as crianças de vista. Ensine-as a aproveitar a casa do Pai e a se comportar na Missa;
  25. Não saia antes que a Missa termine. Não perca a bênção fina, através da qual o padre o envia ao mundo para dar testemunho em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Saia da Igreja com um propósito novo, que tenha sido inspirado no Senhor, para edificar o mundo, seu Reino de amor.


Artigo originalmente publicado por Desde la fe, traduzido e adaptado ao português por Aleteia. 

ATO DE CONSAGRAÇÃO E DESAGRAVO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA



“Virgem Santíssima e Mãe nossa querida, ao mostrardes o vosso Coração cercado de espinhos, símbolo das blasfêmias e ingratidões com que os homens ingratos pagam as finezas do vosso amor, pedistes que Vos consolássemos e desagravássemos. Ao ouvir as vossas amargas queixas, desejamos desagravar o vosso doloroso e Imaculado Coração que a maldade dos homens fere com os duros espinhos dos seus pecados.
Dum modo especial Vos queremos desagravar das injúrias sacrilegamente proferidas contra a vossa Conceição Imaculada e Santa Virgindade. Muitos, Senhora, negam que sejais Mãe de Deus e nem Vos querem aceitar como terna Mãe dos homens. Outros, não Vos podendo ultrajar diretamente, descarregam nas vossas sagradas imagens a sua cólera satânica. Nem faltam também aqueles que procuram infundir nos corações das crianças inocentes, indiferença, desprezo e até ódio contra Vós.
Virgem Santíssima, aqui prostrados aos vossos pés, nós Vos mostramos a pena que sentimos por todas estas ofensas e prometemos reparar com os nossos sacrifícios, comunhões e orações tantas ofensas destes vossos filhos ingratos. Reconhecendo que também nós, nem sempre correspondemos às vossas predileções, nem Vos honramos e amamos como Mãe, suplicamos para os nossos pecados misericordioso perdão. Para todos quantos são vossos filhos e particularmente para nós, que nos consagramos inteiramente ao vosso Coração Imaculado, seja-nos ele o refúgio durante a vida e o caminho que nos conduza até Deus. 
Assim seja”

@admiravelsenhora

sábado, 13 de janeiro de 2018

Oração para o anjo da guarda



"Anjo de Luz, guardião da minha vida. A ti fui confiado pela santa misericórdia de Deus. Ilumina a minha alma, guarda-me dos males, orienta a minha inspiração, fortalece a minha sintonia com Deus e torna-me forte diante dos percalços. Lembra-me todos os dias de não julgar nem ferir. Tinge a minha mente de amor e harmonia para que eu possa tornar o mundo melhor, agora e para todo o sempre. Amém."



ATO DE DESAGRAVO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

Ato de Consagração e Desagravo

Virgem Santíssima e Mãe nossa querida, ao mostrardes o Vosso Coração cercado de espinhos, símbolo das blasfêmias e ingratidões com que os homens ingratos pagam as finezas do vosso amor, pedistes que vos consolássemos e desagravássemos.

Como filhos vos queremos amar e consolar sempre; mas hoje especialmente, ao ouvir as vossas amargas queixas, desejamos desagravar o vosso doloroso e Imaculado Coração que a maldade dos homens fere com os duros espinhos dos seus pecados.

De modo especial vos queremos desagravar das injúrias sacrilegamente proferidas contra a vossa Conceição Imaculada e Santa Virgindade. Muitos, Senhora, negam que sejais Mãe de Deus e nem vos querem aceitar como terna mãe dos homens. Outros, não vos podendo ultrajar diretamente, descarregam nas vossas sagradas imagens a sua cólera satânica. Nem faltam também aqueles que procuram infundir nos corações, sobretudo nas crianças inocentes, que são o vosso encanto, indiferença, desprezo e até ódio contra Vós.

Virgem Santíssima, aqui prostrados aos vossos pés, vos mostramos a pena que sentimos por todas estas ofensas e prometemos reparar com os nossos sacrifícios e orações tantos pecados e ofensas destes vossos filhos ingratos.

