domingo, 25 de setembro de 2016

O SILÊNCIO DE MARIA

071214012555Quando falamos da disciplina do silêncio automaticamente somos confrontados com o grande desafio que é encarar nosso cotidiano extremamente barulhento e de ritmo cada vez mais frenético. Surgem-nos perguntas tais como: “Como encontrar tempo para praticar o silêncio?”; “Não seria o silêncio uma prática exclusivamente monástica, ou seja, para pessoas com um chamado específico para viverem em clausura?”; “Estar em silêncio só é possível num ambiente com total ausência de ruídos e distrações?” e etc.
Dúvidas assim que tendem a nos intimidar e às vezes até desanimar, surgem do fato de que encaramos o silêncio apenas na sua dimensão exterior. De modo que praticar o silêncio só é visto como a separação de tempo e lugar em que paramos, nos acalmamos e adentramos num estado meditativo de quietude e interiorização. Não restam dúvidas de que o silêncio tem este lado prático e devocional. No entanto, o que poderíamos dizer daqueles que não têm muito tempo ou não dispõem de oportunidades frequentes para experimentarem períodos (horas, dias, semanas, meses) de prática silenciosa, em solitude e tendo uma Bíblia aberta diante de si?
Apesar de acreditar que devemos lutar firmemente para abrirmos brechas em nossas agendas diárias para encontrarmo-nos com o Senhor em solitude, silêncio, meditação, oração e contemplação (Lectio Divina), jamais devemos nos esquecer de que o silêncio possui outra “face da moeda” que muitos de nós amantes da espiritualidade e mística cristãs acabamos por negligenciar, seja por desconhecimento ou esquecimento da mesma.
A tradição monástica, por mais surpreendente que possa parecer, ajuda-nos nesse sentido quando fala daquilo que poderíamos chamar de vida silenciosa, onde o silêncio, mais do que um momento de se colocar num lugar desprovido de barulhos, é considerado como uma atitude interior de recolhimento constante. Um voltar-se contínuo para o nosso centro divino, nosso “eu” interior, o santuário interno de nossa alma, em outras palavras, uma atitude de contínua atenção à Presença do Deus que nos habita através do Seu Espírito e que sempre está falando com cada um de nós. Os monges em seus escritos sempre tocam no assunto de se permanecer numa “cela” interior em meditação e oração incessantes mesmo durante as atividades do dia-a-dia (“Ora et Labora”).
Acerca dessa atitude de recolhimento interior silencioso, Anselm Grun escreve: “O silêncio é a atitude interior em que eu me abro para esta realidade do Deus que me envolve. Portanto ela é mais do que o não-falar” (As Exigências do Silêncio, págs.69,70). Por esse prisma o silêncio não é visto como uma realidade em conflito com as atividades do cotidiano, mas, como um espaço mais profundo no qual elas acontecem e do qual emergem e lhes empresta significado espiritual. Aqui silêncio é estar em atitude interior de recolhimento e atenção à presença de Deus que nos envolve por todos os lados enquanto cozinhamos, varremos o chão,  pegamos o ônibus para o trabalho, sentamo-nos em frente ao computador no nosso escritório e etc. Silêncio é estar em perpétua atitude de escuta para Deus.
Maria, mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, nos é apresentada nas páginas dos evangelhos como mulher de vida silenciosa, em constante atitude meditativa de recolhimento interior em meio aos acontecimentos do cotidiano (cf. Lc 2:19).  Maria é o arquétipo da mulher silenciosa, ativa-contemplativa. E temos muito que aprender ao observar seu exemplo como alguém cuja vida de silêncio interior lhe permitiu acolher o mistério do Verbo de Deus segundo nos revela o evangelho.
O silêncio de Maria lhe permitiu acolher o mistério da encarnação de Cristo . No Evangelho segundo S. Lucas no capítulo 2 verso 19 lemos acerca da atitude de Maria – “Maria, porém, guardava todas essas coisas e sobre elas refletia em seu coração”. Que coisas eram essas? O contexto imediato dos versos anteriores nos revelam (cf. vs. 16-18). Maria em atitude de meditação acolheu a revelação trazida pelos pastores acerca da criança que ela acabara de dar à luz. O glorioso mistério de que o infante envolto em panos comuns, nascido pobre, deitado numa manjedoura era o próprio Senhor e Cristo encarnado para a salvação dos pecadores (Lc 2:11). O Filho de Deus vindo em carne era ele mesmo o Evangelho, as boas-novas de grande alegria para todo o povo, inclusive ela, Maria. No silêncio de seu coração Maria pode contemplar a glória de Deus cumprindo as profecias da Antiga aliança, trazendo ao mundo o Messias prometido como Luz para dissipar as trevas do pecado, trazendo paz aos homens (Lc 2:14).
O silêncio de Maria lhe permitiu acolher o mistério da Identidade de Cristo. Num outro texto Lucas menciona novamente a atitude de Maria frente à revelação do mistério divino – “Sua mãe, porém, guardava todas essas coisas em seu coração” (cf. Lc 2:51b). Que mistério foi esse que ela guardou em recolhimento interior e oração? O contexto dos versos anteriores (vs. 41-50) nos mostra que foi a revelação da identidade de Jesus com o Pai Celeste exposta nas suas próprias palavras – “Por que vocês estavam me procurando? Não sabiam que eu devia estar na casa de meu Pai?”(v.49). Mesmo não tendo compreendido naquele momento todas as implicações do que fora dito por seu jovem filho (v.50), Maria acolheu aquelas palavras “Jesus se diz filho do próprio Deus”. O acolhimento do mistério contido nas palavras de Jesus possibilitou no futuro Maria compreender que Jesus e o Pai eram um (cf. Jo 10:30; 14:9,10) e que como seu Senhor e Mestre ele não lhe devia mais obediência (Jo 2:3,4) e sim que deveria ser obedecido em tudo (Jo 2:5). No silencio interior do coração Maria intuiu que aquele judeu pré-adolescente não era só o filho do carpinteiro José, seu marido, mas antes de tudo o Unigênito do Pai.
E o silêncio de Maria lhe permitiu acolher o mistério da paixão de Cristo.Apesar de não encontramos a mesma fórmula dos pontos anteriores que nos falam de Maria guardando palavras e acontecimentos no coração em atitude de meditação, não podemos desprezar a presença dessa mesma atitude perante a crucificação – “Perto da cruz de Jesus estavam sua mãe, a irmã dela, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena” (Jo 19:25). Maria diante do corpo pregado na cruz não diz nada. Chora apenas. E contempla a Graça e o amor redentor de Deus sendo levado até as últimas consequências por cada um de nós, inclusive por ela mesma. No silêncio de seu coração contemplativo ela descobre aos pés da cruz que naquela paixão divina havia substituição (cf. Mt 27:46), havia perdão (cf. Lc 23:34) e havia redenção (cf. Jo 19:30).
O silêncio de Maria não era um silêncio alienado, desatento e inútil. Pelo contrário, era atento e profícuo. Não vemos Maria investindo grandes somas de tempo para a realização de retiros silenciosos e meditativos. Pelo menos as Escrituras não nos relatam nada a esse respeito. Ao passo que nos mostra uma mulher comum que vivia as nuances da vida cotidiana numa dimensão espiritual. E isso lhe era possível porque ela guardava todas as coisas meditando-as no seu coração.
Essa atitude interior silenciosa lhe permitiu acolher os grandes mistérios do advento, da encarnação e da paixão, bem como a apreensão do Sagrado que lhe era oferecido por detrás dos eventos ordinários de um dia (inclusive no bronquear com o filho de 12 anos que desaparece do nada!).
Que possamos seguir seu exemplo. Que nos esforcemos para cultivar momentos silenciosos devocionais para meditarmos e orarmos. Que o silêncio desses momentos nos acompanhe no decorrer do dia à medida que em meio às múltiplas atividades de nosso viver nos voltemos para nosso interior silencioso onde o Pai, o Filho e o Espírito Santo, o Deus Eterno e Triúno, nos aguarda para que continuemos a desfrutar de íntima comunhão.
Se fizermos assim como Maria cada simples atividade será meditação; cada simples acontecimento oração; cada simples pensamento contemplação.
Que Deus nos abençoe!
Vosso servo e irmão menor,

