quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A jovem que se livrou do diabo graças ao nome de Maria


Um relato popular contado por Santo Afonso Maria de Ligório

No capítulo décimo do livro “As Glórias de Maria”, Santo Afonso Maria de Ligório nos relata uma popular história piedosa a respeito de um episódio que teria ocorrido por volta do ano 1465.
Segundo esse relato, morava na localidade holandesa de Güeldres uma jovem chamada Maria, que havia ido até a cidade de Nimega para levar um recado, mas ali sofrera um tratamento agressivo por parte de uma tia.
Retornando para casa ofendida e com raiva, ela invocou a ajuda do demônio, que lhe apareceu em forma de homem e lhe impôs algumas condições para auxiliá-la:
– Não te peço outra coisa: de agora em diante, não faças mais o sinal da cruz. Também mudarás de nome.
– Não farei mais o sinal da cruz, mas não mudarei o meu nome de Maria. Gosto muito dele.
– Então não te ajudarei.
Depois de muita discussão, a jovem e o diabo chegaram a um acordo: ela se chamaria apenas pela primeira letra do nome de Maria, M. Depois desse pacto, ambos foram para Amberes, onde a jovem levou má vida durante seis anos na companhia diabólica até lhe dizer, certo dia, que desejava voltar para a sua terra. O demônio detestou a ideia, mas consentiu. Chegados a Nimega, viram que estava sendo representada em praça pública a vida de Santa Maria.
Ao ver a representação, a pobre M começou a chorar, pois, no fundo, a sua frágil devoção à Mãe de Deus continuava viva. O companheiro a puxou pelo braço para levá-la dali, mas ela resistia. Vendo que a perdia, o diabo a levantou, enfurecido, e a jogou para o meio do teatro.
A jovem foi se confessar com o pároco, que a remeteu ao bispo e este ao Papa. Depois de ouvir sua confissão, o Pontífice lhe impôs como penitência levar sempre três argolas de ferro: uma no pescoço e as outras nos braços.
A jovem Maria obedeceu e se retirou como penitente a um mosteiro em Maastricht, onde viveu durante quatorze anos. Certa manhã, notou, ao levantar-se, que as três argolas tinham se rompido. Passados mais dois anos, ela morreu com fama de santidade e, conforme um pedido que tinha feito em vida, foi enterrada com aquelas três argolas: elas simbolizavam que, de escrava do inferno, a jovem pôde transformar-se em feliz escrava de Maria Santíssima, sua libertadora, graças ao Santo Nome de Maria.

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O significado de cada parte da Ave-Maria


Cada parte da oração da Ave-Maria tem um significado baseado nas Sagradas Escrituras e na Tradição

A Ave-Maria é uma das orações mais queridas do povo católico. É a mais antiga oração que conhecemos dirigida a Nossa Senhora, nossa Mãe, Mãe de Jesus e da Igreja. Ela está na própria Bíblia, revelação de Deus.

“Ave, cheia de graça”

Na Anunciação, o Anjo a saudou: “Ave, cheia de graça”. Maria foi a única que achou graça diante de Deus, porque foi a única “concebida sem o pecado original”. Nas aparições a Santa Catarina Labouré, na França, em 1830, ela pediu que fosse cunhada o que ficou sendo chamada de “Medalha milagrosa”. Em letras de ouro, Catarina viu escrita a bela frase: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”.

O Senhor é convosco

“O Senhor é convosco”, disse-lhe o Arcanjo Gabriel. Maria tem uma intimidade profunda com Deus. Diz o nosso Catecismo que “desde toda eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe de Seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré na Galileia, ‘uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria’ (Lc 1,26-27)”. Ela é Filha do Pai, é a Mãe do Filho, e é a Esposa do Espírito Santo. Está em plena unidade com a Santíssima Trindade. Numa única mulher Deus tem Mãe, Filha e Esposa.

Bendita entre todas as mulheres

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1,42). Foi assim que Santa Isabel saudou a Virgem, “em alta voz” e “cheia do Espírito Santo”. E o menino João Batista estremeceu em seu seio. Isabel deixou claro por que Maria é “bendita entre todas as mulheres”: “Donde me vem a honra de vir a mim a Mãe do meu Senhor?” (v.43). E Isabel completa: “Bem-aventurada és tu que creste…” (v.44).
O bendito fruto do seu ventre é o próprio Deus, Filho de Deus, encarnado em seu seio virginal: Jesus. Ela é a Mãe de Deus. Quando o herege Nestório, patriarca de Constantinopla, quis negar essa verdade, o povo se revoltou, e o Concílio de Niceia, em 431, confirmou a maternidade divina de Maria: (Theotókos). “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48), por isso a piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão.
Depois de saudar a Virgem Maria, Mãe de Deus, com essas palavras que desceram do céu, a oração da Ave-Maria nos leva a implorar as graças do Senhor pela intercessão daquela a quem Deus nada pode negar.