Reconhecendo que também nós, nem sempre correspondemos às vossas predileções, nem vos honramos e amamos como Mãe, mas antes entristecemos o vosso Coração e o do vosso divino Filho, suplicamos para os nossos pecados misericordioso perdão. Queremos ainda pedir-vos, Senhora, compaixão, proteção e bênção para o povo da Rússia, que outrora vos amou tanto, e que está confiado e consagrado ao vosso Coração Imaculado. Reconduzi-o ao seio da verdadeira Igreja e sede a sua salvação, como prometestes nas vossas aparições em Fátima.

Para todos quantos são vossos filhos e particularmente para nós, que queremos amar-vos como mãe muito querida e nos consagrarmos inteiramente ao vosso Coração Imaculado, seja-nos ele o refúgio nas angústias e tentações da vida e o caminho que nos conduza até Deus, que esperamos gozar eternamente no Céu. Amém. 



Ó Coração Doloroso e Imaculado de Maria, transpassado de dor pelas injúrias com que os pecadores ultrajam vosso santo nome e vossas excelsas prerrogativas; eis prostrado aos vossos pés vosso indigno filho, que, oprimido pelo peso das próprias culpas, vem arrependido com ânimo de reparar as injúrias que, à maneira de penetrantes setas dirigem contra vós os homens ousados e perversos. Desejo reparar com esse ato de amor e submissão que faço perante o vosso coração amantíssimo, todas as blasfêmias que proferem contra o vosso Augusto nome, todas as ofensas que fazem às vossas excelsas virtudes e todas as ingratidões com que os homens correspondem ao vosso maternal amor e inesgotável misericórdia.

Aceitai, ó Coração Imaculado, esta demonstração de meu fiel carinho e justo reconhecimento, com o firme propósito que faço de ser-vos fiel todos os dias de minha vida, de defender vossa honra quando a veja ultrajada e de propagar com entusiasmo vosso culto e vossas glórias.

(rezar 3 Ave Marias em honra ao poder, sabedoria e misericórdia do puríssimo Coração de Maria, desprezado pelos homens)

EM REPARAÇÃO DAS BLASFÊMIAS

CONTRA O IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

        (Fundou-se em determinado país da Europa uma associação ímpia cujos membros tomam o compromisso de proferir blasfêmias contra a Santíssima Virgem, recrutando especialmente as crianças. A tanto chega a malícia humana!... É dever de todo bom cristão reparar tão nefandos crimes.)

Ó Maria, minha Mãe Santíssima, desejando desagravar-Vos das ofensas que o Vosso Coração Doloroso e Imaculado recebe, e em especial das blasfêmias que se dirigem contra Vós, ofereço-Vos estes pobres louvores com o fim de Vos consolar por tantos filhos ingratos que não Vos amam, e consolar o Coração Santíssimo de Jesus, Vosso Filho e Senhor nosso, a quem tanto ofendem e entristecem as injúrias feitas contra Vós.

Dignai-Vos, Mãe Dulcíssima, receber este meu pobre e humilde obséquio; fazei que Vos ame e me sacrifique por Vós, cada vez mais; e olhai com olhos de misericórdia para tantos infelizes a fim de que não tardem em acolher-se, arrependidos, ao Vosso colo maternal. Amém.

Bendito seja Deus!
Bendita a excelsa Mãe de Deus, Maria Santíssima!
Bendita a Sua Santa e Imaculada Conceição!
Bendita a Sua gloriosa Assunção!
Bendito seja o Nome de Maria, Virgem e Mãe!
Bendito o Seu Imaculado e Doloroso Coração!
Bendita a Sua Pureza Virginal!
Bendita a Sua Divina Maternidade!
Bendita a Sua Mediação Universal!
Benditas as Suas Lágrimas e as Suas Dores!
Benditas as graças com que o Senhor A coroou Rainha dos Céus e da Terra!
Glória a Maria Santíssima, Filha Primogênita do Pai!
Glória a Maria Santíssima, Mãe Imaculada do Filho!
Glória a Maria Santíssima, Esposa Virginal do Espírito Santo!