Felipe Maia, OESI/OFSE
Paz e bem.

https://vidacontemplativa.wordpress.com/2016/09/24/o-silencio-de-maria/

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

DEUS QUER SERVIR-SE DE MARIA NA SANTIFICAÇÃO DAS ALMAS

maria
A conduta das três pessoas da Santíssima Trindade, na encarnação e primeira vinda de Jesus Cristo, é a mesma de todos os dias, de um modo visível, na Igreja, e esse procedimento há de perdurar até à consumação dos séculos, na última vinda de Cristo.
Deus Pai ajuntou todas as águas e denominou-as mar; reuniu todas as graças e chamou-as Maria10. Este grande Deus tem um tesouro, um depósito riquíssimo, onde encerrou tudo que há de belo, brilhante, raro e precioso, até seu próprio Filho; e este tesouro imenso é Maria, que os anjos chamam o tesouro do Senhor11, e de cuja plenitude os homens se enriquecem.
Deus Filho comunicou a sua Mãe tudo que adquiriu por sua vida e morte: seus méritos infinitos e suas virtudes admiráveis. Fê-la tesoureira de tudo que seu Pai lhe deu em herança; é por ela que ele aplica seus méritos aos membros do corpo místico, que comunica suas virtudes, e distribui suas graças; é ela o canal misterioso, o aqueduto, pelo qual passam abundante e docemente suas misericórdias.
Deus Espírito Santo comunicou a Maria, sua fiel esposa, seus dons inefáveis, escolhendo-a para dispensadora de tudo que ele possui. Deste modo ela distribui seus dons e suas graças a quem quer, quanto quer, como quer e quando quer, e dom nenhum é concedido aos homens, que não passe por suas mãos virginais. Tal é a vontade de Deus, que tudo tenhamos por Maria e assim será enriquecida, elevada e honrada pelo Altíssimo, aquela que, em toda a vida, quis ser pobre, humilde e escondida até ao nada. Eis a opinião da Igreja e dos Santos Padres.12
Se eu me dirigisse aos espíritos fortes desta época, tudo isso, que digo simplesmente, poderia prová-lo pela Sagrada Escritura, pelos Santos Padres, citando longas passagens em latim e aduzindo os mais fortes argumentos, que o Padre Poiré deduz e desenvolve em sua Tríplicecoroa da Santíssima Virgem. Falo, porém, aos pobres e aos simples que, por serem de boa vontade e terem mais fé que a maior parte dos sábios, crêem com mais simplicidade e mérito, e, portanto, contento-me de lhes simplesmente a verdade, sem me preocupar em citar todos os textos latinos, embora mencione alguns, mas sem os rebuscar muito. Continuemos.
* * *
Pois que a graça aperfeiçoa a natureza e a glória aperfeiçoa a graça, é certo que Nosso Senhor continua a ser, no céu, tão Filho de Maria, como o foi na terra. Por conseguinte, ele conserva a submissão e obediência do mais perfeito dos filhos para com a melhor das mães. Cuidemos, porém, de não atribuir a essa dependência o menor abaixamento ou imperfeição em Jesus Cristo. Maria está infinitamente abaixo de seu Filho, que é Deus, e, portanto, não lhe dá ordens, como uma mãe terrestre as dá a seu filho. Maria, porque está toda transformada em Deus pela graça e pela glória que, em Deus, transforma todos os santos, não pede, não quer, não faz a menor coisa contrário à eterna e imutável vontade de Deus. Quando se lê, portanto, nos escritos de São Bernardo, São Bernardino, São Boaventura, etc., que no céu e na terra tudo, o próprio Deus, está submisso à Santíssima Virgem13, devemos entender que a autoridade, que Deus espontaneamente lhe conferiu, é tão grande que ela parece ter o mesmo poder que Deus, e que suas preces e rogos são tão eficazes que se podem tomar como ordens junto de sua Majestade, e ele não resiste nunca às súplicas de sua Mãe, porque ela é sempre humilde e conformada à vontade divina.
Se Moisés, pela força de sua oração, conseguiu sustar a cólera de Deus contra os israelitas, e de tal modo que o altíssimo e infinitamente misericordioso Senhor lhe disse que o deixasse encolerizar-se e punir aquele povo rebelde, que devemos pensar, com muito mais razão, da prece da humilde Maria, a digna Mãe de Deus, que tem mais poder junto da Majestade divina, que as preces e intercessões de todos os anjos e santos do céu e da terra?14
No céu, Maria dá ordens aos anjos e aos bem-aventurados. Para recompensar sua profunda humildade, Deus lhe deu o poder e a missão de povoar de santos os tronos vazios, que os anjos apóstatas abandonaram e perderam por orgulho.15 E a vontade do Altíssimo, que exalta os humildes (Lc 1, 52), é que o céu, a terra e o inferno se curvem, de bom ou mau grado, às ordens da humilde Maria16, pois ele a fez soberana do céu e da terra, general de seus exércitos, tesoureira de suas riquezas, dispensadora de sua graças, artífice de suas grandes maravilhas, reparadora do gênero humano, medidora para os homens, exterminadora dos inimigos de Deus e a fiel companheira de sua grandezas e de seus triunfos.
* * *
Por meio de Maria, Deus Pai quer que aumente sempre o número de seus filhos, até a consumação dos séculos, e diz-lhes estas palavras: In Iacob inhabita – Habita em Jacob (Ecli 24, 13), isto é, faze tua morada e residência em meus filhos e predestinados, figurados por Jacob e não nos filhos do demônio e nos réprobos, que Esaú figura.
Assim como na geração natural e corporal há um pai e uma mãe, há, na geração sobrenatural, um pai que é Deus e uma mãe, Maria Santíssima. Todos os verdadeiros filhos de Deus e os predestinados têm Deus por pai, e Maria por mãe; e quem não tem Maria por mãe, não tem Deus por pai. Por isso, os réprobos, os hereges, os cismáticos, etc., que odeiam ou olham com desprezo ou indiferença a Santíssima Virgem, não têm Deus por pai, ainda que disto se gloriem, pois não têm Maria por mãe. Se eles a tivessem por Mãe, haviam de amá-la e honrá-la, como um bom e verdadeiro filho ama e honra naturalmente sua mãe que lhe deu a vida.
O sinal mais infalível e indubitável para distinguir um herege, um cismático, um réprobo, de um predestinado, é que o herege e o réprobo ostentam desprezo e indiferença pela Santíssima Virgem17 e buscam por suas palavras e exemplos, abertamente e às escondidas, às vezes sob belos pretextos, diminuir e amesquinhar o culto e o amor a Maria. Ah! Não foi nestes que Deus Pai disse a Maria que fizesse sua morada, pois são filhos de Esaú.