Santa Maria, Mãe de Deus

O que não consegue a Mãe do Altíssimo? O que não pode conseguir, diante do trono da graça, aquela que é Sua Mãe, Esposa e Filha? O milagre das Bodas de Caná (João 2) diz tudo, mostra o grande poder intercessor da Mãe diante do Filho. Por isso, a Igreja sempre nos ensinou: “Peça à Mãe que o Filho atende!”. O bom filho nada nega à sua mãe, por isso São Bernardo de Claraval, doutor da Igreja, a chamava de “Onipotência suplicante”. Consegue tudo, por graça, o que Deus pode por natureza.

Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte

E nós pecadores lhe imploramos: “Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte”. Consegue do Rei os grandes benefícios aqueles que estão perto d’Ele, aqueles que têm intimidade com Ele. Quem mais do que Maria tem intimidade com Deus? Quantas pessoas me pedem para mediar um pedido junto ao fundador da Canção Nova, monsenhor Jonas Abib, porque sabem que tenho intimidade com ele! O mesmo acontece com Deus. Esse é o poder da intercessão.
A Mãe Santíssima diante do seu Filho roga por nós sem cessar. Disse o Concílio Vaticano II, que “assunta aos céus (…), por sua múltipla intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna. (…) Por isso, a bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora e medianeira.” (n.969).
“A missão materna de Maria em favor dos homens de modo algum obscurece nem diminui a mediação única de Cristo; pelo contrário, até ostenta sua potência, pois todo o salutar influxo da bem-aventurada Virgem (…) deriva dos superabundantes méritos de Cristo, baseia-se em sua mediação, dela depende inteiramente e dela aufere toda a sua força.” (n.970)
A nossa Mãe roga por nós a cada momento, mesmo que não tenhamos consciência disso; especialmente protege aqueles que lhe são consagrados fervorosamente. De modo especial, defende-nos na hora da morte. Quantas almas a Virgem Maria salva na hora da morte! Especialmente aqueles que lhe são consagrados. São Bernardo dizia que não é possível que se perca um bom filho de Maria. Por isso, pedimos insistentemente que ela rogue por nós, sobretudo na hora decisiva de nossa morte. Quando rezamos o Santo Rosário, a ela oferecemos rosas espirituais, que ela leva a Deus por nós. Ela não as retém para si, pois o rosário é a meditação de toda a vida de Jesus Cristo, nosso Senhor.

Duas Marias


Uma poesia para ler... e orar

Duas Marias tão cheias de vida
próximas de dar a luz..
Moravam em cidades distantes,
uma carregava o filho do criador,
a outra apenas sonhava
em ver seu filho ser um doutor.
Uma sabia que seu filho
carregaria uma cruz,
e se chamaria Jesus…
A outra inocente
pedia aos céus ajuda,
e escolheu o nome
do seu menino Judas.
Maria tão cheia de graça
protegida pelo Senhor
enfrentou o deserto
com seu amado marido
para dar a luz
ao rebento querido.
Maria, que na raça,
criou seu filho,
ao vê-lo partir num sonho,
sentiu imensa dor…
Por intuito de mãe,
Maria já sabia que seu filho
seria um pecador.
Três décadas se passaram
Jesus e Judas se encontraram…
Duas Marias de corações apertados,
tudo seria sacramentado.
Chora Maria…
o mundo até hoje chora
seu filho de nome Judas,
que virou um temível pecador,
por ganância traiu seu mestre…
nessa manhã ele se enforcou.
Chora Maria…
os pecadores do mundo
até hoje imploram
o perdão de Deus nosso Senhor.

domingo, 10 de setembro de 2017

Sofre de ansiedade? Então você precisa conhecer o conselho mais repetido na Bíblia