Virgem Santíssima, minha boa e terna Mãe, eu Vos amo pelos que não Vos amam; eu Vos louvo pelos que Vos blasfemam; entrego-me totalmente a Vós, pelos que não querem reconhecer-Vos por sua Mãe.

Ave-Maria...

Ó Maria concebida sem pecado,
rogai por nós que recorremos a Vós.
Coração Imaculado de Maria,
sede a nossa salvação!

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

“Panágia Eleusa”, o tocante ícone do carinho entre Maria Mãe e Jesus Menino




Conheça uma das mais bonitas vertentes da iconografia mariana oriental

A devoção cristã sempre encontrou e cultivou na arte uma forma de evangelização e de oração. Isto vale para a música sacra, para a literatura espiritual, para a arquitetura religiosa, para a escultura, para a pintura…
No caso das representações visuais, uma das modalidades mais fascinantes de “espiritualidade tangível” são os ícones, tidos em alta conta pela tradição ocidental, mas popularizados de modo especialíssimo no cristianismo oriental, do qual se tornaram praticamente uma “marca”.
Entre os ícones mais inspirados e belos costumam estar as representações de Maria Santíssima, a Mãe de Deus, e um dos mais clássicos dos ícones marianos orientais nos apresenta Maria, Mãe de Deus, segurando o Menino Jesus em um dos braços e, com a outra mão, apontando para Ele como quem indica O Caminho da Salvação – que é o próprio Jesus, Caminho, Verdade e Vida. É justamente por isto que esse ícone se tornou conhecido como “Hodegétria” ou “Hodigítria“, palavra que, em grego (Οδηγήτρια), quer dizer “A Mostradora do Caminho“.
CC
A partir do modelo icônico da Hodegétria foram desenvolvidas outras composições preciosas, como a “Panágia Eleusa“.
A palavra grega “Panágia” quer dizer “Santíssima”, ou, literalmente, “Toda Santa”; já “Eleusa”, também em grego, significa “Misericordiosa” ou “Terna”. Trata-se da doce imagem que mostra o Menino Jesus no colo de Maria, representado com o nariz ou a boca tocando a bochecha da mãe, que se inclina em Sua direção.
Versões famosas da Panágia Eleusa incluem a “Teótoco de Vladimir” (imagem abaixo) e a “Teótoco de São Teodoro“. O termo grego “Teótoco” ou “Theotókos” quer dizer “Portadora de Deus”, no sentido de “Mãe de Deus”.
CC
Teófanes, o Grego (Domínio Público)
A tradição ocidental também procurou criar representações da ternura da Mãe Santíssima inspiradas em gestos semelhantes de carinho entre ela e o Menino Jesus. É o caso da obra “Refugium Peccatorum” (“Refúgio dos pecadores”), de Luigi Crosio:
Luigi Crosio (Domínio Público)
É ou não uma das manifestações mais tocantes de amor e carinho por Jesus e pela Sua e nossa Mãe, Maria?

https://pt.aleteia.org/2018/01/10/panagia-eleusa-o-tocante-icone-do-carinho-entre-maria-mae-e-jesus-menino/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