* * *
O desejo de Deus Filho é formar-se e, por assim dizer, encarnar-se todos os dias, por meio de sua Mãe, em seus membros. Ele lhe diz: “In Israel hereditare – Possui tua herança em Israel” (Ecli 24, 13), como se dissesse: Deus, meu Pai, deu-me por herança todas as nações da terra, todos os homens bons e maus, predestinados e réprobos. Eu os conduzirei, uns com a vara de ouro, outros com a vara de ferro; serei o pai e advogado de uns, o justo vingador para outros, o juiz de todos; mas vós, minha querida Mãe, só tereis por herança e possessão os predestinados, figurados por Israel. Como sua boa mãe vós lhes dareis a vida, os nutrireis, educareis; e, como sua soberana, os conduzireis, governareis e defendereis.
“Um grande número de homens nasceu nela”, diz o Espírito Santo: Homo et homo natus est in ea. Conforme a explicação de alguns Santos Padres o primeiro homem nascido em Maria é o homem-Deus, Jesus Cristo; o segundo é um homem puro, filho de Deus e de Maria por adoção. Se Jesus Cristo, o chefe dos homens, nasceu nela, os predestinados, que são os membros deste chefe, devem também nascer nela, por uma conseqüência necessária. Não há mãe que dê à luz a cabeça sem os membros ou os membros sem a cabeça: seria uma monstruosidade da natureza. Do mesmo modo, na ordem da graça, a cabeça e os membros nascem da mesma mãe, e, se um membro do Corpo Místico de Jesus Cristo, isto é, um predestinado, nascesse de outra mãe que Maria, que produziu a cabeça, não seria um predestinado, nem membro de Jesus Cristo, e sim um monstro na ordem da graça.
além disso, pois que Jesus é agora, mais do que nunca, o fruto de Maria, como lhe repetem mil e mil vezes diariamente o céu e a terra: “…e bendito é o fruto do vosso ventre”, é certo que Jesus Cristo, para cada homem em particular, que o possui, é tão verdadeiramente o fruto e obra de Maria como pra todo o mundo em geral. Deste modo, se qualquer fiel tem Jesus Cristo formado em seu coração, pode atrever-se a dizer: “Mil graças a Maria! este Jesus que eu possuo é, com efeito, seu fruto, e sem ela eu jamais o teria”. Pode-se aind aplicar-lhes, com mais propriedade que São Paulo aplica a si próprio, as palavras: “Quos iterum parturio, donec formetur Christus in vobis” (Gal 4, 19): Dou à luz todos os dias os filhos de Deus, até que Jesus Cristo seja nele formado em toda a plenitude de sua idade. Santo Agostinho, sobrepujando a si mesmo, e tudo o que acabo de dizer, confirma que todos os predestinados, para serem conformes à imagem do Filho de Deus, são, neste mundo ocultos no seio da Santíssima Virgem, e aí guardados, alimentados, mantidos e engrandecidos por esta boa Mãe, até que ela os dê à glória, depois da morte, que é propriamente o dia de seu nascimento, como qualifica a Igreja a morte dos justos. Ó mistério de graça, que os réprobos desconhecem e os predestinados conhecem muito pouco.
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É vontade de Deus Espírito Santo que nela e por ela se formem eleitos. “In electis meis mitte radices” (Ecli 24, 12), lhe diz ele: Minha bem-amada e minha esposa, lança em meus eleitos as raízes de todas as virtudes, a fim de que eles cresçam de virtude em virtude e de graça em graça. Tive tanta complacência em ti, quando vivias na terra, praticando as mais sublimes virtudes, que desejo ainda encontrar-te sobre a terra sem que deixes de estar no céu. Reproduze-te, portanto, em meus eleitos. Que eu veja neles com complacência as raízes de tua fé invencível, de tua humildade profunda, de tua mortificação universal, de tua oração sublime, de tua caridade ardente, de tua firmíssima esperança e de todas as tuas virtudes. É sempre a minha esposa tão fiel, tão pura e tão fecunda como nunca: que tua fé me dê fiéis, que tua pureza me dê virgens, que tua fecundidade me dê eleitos e templos.
QUANDO MARIA LANÇA SUAS RAÍZES EM UMA ALMA, maravilhas de graça se produzem, que só ela pode produzir, pois é a única Virgem fecunda que não teve jamais, nem terá semelhante em pureza e fecundidade.
Maria produziu, com o Espírito Santo, a maior maravilha que existiu e existirá – um Deus-homem; e ela produzirá, por conseguinte, as coisas mais admiráveis que hão de existir nos últimos tempos. A formação e educação dos grandes santos, que aparecerão no fim do mundo, lhe está reservada, pois só esta Virgem singular e milagrosa pode produzir, em união com o Espírito santo, as obras singulares e extraordinárias.
Quando o Espírito Santo, seu esposo, a encontra numa alma, ele se apodera dessa alma, penetra-a com toda a plenitude, comunicando-se-lhe abundantemente e na medida que lhe concede sua esposa; e uma das razões por que, hoje em dia, o Espírito Santo não opera, nas almas, maravilhas retumbantes, é não encontrar ele uma união bastante forte entre as almas e sua esposa fiel e inseparável. Digo esposa inseparável porque, depois que este Amor substancial do Pai e do Filho desposou Maria para produzir Jesus Cristo, o chefe dos eleitos, e Jesus Cristo nos eleitos, nunca a repudiou, pois ela tem sido sempre fiel e fecunda
Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem – São Luiz Maria Grignon de Montfort
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10) Appellvit eam Mariam, quasi mare gratiarum (S. Antonino, Summa, p. IV, tit. 15, cap. 4, § 2).
11) Ipsa est thesaurus Domini (Idiota, In contemplatione B.M.V.).
12) Ver, entre outros, São Bernardo e São Bernardino de Sena, que S. Luís Maria cita mais adiante (141-142).
13) Ver adiante a citação (nº 76).
14) S. Agostinho, Sermo 208 in Assumpt., nº 12.
15) Per Mariam ab hominibus Angelorum chori reintegrantur (São Boaventura – Speculum B.V., lect. XI, § 6).
16) In nomine tuo omne genu flectatur caelestium, terrestrium et infernorum (São Boaventura – Psalter. maius B.V., Cantic. Instar “Cantici trium puerorum”).
17) Quicumque vult salvus esse, ante omnia opus est ut teneat de Maria firmam fidem (São Boaventura, Psalter. maius B.V., Symbol. Instar Symboli Athanasii).