Esse conselho é repetido 365 vezes ao longo do Antigo e do Novo Testamento

Provavelmente, muitos pensam que a frase mais comum da Bíblia teria que ser algum tipo de proibição, um “não farás” isso ou aquilo. Talvez até algo como “amarás teu próximo”…
Nada disso. O conselho mais repetido no Antigo e Novo Testamento é “Não temas” (e suas variações).
Você deve conhecer alguns versículos da Escritura com essa amorosa exortação. Um exemplo é quando o anjo Gabriel apareceu a Maria, anunciando que ela seria a Mãe de Nosso Salvador e quando José ouviu estas palavras ao saber que seria o pai terreno de Jesus: “Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo” (Mateus 1, 20).
Quando Jesus estava prestes a nascer, em Belém, outro anjo apareceu aos três reis com as mesmas palavras de alento.
Quer mais um exemplo? Pois bem: quando Zacarias foi informado que sua esposa ficaria grávida em idade avançada, “ficou perturbado, e o temor assaltou-o. Mas o anjo disse-lhe: Não temas, Zacarias, porque foi ouvida a tua oração: Isabel, tua mulher, dar-te-á um filho, e chamá-lo-ás João” (Lucas 1, 12-13)
Na verdade, há muito mais versículos em que a Bíblia nos anima a não ter medo.
Na Transfiguração de Jesus, os discípulos caíram no chão, apavorados pelo medo. Mas “Jesus aproximou-se deles e tocou-os, dizendo: Levantai-vos e não temais” (Mateus 17,7).
Ao todo, a frase “Não temas” e suas variações são repetidas 365 vezes ao longo da Escritura!
Muitas das nossas preocupações diárias giram em torno de algum tipo de medo do que pode acontecer. A ansiedade consome grande parte de nossa energia. Vai dar tudo certo na viagem? Haverá algum acidente com o carro? Saberei perdoar meu irmão? Estou fazendo o que Deus gostaria que eu fizesse? O que os médicos vão nos dizer sobre os exames? Será que esta é a melhor decisão que eu posso tomar? Essas são algumas das as perguntas que martelam interminavelmente em nossas cabeças. E, para cada uma delas, Deus nos lembra que temos que nos voltar para Ele em oração, com confiança.
Em Apocalipse 2,10, temos mais uma lição de coragem: “Nada temasante o que hás de sofrer. Por estes dias o demônio vai lançar alguns de vós na prisão, para pôr-vos à prova. Tereis tribulações durante dez dias. Sê fiel até a morte e te darei a coroa da vida.”
Já em Deuteronômio 31.6, somos incentivados a depositar nossa confiança em Deus, que não nos abandonará se O colocarmos em primeiro lugar em nossa vida: “Nada vos atemorize, e não os temais, porque é o Senhor vosso Deus que marcha à vossa frente: ele não vos deixará nem vos abandonará”.
Além dos inúmeros exemplos da Bíblia, temos que nos lembrar também de São João Paulo II, que começou seu pontificado com uma lembrança crucial: “Não temam”, disse ele. Esse santo de nosso tempo nos convidava constantemente a aceitar a paz que Cristo nos oferece e a confiar sempre em Seu amor e em Sua misericórdia.
Portanto, “Não temas”.

https://pt.aleteia.org/2017/08/29/sofre-de-ansiedade-entao-voce-precisa-conhecer-o-conselho-mais-repetido-na-biblia/

Papa Francisco: “é uma bobagem dizer que não se pode usar crucifixo no pescoço”


Inédito: Papa fala sobre castidade, união homossexual, tradicionalismos, laicidade e abusos cometidos por sacerdotes. As declarações estão em um livro, que será lançado na França