domingo, 7 de janeiro de 2018

A HISTÓRIA DA DEVOÇÃO À VIRGEM DA REVELAÇÃO

 A imagem pode conter: 7 pessoas, pessoas sorrindo
No sábado depois da Páscoa, 12 de abril de 1947, o condutor de bonde Bruno Cornacchiola, de 34 anos, achava-se livre de serviço depois do meio-dia e queria aproveitar aquela linda tarde de primavera para fazer uma excursão a Ostia com seus três filhos, mas como perderam o trem, resolveram ir até Tre Fontane. Bruno conhecia muito bem o lugar com seu bosque de eucaliptos, silencioso e tranquilo, longe do ruído da grande cidade de Roma.
Bruno havia lutado na Espanha, como legionário, a favor dos comunistas, e fazia cinco anos que abandonara a religião católica seguindo primeiro a doutrina dos batistas e depois a dos adventistas.
Era fervoroso propagandista de sua crença, e lia com assiduidade a Bíblia protestante, à procura de textos que pudesse utilizar em ataques contra a Igreja Católica.
Naquele fim de semana, Bruno se entretinha, em Tre Fontane, em formular ideias para uma conferência contra a virgindade da Santíssima Virgem.
Lia, apontando no papel os pensamentos para a conferência que devia ser lida no dia seguinte, enquanto seus filhos continuavam a brincar de futebol com uma bolinha de borracha, à sombra do bosque de eucaliptos. Subitamente, o seu trabalho é interrompido: Isola, de 10 anos, e Carlos, de 7, gritam:
“Papai, papai, perdemos a nossa bola! Perdemos a nossa bolinha! ” Bruno sai à procura da bola em companhia das crianças, depois de ter dito a Gianfranco, de 4 anos, que ficasse ali numa gruta situada na parte mais alta do bosque, olhando as revistas infantis ilustradas.
Os três percorrem então o mato à procura da bola; mas, como o filhinho mais moço não respondesse mais, como antes, à voz do pai, dirigiu-se este, muito preocupado, para a gruta, à entrada da qual encontrou, com grande espanto, o pequeno Gianfranco ajoelhado, as mãos postas, repetindo sempre, a sorrir: “Bela Ignora! Bella Signora! ”
A atitude católica de oração da criança era inteiramente contrária aos costumes da família Cornacchiola. Além disso, o menino nem era batizado. O pai chamou Isola, que se encontrava acima da gruta, e perguntou a ela e a Carlos, que se achava ao lado: “Vocês estão vendo alguma coisa na gruta? ” “Não, papai! ”, responderam.
Mas, no mesmo instante, Isola cai de joelhos e, de mãos postas como o irmãozinho, repete: “Bella Signora! Bella Signora!…” E também Carlos se ajoelha e balbucia como que extasiado: “Bella Signora! Bella Signora!…”
Bruno sacode as crianças, porém elas continuam na mesma posição, com os rostos pálidos, mas inteiramente espiritualizados, e os olhos muito abertos, fixos em um mesmo ponto da gruta.
Bruno é, no fundo, de natureza religiosa, crê em Deus, crê em Cristo e também no demônio. Temendo que os filhos estivessem sob o influxo demoníaco, rezou do fundo do coração: “Senhor, salvai-nos! ”
Foi como se mãos invisíveis o tivessem sacudido, e que alguém lhe tivesse arrancado a venda que lhe cobria os olhos. (Tudo isso ele mesmo narrou ao Sr. Lacatelli, colaborador do Giornale d’Itália.) Súbito, Bruno se sente leve como uma pena. Da gruta sombria não vê mais nada, a não ser que lhe parece inundada de luz deslumbrante, e naquela claridade excelsa Bruno vê uma encantadora figura de mulher, verdadeira formosura oriental, como se expressou ele, de 1,65m de altura conforme lhe pareceu.
Os pés nus pousavam sobre um bloco de pedra, atualmente conservado no vizinho convento dos trapistas. O corpo da celestial aparição está envolto numa túnica branca, presa por uma faixa rósea. Da cabeça, desce-lhe um manto verde até os pés. Na mão direita segura um livrinho cinzento. A esquerda aponta para baixo, indicando uma veste negra (batina?) No solo; perto havia uma cruz quebrada.
Bruno Cornacchiola disse ouvir uma voz a nenhuma outra semelhante, pelo tom e pelo modo como lhe falava:
“Sou aquela que sou na Trindade Divina. Sou a Virgem da Revelação. Tu me persegues. Agora é bastante. Entra no aprisco santo, corte celeste na terra.