Como lidar com pessoas difíceis


5 maneiras como Jesus aceitava o inconveniente, o incoerente e o irritante

Little boy with camera is shooting his dog

Como deveríamos tratar as pessoas com um caráter difícil?
Algumas pessoas podem ser complicadas de conviver simplesmente porque representam um desafio. Talvez sejam complicadas porque vivemos com elas (e a convivência próxima amplia as rivalidades). Quem sabe seja difícil porque nós somos complicados e há algo em nós que as irrita. Ou realmente são difíceis.
Seja qual for o caso, podemos aprender a aceitar os inconvenientes, as incoerências e as perturbações (da gente e dos acontecimentos) de nossa vida e vê-los não como desconforto necessário, mas sim como presentes da vida.
A escritora católica americana Heather King escreveu:
Quando estamos abertos e receptivos a tudo o que o mundo tem para nos oferecer, e o mundo inteiro nos instrui, então tudo ao nosso redor se ilumina por dentro. É então que percebemos que tudo está, ou pode estar, conectado com nossa busca da beleza e da ordem. Tudo “encaixa”: bonecas velhas, jornais em ruínas, botões descartados; as pessoas difíceis.
Conseguir enxergar pessoas difíceis de uma forma positiva pode ser pedir muito. Mas podemos começar por aprender a tratar os demais de uma forma parecida como Jesus fez.
As Escrituras nos ensinam algumas das maneiras como Jesus tratou pessoas difíceis:

1. Jesus faz perguntas
No Capítulo 2 de Lucas, pedem a Jesus que resolva uma disputa familiar e Ele basicamente responde, “Eu sou sua babá?” (eu sei, é uma tradução muito livre). É interessante destacar que Jesus fazmuitas perguntas nas Escrituras. As perguntas de Jesus às vezes eram retóricas, ou desafiantes, e outras vezes ele também esperava respostas e opiniões. Ao fazer perguntas, Jesus enfatiza sua atitude aberta para com o seu interlocutor.
É curioso, mas nós não somos de fazer muitas perguntas. Damos consentimento, palestras, damos lições, observamos, interrompemos e julgamos. Mas raras vezes fazemos perguntas ao outro. Jesus, ao fazer perguntas frequentemente (creio que estava modelando o comportamento de um bom comunicador), mostra o suficiente interesse pela outra pessoa para iniciar e estimular uma conversa. Ainda mais,  quando são pessoas de difícil tratamento.

2. Jesus nunca se sente encurralado
No Capítulo 6 de Lucas, Jesus está dando um passeio de sabbat (Sábado, entre o judeus é o dia de festa dedicado ao culto divino)com seus discípulos, quando aparecem os fariseus, como se tivessem saído do nada, e o acusam de quebrar o sabbat. Jesus não se altera. Nunca se assusta com as pessoas que tentam colocar um obstáculo ou que pensam o pior Dele, porque Ele não se importa com o que os outros pensam.
Existem ocasiões em que há pessoas que nos encurralam com suas presunções e críticas e isso pode fazer-nos duvidar se a maneira que vemos é mais objetiva do que a percepção que temos de nós mesmos. É duro quando os outros nos interpretam mal ou não se esforçam em nos conhecer antes de nos julgar. Porém, tal como fazia Jesus, não temos que nos sentir definidos pelas projeções que os outros têm de nós. Nossa identidade habita em Deus e Nele devemos buscá-la, não no que as outras pessoas tentam impor.

3. Jesus sabe quando ignorar
Lembra quando Jesus irritou todos os antigos vizinhos e amigos de sua cidade natal, Nazaré? Eles ficaram tão furiosos que decidiram atirá-lo de um penhasco. Jesus, ao ver que essas pessoas não tinham razão, ignorou seu ódio, “passando pelo meio deles, seguia seu caminho” (Lucas 4).
Algumas vezes as pessoas difíceis têm acessos de raiva, falam com dureza ou abusam de nós (uma maneira muito comum é na internet, por exemplo). É hora de desligar e voltar. Jesus sabia manter sua pressão sanguínea sob controle e não desviava os olhos de seu objetivo. Claro, se temos que falar as coisas claras para alguma pessoa, uma boa discussão frente a frente pode ajudar. Mas melhor quando seguramos os ânimos.
4. Jesus não se põe na defensiva
No Capítulo 10 de Marcos, Tiago e João dizem a Jesus: “Mestre, queremos que nos faças o que vamos te pedir”. Mas Jesus é independente, de modo que os favores que os outros lhe pedem e os abusos de confiança não o ameaçam. Sabe quando dizer não ou dizer sim, e não se castiga quando não faz os outros felizes.
Em algumas ocasiões as pessoas podem pedir de nós mais do que podemos dar. Podem tentar nos convencer fazendo-nos sentir culpados e antes de percebermos estaremos satisfazendo um caprichoso ou um mandão (e mandar é um vício difícil de satisfazer!). Mas Jesus não tenta agradar as pessoas. Jesus não precisa proteger-se dos outros; a vontade de Deus é segurança suficiente. Esta é a origem da sua defesa.

5. Jesus é flexível
Em Mateus 15, uma mulher cananeia pede para Jesus curar sua filha, e Ele se recusa. Mas, em seguida, comovido pela resposta da mulher, que demostra ter uma grande fé, decide fazer a cura. Jesus se aproxima das pessoas com uma mente aberta. Permite que o Espírito Santo o guie.
Quando uma pessoa difícil se aproxima, pode passar pela nossa cabeça ‘Ótimo, vamos começar’ ou ‘Eu já sei o que vai dizer’, mas Jesus mantém uma mente aberta quando os outros se aproximam. Porque nunca se sabe.
É possível que o Espírito Santo te guie, ou guie a alguém de caráter complexo, e que atue de forma diferente, inesperada. O estar próximo dos outros nos aproxima também do Espírito Santo, que trabalha dentro de nós e das outras pessoas.

http://pt.aleteia.org/2016/09/20/como-lidar-com-pessoas-dificeis/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Frases para reflexão


"Compreendi que o Amor englobava todas as vocações, que o Amor era tudo."
(Santa Teresinha do Menino Jesus)


"Se soubesse quanto vale uma só alma para Jesus, nunca mais te lamentarias."
(São Padre Pio de Pietrelcina)

Escravos de Maria, [18.09.16 08:40]
"Compreendi que o Amor englobava todas as vocações, que o Amor era tudo."
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
Recado Santo - Mensagens que santificam


"Se soubesse quanto vale uma só alma para Jesus, nunca mais te lamentarias."
(São Padre Pio de Pietrelcina)
Recado Santo - Mensagens que santificam


"A humildade leva cada alma a não desanimar diante dos próprios erros. A verdadeira humildade leva a pedir perdão!"
(São Josemaria Escrivá)


sábado, 17 de setembro de 2016

VOCÊ SABE QUAL É O VERDADEIRO SIGNIFICADO DO ESCAPULÁRIO?