O livro-entrevista com o Papa Francisco, que logo será publicado na França, aborda temas como a castidade de sacerdotes e religiosos, o sentido da laicidade, os abusos sexuais cometidos por sacerdotes, a questão do “matrimônio” homossexual e a ideologia de certos católicos tradicionalistas.
Traduzimos alguns trechos que provocam parte da grande expectativa gerada pelo livro “Política e sociedade” escrito pelo sociólogo francês Dominique Wolton. Os excertos foram adiantados com exclusividade pela revista de fim de semana do diário parisiense “Le Figaro”.
 “Escolher o caminho da castidade”
– Papa Francisco: renunciar à sexualidade e escolher o caminho da castidade ou da virgindade comportam toda uma vida de consagração. Qual é a condição sem a qual este caminho fenece? Que este caminho leve a paternidade ou a maternidade espiritual.
Os sacerdotes “solteiros” e as religiosas “solteiras” são alguns dos males da Igreja, pois eles estão cheios de amargura. Por outro lado, os que alcançaram essa paternidade espiritual, seja através da paróquia, da escola, ou do hospital, estão bem… O mesmo acontece com as religiosas, pois são “mães” […] É uma renúncia voluntária.
A virgindade, seja masculina ou feminina, é uma tradição monástica anterior ao catolicismo. É uma busca humana: renunciar para buscar a Deus em sua origem, através da contemplação. Mas essa renúncia deve ser uma renúncia fecunda, que conserva uma espécie de fecundidade diferente da fecundidade carnal, da fecundidade sexual. Inclusive, na Igreja, há sacerdotes casados. Há sacerdotes orientais casados. Mas a renúncia ao matrimônio em nome do Reino de Deus é um valor em si mesmo. Isso significa renunciar para colocar-se em serviço, para contemplar melhor.
Se o sacerdote é um abusador, ele está doente”
– Papa Francisco: antes, mudava-se o sacerdote. Mas o problema se mudava com ele. A política atual é a que Bento XVI e eu temos aplicado através da Comissão de Defesa dos Menores, criada há dois anos aqui no Vaticano. Defesa de todos os menores. Trata-se de tomar consciência do problema. A Igreja-Mãe ensina como prevenir, como falar com uma criança, permitir que ela diga a verdade aos pais, que conte o que aconteceu.
É um caminho edificante. A Igreja não deve assumir uma posição defensiva. Se o sacerdote é um abusador, ele está doente. Dois em cada quadro abusadores foram abusados quando crianças. São as estatísticas dos psiquiatras.
 “O matrimônio é um homem e uma mulher”
– Papa Francisco: O “matrimônio” é uma palavra histórica. Desde sempre, na humanidade, não somente na Igreja, é um homem e uma mulher. Não é possível mudar […] É parte da natureza. É assim. Lamentamos, então, as “uniões civis”. Não brinquemos com as verdades.
É verdade que, por trás disso, está a ideologia de gênero. Nos livros, as crianças aprendem que é possível mudar de sexo. O gênero – ser mulher ou homem – seria uma opção e não obra da natureza? Isso favorece o erro.Mas vamos dar nome às coisas: o matrimônio é um homem com uma mulher. Esse é o termo preciso. Chamemos a união do mesmo sexo de “união civil”.
 “Ideologia tradicionalista”
– Papa Francisco: como a tradição cresce? Cresce como cresce uma pessoa: com o diálogo, como acontece com a criança quando ela é amamentada. O diálogo com o mundo que nos rodeia. O diálogo faz crescer. Se não dialogamos, não podemos crescer, ficamos fechados, pequenos, anões. […] Tenho que ver e dialogar. O diálogo permite crescer, e faz crescer a tradição. Ao dialogar e ao ouvir outra opinião, posso mudar meu ponto de vista, como no caso da pena de morte, da tortura, da escravidão. Sem mudar a doutrina. A doutrina cresceu com a compreensão. Essa é a base da tradição […].
Por outro lado, a ideologia tradicionalista tem uma fé assim: a bênção deve ser transmitida assim, durante a Missa, os dedos devem estar assim, com luvas, como era antes. O que o Vaticano II fez com liturgia foi verdadeiramente algo grande, pois abriu o culto a Deus para o povo. Agora, o povo participa.
 “As religiões não são subculturas”
– Papa Francisco: O Estado laico é algo saudável. Há uma laicidade saudável. Jesus disse: “dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Todos são iguais perante a Deus. Mas creio que, em alguns países, como a França, esta laicidade tem um tom herdado do Iluminismo que é muito forte, gera um imaginário coletivo em que as religiões são vistas como uma subcultura. Creio que a França – é minha opinião pessoal, não é a opinião oficial da Igreja – deveria elevar um pouco o nível da laicidade, no sentido que deveria dizer que as religiões também fazem parte da cultura. […] Compreendo esta herança da História, mas é preciso fazer o trabalho de ampliação. Há governos, cristãos ou não, que não admitem a laicidade.
É uma bobagem dizer que não se pode usar crucifixo no pescoço ou que as mulheres não devem usar isso ou aquilo. Pois tanto uma quanto outra atitude representam uma cultura. Uns usam crucifixo, outros usam outra coisa, o rabino usa a quipá, o papa o solidéu (risos). Essa é a laicidade saudável!
O Concílio Vaticano II explica bem isso, com muita clareza. Creio que fazem exageros sobre algumas questões, em particular quando a laicidade é colocada por cima das religiões. Então, as religiões não fazem parte da cultura? São subculturas?