Às nove sextas-feiras que praticastes antes de te desviares do caminho da verdade, deves a tua salvação…
Deve-se rezar o rosário diariamente pela conversão dos pecadores e dos incrédulos e pela união entre os cristãos. Com esta terra de pecados operarei muitos milagres pela conversão dos pecadores. Para mostrar-te que esta visão é divina e não arte diabólica, como muitos hão de pensar, dou-te este sinal: deves andar pelas ruas e igrejas de Roma, e, ao primeiro sacerdote que encontrares, dirás: “Padre, quero falar-lhe”. E se ele te replicar: Ave Maria, filho, que desejas? dirás o que te vier à boca. Este indicará outro sacerdote, que receberá a tua abjuração e se ocupará de ti. Sê prudente… A ciência renegará a Deus.
Quando fores levar a mensagem secreta ao Santo Padre, serás acompanhado por outro sacerdote”. De fato, alguns dias depois, em 28 de abril, verificou-se a predição.
Ao entrar na igreja de Todos os Santos, administrada por um dos filhos espirituais de dom Orione, se dirige ao Pe. Albino Frosi:
– Permita, padre, que lhe diga uma palavra…
– Ave Maria, filho, que desejas? Respondeu o Pe. Frosi.
– Sou protestante, mas quero tornar-me católico.
– Apresentá-lo-ei a quem melhor o atenda, retorquiu o padre.
Cumpriu-se à risca o sinal dado pela Senhora. O Pe. Frosi apresentou-o ao seu colega Pe. Gilberto Carniel, acostumado a tratar com convertidos.
Desde o dia 12 de abril, Bruno tornou-se outro homem, e essa conversão completa de um apóstata foi o primeiro milagre de graça operado em Tre Fontane. Bruno procurou reparar, segundo suas forças, o escândalo que havia dado e suportou pacientemente toda sorte de ofensas. Todas as vezes que podia, dirigia-se à gruta para rezar, e nos dias 6, 23 e 30 de maio foi agraciado com novas visões. Depois de receberem a necessária instrução, Bruno e sua mulher foram novamente admitidos no seio da Igreja Católica, no dia 7 de maio. Em 18 de maio, Gianfranco recebia o batismo, e Isola, a crisma e a primeira comunhão.
Na aparição de 30 de maio, Nossa Senhora enviou por meio de Bruno uma mensagem às irmãs Filipinas, que naquela região se dedicavam à educação da juventude. Que rezassem pela conversão dos incrédulos, principalmente pelos incrédulos do bairro.
A expressão “Virgem da Revelação” que Nossa Senhora usou é, conforme a suposição de Locatelli, uma alusão à “Misteriosa Revelação”, o Apocalipse, e uma indicação de que atualmente vivemos nos tempos apocalípticos, e visto que, como protestante, Bruno lia outra Bíblia, é bem provável que o livro que Nossa Senhora segura na mão direita signifique a Bíblia católica.
Inúmeros são os milagres que se operam por meio da terra da gruta, por intercessão da Santíssima Virgem Maria.
Imagens:
1. A foto no canto superior esquerdo trata-se da representação da Virgem Maria de acordo com os que a viram.
2. A foto no canto inferior esquerdo é de Bruno Cornacchiola, convertido por Nossa Senhora e pela Devoção das nove primeiras sextas feiras recomendadas pelo próprio Jesus em aparições de seu Sagrado Coração:
"Uma Sexta feira, durante a Sagrada Comunhão, disse estas palavras a sua devota serva:
Eu te prometo, na excessiva misericórdia de meu Coração, que meu amor Todo Poderoso concederá a todos os que comungarem nove primeiras sextas feiras do mês seguidos a graça final da penitência; não morrerão em pecado nem sem receber os sacramentos, e meu divino Coração lhe será asilo seguro naquele último momento".

Mais sobre esta devoção em:
3. A foto no canto inferior direito é da Família de Bruno Cornacchiola.
4. Entrevista com Bruno Cornacchiola:

sábado, 6 de janeiro de 2018

Oração para jamais me afastar de Nossa Senhora


Ó Mãe boníssima, não me esqueçais quando eu de Vós me esqueça; não me abandoneis quando eu Vos abandone; segui-me com Vosso celeste olhar e chamai-me quando eu me afaste de Vós; procurai-me quando eu me esconda; ide ao meu encalço quando eu fuja; atai-me quando eu Vos resista; domai-me caso eu me ponha de pé contra Vós; levantai-me quando eu caia; reconduzi-me pelo Vosso caminho quando eu me transvie. Amém!