MUITOS DE NÓS USAMOS MAS, NÃO SABEMOS DE ONDE VEIO, O QUE SIGNIFICA E SE É NECESSÁRIO UM PADRE ABENÇOAR OU NÃO... VAMOS APRENDER?
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Compreenda por que devemos utilizar o escapulário e seu significado para a Igreja

Muitas pessoas utilizam o escapulário por modismo ou simplesmente porque outros o usam, mas qual é o verdadeiro significado dele?

São muitos os que usam o escapulário ou outros objetos de devoção sem saber o verdadeiro significado deles, pior ainda quando o usam como um amuleto, algo mágico que “dá sorte”, que livra de “mau-olhado” ou coisa semelhante.

Como se o verdadeiro sentido não viesse do coração daquele que usa tal objeto, que, conhecendo o seu verdadeiro significado, usa-o para sinalizar algo que está em seu íntimo, em sua fé, em seus propósitos e conversão. Muitos usam cruzes, medalhinhas, terços e vários escapulários de Nossa Senhora do Carmo como modismo, porque todo mundo está usando ou porque “aquele artista” usou na novela.

Mas qual o verdadeiro significado do escapulário?

O escapulário ou bentinho do Carmo é um sinal externo de devoção mariana, que consiste na consagração a Santíssima Virgem Maria, por meio da inscrição na Ordem Carmelita, na esperança de sua proteção maternal. O escapulário do Carmo é um sacramental. No dizer do Vaticano II, “um sinal sagrado, segundo o modelo dos sacramentos, por intermédio do qual significam efeitos, sobretudo espirituais, que se obtêm pela intercessão da Igreja” (SC 60).

“A devoção do escapulário do Carmo fez descer sobre o mundo copiosa chuva de graças espirituais e temporais” (Pio XII, 6/8/50).

A devoção ao escapulário de Nossa Senhora do Carmo teve início com a visão de São Simão Stock. Segundo a tradição, a Ordem do Carmo atravessava uma fase difícil entre os anos 1230-1250. Recém-chegada à Europa como nômade, expulsa pelos muçulmanos do Monte Carmelo, a Ordem atravessava um período crítico. Os frades carmelitas encontravam forte resistência de outras ordens religiosas para sua inserção. Eram hostilizados e até satirizados por sua maneira de se vestir. O futuro dos carmelitas era dirigido por Simão Stock, homem de fé e grande devoto de Nossa Senhora.

O escapulário era um avental usado pelos monges durante o trabalho para não sujar a túnica. Colocado sobre as escápulas (ombros), o escapulário é uma peça do hábito que ainda hoje todo carmelita usa. Com o tempo, estabeleceu-se um escapulário reduzido para ser dado aos fiéis leigos. Dessa forma, quem o usasse poderia participar da espiritualidade do Carmelo e das grandes graças que a ele estão ligadas; entre outras o privilégio sabatino. Em sua bula, chamada Sabatina, o Papa João XXII afirma que aqueles que usarem o escapulário serão depressa libertados das penas do purgatório no sábado, que se seguir a sua morte. As vantagens do privilégio sabatino foram ainda confirmadas pela Sagrada Congregação das Indulgências, em 14 de julho de 1908.

O escapulário é feito de dois quadradinhos de tecido marrom unidos por cordões, tendo de um lado a imagem de Nossa Senhora do Carmo, e de outro o Coração de Jesus, ou o brasão da Ordem do Carmo. É uma miniatura do hábito carmelita, por isso é uma veste. Quem se reveste do escapulário passa a fazer parte da família carmelita e se consagra a Nossa Senhora. Assim, o escapulário é um sinal visível da nossa aliança com Maria.

Compromissos de quem utiliza o escapulário

É importante destacar algumas atitudes que devem ser assumidas por quem se reveste desse sinal mariano:

• Colocar Deus em primeiro lugar na sua vida e buscar sempre realizar a vontade d’Ele.
• Escutar a Palavra de Deus na Bíblia e praticá-la na vida.
• Buscar a comunhão com Deus por meio da oração, que é um diálogo íntimo que temos com Aquele que nos ama.
• Abrir-se ao sofrimento do próximo, solidarizando-se com ele em suas necessidades, procurando solucioná-las.
• Participar com frequência dos sacramentos da Igreja, da Eucaristia e da confissão, para poder aprofundar o mistério de Cristo em sua vida.

Quem pode realizar essa imposição?
Antes do Concílio Vaticano II, era necessário que tal imposição fosse feita por algum sacerdote delegado pela própria Ordem dos Carmelitas. Atualmente, diz o mesmo ritual aprovado pela Congregação para o Culto Divino, "têm a faculdade de benzer o Escapulário os sacerdotes e os diáconos; além disso, outras pessoas autorizadas podem também fazer a sua imposição" [4].

É muito conveniente, mas não é absolutamente necessário, que o escapulário possua uma imagem de Nossa Senhora. Basta, como já dito, que ele possua dois pedaços de pano unidos por tiras, como uma veste que se impõe sobre o pescoço.

Também é importante lembrar que, uma vez feita a imposição nos moldes acima descritos, a bênção se transfere para a pessoa, pois ela se torna como que membro permanente da família carmelita, de modo que, deteriorado ou perdido o escapulário, basta que ele seja substituído por outro.