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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Primeiras 7 aparições de Medjugorje podem ser reconhecidas ainda este ano


Informação é do enviado do papa ao santuário

O enviado especial do Papa Francisco ao santuário de Medjugorje, o arcebispo Henryk Hoser, afirmou que é “possível que as primeiras sete aparições de Medjugorje sejam reconhecidas”, segundo declarações retiradas do site Total Croatia News no dia 19 de agosto.
“Tudo leva a crer que as aparições serão reconhecidas talvez ainda neste ano”, disse o arcebispo Hoser.
O Papa Francisco enviou o arcebispo Hoser a Medjugorje para avaliar a situação pastoral dos milhares de peregrinos que viajam até a Bósnia e Herzegovina todos os anos. Ele não desempenhou nenhuma função no estudo da veracidade das aparições informadas.
O prelado polonês declarou que um reconhecimento do Vaticano se dará apenas sobre as sete primeiras aparições, “segundo sugeriu a comissão do cardeal Camillo Ruini”.
A comissão foi estabelecida por Bento XVI em 2010 e os resultados foram entregues ao secretário do Estado do Vaticano para análise, conforme explicou o enviado.
Quando voltou de Fátima, no começo deste ano, o Papa Francisco expressou suas dúvidas pessoais sobre a veracidade das aparições.
“O informe [da comissão do cardeal Ruini] tem suas dúvidas”, disse o Papa aos jornalistas que viajavam com ele desde Fátima, Portugal. “Prefiro a Virgem Mãe, a nossa Mãe, não a Virgem como chefe do escritório telegráfico, que todos os dias envia uma mensagem a tal hora”, disse o pontífice.
Mais adiante, um dos membros da comissão do cardeal Ruini falou com a imprensa sobre as dúvidas de Francisco. O padre Salvatore Maria Perrella, presidente da Pontifícia Faculdade Teológica Marianum em Roma, explicou: “a comissão dividiu o caso [Medjugorje] em duas partes. A primeira inclui as sete aparições iniciais – que nós chamamos de núcleo fundacional – que pareceu crível. A outra parte, ou seja, a sequência das aparições, deixou a comissão confusa”.
“O Papa se mostra cético em relação ao fato de a ‘Madonna de Medjugorje’ enviar um fluxo contínuo de mensagens, falar demasiadamente e apresentar-se em horas fixas”, afirmou o padre Perrella.
Quando o arcebispo Hoser deu a primeira entrevista coletiva sobre sua missão em Medjugorje, sugeriu que o santuário está ajudando os peregrinos a saciar sua “sede pelo sagrado e pela oração”.
“O maior milagre de Medjugorje é a confissão”, acrescentou o padre antes de agradecer a “todos os sacerdotes que vieram aqui [Medjugorje] para ouvir confissões”.

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Oração de Santo Afonso a Nossa Senhora Rainha


Para rezar todos os dias do ano, especialmente no dia 22 de agosto

Ó grande, excelsa e gloriosíssima Senhora, prostrado aos pés do vosso trono, nós vos rendemos as nossas homenagens, daqui deste vale de lágrimas. Nós nos comprazemos na glória imensa, de que vos enriqueceu o Senhor. Agora que já reinais como Rainha no céu e na terra, ah! Não nos esqueçais, pobres servos vossos.
Do vosso trono excelso em que reinais, volvei os vossos olhos a nós miseráveis. Vós quanto mais vizinha estais da fonte da graça, tanto mais nos podeis delas prover.
No céu, descobris melhor as nossas misérias, portanto é preciso que tenhais maior compaixão de nós e mais nos socorrais. Fazei que sejamos na terra vossos fiéis servos, para podermos mais tarde bendizer-vos no Paraíso.

Neste dia em que fostes feita Rainha do Universo, nós nos queremos consagrar a vosso serviço. No meio da vossa grande alegria, consolai-nos também, aceitando-nos hoje por vossos vassalos. Sois Vós a nossa Mãe. Ah! Mãe suavíssima, Mãe amabilíssima, vossos altares estão rodeados de muita gente que vos pede: uns vos pedem a cura de suas enfermidades, outros o vosso auxílio em suas necessidades; outros, uma boa colheita; outros, a vitória em qualquer demanda. Nós, porém, vos pedimos coisas mais agradáveis ao vosso coração.
Alcançai-nos ser humildes, desapegados da terra e resignados à vontade divina. Impetrai-nos o santo amor de Deus, uma boa morte, o paraíso. Senhora, mudai-nos, mudai-nos de pecadores em santos. Fazei este milagre, que vos dará mais honra se désseis a vista mil cegos e ressuscitastes a mil mortos.
Vós sois tão poderosa junto de Deus. Basta dizer que sois uma Mãe, a mais querida, cheia de sua graça: que vos poderá Ele recusar? Ó Rainha, formosíssima nós pretendemos ver-vos na terra, mas queremos ir ver-vos no paraíso. A Vós compete alcançar-nos esta graça. Assim o esperamos de certo. Amém.

(Retirado do livro: “Orações de Todos os Tempos da Igreja”. Prof. Felipe Aquino. Ed. Cléofas.)