Fonte: Canção Nova/Padre Paulo Ricardo

COMPANHEIRAS DE JESUS

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Ao longo de seu ministério, Jesus contou com muita colaboração, inclusive de mulheres. Esta era uma situação inusitada, tendo em vista a maneira como eram consideradas naquela época. Apesar disso, Jesus não dispensou sua ajuda. Pelo contrário, via com bons olhos esta disposição a servir gratuitamente o Reino. 
            A atitude de Jesus, no contexto deste Reino, revelava a superação da condição de inferioridade das mulheres. De fato, ele as colocou em pé de igualdade com os doze. Sua tarefa consistia em prestar assistência a Jesus com seus bens, e, assim, aliviá-lo de certas preocupações materiais, inevitáveis para qualquer ser humano.
            O grupinho das discípulas de Jesus estava ligado a ele por laços de afeto e gratidão. Elas tinham sido curadas de suas enfermidades e libertadas dos espíritos malignos. Não se tratava de pessoas pobres. Admirável é o fato de terem colocado a  si mesmas e suas posses a serviço de quem estava empenhado na difusão do Reino.
            A valorização das mulheres por parte de Jesus e sua acolhida para servi-lo era um sinal de que ele não admitia, em se tratando do Reino de Deus, preconceito contra as mulheres. Tampouco, que alguém fosse posto de lado ou dispensado de marcar presença na tarefa evangelizadora.



Oração:

Senhor Jesus, ensina-nos a acolher a todas as pessoas, sem distinção, e a descobrir o papel de cada uma na missão evangelizadora.

Comentário sobre Lucas 8, 1-3 (Frutos da Cruz - Telegram)

domingo, 4 de setembro de 2016

Canonização de Madre Teresa de Calcutá


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Este é o retrato oficial da canonização de Madre Teresa de Calcutá que ocorrerá neste domingo dia (04/09). Que Madre Teresa de Calcutá interceda a Jesus por nós junto de todos os outros santos e santas da Igreja.

Esperar em Deus não é perder tempo é querer o melhor!

CONSIDERAÇÕES e  FORMAÇÃO, MADRE TERESA DE CALCUTÁ, TESTEMUNHO

Algumas linhas sobre a vida e testemunho da encantadora Madre de Calcutá e seu segredo de tanta ternura e caridade.
Hoje após ter terminado minha oração pessoal, comecei a ler um livro de espiritualidade que traz a história da vida e ensinamentos de Madre Teresa de Calcutá.

Como é belo ver alguém que pregou e viveu a maior virtude de Cristo que é a caridade. Isso toca o nosso coração e renova nossa alma. Essa mulher de espírito tão belo, que foi considerada a primeira dama da caridade, quando em dezembro de 1979 recebeu o prêmio Nobel da Paz, na cidade de Oslo, na Noruega, após ter recebido alto elogio do presidente da ONU, ela disse: “Eu sou somente uma pobre mulher que reza e rezando o Senhor Jesus me enche o coração de amor pelos pobres, assim, posso ama-los com o amor de Deus”. Madre Teresa se considerava como um simples lápis que Deus usava para escrever mensagens de amor.
Madre Teresa fundou a congregação das Missionárias e dos Missionários da Caridade, em Calcutá, outubro de 1950, sua congregação tornou-se uma forte corrente de graça no seio da Igreja e pra toda a sociedade, as missionárias e missionários da Caridade, que em sessenta anos, cresceram de modo inimaginável. Madre Teresa influenciou com sua palavra, testemunho e exemplo toda uma geração de cristãos e não cristãos no incentivo à vivencia do amor aos pobres e miseráveis deste mundo. E assim, com sua congregação, ela continua a acolher os pobres para amar-lhes com o amor de Deus e para consolar-lhes com a mais bela e verdadeira notícia “Deus te ama”. A todos ela repetia incansavelmente , Deus é Amor.
O Papa João Paulo II no dia da sua beatificação em Outubro de 2003 disse: “Estou pessoalmente grato a esta mulher corajosa, que senti sempre ao meu lado. Ícone do Bom Samaritano, ela ia a toda a parte para servir Cristo nos mais pobres entre os pobres. Nem conflitos, nem guerras conseguiam ser um impedimento para ela. A vida de Madre Teresa recorda a todos que a missão evangelizadora da Igreja passa através da caridade, alimentada na oração e na escuta da palavra de Deus. É emblemática deste estilo missionário a imagem que mostra a nova Beata que, com uma mão, segura uma criança e, com a outra, desfia o Rosário. Contemplação e ação, evangelização e promoção humana: Madre Teresa proclama o Evangelho com a sua vida inteiramente doada aos pobres mas, ao mesmo tempo, envolvida pela graça da oração”.
Um jornalista visitando um hospital e, vendo a solicitude e o carinho com que madre Teresa de Calcutá, limpava as feridas de um mendigo, disse, com um lenço no nariz por causa do mau odor:

– Irmã, eu não faria isso nem por um milhão de dólares!
Então ela levantou os olhos doces e tranquilos para o jornalista e lhe disse:
– Eu também não faria por um milhão de dólares. Faço por amor a Deus e a esse meu pobre irmão doente.
Recordamos também, o fascinante fato: quando levaram uma mulher numa situação inacreditável, pois foi pisoteada em uma manifestação violenta, Madre Teresa a acolheu com sua grande delicadeza e carinho maternal cuidou dela e limpou suas feridas por horas. A mulher mesmo com toda sua situação triste por causas das feridas perguntou a Madre Teresa: “Irmã, mas porque você faz isso? Nem todos fazem assim, quem lhe ensinou essas coisas? Madre Teresa com docilidade de alma respondeu: “Quem me ensinou foi o meu Deus”. E aquela mulher lhe pediu: “Faça-me conhecer o teu Deus”. Naquele momento a Madre, abraçou-a, e lhe deu uma maravilhosa resposta: “O meu Deus você agora já conhece. O meu Deus se chama Amor”.
O segredo de Madre Teresa é o segredo do cristianismo. O nosso segredo é o Deus que nos ama e sendo amados, nos tornamos capazes de fazer o amor acontecer na vida dos outros, de amar aonde estivermos. , Deus é amor. Deus te ama

Fonte: Frutos da Cruz

PORQUE O DEMÔNIO ODEIA MARIA - Por Frei Elias Vella

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Frei Elias Vella é padre exorcista da Ilha de Malta. Ele esteve pregando retiro na Canção Nova nos dias 9 a 11/07/2004.

“Uma arma que é muito efetiva e poderosa para vencer o demônio, é Maria. O demônio treme diante de Maria. Eu agora vou dizer algo que pode chocar você um pouquinho: durante as orações de exorcismo, quando mencionamos o nome Maria para o demônio, ele se torna até mais furioso do que quando a gente menciona Jesus”.

Continua Pe Elisas: “Vou tentar explicar: eu não estou dizendo que ele tema mais a Maria do que a Jesus. O que eu estou dizendo é que ele se torna mais raivoso quando se menciona Maria do que quando se menciona Jesus. E a razão é a seguinte: ele sabe que Jesus é o filho de Deus. Ele sabe que Jesus o venceu. Apesar de ser tão orgulhoso ele sabe que precisa dobrar o joelho diante de Jesus. Mas ele não pode agüentar que Maria, uma criatura, uma criatura humana possa tê-lo vencido”. 

Segue pe Elias: “Durante o exorcismo, Deus ordena ao demônio a dizer a verdade. Quando um exorcista pergunta ao demônio: “por que você treme diante de Maria”? Neste momento, Deus ordena ao demônio que responda. E que responda a verdade. E o demônio responde: “eu odeio Maria porque ela é muito humilde”. O demônio não tem medo das pessoas que ficam gritando ao tentar expulsá-lo. Ele não se impressiona com gritaria. Ele é um espírito. Não tem ouvido. Então não há utilidade nenhuma ficar gritando”.

“O demônio odeia a humildade. Ele não tem medo de gritaria, mas a humildade o apavora. Quanto mais humilde, mais ele treme. Exatamente porque ele é orgulhoso”. (Padre Elias Vella).

COMENTÁRIO 

Maria mesmo disse: “manifestou o poder de seu braço: desconsertou os corações dos soberbos. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes”. (Lc 1, 51-52)

O demônio tentou Eva, dizendo que se ela comesse do fruto proibido se tornaria igual e independente de Deus. Eva entrou na dele. Com o sonho de se tornar igual a Deus, (orgulho) comeu do fruto e depois percebeu o quanto foi enganada. Maria, ao saber que fora escolhida por Deus para ser mãe de Seu Filho, tinha todos os motivos para se assoberbar e orgulhar. No entanto, eis o que ela diz: “eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim, segundo a tua palavra” (Lc 1, 38). 

TOMEMOS CUIDADO! Alguns sinais de que alguém pode estar sendo movido pelo espírito do mal (orgulho) e não pelo Espírito Santo. Quando passa a afirmar:- Eu estou salvo e você está condenado.- Só eu estou certo e você está errado. - Só minha igreja salva. Fora delas todos estão condenados.

- Eu não faço nada de errado. Estou certo!- Eu não obedeço a homens. Só a Deus.

- Eu não aceito Maria. Ela é uma mulher como outra qualquer. 

BRECHAS: 

São espaços que podemos dar para que o demônio entre. Evitemos tê-laspecados não confessados; - falta de perdão,

- envolvimentos com práticas de superstições.

- A DESOBEDIÊNCIA É, DE TODAS, A MAIS TERRÍVEL.

Todas as chances que tivermos de obedecer, obedeçamos. Assim, o orgulho ficará do lado de fora e a humildade habitará em nosso coração.


Frutos da Cruz

sábado, 27 de agosto de 2016

A força de um terço à sombra da forca


A conversão impulsionada pelo testemunho de um mártir fiel a Nossa Senhora
terco das 7 dores

No dia 10 de março de 1615, em Glasgow, na Escócia, o ilustre missionário jesuíta São João Ogilvie subia ao cadafalso. Ele ia expiar, com o suplício da forca, o “crime” de ter pregado o Evangelho; o “crime” de ser sacerdote católico.
Nessa hora suprema, de pé, em cima do estrado donde dominava vários milhares de espectadores, querendo deixar-lhes uma lembrança e, simultaneamente, um penhor daquela Fé pela qual se sentia feliz em morrer, pegou um único objeto que lhe restava, um terço, e arremessou-o com força para o meio da multidão.
Ora, aconteceu que o terço foi bater em cheio no peito de um rapaz húngaro, calvinista, João de Heckersdorff, que fazia viagens de estudo e recreio e nesse dia se encontrava casualmente em Glasgow.
Ele ficou profundamente emocionado. A lembrança daquele terço perseguiu-o em toda parte, até o dia em que abjurou a heresia em Roma, aos pés do Santo Padre. Disse inúmeras vezes, até morrer, que atribuía ao terço a sua conversão.
Quem pode imaginar o poder que exerce na alma de um pecador um símbolo tão singelo de fé, usado por quem dá testemunho de coerência até a morte?
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Da revista “O Desbravador”, do Grêmio Cultural Santa Maria, núm. 82, outubro de 1986; via blog Almas Castelos

Vontade do Altíssimo



“ É vontade do Altíssimo, que exalta os humildes (Lc 1, 52), que o Céu, a Terra e os infernos obedeçam, livre ou forçadamente, às ordens da humilde Maria. Fê-la soberana do Céu e da Terra, condutora dos Seus exércitos, guarda dos Seus tesouros, dispensadora das suas graças, obreira das suas grandes maravilhas, reparadora do gênero humano, medianeira dos homens, vencedora dos inimigos de Deus e fiel companheira de suas grandezas e triunfos ”

- São Luís Maria Grignion de Montfort